TRABALHO DE PARTO
Esta questão de entrar em «trabalho de parto» ,deixa-me sem vontade de fazer nada, o que me é, de todo ,inhabitual.
Não sei se a minha mãe quando me teve ,nas horas anteriores, se sentiu assim :-sem saber se valeria a pena .Eu creio que depois Ela sempre sentiu que sim ;esforcei-me ,loucamente para isso .
Eu não sei se o Ensaio valeu a pena ,ou não… .Oxalá daqui a uns tempos eu o possa julgar .
------------------------------------------------------------------------------------------
Mesmo nestas condições fui ontem ao Porto apresentar o Livro «80º Norte» de Valdemar Aveiro .
Mesmo neste estado de espírito ,um pedido de um amigo não se nega .
Sobre o que perorei sobre o livro guardo para mais tarde, publicá-lo no Site .De todo o modo adianto, desde já ,tratar-se de um livro de quase memórias ,que se lê com evidente agrado ,leve ,contendo algumas estórias interessante ,se bem que, particularmente ,elas pudessem ser de outro tipo ,mais realistas, como que muito ganharia o livro
A personalidade de Valdemar ,um arquétipo de um «ílhavo»,um ser que subiu a vida a pulso ,inquieto e decidido a distinguir-se ,tem tos os motivos para se louvar
É estranho o que está a acontecer cada vez com maior frequência .Aveiro aproveita tudo ,e o que é certo é que os últimos programas culturais ali apresentados têm tido umas participação notável de gente desta Terra .Parece que a debandada é imparável .Merecia profunda reflexão
Algo vai muito mal .Se os autores assim procedem –e cada vez há mais a fazê-lo –isso diz da inexistência ,a todos os títulos, de uma politica cultural aqui em Ílhavo. Apenas preocupada ,apenas e só ,com os edifícios loucos ,mas nada preocupada com a cativação dos autores .Desprezando-os, e até ,ao que sei, maltratando-os .
Isso pode ter custos terríveis no futuro .Irreversíveis.
--------------------------------------------------------------------------------------------
Em conversa com um grupo onde se encontravam altos representantes do Partido Social Democrático ,foi uma vez mais confessada a grande infelicidade da decisão da construção do chamado Centro Cultural .Parece que o próprio R,E. teria -já! -concordado com a infelicidade de tal decisão .Catastrófico. .
Foi pena . Agora para ali fica o mamarracho á espera que um dia o camartelo o deite abaixo
--------------------------------------------------------------------------------------------
Indo para coisas mais sérias mete-me os mais sérios engulhos ,esta dita Sociedade mais Ílhavo ,que só tem esta designação ,pela regra matemática de que ,como sabemos ,menos por menos, dá mais .
È bem claro que com a mesma vamos ter Ílhavo que não interessa a ninguém feito em condições que agravarão o nosso desenvolvimento futuro :Mais obra ,mais betão ,mais despesismo , mais faz de conta que não ficaremos a dever mais –o que é perfeito embuste!- e que quem vier apague a luz .
O curioso é que mesmo os mais chegados não conseguem responder-me ás simples interrogações .
Vejamos :
A sociedade na qual participa a Câmara ,vai fazer todo um punhado de obras ,por Administração directa ,da qual nem sequer há planos acabados .Assim os custos inerentes a cada uma não são conhecidos .Como serão depois fixados sem submetidos a concurso ?
Vamos supor –e porque não ?!- que a meio essa sociedade entra em Falência ? O Sócio institucional ,naturalmente ,não se pode eximir ao compromisso das obrigações .E depois?
Outra questão e muito séria é a da presença descarada do Sr Presidente da Câmara como Presidente do Conselho de Administração .Menos transparência não pode haver .Deverá ser interessante ver o Presidente a defender o seu capital ,ao fazê-lo como sócio minoritário .E a fazer tudo para que os lucros da sociedade possam e devam ser o s maiores possíveis. Como serão distribuídos?
Estas soluções ,hoje proibidas ,formadas de afogadilho em oito dias ,antes que a Lei proibisse a marosca ,são um pantanal de enredos ,que só desprestigiam o poder autárquico ,com uma imagem de corrupção ,que é já a sua imagem de marca .
Exemplos destes ,são vergonhosos .E não sei mesmo ,se em pouco tempo eles não vão ser considerados ilegais, e lavados à sua dissolução
Havemos dce voltar a isto
Aladino
quinta-feira, junho 14, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
RIMA EM RODAPÉ
Falacioso pregador de tortuosa venta
Alarve esgoto de prosápia impúdica
Na asneira douto, na palavra estúpida
Feroz se mostra à assistência atenta.
No púlpito d’ Assembleia onde se apresenta
Ao Povo tolhido , em vão sussurro
Aponta o dedo em estrondoso urro
Escoiceando asneiras em que arrebenta
Quatro edis ao ouvirem os seus brados
Não justaram que gritasse contra modas
O pecador, de todos o mais descarado
Ouve tassalho ,com tal pregação não colhes
Jamais iremos esquecer
Os desmandos, com que diariamente nos… tolhes (1)
(1) Rima livre na Glosa a ELMANO
Aladino
Falacioso pregador de tortuosa venta
Alarve esgoto de prosápia impúdica
Na asneira douto, na palavra estúpida
Feroz se mostra à assistência atenta.
No púlpito d’ Assembleia onde se apresenta
Ao Povo tolhido , em vão sussurro
Aponta o dedo em estrondoso urro
Escoiceando asneiras em que arrebenta
Quatro edis ao ouvirem os seus brados
Não justaram que gritasse contra modas
O pecador, de todos o mais descarado
Ouve tassalho ,com tal pregação não colhes
Jamais iremos esquecer
Os desmandos, com que diariamente nos… tolhes (1)
(1) Rima livre na Glosa a ELMANO
Aladino
quarta-feira, maio 30, 2007
GREVE GERAL
UM DESASTRE
Creio ser iniludível que esta greve geral foi um fracasso .Total .E quando tal acontece ,isso é grave para os trabalhadores .
Creio que a mesma foi preparada atabalhoadamente ,com algum fito que não dar resposta às sérias questões enfrentadas pelos trabalhadores ,nos tempos difíceis que ocorrem .
Parece que a estrutura corporativa Sindical não percebe o que é fundamental para resistir ao novo problema que aflige o mundo do trabalho ,neste era da Globalização. .Fazer politica sindical como se fazia há dez, ou vinte anos, é um erro que sairá muito caro aos trabalhadores .Porque hoje –e para já -não hás alternativas consequentes ao sistema ,que ultrapassa claramente um País que não pode distanciar-se dos passos seguidos pelos outros, sem riscos de se auto-aniquilar .
Os Sindicatos (e em especial a CGTP) não perceberam que eles próprios têm de mudar de estratégia ,se quiserem empatar «o jogo». Mudar de estratégia ,implica mudar as suas estruturas corporativas e as caras que desde 74 ocupam inalteravelmente os posto nas ditas .Hoje uma Europa convive, toda ela ,mais ou menos do mesmo modo e com as mesmas respostas e fazendo um mesmo percurso ,tentando em conjunto minorar os problemas que em catadupa recaem sobre as economias locais. O patronato deixou de ter rosto, parecendo tornar-se cada vez mais ,apenas e só, uma entidade :O MERCADO.
O Estado ,que em ultima instância servia de albergue para todos –fossem bons ,óptimos ou maus –dando-lhes os mesmo incentivos, acabou .Ele próprio se vai sujeitando ao seu Patrão :O Mercado .O Estado tem que produzir, bem e barato .è a nova Lei .Tem de separar águas e olhar para a produtividade da sua produção .Senão desaparece e passa a ser comandado pelo dito Patrão sem rosto. Disso não tenhamos dúvidas .
Por isso os tempos que se avizinham serão dramáticos. Eu compreendo-o porque sempre vivi em risco ,em afirmação. Odiei, e afastei-me logo ,dos locais onde a promoção era por antiguidade e não por mérito, mesmo que na altura, ficar, fosse o mais cómodo .Mesmo depois de aí ter rompido com todas as barreiras – ao afirmar claramente que o queria fazer e provar – subvertendo o sistema, o que me deu enorme gozo .Mas nem assim fiquei satisfeito .E fui-me á procura de novos desafios.
Os tempos que aí vêm serão, isso ,mesmo de grande desafio .
Conhecer ,saber ,nunca parar de aprender, melhorar dia a dia a qualificação ,é necessário .Senão vegeta-se. Os Sindicatos devem ter o primeiro lugar nessa luta pela melhoria do conhecimento .Ou correm o risco de se tornarem associações de excluídos .
O movimento sindical português perdeu hoje ,claramente o seu tempo de validade ,tal como está. Tem de repensar o novo tempo ,no sentido de minorar o choque traumático da mudança.
O Governo tem que meditar .Esvaziado de oposição ,fica-lhe o caminho livre para todos os desmandos .Pode parecer tentador. Mas não é por aí que deve ir. Se falhar as culpas não serão distribuídas; serão, única e exclusivamente ,suas .
Tempo de parar um pouco .Para uns e outros reflectirem para no futuro .
Politicamente,o PCP vai sofrer com esta derrota .É incrível como este partido não percebeu que os tempos são outros e que não é desta esquerda que os trabalhadores precisam .
Nova IDEDOLOGIA,precisa-se .Já …enquanto é tempo …
Aladino
UM DESASTRE
Creio ser iniludível que esta greve geral foi um fracasso .Total .E quando tal acontece ,isso é grave para os trabalhadores .
Creio que a mesma foi preparada atabalhoadamente ,com algum fito que não dar resposta às sérias questões enfrentadas pelos trabalhadores ,nos tempos difíceis que ocorrem .
Parece que a estrutura corporativa Sindical não percebe o que é fundamental para resistir ao novo problema que aflige o mundo do trabalho ,neste era da Globalização. .Fazer politica sindical como se fazia há dez, ou vinte anos, é um erro que sairá muito caro aos trabalhadores .Porque hoje –e para já -não hás alternativas consequentes ao sistema ,que ultrapassa claramente um País que não pode distanciar-se dos passos seguidos pelos outros, sem riscos de se auto-aniquilar .
Os Sindicatos (e em especial a CGTP) não perceberam que eles próprios têm de mudar de estratégia ,se quiserem empatar «o jogo». Mudar de estratégia ,implica mudar as suas estruturas corporativas e as caras que desde 74 ocupam inalteravelmente os posto nas ditas .Hoje uma Europa convive, toda ela ,mais ou menos do mesmo modo e com as mesmas respostas e fazendo um mesmo percurso ,tentando em conjunto minorar os problemas que em catadupa recaem sobre as economias locais. O patronato deixou de ter rosto, parecendo tornar-se cada vez mais ,apenas e só, uma entidade :O MERCADO.
O Estado ,que em ultima instância servia de albergue para todos –fossem bons ,óptimos ou maus –dando-lhes os mesmo incentivos, acabou .Ele próprio se vai sujeitando ao seu Patrão :O Mercado .O Estado tem que produzir, bem e barato .è a nova Lei .Tem de separar águas e olhar para a produtividade da sua produção .Senão desaparece e passa a ser comandado pelo dito Patrão sem rosto. Disso não tenhamos dúvidas .
Por isso os tempos que se avizinham serão dramáticos. Eu compreendo-o porque sempre vivi em risco ,em afirmação. Odiei, e afastei-me logo ,dos locais onde a promoção era por antiguidade e não por mérito, mesmo que na altura, ficar, fosse o mais cómodo .Mesmo depois de aí ter rompido com todas as barreiras – ao afirmar claramente que o queria fazer e provar – subvertendo o sistema, o que me deu enorme gozo .Mas nem assim fiquei satisfeito .E fui-me á procura de novos desafios.
Os tempos que aí vêm serão, isso ,mesmo de grande desafio .
Conhecer ,saber ,nunca parar de aprender, melhorar dia a dia a qualificação ,é necessário .Senão vegeta-se. Os Sindicatos devem ter o primeiro lugar nessa luta pela melhoria do conhecimento .Ou correm o risco de se tornarem associações de excluídos .
O movimento sindical português perdeu hoje ,claramente o seu tempo de validade ,tal como está. Tem de repensar o novo tempo ,no sentido de minorar o choque traumático da mudança.
O Governo tem que meditar .Esvaziado de oposição ,fica-lhe o caminho livre para todos os desmandos .Pode parecer tentador. Mas não é por aí que deve ir. Se falhar as culpas não serão distribuídas; serão, única e exclusivamente ,suas .
Tempo de parar um pouco .Para uns e outros reflectirem para no futuro .
Politicamente,o PCP vai sofrer com esta derrota .É incrível como este partido não percebeu que os tempos são outros e que não é desta esquerda que os trabalhadores precisam .
Nova IDEDOLOGIA,precisa-se .Já …enquanto é tempo …
Aladino
segunda-feira, maio 28, 2007
O MUNDO ESTÁ PERIGOSAMENTE DO AVESSO .
Leio as coisas que vão sucedendo ,por vezes de um modo bem diferente do habitual .
1- Questão do Professor suspenso
A parte mais grave desta história ,para mim, não é o processo aberto .Processos e ou intenções sempre existiram .
O mais grave é que parece ter havido um delator ,um «pide» dos novos tempos, de que ninguém fala .Isso é que é absurdo ,não castigar exemplarmente.
O referido professor estava há VINTE ANOS na DREN. É obra .Então esses lugares não deveriam ser refrescado com ideias novas ,novos conceitos pedagógicos ,novas motivações? Aquilo mais parece o modelo sindical onde as figuras se eternizam .Assim não vamos lá .
O referido professor ( brincalhão ao que parece ,o que não traz mal nenhum ao mundo) vem dizer que tinha «tudo» no computador do seu gabinete .Tudo? Exactamente, diz : o IRS que estava a fazer (?) ,contactos de amigos ,correspondência particular etc etc .É boa esta ! Vê-se mesmo como era a actividade do mesmo .Brincalhão e certamente com outras distracções durante as suas horas que, se pensa, deveriam ser de trabalho para quem lhe paga .
Atitude que deve ser comum aos outros que por lá estão enganchados ,não porque sejam competentes ,mas porque para lá vão por reforma politica .
Assim não vamos lá ….
2- A Guerra do Iraque
Foi um trágico erro ,este em que o Ocidente se meteu ,conduzido por um fanático que não soube lidar com o problema .
Mas agora temo que estejamos à beira de novo erro, com consequências ainda mais desastrosas .Deixar tudo aquilo como está, é o pior que se possa imaginar para um Ocidente que ,manifestamente, não sabe como lidar com os extremismos islâmicos. Temo que a guerra do Iraque seja um problema sem regresso .Trágico , porque passará de Regional a Internacional .
3 –A G.A.M.A e o abandono da Ria
A G.A.M.A. ,veio hoje, pela voz do seu Presidente, colocar o problema do abandono da Ria nas mãos do Primeiro Ministro. Não se percebe o que é a G.A.M.A. ,e porque é que ainda existe .E muito menos que autoridade lhe sobra para distribuir agenda pelos Ministros.
Mas o que importa sublinhar, é a questão do abandono .È que o que eles ( na G.A.M.A.) o que querem ,afinal ,é destroçar o cadáver abandonado, repartindo a sua carne pelo seu apetite devorador .
O que eles estão a ver é que já alguém percebeu as suas intenções ,e parece disposto a dar-lhes a volta .
Repare-se :
O assoreamento que Ribau Esteves queria provocar com o seu Investimento Imobiliário da Barra ,era superior a todo o assoreamento sucedido nos últimos dez anos ,no Canal de Mira, na tal Ria abandonada.
Mais vale abandonada que mal acompanhada .
Nas mãos destes abutres ,não a matavam :destroçavam-na.
Desavergonhados .Servem-se do palco ,para, pintados de alvaiade, parecerem cordeiros .
Percebem agora, porque por tudo e por nada, se exibe a dentuça?
Tens um dentes tão grandes......
ALADINO
Leio as coisas que vão sucedendo ,por vezes de um modo bem diferente do habitual .
1- Questão do Professor suspenso
A parte mais grave desta história ,para mim, não é o processo aberto .Processos e ou intenções sempre existiram .
O mais grave é que parece ter havido um delator ,um «pide» dos novos tempos, de que ninguém fala .Isso é que é absurdo ,não castigar exemplarmente.
O referido professor estava há VINTE ANOS na DREN. É obra .Então esses lugares não deveriam ser refrescado com ideias novas ,novos conceitos pedagógicos ,novas motivações? Aquilo mais parece o modelo sindical onde as figuras se eternizam .Assim não vamos lá .
O referido professor ( brincalhão ao que parece ,o que não traz mal nenhum ao mundo) vem dizer que tinha «tudo» no computador do seu gabinete .Tudo? Exactamente, diz : o IRS que estava a fazer (?) ,contactos de amigos ,correspondência particular etc etc .É boa esta ! Vê-se mesmo como era a actividade do mesmo .Brincalhão e certamente com outras distracções durante as suas horas que, se pensa, deveriam ser de trabalho para quem lhe paga .
Atitude que deve ser comum aos outros que por lá estão enganchados ,não porque sejam competentes ,mas porque para lá vão por reforma politica .
Assim não vamos lá ….
2- A Guerra do Iraque
Foi um trágico erro ,este em que o Ocidente se meteu ,conduzido por um fanático que não soube lidar com o problema .
Mas agora temo que estejamos à beira de novo erro, com consequências ainda mais desastrosas .Deixar tudo aquilo como está, é o pior que se possa imaginar para um Ocidente que ,manifestamente, não sabe como lidar com os extremismos islâmicos. Temo que a guerra do Iraque seja um problema sem regresso .Trágico , porque passará de Regional a Internacional .
3 –A G.A.M.A e o abandono da Ria
A G.A.M.A. ,veio hoje, pela voz do seu Presidente, colocar o problema do abandono da Ria nas mãos do Primeiro Ministro. Não se percebe o que é a G.A.M.A. ,e porque é que ainda existe .E muito menos que autoridade lhe sobra para distribuir agenda pelos Ministros.
Mas o que importa sublinhar, é a questão do abandono .È que o que eles ( na G.A.M.A.) o que querem ,afinal ,é destroçar o cadáver abandonado, repartindo a sua carne pelo seu apetite devorador .
O que eles estão a ver é que já alguém percebeu as suas intenções ,e parece disposto a dar-lhes a volta .
Repare-se :
O assoreamento que Ribau Esteves queria provocar com o seu Investimento Imobiliário da Barra ,era superior a todo o assoreamento sucedido nos últimos dez anos ,no Canal de Mira, na tal Ria abandonada.
Mais vale abandonada que mal acompanhada .
Nas mãos destes abutres ,não a matavam :destroçavam-na.
Desavergonhados .Servem-se do palco ,para, pintados de alvaiade, parecerem cordeiros .
Percebem agora, porque por tudo e por nada, se exibe a dentuça?
Tens um dentes tão grandes......
ALADINO
sexta-feira, maio 25, 2007
O MAR E O ARRAIS
Que trazes no farfalho da vaga que lá vem?
Com que dimensão, com que medo me queres aterrecer,
Ou com que inquietação me queres saber?
Não aceitas (?), danado ,quem medo de ti não tem .
Podes vir de breu, negro e ameaçador
Podes trazer contigo o vento a chiar e rugir,
Relâmpago ou trovão a zunir .
Podes trazer tudo ,Mar sem fundo.
Mar de todo mundo
Vem estipôr!
A tudo direi basta
Que o medo é breve, mas a glória vasta.
De ti , minh’alma não teme fugir
Nem dor colher, sorriso ou afago.
Chegada a hora de te fruir
Bebo-te , mostrengo, de um só trago
Vem danado
Se a tua grandeza é vasta
Para a dominar, uma mão me basta
Pois tu , afinal - ó Mar! –
És tão pequenino
Que a tua imensidão
Cabe aqui, todinha,
No seio da minha mão.
Senos Fonseca
Maio 2007
Que trazes no farfalho da vaga que lá vem?
Com que dimensão, com que medo me queres aterrecer,
Ou com que inquietação me queres saber?
Não aceitas (?), danado ,quem medo de ti não tem .
Podes vir de breu, negro e ameaçador
Podes trazer contigo o vento a chiar e rugir,
Relâmpago ou trovão a zunir .
Podes trazer tudo ,Mar sem fundo.
Mar de todo mundo
Vem estipôr!
A tudo direi basta
Que o medo é breve, mas a glória vasta.
De ti , minh’alma não teme fugir
Nem dor colher, sorriso ou afago.
Chegada a hora de te fruir
Bebo-te , mostrengo, de um só trago
Vem danado
Se a tua grandeza é vasta
Para a dominar, uma mão me basta
Pois tu , afinal - ó Mar! –
És tão pequenino
Que a tua imensidão
Cabe aqui, todinha,
No seio da minha mão.
Senos Fonseca
Maio 2007
quinta-feira, maio 24, 2007
E A VIDA LÁ CORRE ...OU MELHOR, CÁ CORRE .
Chegamos a uma altura em que qualquer dia é bom para morrer …e mau para viver .
Não estou obcecado com isto .Para já ,não estou .Como a minha Mãe me dizia ,com o tempo vamos cortando ligações , distanciando-nos das coisas e pessoas ,e só nos resta a dignidade .Há que a manter .
Mas é certo que nisto de finações qualquer dia serve ,se bem que é , atendível que para os que cá ficam ,para os amigos, sempre é mais cómodo um dia da semana .Mas não é isso que aqui me traz .
Agora chegados aqui ,qualquer dos dias me começa a parecer mau-ou pelo menos muito difícil - para viver .Engendrar coisas diferentes para os viver de um modo diferente , é coisa difícil. Insuportável .Sempre me esforcei –e esforço –para que todos os dias fossem diferentes do anterior .Irrepetíveis. Por isso em cada um tentei dar de mim o melhor –e por vezes o pior !-mas sempre diferente. Tento e lá vou conseguindo, manter viva essa chama ,às vezes a muito custo .Até quando?..essa é a questão.
Ser diferente …mas sempre igual. Diferente para mim , para o que me ofereço ,ou desafio .Mas igual para os outros a quem me dou.
Por falar em distanciamento …
Hoje é-me insuportável , suportar as futilidades e o desútil . E nem me dou ao trabalho de o encobrir .
O socialmente correcto, é-me pouco mais do que indiferente .As coisas ou valem a pena ,ou não vale a pena perder tempo com elas.
Com as pessoas …o mesmo.
Se não fui capaz de mudar as coisas por aqui –e não fui! - não desisto de manter –e preservar –toda a minha liberdade interior .
Refugio-me na minha casa e, de lá, atento contra tudo que seja postiço , inverdadeiro,e contenha exclusão .
Por vezes o silêncio pesa ,mas sempre é melhor que ver e ouvir estupidez desbragada.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Do tempo em que se ouviam, nesta Terra , grandes pregadores egrégios .sermoar com a palavra e o gesto ,veio-me à ideia a história de um famoso frade que, ao apontar as profundezas do inferno, o fazia com a destra erguida ,dedo espetado dirigido aos céus .Ao contrário, quando das moradas divinas enaltecia as virtudes, exortando o seu caminho aos atentos ouvintes, fazia-o apontando ,hirsuto e decidido ,o chão.
Inquirido das razões da inadequação do gesto com o verbo, o frade apenas disse :
-Há céu e inferno em todos os lados ; façam como eu conto ,não liguem ao que eu aponto.
Vem isto a propósito de quê ?, perguntar-se -à
Ora bem: há dias ouvi um prolixo palrador, em tão demorada como redonda prédica ,que á partida se propunha com o fim próprio e intencional de evocação de alguém desaparecido –ainda por mais amigo ,julgo eu! - a afivelar, do principio ao fim ,um sorriso azamboado ,despropositado, algo imbecil, por norma patente em patologias bi-polares . .Mesmo quando dirigiu à família do «ausente» as condolências pelo seu desaparecimento -o que afirmou ,e eu acredito, sentir profundamente - não escondeu, antes sublinhou e aprofundou ,o referido despropósito .
Não é a primeira vez que me confronto com tal esgar .Que me perturba profundamente.
Não há ninguém que diga ao frade falhado –ele o disse – para adequar o gesto, à palavra farta?
Neste caso ,apetece dizer :
-Olha como ri ,não ouças o que ele diz …
ALADINO
Chegamos a uma altura em que qualquer dia é bom para morrer …e mau para viver .
Não estou obcecado com isto .Para já ,não estou .Como a minha Mãe me dizia ,com o tempo vamos cortando ligações , distanciando-nos das coisas e pessoas ,e só nos resta a dignidade .Há que a manter .
Mas é certo que nisto de finações qualquer dia serve ,se bem que é , atendível que para os que cá ficam ,para os amigos, sempre é mais cómodo um dia da semana .Mas não é isso que aqui me traz .
Agora chegados aqui ,qualquer dos dias me começa a parecer mau-ou pelo menos muito difícil - para viver .Engendrar coisas diferentes para os viver de um modo diferente , é coisa difícil. Insuportável .Sempre me esforcei –e esforço –para que todos os dias fossem diferentes do anterior .Irrepetíveis. Por isso em cada um tentei dar de mim o melhor –e por vezes o pior !-mas sempre diferente. Tento e lá vou conseguindo, manter viva essa chama ,às vezes a muito custo .Até quando?..essa é a questão.
Ser diferente …mas sempre igual. Diferente para mim , para o que me ofereço ,ou desafio .Mas igual para os outros a quem me dou.
Por falar em distanciamento …
Hoje é-me insuportável , suportar as futilidades e o desútil . E nem me dou ao trabalho de o encobrir .
O socialmente correcto, é-me pouco mais do que indiferente .As coisas ou valem a pena ,ou não vale a pena perder tempo com elas.
Com as pessoas …o mesmo.
Se não fui capaz de mudar as coisas por aqui –e não fui! - não desisto de manter –e preservar –toda a minha liberdade interior .
Refugio-me na minha casa e, de lá, atento contra tudo que seja postiço , inverdadeiro,e contenha exclusão .
Por vezes o silêncio pesa ,mas sempre é melhor que ver e ouvir estupidez desbragada.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Do tempo em que se ouviam, nesta Terra , grandes pregadores egrégios .sermoar com a palavra e o gesto ,veio-me à ideia a história de um famoso frade que, ao apontar as profundezas do inferno, o fazia com a destra erguida ,dedo espetado dirigido aos céus .Ao contrário, quando das moradas divinas enaltecia as virtudes, exortando o seu caminho aos atentos ouvintes, fazia-o apontando ,hirsuto e decidido ,o chão.
Inquirido das razões da inadequação do gesto com o verbo, o frade apenas disse :
-Há céu e inferno em todos os lados ; façam como eu conto ,não liguem ao que eu aponto.
Vem isto a propósito de quê ?, perguntar-se -à
Ora bem: há dias ouvi um prolixo palrador, em tão demorada como redonda prédica ,que á partida se propunha com o fim próprio e intencional de evocação de alguém desaparecido –ainda por mais amigo ,julgo eu! - a afivelar, do principio ao fim ,um sorriso azamboado ,despropositado, algo imbecil, por norma patente em patologias bi-polares . .Mesmo quando dirigiu à família do «ausente» as condolências pelo seu desaparecimento -o que afirmou ,e eu acredito, sentir profundamente - não escondeu, antes sublinhou e aprofundou ,o referido despropósito .
Não é a primeira vez que me confronto com tal esgar .Que me perturba profundamente.
Não há ninguém que diga ao frade falhado –ele o disse – para adequar o gesto, à palavra farta?
Neste caso ,apetece dizer :
-Olha como ri ,não ouças o que ele diz …
ALADINO
segunda-feira, maio 21, 2007
A data do lançamento do Ensaio foi alterada
Nada que eu não desconfiase .Estava a achar rapidez a mais .Solicitaram-me uma adiamento de duas semanas .Terei ,dizem ,as novas datas ainda esta semana.
Confesso que estou naturalmente cansado, com tantas idas e vindas .
Não me apetece fazer nada .O que é caso raro .
------------------------------------------------------------------------------------------------
Esta de quando se está com disposição ,todas as horas serem boas para trabalhar ,faz-me lembrar aquela resposta de Séneca acerca das boas horas para comer :
- Para um rico todas ;para um pobre ,aquela em que tiver algo para levar à boca .
É bem verdade .Agora como estou, as horas sobram-me .Dantes faltavam-me.
__________________________________________________________________
Esta candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa espanta-me ,porque me parece irracional .Sem sentido ,envolvendo enormes riscos pessoais e politicos .
O que pode passar pela cabeça ,e arriscar um bom ministro num cargo ,que se desenha ingovernável ?.Eu sei que a politica é um risco em permanência ;mas aqui talvez seja demais .
A propósito de politica ,e de convites para a mesma , a melhor resposta é a de Santiago Ramón e Cajal(1852-1934) , prémio Nobel que quando convidado para Ministro ,respondeu :
-Não tenho tempo nem para ir ao café ,nem para estar com a família ,quanto mais tempo para tonterias .
---------------------------------------------------------------------------------------------
O caso da pequena inglesa desaparecida no Algarve , impresiona-me . Hoje as coisa são complicadas .Esta nova maneira de viver , com algum facilitismo ,choca-me
Quando olho para trás e me relembro da minha liberdade ,e até da que dei ao meu João ,tremo ;fico descorçoado com este novo tempo .
A Internet é um verdadeiro perigo à solta .E não sei como a chegaremos a controlar,se pensarmos que com isso estamos a cercear as liberdades individuais .
Há que fazer qualquer coisa .É urgente .
--------------------------------------------------------------------------------------------
E por cá ?
Igual a ontem ,que já foi igual a antes de ontem , e assim sucessivamente .
Não dá para imaginar tanta falta da mesma de interesse.
Em Ílhavo .não se morre uma vez ;morrem-se vezes sucessivas .
E quando me perguntam :
- Então que fazes ?
- Resisto ..
E ouço responder :
-É incrivel como ainda há gente para tudo!
Sorrio-me ...
Até dá para pensar que é algo fora de moda, a lembrar Ortega e Gasset.
Aladino
Nada que eu não desconfiase .Estava a achar rapidez a mais .Solicitaram-me uma adiamento de duas semanas .Terei ,dizem ,as novas datas ainda esta semana.
Confesso que estou naturalmente cansado, com tantas idas e vindas .
Não me apetece fazer nada .O que é caso raro .
------------------------------------------------------------------------------------------------
Esta de quando se está com disposição ,todas as horas serem boas para trabalhar ,faz-me lembrar aquela resposta de Séneca acerca das boas horas para comer :
- Para um rico todas ;para um pobre ,aquela em que tiver algo para levar à boca .
É bem verdade .Agora como estou, as horas sobram-me .Dantes faltavam-me.
__________________________________________________________________
Esta candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa espanta-me ,porque me parece irracional .Sem sentido ,envolvendo enormes riscos pessoais e politicos .
O que pode passar pela cabeça ,e arriscar um bom ministro num cargo ,que se desenha ingovernável ?.Eu sei que a politica é um risco em permanência ;mas aqui talvez seja demais .
A propósito de politica ,e de convites para a mesma , a melhor resposta é a de Santiago Ramón e Cajal(1852-1934) , prémio Nobel que quando convidado para Ministro ,respondeu :
-Não tenho tempo nem para ir ao café ,nem para estar com a família ,quanto mais tempo para tonterias .
---------------------------------------------------------------------------------------------
O caso da pequena inglesa desaparecida no Algarve , impresiona-me . Hoje as coisa são complicadas .Esta nova maneira de viver , com algum facilitismo ,choca-me
Quando olho para trás e me relembro da minha liberdade ,e até da que dei ao meu João ,tremo ;fico descorçoado com este novo tempo .
A Internet é um verdadeiro perigo à solta .E não sei como a chegaremos a controlar,se pensarmos que com isso estamos a cercear as liberdades individuais .
Há que fazer qualquer coisa .É urgente .
--------------------------------------------------------------------------------------------
E por cá ?
Igual a ontem ,que já foi igual a antes de ontem , e assim sucessivamente .
Não dá para imaginar tanta falta da mesma de interesse.
Em Ílhavo .não se morre uma vez ;morrem-se vezes sucessivas .
E quando me perguntam :
- Então que fazes ?
- Resisto ..
E ouço responder :
-É incrivel como ainda há gente para tudo!
Sorrio-me ...
Até dá para pensar que é algo fora de moda, a lembrar Ortega e Gasset.
Aladino
quinta-feira, maio 10, 2007
Ílhavo a Apodrecer
Nem amor ,nem ódio, nem guerra
Desenha o perfil ,o ser
Desta triste e pobre Terra
Que é Ílhavo a apodrecer
Ninguém sabe o que quer que seja
Ninguém alma mostra ter,
Nem saber
O que é mau ,ou o que é bom.
Ninguém chora
Tudo é distante , inverdadeiro
Ílhavo não sorri por ora
Cobre-nos cerrado nevoeiro.
S.F -5/07
Nem amor ,nem ódio, nem guerra
Desenha o perfil ,o ser
Desta triste e pobre Terra
Que é Ílhavo a apodrecer
Ninguém sabe o que quer que seja
Ninguém alma mostra ter,
Nem saber
O que é mau ,ou o que é bom.
Ninguém chora
Tudo é distante , inverdadeiro
Ílhavo não sorri por ora
Cobre-nos cerrado nevoeiro.
S.F -5/07
segunda-feira, maio 07, 2007
«RIALIDADES »
MAIS UM «EMIGRANTE» OBRIGADO A MOSTRAR O SEU TRABALHO EM AVEIRO.
Tive o prazer –é sempre prazer deleitar os olhos, fixando-os sobre a paisagem lagunar – no sábado passado, de assistir à apresentação da exposição de Rui Bela –«RIALIDADES».
O conjunto é de enorme valia ;mas ,claro ,há imagens que se destacam ,com nível inusitado .Rui Bela é um excelente profissional ,dotado de capacidade invulgar para disparar no momento certo ,dentro do melhor enquadramento . E depois ,com enorme jeito para apresentar «o trabalho» com superior qualidade.
Assisti á presença em peso, da Câmara de Aveiro ,Governador Civil e outros ,que deram á exposição a importância que a mesma merecia. Comparações para quê ?
Dei comigo a pensar : Aveiro ,inteligentemente ,está a captar o interesse e a acarinhar os Ilhavenses ,que ,sem condições de mostrar os seus trabalhos, aqui ,empurrados ,se vão acolhendo á boa receptividade da cidade vizinha . Só nos últimos meses deste ano assisti já a três actos de afirmativo valor ,exibidos por Ilhavenses em Aveiro.
Por cá tudo na mesma .Eles não captam o interesse dos que têm algo para mostrar. Eles afastam ostensivamente .Não vá alguém compará-los na Praça Pública.
Contentam-se com as pacovices de pacotilha .
Parabéns Rui .E continua, pois há muito a fazer .
_______________________________________________________________
«PCP» escrito sem Ç (cedilhado) ,afasta hipóteses de autoria …
Ontem no Blog falei nas pinturas rupestres que me afixaram nas paredes da casa da Costa-Nova .Recebi uma mensagem a querer saber porque assim as classificava.
Explico.
È que não estando ,como é habitual, lá representados os cavalos ou até os veados ,era nítida que a impressão tinha a marca da pata de quadrúpede (que as pintou ) e era ainda patente nas mesmas , o reflexo da brilhante e ornamentada cabeça, do autor . Essa é a minha única certeza .
Daqui a umas centenas –ou milhares de anos !- quando limparem a pintura descobrirão as obras de arte .E concluirão –em grandes trabalhos de investigação arqueológica –que o autor deveria ser letrado ,pois até sabia escrever« PCP» sem Ç de cedilha. O que logo afasta a hipótese de presumíveis autores que andam para aí, na boca da má língua a serem indiciados .
________________________________________________________________
FROUXIDÂO
Estes camaradas do PS são frouxos .Tiveram aqui uma oportunidade única para sair á rua em
manifestação de protesto ,com entrega pública ao Presidenta da Mesa da A.M.,de uma formal exigência de mudança de atitude e numa afirmação inequívoca de defesa do Jornal ,em nome da Liberdade de expressão .
Mas aos quesitos ...borregaram
ALADINO
MAIS UM «EMIGRANTE» OBRIGADO A MOSTRAR O SEU TRABALHO EM AVEIRO.
Tive o prazer –é sempre prazer deleitar os olhos, fixando-os sobre a paisagem lagunar – no sábado passado, de assistir à apresentação da exposição de Rui Bela –«RIALIDADES».
O conjunto é de enorme valia ;mas ,claro ,há imagens que se destacam ,com nível inusitado .Rui Bela é um excelente profissional ,dotado de capacidade invulgar para disparar no momento certo ,dentro do melhor enquadramento . E depois ,com enorme jeito para apresentar «o trabalho» com superior qualidade.
Assisti á presença em peso, da Câmara de Aveiro ,Governador Civil e outros ,que deram á exposição a importância que a mesma merecia. Comparações para quê ?
Dei comigo a pensar : Aveiro ,inteligentemente ,está a captar o interesse e a acarinhar os Ilhavenses ,que ,sem condições de mostrar os seus trabalhos, aqui ,empurrados ,se vão acolhendo á boa receptividade da cidade vizinha . Só nos últimos meses deste ano assisti já a três actos de afirmativo valor ,exibidos por Ilhavenses em Aveiro.
Por cá tudo na mesma .Eles não captam o interesse dos que têm algo para mostrar. Eles afastam ostensivamente .Não vá alguém compará-los na Praça Pública.
Contentam-se com as pacovices de pacotilha .
Parabéns Rui .E continua, pois há muito a fazer .
_______________________________________________________________
«PCP» escrito sem Ç (cedilhado) ,afasta hipóteses de autoria …
Ontem no Blog falei nas pinturas rupestres que me afixaram nas paredes da casa da Costa-Nova .Recebi uma mensagem a querer saber porque assim as classificava.
Explico.
È que não estando ,como é habitual, lá representados os cavalos ou até os veados ,era nítida que a impressão tinha a marca da pata de quadrúpede (que as pintou ) e era ainda patente nas mesmas , o reflexo da brilhante e ornamentada cabeça, do autor . Essa é a minha única certeza .
Daqui a umas centenas –ou milhares de anos !- quando limparem a pintura descobrirão as obras de arte .E concluirão –em grandes trabalhos de investigação arqueológica –que o autor deveria ser letrado ,pois até sabia escrever« PCP» sem Ç de cedilha. O que logo afasta a hipótese de presumíveis autores que andam para aí, na boca da má língua a serem indiciados .
________________________________________________________________
FROUXIDÂO
Estes camaradas do PS são frouxos .Tiveram aqui uma oportunidade única para sair á rua em
manifestação de protesto ,com entrega pública ao Presidenta da Mesa da A.M.,de uma formal exigência de mudança de atitude e numa afirmação inequívoca de defesa do Jornal ,em nome da Liberdade de expressão .
Mas aos quesitos ...borregaram
ALADINO
A MÃO DO DONO….
No 1ºde Maio, quando de manhã cheguei à Costa-Nova, dei com a casa toda pintada ,exibindo nos mais variados locais as palavras =PCP=.
Confesso que nem sequer me arreliei muito . Não percebi porquê «PCP ?!»;e quando fui participar á policia – pois numa primeira apreciação admiti que aquelas palavras poderiam ser uma sinalética para futuros assaltos - o agente da autoridade sossegou-me e até me perguntou :- O senhor tem alguma coisa a ver com o Partido ?
-Não ,por acaso até não …e se fosse seu militante punha bandeiras não pintava a casa,não é ?! ...
-Então foi brincadeira ,disse-me o graduado de serviço.
Confesso que depois de mandar pintar a frente da casa ,e de lá ter ido nessa noite, à cautela , nunca mais me lembrei do assunto .
Ora ia eu na sexta feira para Ílhavo ,quando ouvi na Terra-Nova uma série de comunicados acerca de pinturas rupestres, idênticas ,feitas cá por Ílhavo ,na mesma noite .E quando cheguei ao Bispo ,fui informado do que se tinha passado por cá .Eles não sabiam o que se tinha passado comigo.
Afinal a brincadeira –não, não era tal - tinha contornos muito diferentes do que a principio pensei..
E ouvi –não sem espanto - das ameaças feitas ao Director de «O Ilhavense» , quer no pista da Assembleia ,quer em visita pessoal ao jornal ,por um desilustre pensador, daqueles a quem é remetida a tarefa de manter entretido o pagode, com eruditos e hiperbólicos exercícios de retórica coxa , de falar de tudo sem que diga coisa que se entenda .Exactamente como faz o palhaço entertainer.
Claro que havia já claras versões sobre o assunto ; ficaram espantados –ou talvez não –porque tais escrituras feitas na minha casa ,idênticas às feitas no Jornal e na casa do Director –e parece que no Partido - tinham agora um fio condutor :-ameaças ao Ilhavense (e director ) e agora ,claro ao Blog, porque parece incomodam. Embora eu, sinceramente.,em relação ao Jornal ,nem percebo porquê
Vamos então comentar a escrituras pintalgadas .
Assim se fazia no Tempo da Inquisição ,assinalando as portas dos hereges ,avisando-os de que a fogueira estava próxima .
Assim se fazia na Alemanha hitleraniana , apontando as casa judaicas :o fuzilamento tinha data marcada .
Aqui o tassalho que agarrou no pincel quis imitar os fascismos dos outros tempos .E feito lobisome, picado pelo sentimento de intolerância ,cupidez e acinte que anda por à solta -e que vem sendo anunciado indiciando para breve explosivas situações – resolveu preparar terreno para uma manobra de diversão .
Esta e não a outra – a da evidencia do autor das mesmas –é a minha leitura .Que venho fazendo de há uns tempos para cá .Julgo ter claras indicações ter tal manobra nascido no próprio seio da maioria, para preparar um ataque insinuo e soes contra R.E.
E vindo de fontes que lhe foram (ou são) muito próximas –que continuando a exprimir-lhe lealdade ,no «Circo» , afinal já o não suportam. .
Agora que Judas foi ilibado no seu Evangelho , já nem se podem comparar estes peralvilhos ,com o pobre Judas.
Ora todas estas manifestações , que os responsáveis políticos fomentam e exacerbam ,incutindo e acicatando ódios ,exibindo intolerâncias e manifesta falta de respeito, ao comportarem-se em locais públicos como verdadeiros gladiadores da palavra que ofende de morte ,vai acabar mau .Ou nos enganamos muito, ou vai ser em breve.
O tassalho miserável que pintou as paredes parecendo ameaçar –a mim deu-me para rir, não fosse o estrago - talvez nada quisesse desse tipo de procedimento anónimo –ameaçar - pretendendo talvez ,outrossim, criar as condições para o que aí vem.
Ao que se desceu ; que falta de civilidade, que arrogância ,e a que pobreza mental chegámos !
Ílhavo perdeu princípios; viver em Ílhavo começa a ser uma expiação .
As consciências estão podres e não se atrevem a pôr freio nos dentes .O processo da decadência é vertiginoso . A pratica do viver em Ílhavo ,é a da falta de respeito cívico. .Ninguém crê na honestidade moral ,intelectual e material dos responsáveis. E quem o diz são os seus apaniguados.
Vive-se ao acaso esperando o escândalo .Não havendo para onde ir,vai -se ao« Circo» da Vila ver os palhaços e o« Compére» e assistir à imbecilidade ,ao aviltamento da personalidade de uns tantos que se arrastam no lodo da subalternidade despersonalizada, num préstimo feroz de vassalagem por invertebrados ,vil ,mesquinha e vergonhosa prática de subalternidade, perante petulante e procaz prócere do poder .
O rebaixamento moral e intelectual atingiu - pelo que se ouve - níveis imoralmente preocupantes ; o ámen substitui no «Circo», impudicamente, a opinião .E depois, cá fora desculpam-se com desfaçatez ,argumentando disciplina partidária.
E quando alguém crava uma leve bandarilha ,apenas na intenção de deixar um sinal que dê para pensar ,eis que leva em cima com a torpe ameaça ,descarada e irresponsável ,por energúmeno ascoroso,
Há uma décadas ,alvejaram-me a casa em noite eleitora .Muito mais tarde ,um dos co-autores pediu-me desculpa .
Desejava aqui deixar uma mensagem ao Director do Ilhavense: a Liberdade de opinião e ou de expressão não tem preço .Justificam-se todos os sacrifícios para a manter ; é obrigação pagar o que quer que seja, para a manter. Há solidariedade quanto basta para tal acção ,asseguro-lhe . Se lhe voltarem a fazer a ameaça, faça como a Padeira de Aljubarrota ; dê-.lhes umas notitas dos trocos e diga que o resto vai depois.
Senos da Fonseca
quinta-feira, maio 03, 2007
FUTURO
A viver,
Desiludido
Vou porfiando nesta terra,
Centro do meu mundo,
À espera que amanheça
O futuro.
Ser assim
Inquieto,
Mais que tudo,
Mistério intenso e profundo.
Na ânsia que apareça
Força ,
Vontade,
Espírito
Que derrube a indiferença
E o muro,
Deixando ousar
O futuro
A Ousar ,Ousando ,
A Construir ,Construindo ,
A Amar, Amando.
S.F
01-05-2007
quarta-feira, maio 02, 2007
Finalmente
ENSAIO MONOGRÀFICO DE ÌLHAVO SécX –Séc. XX
E pronto .
Está definitivamente marcada a data de 31 de Maio, para a apresentação do livro
« Ensaio Monográfico de Ílhavo».
UF!!!...
Não da maneira que pretendia ,embora comece a perguntar-me se não é lirismo a mais da minha parte ,continuar a pregar aos peixes no deserto
A Editora pretende que a apresentação seja feita ,primeiro em Aveiro ,e só depois –se eu o quiser – em Ílhavo . Tem certamente razão.
Eu é que estava com os habituais pruridos :o livro foi feito ,em homenagem às gentes de Ílhavo –por Elas e para Elas !- e por isso pretendia que a ordem de apresentação fosse diferente.Mas a realidade é o que é .
Ìlhavo ?...porquê…. se nem uma Livraria digna desse nome tem ,disseram-me.E se está proibido de o apresentar na Biblioteca ou outro desses locais ,porquê?
Chegado aqui o que me apetece dizer ?
1- Que estou feliz de ter conseguido chegar ao fim Poucos imaginam os sacrifícios feitos para tal .Foi o culminar de uma vida ,que teve sempre em vista ,indiferente a todos os sacrifícios , em construir algo que fosse útil para os meus concidadãos .As minhas contas de cidadania , estão inteiramente saldadas
2- Que os aspectos que voltam a revestir a apresentação deste livro ,trazem a lembrança dos tempos inquisitoriais .Só não vou para a fogueira ,porque os tempos são outros e há outras maneiras de cozer em lume brando.
Oxalá ,ao fim e ao cabo ,corra tudo bem .Pelo menos farei por isso
Recupero ,para aqui a «INTRODUÇÃO » ao Ensaio .Porque acho que vale a pena .
1. O que é, ou pretende ser, este livro ?
Tão só o diário de bordo de uma viagem através dos tempos, embarcado como moço na grande aventura das gentes desta terra.
.....Ainda Portugal não tinha nascido, e já eu «assistia» ao lavrador descendo à borda, para ali, em jeito de garimpeiro com o botirão, procurar pitadas para acrescento à avara produção dos encharcados terrenos, que, lá no Cimo, surribava ; «descobri-os» a receber - e a aceitar - os que vieram fundear ali na borda, gente mais rude mas como eles disposta a vencer o desafio esgotante de investir contra o meio que, parecendo ingrato, continha, contudo, promessas escondidas no seu ventre ; depois «vi-os» já cidadãos da Pátria - ainda mal esta se sustinha de pé -, (já) apostados em participar num futuro colectivo; «com eles» assisti ao nascer da laguna, e vi-os exauridos a disciplinar a água informe, engolfados em artes de suada magia, a transformar a água na flor alva do sal ; «embarquei com eles» na primeira grande aventura da faina maior, quando o mar era ainda tenebroso, e infindas as suas distâncias - mar nunca dantes navegado! ; «com eles» saltei para a borda e «com eles» fui vogando, mar abaixo, em procura de novos pousios que servissem de alimento para a sua sede de aventura - passando a Taprobana, além do cabo vicentino ; «vi-os» esperar por nova arremetida aos bacalhaus; e enquanto para tal se aprontavam, «entrevi» os que por cá ficavam no cais a rasgar novos horizontes do saber, -desejosos de poder querer -, inquietos na construção de uma nova ordem num novo País - que queria poder ser.
E quando pousei o saco no cais para receber a cédula de desembarque, olhei nostálgico - meu pranto feito doce canto - para aqueles deuses, com a consciência lúcida e perene, no convencimento de que não sendo o que já fomos, poderemos ainda ser o que quisermos. Se o ousarmos, pois que não - importa chegar, mas sim partir…
Ousaremos?!...
3. Não sei se as novas gerações vão procurar o futuro baseando-se numa identidade que veio de trás, de muito longe. Quero acreditar que sim… À cautela deixo-lhes o meu testemunho do que fomos, não para que acreditem, mas para que o discutam.
Para que esta terra - não seja só lugar de estar, mas de ser.
4. Foi um trabalho desarcado. Por vezes esgotante, obsessivo. Uma procura desenfreada por tudo quanto era fonte de recolha de indícios. Não tive - que isso fique claro ! - qualquer intenção de desilustrar o trabalho de outros ; mas tão só o de corrigir o que julgo ser evidência estar errado : e assim, equacionar novas hipóteses para aquilo que foi a ampliação do nosso espaço colectivo, feito pela desmedida inquietação das gentes que o enformaram. A memória do seu quotidiano empolgou-me, fascinou-me, fazendo despertar em mim uma insaciável curiosidade para rastrear, passo a passo, a sua história, para desse modo melhor a degustar. Pena que para a contar - me falte engenho e arte .
Por muito pouco que um individuo saiba, pelo menos a história da sua Terra, essa, deve sabê-la. É o mínimo exigível.
Aladino /Senos Fonseca
sexta-feira, abril 27, 2007
DESERTO DE COISA NENHUMA
Vagueio amiúde por esta Terra ,e tenho momentos em que ela me parece um deserto .Deserto de coisa nenhuma .E muito menos ,de gente .
Esta Terra é um deserto ,não porque não tenha ninguém ,ou até, bulício .Pouco,mas até tem. A questão é que aqueles com quem me cruzo, e que por aqui vagueiam ,andam por cá como se perdidos num deserto .
Sem avistar nada em que valha a pena se deterem ; vendo tudo despojado de nada, que seja ou queira ser , resolvem deixar de pensar que há vida.Só que em vez de morrerem ,murcham ;secam ,definham, antes do fim .
Desde há muito que toda a gente parece que já não é ,ou já não quer ser
Já nem eu sei ,se sei alguma coisa, que valha a pena ser
_______________________________________________________________
Fico satisfeito, mais com as ideias do que aperfeiçoar o modo de as dizer .
Reconheço que tenho muito pouca capacidade-e paciência - para gozar o que já foi dito por mim ,e encontra melhor maneira de a dizer .Fundamental é o que quis dizer e não o modo como o disse .
O que vejo é quase sempre diferente do que gostava ver .À medida que o tempo passou por mim, não foi só corpo que se foi degradando .A mesma coisa vista hoje ,não tem o sentido da descoberta que tinha há quarenta ou cinquenta anos .Não foi ela que mudou ,fui eu que mudei a maneira de a ver .Por isso prefiro revê-la, não com os olhos de agora, mas na imagem que gravei dela, cá dentro. .
Para quê então corrigi-la ,se a prefiro como então a vi. È como nas novas tecnologias:- quando o computador me avisa que a imagem com aquele nome já existe, se quero substitui-la ,apresso-me a clikar :NO
Aladino
Vagueio amiúde por esta Terra ,e tenho momentos em que ela me parece um deserto .Deserto de coisa nenhuma .E muito menos ,de gente .
Esta Terra é um deserto ,não porque não tenha ninguém ,ou até, bulício .Pouco,mas até tem. A questão é que aqueles com quem me cruzo, e que por aqui vagueiam ,andam por cá como se perdidos num deserto .
Sem avistar nada em que valha a pena se deterem ; vendo tudo despojado de nada, que seja ou queira ser , resolvem deixar de pensar que há vida.Só que em vez de morrerem ,murcham ;secam ,definham, antes do fim .
Desde há muito que toda a gente parece que já não é ,ou já não quer ser
Já nem eu sei ,se sei alguma coisa, que valha a pena ser
_______________________________________________________________
Fico satisfeito, mais com as ideias do que aperfeiçoar o modo de as dizer .
Reconheço que tenho muito pouca capacidade-e paciência - para gozar o que já foi dito por mim ,e encontra melhor maneira de a dizer .Fundamental é o que quis dizer e não o modo como o disse .
O que vejo é quase sempre diferente do que gostava ver .À medida que o tempo passou por mim, não foi só corpo que se foi degradando .A mesma coisa vista hoje ,não tem o sentido da descoberta que tinha há quarenta ou cinquenta anos .Não foi ela que mudou ,fui eu que mudei a maneira de a ver .Por isso prefiro revê-la, não com os olhos de agora, mas na imagem que gravei dela, cá dentro. .
Para quê então corrigi-la ,se a prefiro como então a vi. È como nas novas tecnologias:- quando o computador me avisa que a imagem com aquele nome já existe, se quero substitui-la ,apresso-me a clikar :NO
Aladino
quarta-feira, abril 25, 2007
LIBERDADE
Foste a gaivota
Que de mansinho, a esvoaçar
Num dia d’Abril,
Nos mastaréus desta Caravela, feita País
Por entre perigos mil
Suave, vieste pousar.
Sabia que irias chegar
Que podias ou não ficar
Ou partir para longe .Voar!
(Era preciso ousar)
Onde andas hoje ?!
Em que longes
Semeias sonho ou ilusão (?)
Que mar ,que vela
Que arte
O que é preciso (?) p’ra dizer :
-NÃO!
Que Tu não existes
LIBERDADE,
Se em qualquer parte
Uma criança chorar por pão.
Mas se em mim não Te sentisse,
Ou contigo não sonhasse
(Que voltarás um dia)
Que dor ,que verdade
Que ia ser de mim (?) , sem Ti
Meu amor
Ò LIBERDADE !
25 Abril 2007
Senos da Fonseca
Foste a gaivota
Que de mansinho, a esvoaçar
Num dia d’Abril,
Nos mastaréus desta Caravela, feita País
Por entre perigos mil
Suave, vieste pousar.
Sabia que irias chegar
Que podias ou não ficar
Ou partir para longe .Voar!
(Era preciso ousar)
Onde andas hoje ?!
Em que longes
Semeias sonho ou ilusão (?)
Que mar ,que vela
Que arte
O que é preciso (?) p’ra dizer :
-NÃO!
Que Tu não existes
LIBERDADE,
Se em qualquer parte
Uma criança chorar por pão.
Mas se em mim não Te sentisse,
Ou contigo não sonhasse
(Que voltarás um dia)
Que dor ,que verdade
Que ia ser de mim (?) , sem Ti
Meu amor
Ò LIBERDADE !
25 Abril 2007
Senos da Fonseca
sexta-feira, abril 20, 2007
AI ZECA ,PARA O QUE HAVIAS DE FICAR!....
25 ABRIL 2007
Faz-me sorrir ,esta, de hoje ,em que a Câmara de Ribau Esteves convida a população para comemorar o 25 de Abril ,à sombra de Zeca Afonso.
Como isto cheira «a dantes»!
Escondem-se por detrás da Liberdade ,a fazer de conta que a vêm, e respeitam. Ora a verdade é que a Liberdade está para este grupelho , como a luz para um cego .
Pouco importa ….
_________________________________________________________________
Claro que apenas estou indignado por fora , com esta utilização, abusiva. Porque, por dentro, já tanto se me dá …
Começo a viver na convicção que estes trânsfugas não merecem mais do que indiferença . E a aperceber-me que a vida não é para valer , mas tão só, para fingir ser.
Mas lá que custa a tolerar esta vil e medíocre paisagem humana , lá isso, custa.
______________________________________________________________________
Telefonou-me para me perguntar :
-Como vai isso por aí ?
-Como dantes, respondi .
-E Tu ?…
-Como dantes , a pensar que tudo está ainda por fazer .Até a Liberdade…
-Então continuas activo…
-Não ; agitador reformado. À janela a ver a procissão a passar, com os mancatufos vestidos de anjinhos .
-E o pregador ?
- A garantir que o desígnio é a água doce do mar. Já muitos se engasgaram a bebê-la, acreditando que era verdade. E com ela regaram os cravos
-E então ?
- Murcharam ,mas hão-de florir…
ALADINO
25 ABRIL 2007
Faz-me sorrir ,esta, de hoje ,em que a Câmara de Ribau Esteves convida a população para comemorar o 25 de Abril ,à sombra de Zeca Afonso.
Como isto cheira «a dantes»!
Escondem-se por detrás da Liberdade ,a fazer de conta que a vêm, e respeitam. Ora a verdade é que a Liberdade está para este grupelho , como a luz para um cego .
Pouco importa ….
_________________________________________________________________
Claro que apenas estou indignado por fora , com esta utilização, abusiva. Porque, por dentro, já tanto se me dá …
Começo a viver na convicção que estes trânsfugas não merecem mais do que indiferença . E a aperceber-me que a vida não é para valer , mas tão só, para fingir ser.
Mas lá que custa a tolerar esta vil e medíocre paisagem humana , lá isso, custa.
______________________________________________________________________
Telefonou-me para me perguntar :
-Como vai isso por aí ?
-Como dantes, respondi .
-E Tu ?…
-Como dantes , a pensar que tudo está ainda por fazer .Até a Liberdade…
-Então continuas activo…
-Não ; agitador reformado. À janela a ver a procissão a passar, com os mancatufos vestidos de anjinhos .
-E o pregador ?
- A garantir que o desígnio é a água doce do mar. Já muitos se engasgaram a bebê-la, acreditando que era verdade. E com ela regaram os cravos
-E então ?
- Murcharam ,mas hão-de florir…
ALADINO
NO ANIVERSÁRIO DA GAFANHA DA NAZARÉ
Comemorou-se hoje o sexto aniversário de elevação a cidade, da Gafanha da Nazaré .
Estive atento e valeu a pena .
Para os representantes da Câmara ,agora nada havia fazer, enquanto não viesse dinheiro dos fundos da Europa .
Quer dizer : um dia se acabada a «teta» -e acaba mesmo ,podem estar certos - fecha-se a« porta» e quem vier que apague a luz.
Quando vier dinheiro gasta-se á tripa forra em loucuras faraónicas ,em obras de fachada, para nada …ou quase nada .
Puxarem da cabeça para sair deste ciclo infernal ,estúpido, é que não . Dá trabalho .Cansa .
Só fazem figura de rico …com as heranças .Chegadas ás suas mãos,vão-se os dedos e os anéis.
E há tanto para fazer ,tanto para imaginar e dar corpo ;tanto para fazer a diferença .Que pena a pouca sorte em nos calhar na rifa ,estes esclerosados (no querer)
E pronto .Até virem as massas –disse-o o Presidente e o vice –é tempo de descansar.
Intervalo .O filme segue dentro de momentos .
________________________________________________________________
Achei graça àquela eleita local : disse
-Há um Plano Estratégico, O que se não fez… vai-se fazer…
Qual plano ?..não sei ..
Está no cofre …à espera do pilim…que há-de vir
_______________________________________________________________
Já outra ,disse uma verdade enorme :
-Isto de ser cidade ,dá-nos o direito de exigir mais …
Grande verdade .Só que para saber exigir é preciso saber o que se quer… e o que se não quer .É que às vezes o que se não quer, é tanto ou mais importante do que aquilo que se quer…
______________________________________________________________
E finalmente …
Deliberou –se alterar o Brasão .
Deixa de estar inscrito «Cidade de Ílhavo» em rodapé, para se inscrever« Município de Ílhavo».
Do mau o menos ..
Só que o Brasão ,quando foi elaborado em 1922, continha uma terrível ingratidão para com as gentes das Galafanhas, ignorando-as pura e simplesmente …
De um modo profundamente ingrato ,pois, já então, era muito importante a contribuição daquelas ,para a riqueza concelhia .
Claro que se fez o mínimo .O fácil ;o demagógico .Tapando o Sol com a peneira .
Mas se não se exige mais …tudo bem .
Aladino
Comemorou-se hoje o sexto aniversário de elevação a cidade, da Gafanha da Nazaré .
Estive atento e valeu a pena .
Para os representantes da Câmara ,agora nada havia fazer, enquanto não viesse dinheiro dos fundos da Europa .
Quer dizer : um dia se acabada a «teta» -e acaba mesmo ,podem estar certos - fecha-se a« porta» e quem vier que apague a luz.
Quando vier dinheiro gasta-se á tripa forra em loucuras faraónicas ,em obras de fachada, para nada …ou quase nada .
Puxarem da cabeça para sair deste ciclo infernal ,estúpido, é que não . Dá trabalho .Cansa .
Só fazem figura de rico …com as heranças .Chegadas ás suas mãos,vão-se os dedos e os anéis.
E há tanto para fazer ,tanto para imaginar e dar corpo ;tanto para fazer a diferença .Que pena a pouca sorte em nos calhar na rifa ,estes esclerosados (no querer)
E pronto .Até virem as massas –disse-o o Presidente e o vice –é tempo de descansar.
Intervalo .O filme segue dentro de momentos .
________________________________________________________________
Achei graça àquela eleita local : disse
-Há um Plano Estratégico, O que se não fez… vai-se fazer…
Qual plano ?..não sei ..
Está no cofre …à espera do pilim…que há-de vir
_______________________________________________________________
Já outra ,disse uma verdade enorme :
-Isto de ser cidade ,dá-nos o direito de exigir mais …
Grande verdade .Só que para saber exigir é preciso saber o que se quer… e o que se não quer .É que às vezes o que se não quer, é tanto ou mais importante do que aquilo que se quer…
______________________________________________________________
E finalmente …
Deliberou –se alterar o Brasão .
Deixa de estar inscrito «Cidade de Ílhavo» em rodapé, para se inscrever« Município de Ílhavo».
Do mau o menos ..
Só que o Brasão ,quando foi elaborado em 1922, continha uma terrível ingratidão para com as gentes das Galafanhas, ignorando-as pura e simplesmente …
De um modo profundamente ingrato ,pois, já então, era muito importante a contribuição daquelas ,para a riqueza concelhia .
Claro que se fez o mínimo .O fácil ;o demagógico .Tapando o Sol com a peneira .
Mas se não se exige mais …tudo bem .
Aladino
quinta-feira, abril 19, 2007
Inquietude …
A vida como ela é ...
Neste cantinho recomendado, que a natureza prodigalizou e que a exsudação (sofrida) do homem foi capaz de retocar ,sinto-me, apesar de tudo, contente comigo mesmo .
É isso. Não tenho feitio nem género nem jeito, de poeta silingórnio, à espera que aceitem as minhas queixas . Sonhando –e só - com o belo ,porque incapaz de o viver -ou até de o tentar construir .Não simbolicamente nas palavras para os outros , mas, de facto, para ser gozado por mim .Egoísta (?!), assim .Talvez,se o quiserem
Não saber - até ao fim !- se sou o que pareço, ou, tão só mais importante ,se sou de facto o que queria ter sido .Nada de complexo, nem em «complexos» estados de alma Sou claramente - e só (!)- um inquieto .
E mais nada .
Não culpo a vida por não ser o que queria ter sido. Porque a vida não tem culpa de eu não ter sido capaz de ser diferente; e porque, ser pouco ou muito, não é importante .Importante é ser verdadeiro ; comigo e com os outros .
Se eu tivesse a possibilidade de tirar um bilhete para qualquer parte, para aí ser diferente do que sou aqui ,queria mesmo era «ir» para aqui .E não para outro lado .
O que posso dizer é que a minha «estória» está cheia de vida que quis ser vivida desta maneira .Sem concessões , mas sem demasiadas queixas .
Sempre que fui atingido, não me preocupei demasiado em me interpretar .Bastou-me saber que outros - muitos outros ,milhões (!), uma imensidade - são, dia a dia, hora a hora ,muito mais profunda e ingratamente atingidos .O que foi (sempre) suficiente para me estimular a sobreviver ,e a não me queixar .Que gozo dava aos outros , os meus queixumes?...
Não subsisti nulo ; de modo nenhum .Dessa postura me pretendo liberto .
Eliminei a fé para dar espaço á razão; tarefa que não sendo fácil, nem cómoda ,é contudo mais verdadeira .
Não tenho sonhos fantasmagóricos ,porque (con)vivo bem com os meus fantasmas Que não são complexos .Porventura «reais» ,demasiadamente reais para me meterem (muito) medo .
Tudo o que sei , aprendi-o .Não o herdei por programação externa, vinda de onde viesse, ou porque via arribasse..
Sou por isso ,impulsivo ,violento às vezes, mas só com a barbárie dos profetas.
Doce, poucas, é certo .Nobre sempre ,vil nunca .Amigo difícil .Inimigo fácil .
Tudo me interessa; mas nem de tudo fico escravo .Ou de quase nada .
Salvo da amizade .
Senos da Fonseca
A vida como ela é ...
Neste cantinho recomendado, que a natureza prodigalizou e que a exsudação (sofrida) do homem foi capaz de retocar ,sinto-me, apesar de tudo, contente comigo mesmo .
É isso. Não tenho feitio nem género nem jeito, de poeta silingórnio, à espera que aceitem as minhas queixas . Sonhando –e só - com o belo ,porque incapaz de o viver -ou até de o tentar construir .Não simbolicamente nas palavras para os outros , mas, de facto, para ser gozado por mim .Egoísta (?!), assim .Talvez,se o quiserem
Não saber - até ao fim !- se sou o que pareço, ou, tão só mais importante ,se sou de facto o que queria ter sido .Nada de complexo, nem em «complexos» estados de alma Sou claramente - e só (!)- um inquieto .
E mais nada .
Não culpo a vida por não ser o que queria ter sido. Porque a vida não tem culpa de eu não ter sido capaz de ser diferente; e porque, ser pouco ou muito, não é importante .Importante é ser verdadeiro ; comigo e com os outros .
Se eu tivesse a possibilidade de tirar um bilhete para qualquer parte, para aí ser diferente do que sou aqui ,queria mesmo era «ir» para aqui .E não para outro lado .
O que posso dizer é que a minha «estória» está cheia de vida que quis ser vivida desta maneira .Sem concessões , mas sem demasiadas queixas .
Sempre que fui atingido, não me preocupei demasiado em me interpretar .Bastou-me saber que outros - muitos outros ,milhões (!), uma imensidade - são, dia a dia, hora a hora ,muito mais profunda e ingratamente atingidos .O que foi (sempre) suficiente para me estimular a sobreviver ,e a não me queixar .Que gozo dava aos outros , os meus queixumes?...
Não subsisti nulo ; de modo nenhum .Dessa postura me pretendo liberto .
Eliminei a fé para dar espaço á razão; tarefa que não sendo fácil, nem cómoda ,é contudo mais verdadeira .
Não tenho sonhos fantasmagóricos ,porque (con)vivo bem com os meus fantasmas Que não são complexos .Porventura «reais» ,demasiadamente reais para me meterem (muito) medo .
Tudo o que sei , aprendi-o .Não o herdei por programação externa, vinda de onde viesse, ou porque via arribasse..
Sou por isso ,impulsivo ,violento às vezes, mas só com a barbárie dos profetas.
Doce, poucas, é certo .Nobre sempre ,vil nunca .Amigo difícil .Inimigo fácil .
Tudo me interessa; mas nem de tudo fico escravo .Ou de quase nada .
Salvo da amizade .
Senos da Fonseca
sexta-feira, abril 13, 2007
Licenciado ou Nobel ?
Se as pontes suspensas – verdadeiras obras primas da engenharia que me desatinaram uma vida – levitassem tão docemente ,como o canudo de Sócrates traz suspenso o mundo politico português ,então não estaríamos perante um diploma duvidoso, mas perante canudo de um Nobel reinventado.
Triste imagem de um Pais que seráficamente se entretém a discutir futilidades que não têm significado algum, esquecendo o muito que há a fazer em tempos muito próximos , que vão ser cruciais ,para todos nós .
Todos ,mas todos, sabemos ,o tortuoso caminho do ensino em Portugal .
O curioso é que tendo assumido cargos de grande responsabilidade e visibilidade ,profissionais , e até envolvido em estudos e pareceres produzidos para o Estado ,o certo é que nunca ,nesse desempenho, me foi solicitado a demonstração da minha habilitação .Só quando me candidatei à Marinha de Guerra –e aí no condicional de terminar a licenciatura nessa época -e naturalmente para o exercício de docência na Universidade de Coimbra, a documentação -licenciatura – me foi pedida :Mas não, nunca (!) me foi pedida a prova de apetrechamento para exercer a actividade de engenheiro ,que é coisa diferente (O.E.) , e que nesta balbúrdia me pareceu não se perceber, a diferença ..
Ora , quando ocasional e pontualmente frequentei cursos de especialização especifica , no estrangeiro, tal me foi de imediato exigido .O que não deixa de ser sintomático.
Depois de Abril ,tudo quis passar a ser «Engenheiro»;até os maquinistas dos comboios o exigiram ,com o argumento de que nos EUA ,eram os seus colegas designados por engineers .
Até me lembrou o tradicional tratamento recebido pelos caloiros em Coimbra, distinguidos enfaticamente pelo engraxador ,empregado do café etc, por «Senhores Doutores» .O que enchia de vaidade as namoradas que logo se perfilavam em pelotão para saber qual seria a ditosa que iria oferecer o grelo[1] ao doutor daí a dois anitos –se não o fosse antes.
Presunção e agua benta cada um toma a que quer ;mas há uns que se embebedam na pia baptismal .Lá isso …há .
____________________________________________________________________
” MARQUITOS! MARQUITOS!" ...olha o lobo...
Meteu-me dó o desempenho do “pequenito”.De uma inabilidade politica (que só por si justificaria despedimento com justa causa) , quando dá como provada –mesmo depois da evidência em contrário - da continuada falta de carácter do 1º Ministro . Para logo pretender, então, que um sem carácter - o tal 1ºMinistro- se mande investigar a si mesmo .
Porque não exigiu o «menino» , olhos nos olhos e no local próprio (Parlamento),que o 1º Ministro lho explicasse .Era bonito …
Claro que M.M. se estava a ver ao espelho (para isso içando-se na banqueta ) .
Pois, espanto !
Então não é que «o meia leca» , foi Professor de tal Universidade ,e até chefe de Departamento da mesma ? Ora com que méritos ,ou que provas teria dado , para desempenhar tal tarefa ? Ou teria sido - afinal e só – «educador infantil» no infantário mantido por tal universidade para os filhos dos seus alunos ?!.
Um professor simpa ,este « MARQUITOS », que lhes pareceria mais um de entre os seus.
________________________________________________________________
VERGONHOSO …SIMPLESMENTE VERGONHOSO
Outra atitude que meteu dó ,foi ver Lopo Xavier ,fazer o jogo de «O Público» (pertença do mesmo Patrão que lhe paga ,ao que dizem principescamente ,por o merecer certamente ) desfazendo-se em explicações tortuosas traídas por um sorriso traiçoeiro que anunciava que nem ele estava a acreditar no que dizia ,por tão estupidamente cegas.
Não havia, pois, nexexidade dixo- diria o Cónego Remédios.
__________________________________________________________________
E AGORA VAMOS A VER …..
Volto á matéria do ultimo Blog .
Se o supremo Tribunal pronunciou o jornal «O Publico» por dizer a verdade ,na questão da divida fiscal do Sporting, no entendimento de que a mesma,embora verdadeira , atingia a reputação e o bom nome da Instituição (que não era pessoa !...,mas instituição sem alma) ,então como sentenciará agora ,em que comprovadamente -e pelo menos para já -90% das afirmações –insinuações são redondamente falsas?! Estou para ver …
__________________________________________________________________
MAESTRO CAROLA
Fui hoje procurado por mestrando lá do interior (Vila Real) que pessoa amiga mandou ter comigo, para ver se lhe poderia ser útil num trabalho que anda a fazer sobre J.Carola ,ilustre músico Ilhavense do Sec. XIX –XX.
Tivemos um agradável bate papo onde procurei elucidá-lo sobre alguns caminhos de investigação e locais onde poderia encontrar referências .Especializado em Música ,fez-me ver a dimensão artística de Carola -que eu desconhecia – o qual produziu, entre outras , mais de uma dezena de peças especialmente dedicadas a musica sacra para a Semana Santa ,com características que levantam sérias expectativas ,e que foram interpretadas por ilustres cantores que para o efeito vieram propositadamente até nós .
Se a figura e dimensão do Musico estava mais ou menos alinhavada ,falta enformá-la da dimensão humana do maestro .E será nesse ponto que procurarei ,humilde mas interessadamente, colaborar .
No final interroguei-me sobre o critério que me serviu para a escolha das figuras que inclui no Álbum das Figuras, no Ensaio Monográfico ,em edição .
E apercebi-me –já tinha chegado a essa conclusão , anteriormente –que o critério que utilizei nem sempre foi justo.
Mas não deixa de ser interessante –embora penoso – o saber que os de fora vão desenterrando essas magnificas figuras da nossa cultura –e nós por cá completamente alheios a isso .
Isto é clara ,indigência cultural .A culpa inteira vai para quem fala de cultura, pensando que esta se constrói com telhados de vidro , sem paredes ,e muito menos sem alicerces.
Aladino
[1] Atente-se :O« Grelo» era o distintivo-académicamente correcto - usado pelos terceiranista nas suas pastas ,e nada do que poderão,os maldosos , ser levados a pensar.
Se as pontes suspensas – verdadeiras obras primas da engenharia que me desatinaram uma vida – levitassem tão docemente ,como o canudo de Sócrates traz suspenso o mundo politico português ,então não estaríamos perante um diploma duvidoso, mas perante canudo de um Nobel reinventado.
Triste imagem de um Pais que seráficamente se entretém a discutir futilidades que não têm significado algum, esquecendo o muito que há a fazer em tempos muito próximos , que vão ser cruciais ,para todos nós .
Todos ,mas todos, sabemos ,o tortuoso caminho do ensino em Portugal .
O curioso é que tendo assumido cargos de grande responsabilidade e visibilidade ,profissionais , e até envolvido em estudos e pareceres produzidos para o Estado ,o certo é que nunca ,nesse desempenho, me foi solicitado a demonstração da minha habilitação .Só quando me candidatei à Marinha de Guerra –e aí no condicional de terminar a licenciatura nessa época -e naturalmente para o exercício de docência na Universidade de Coimbra, a documentação -licenciatura – me foi pedida :Mas não, nunca (!) me foi pedida a prova de apetrechamento para exercer a actividade de engenheiro ,que é coisa diferente (O.E.) , e que nesta balbúrdia me pareceu não se perceber, a diferença ..
Ora , quando ocasional e pontualmente frequentei cursos de especialização especifica , no estrangeiro, tal me foi de imediato exigido .O que não deixa de ser sintomático.
Depois de Abril ,tudo quis passar a ser «Engenheiro»;até os maquinistas dos comboios o exigiram ,com o argumento de que nos EUA ,eram os seus colegas designados por engineers .
Até me lembrou o tradicional tratamento recebido pelos caloiros em Coimbra, distinguidos enfaticamente pelo engraxador ,empregado do café etc, por «Senhores Doutores» .O que enchia de vaidade as namoradas que logo se perfilavam em pelotão para saber qual seria a ditosa que iria oferecer o grelo[1] ao doutor daí a dois anitos –se não o fosse antes.
Presunção e agua benta cada um toma a que quer ;mas há uns que se embebedam na pia baptismal .Lá isso …há .
____________________________________________________________________
” MARQUITOS! MARQUITOS!" ...olha o lobo...
Meteu-me dó o desempenho do “pequenito”.De uma inabilidade politica (que só por si justificaria despedimento com justa causa) , quando dá como provada –mesmo depois da evidência em contrário - da continuada falta de carácter do 1º Ministro . Para logo pretender, então, que um sem carácter - o tal 1ºMinistro- se mande investigar a si mesmo .
Porque não exigiu o «menino» , olhos nos olhos e no local próprio (Parlamento),que o 1º Ministro lho explicasse .Era bonito …
Claro que M.M. se estava a ver ao espelho (para isso içando-se na banqueta ) .
Pois, espanto !
Então não é que «o meia leca» , foi Professor de tal Universidade ,e até chefe de Departamento da mesma ? Ora com que méritos ,ou que provas teria dado , para desempenhar tal tarefa ? Ou teria sido - afinal e só – «educador infantil» no infantário mantido por tal universidade para os filhos dos seus alunos ?!.
Um professor simpa ,este « MARQUITOS », que lhes pareceria mais um de entre os seus.
________________________________________________________________
VERGONHOSO …SIMPLESMENTE VERGONHOSO
Outra atitude que meteu dó ,foi ver Lopo Xavier ,fazer o jogo de «O Público» (pertença do mesmo Patrão que lhe paga ,ao que dizem principescamente ,por o merecer certamente ) desfazendo-se em explicações tortuosas traídas por um sorriso traiçoeiro que anunciava que nem ele estava a acreditar no que dizia ,por tão estupidamente cegas.
Não havia, pois, nexexidade dixo- diria o Cónego Remédios.
__________________________________________________________________
E AGORA VAMOS A VER …..
Volto á matéria do ultimo Blog .
Se o supremo Tribunal pronunciou o jornal «O Publico» por dizer a verdade ,na questão da divida fiscal do Sporting, no entendimento de que a mesma,embora verdadeira , atingia a reputação e o bom nome da Instituição (que não era pessoa !...,mas instituição sem alma) ,então como sentenciará agora ,em que comprovadamente -e pelo menos para já -90% das afirmações –insinuações são redondamente falsas?! Estou para ver …
__________________________________________________________________
MAESTRO CAROLA
Fui hoje procurado por mestrando lá do interior (Vila Real) que pessoa amiga mandou ter comigo, para ver se lhe poderia ser útil num trabalho que anda a fazer sobre J.Carola ,ilustre músico Ilhavense do Sec. XIX –XX.
Tivemos um agradável bate papo onde procurei elucidá-lo sobre alguns caminhos de investigação e locais onde poderia encontrar referências .Especializado em Música ,fez-me ver a dimensão artística de Carola -que eu desconhecia – o qual produziu, entre outras , mais de uma dezena de peças especialmente dedicadas a musica sacra para a Semana Santa ,com características que levantam sérias expectativas ,e que foram interpretadas por ilustres cantores que para o efeito vieram propositadamente até nós .
Se a figura e dimensão do Musico estava mais ou menos alinhavada ,falta enformá-la da dimensão humana do maestro .E será nesse ponto que procurarei ,humilde mas interessadamente, colaborar .
No final interroguei-me sobre o critério que me serviu para a escolha das figuras que inclui no Álbum das Figuras, no Ensaio Monográfico ,em edição .
E apercebi-me –já tinha chegado a essa conclusão , anteriormente –que o critério que utilizei nem sempre foi justo.
Mas não deixa de ser interessante –embora penoso – o saber que os de fora vão desenterrando essas magnificas figuras da nossa cultura –e nós por cá completamente alheios a isso .
Isto é clara ,indigência cultural .A culpa inteira vai para quem fala de cultura, pensando que esta se constrói com telhados de vidro , sem paredes ,e muito menos sem alicerces.
Aladino
[1] Atente-se :O« Grelo» era o distintivo-académicamente correcto - usado pelos terceiranista nas suas pastas ,e nada do que poderão,os maldosos , ser levados a pensar.
terça-feira, abril 10, 2007
ONDE SE FALA DE JUSTIÇA QUE NÃO HÁ ...
DE FIDELIDADE QUE HÃ---
E DA «ÍLHAVA »…AGORA SIM ;PARA SABERMOS COMO ERA
1-Justiça :Que Foi Feita de Ti?
DE FIDELIDADE QUE HÃ---
E DA «ÍLHAVA »…AGORA SIM ;PARA SABERMOS COMO ERA
1-Justiça :Que Foi Feita de Ti?
Pobre País !.
Onde se dá maior importância a um canudo ,do que a um Relatório do Tribunal de Contas –que se deveria pressupor infalível! - e que afinal contem um churrilho de asneiras. Que não é suficiente para levar os seus altos responsáveis a tomarem uma atitude .A de demissão ,claro está . .
Onde pouco relevo se dará a uma decisão enviesada do Supremo Tribunal ,cuja matéria ,a fazer fé, no futuro ,condiciona –e de que modo a liberdade de expressão .
Um País sem Justiça é um País adiado .E perigoso !.Todos sentimos de há uns anos para cá ,que a justiça, não só não funciona –em tempo adequado -,como nos deixa perplexos perante aberrações decisórios que mais parecem ,apenas e só, enviar o recado de que os Magistrados estão acima de tudo e até da irresponsabilidade .
A justiça anglo-saxónica tem muito de bom senso ;nós por cá parece que temos mais lei ,mas bom senso de menos na sua aplicação .A aplicação da Lei ,parece um tiro ao alvo .E até temos o bom hábito de comprar pareceres a doutos professores ,que nos mesmo ,em troca do percebimento ,dizem expressamente o contrário do que ensinam nos livros feitos por si e que, por isso , servirão de códices aos que têm por missão julgar
É preocupante que o País não se sinta preocupado com a falta de justiça que por aí vai.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Onde se dá maior importância a um canudo ,do que a um Relatório do Tribunal de Contas –que se deveria pressupor infalível! - e que afinal contem um churrilho de asneiras. Que não é suficiente para levar os seus altos responsáveis a tomarem uma atitude .A de demissão ,claro está . .
Onde pouco relevo se dará a uma decisão enviesada do Supremo Tribunal ,cuja matéria ,a fazer fé, no futuro ,condiciona –e de que modo a liberdade de expressão .
Um País sem Justiça é um País adiado .E perigoso !.Todos sentimos de há uns anos para cá ,que a justiça, não só não funciona –em tempo adequado -,como nos deixa perplexos perante aberrações decisórios que mais parecem ,apenas e só, enviar o recado de que os Magistrados estão acima de tudo e até da irresponsabilidade .
A justiça anglo-saxónica tem muito de bom senso ;nós por cá parece que temos mais lei ,mas bom senso de menos na sua aplicação .A aplicação da Lei ,parece um tiro ao alvo .E até temos o bom hábito de comprar pareceres a doutos professores ,que nos mesmo ,em troca do percebimento ,dizem expressamente o contrário do que ensinam nos livros feitos por si e que, por isso , servirão de códices aos que têm por missão julgar
É preocupante que o País não se sinta preocupado com a falta de justiça que por aí vai.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
2-FIDELIDADE AOS MEUS
Fui hoje ao Porto ,chamado pela Editora ,que me propôs para apresentação do Ensaio ,o dia 31 de Maio na Livraria Bertrand .Havia outra hipótese ,a qual era a da Câmara de Aveiro ceder a Sala da Assembleia Municipal ,para tal efeito. Pasme-se!.
Apesar disso tudo ,fiz o que tinha a fazer ; independentemente do lançamento Comercial ,farei uma apresentação do Livro ,informal –sem apresentador – aos meus conterrâneos .O Livro foi feito a pensar neles ,e é a eles, em primeiro lugar, em cujas mãos o quero depositar .
As palermices com que outros julgam atingir-me ,não me fazem a perder a cabeça e fazer o que está a ser vulgar : -ir apresentar os trabalhos a Aveiro que os recebe de braços abertos.
Não ; eu sou fiel às minhas gentes .E um dia veremos quem tinha rzão .É cedo ,muito cedo ,para agora avaliar.
3- «ílhava» tal qual era ...
Finalmente . Desígnio cumprido .
«A Ílhava» ,a bateira mãe de todos os barcos lagunares está já em minha casa ,numa reprodução notável, feita à escala .Tinha jurado que o faria ,e fi-lo..
Vamos a ver o que pretendem ,agora, fazer com ela .
Aguardemos .O Mais importante é que está recuperada .Bonita de morrer
----------------------------------------------------------------------------------------------
Fui hoje ao Porto ,chamado pela Editora ,que me propôs para apresentação do Ensaio ,o dia 31 de Maio na Livraria Bertrand .Havia outra hipótese ,a qual era a da Câmara de Aveiro ceder a Sala da Assembleia Municipal ,para tal efeito. Pasme-se!.
Apesar disso tudo ,fiz o que tinha a fazer ; independentemente do lançamento Comercial ,farei uma apresentação do Livro ,informal –sem apresentador – aos meus conterrâneos .O Livro foi feito a pensar neles ,e é a eles, em primeiro lugar, em cujas mãos o quero depositar .
As palermices com que outros julgam atingir-me ,não me fazem a perder a cabeça e fazer o que está a ser vulgar : -ir apresentar os trabalhos a Aveiro que os recebe de braços abertos.
Não ; eu sou fiel às minhas gentes .E um dia veremos quem tinha rzão .É cedo ,muito cedo ,para agora avaliar.
3- «ílhava» tal qual era ...
Finalmente . Desígnio cumprido .
«A Ílhava» ,a bateira mãe de todos os barcos lagunares está já em minha casa ,numa reprodução notável, feita à escala .Tinha jurado que o faria ,e fi-lo..
Vamos a ver o que pretendem ,agora, fazer com ela .
Aguardemos .O Mais importante é que está recuperada .Bonita de morrer
----------------------------------------------------------------------------------------------
4- COMCURSO DAS SETE MARAVILHAS DE PORTUGAL
Para o Concurso das SETE MARAVILHAS PORTUGUESAS ,cumpri o meu dever e mandar a candidatura do « FRUNCULO CULTURAL»
Recebi como resposta :
Exmo Senhor :
Acusamos a recepção da sua candidatura ,mas o que esta a decorre, actualmente, é o concursoi para as 7 Maravilhas PORTUGUESAS.
O Concurso das 7 MAIORES PORCARIAS PORTUGUESAS,esse só terá lugar lá paras depois das fèrias .Deverá então enviar o seu exemplar ,que,pelo que pudemos apreciar reune todas as condições para se classificar num altissimo e (des)honroso primeiro lugar.
A Comissão
ALADINO
quarta-feira, março 28, 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)
AS viagens da Grande Armada de ZHENG Já num outro trabalho, publicado em Blog especial, aqui há uma dezena de anos, trouxemos ...