segunda-feira, julho 23, 2007

A ANEDOTA da sillicon-season



O Correio da Manhã, noticia que Ribau Esteves vai ser o concorrente de Marques Mendes , nas directas do PSD ,em Setembro .
Este Ribau só «briga» com os pequenitos….
A saga segue em frente - como o disse várias vezes, aqui- ,até que :

-Mãe sou, finalmente !.., Ministro»….

Oxalá fosse já amanhã ,para ver se Ílhavo acorda do pesadelo.

--------------------------------------------------------------------------------------------O MUSEU DOS «ílhavos» EM FESTA

... E EU TAMBÉM

A Comunicação Social, local ,traz hoje largas referências á próxima iniciativa do Museu ,na comemoração dos seus setenta anos .
E refere o Museu como «o Museu dos ílhavos ».
Anunciando –finalmente !- uma exposição sobre a notável saga migratória daquelas gentes ,ao longo de litoral português .
O «Ílhavo - Ensaio Monográfico» (q.e.d.) está, pois, mais que justificado .Valeu a pena. Há um ano que se começou a intuir -ainda que uns assobiassem para o ar -,que um dia se iria perceber que :

- O REI VAI NÚ…
e com isso,significar que há contas a acertar nos fins e objectivos traçados para o actual Museu ,que tem dado uma imagem redutora da história dos «ílhavos» ( vidè Blog- 2006, de 20 de Outubro)

O Director daquele tem- com humildade-, de perceber que ao contrário do que por vezes–erradamente - pensa , tudo já existia antes dele aparecer em cena ,e que lhe cumpre ,isso sim ,propor novos caminhos por onde Museu possa mostrar nova oferta cultural, mais diversificado , retirando-lhe a carga exagerada da uma «unicidade» redutora.Entenda-se,contudo, de que, pelo menos no sentido de abertura do Museu ao exterior, o seu trabalho tem sido meritório .E ,sem duvida ,também o tem sido numa certa organização documental que, de facto,tardava em aparecer
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Que bonito esta recuperação do termo «os ílhavos»!(custou ,mas foi!...) . Se todos intuíssemos o que essa designação significa ,tenho a certeza de que um dia haveríamos de encontrar novo desígnio.Lá iremos …

--------------------------------------------------------------------------------------------ÁGUA MOLE….

Por me parecer importante, recordo, aqui, a carta que enviei em Outubro de 2006,ao director do Museu:
…………………………………………………………………………………………….

Caro Director :
Tive a oportunidade de ouvir, hoje, a sua intervenção na Rádio Terra Nova .Desde já lhe digo com franqueza que gostei : muito bem estruturada ,servida por uma explicação convincente, sabendo claramente a vereda por onde quer prosseguir .Optando ,o que é uma imensa - para mim -, inquestionável virtude .
Descortinei durante a mesma que, eventualmente, poderia estar englobado numa citação feita “aos que discordam “ do actual trilho planificado para o futuro do Museu .Não é verdade ; não estou nesse grupo .
Há uma lamentável confusão que, por mais que tente, não tenho conseguido evitar. Por incapacidade minha -certamente – não tenho conseguido fazer passar a mensagem do que penso e, verifico amiúde, citações que estão desconformes com o meu pensamento .No sentido de esclarecer,
1) Aprecio -e já por diversas vezes tive ocasião de me manifestar nesse sentido -o seu louvável trabalho (e empenhamento) à frente do Museu que Lhe entregaram para dirigir .Julgo que o tem feito muito bem, de uma forma muito competente, e até, com raro sentido por vezes ausente nos académicos para, de um modo objectivo, descer do estrado e aplicar os conhecimentos, à prática . .
2) Quando lamento a imagem redutora da politica cultural desta terra, não me refiro a qualquer culpa ou ausência do Museu (ou do seu Director ) na sua concretização , outrossim, na omissão de outras entidades ; leia-se promotor cultural (Câmara ) ,agentes institucionais (Biblioteca ,Centros de Cultura ) e/ ou ,ausência de preocupação por parte das Associações privadas .
3) Assim, é minha opinião que o Museu tem, de uma forma altamente competente, passado a mensagem que lhe é solicitada. E- que fique claro de uma vez por todas - concordo inteiramente com a especialização de um Museu .E do seu enfoque num determinado (e não em todo) passado histórico; não, num museu de muitas e variadas coisas .Esse é outro tipo de escolha para servir outros fins .Isso não me impediu de , na altura, ter manifestado uma visão diferente que tinha para a solução , aquando da cisão do Museu Regional, transformando-o em Museu Marítimo .
Havia outras soluções –disse-o – que, indo ao encontro do que refiro anteriormente, poderiam e deveriam ter sido equacionadas .Mas na altura ; não agora .Consumada esta opção, faça-se o melhor para, assim, se alcançarem os objectivos a que se propuseram, antes da sua chegada. Um dia chegará o tempo em que outras iniciativas recuperarão o resto ( que é muito!) da nossa história.
4) E já agora com a frontalidade habitual, peço-lhe licença para um reparo ,esse sim ao status quo , e que me parece útil aqui introduzir .O Museu Marítimo pode alargar o seu campo de perspectiva histórica .Tenho essa perspectiva .Uma outra Faina –se Lhe quiser chamar «Menor que a Maior» – merecia , e deveria, estar retratada no «nosso Museu» .E recuperada como a outra, até porque, foi nas malhas dessa que se teceu e construiu a singularidade do «ílhavo» .E porque foi da Menor que nasceu «a circunstância» da nossa preponderância na Maior .Com algum esforço e atenção , poderíamos –julgo !- integrá-la e, mais importante, divulgá-la .
Finalmente …

A abordagem histórica que temos vindo a fazer à Faina Maior ,contém perigosos hiatos .Um dia chegará a verdadeira história, aquela em que as personagens virão ombrear em dimensão com os «actores» de hoje .E a contarão segundo uma nova perspectiva . Com um novo «remake» .Estamos ainda na fase do romantismo ;virá o dia –não tenha duvida, a história repete-se, como sabe – em que a visão realista chegará com o distanciamento temporal aos factos .Aí, claro, nem só os actores e produtores de hoje serão criticados ; os espectadores também o serão ,por ausência de espírito critico .Ou de coragem ,se o quiser .Aceito a minha quota – parte .
Um abraço
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Nada mau ,pois .Vamos a ver o que vem a seguir.


--------------------------------------------------------------------------------------------ARTE ? ....OU ESPECULAÇÂO?

Há dias aproveitei a oportunidade para visitar o Museu Berrado . No final confesso –e cheguei a comentá-lo – que se me dessem para trazer para casa, 90% do que lá estava –sem que eu soubesse das cotações atribuídas pelo mercado de arte -, teria sérias duvidas em aceitar a oferta .
Dir-se-á , talvez com propriedade : -ignorância e falta de sensibilidade modernista para apreciação de arte surrealista .
Por acaso, até julgo que nem é .Ainda há dias adquiri um trabalho, a meu ver notável , a preço de pechincha. Isto é :há coisas que me tocam e outras que nada me dizem ,mesmo que se afiance a sua qualidade artística.
Neste tipo de expressão artística, ou gosto logo na primeira leitura(olhar) ,ou pouco me impressionam as explicações dos mais entendidos.
Ora acabo, há minutos, de receber um mail notável de Rosa de Melo.Que afinal me acaba por dar certa tranquilidade, posto perante a incomodidade aquela possível, minha, insuficiência .

Refere –e mostra-se em vídeo -a experiência feita com alunos (crianças do pré –escolar ) de um estabelecimento de ensino espanhol que, em grupo, com as mãos, borraram a seu bel-prazer uma tela .Essa tela foi exposta numa exposição internacional de pintura como se tratasse de um quadro pertencendo à mesma , de autoria de consagrado fazedor de arte, embora não identificado.Acontece que foi dos quadros mais valorizados e admirados, na referida exposição. Pedidas opiniões avalizadas sobre o mesmo, foi-lhe reconhecida extrema qualidade artística . Um intelectual – daqueles que consegue descortinar o que lá não está -chegou mesmo a ver nele ,expressões «muito trabalhadas» de traumas sexuais, reprimidos ,do autor(?!).
E, ainda :- foi atribuído ao quadro um valor de mercado de dezenas de milhares de euros.
Estou mais descansado com a minha falta de sensibilidade que só me levou a descortinar, uma notável qualidade ,em apenas uma reduzida quantidade das peças Berardo.


ALADINO

sexta-feira, julho 20, 2007

Saciado, mas não farto


Esta é mais uma noite em que me embriago

Em ti ,e de ti, Ria

Olho-te no reflexo da lua que me atordoa os sentidos.

Revejo-te em todos estes anos vividos

Nos ciúmes de outros , que como eu ,amorosamente te cativam.


Estás hoje diferente do que me mostraste ontem.

E sei que amanhã serás de novo diferente .

E é por isso que tão estranhamente

Me apaixono, por quem repetidamente , me mente.


Sigo as tuas formas de mulher esquiva,

quando despida das tuas águas me mostras os recantos do teu corpo

E me desatinas

No desejo irrecusável de nele mergulhar - Mulher viva!

A sorver impudicamente a tua maresia , minha boca feita , teu porto.


Saciado, mas não farto, deslizo sobre os teus seios, e beijo-os sofregamente

Até que me digas basta .

Na promessa de que amanhã tudo recomeçará de novo

E que o teu desejo volte, renovado, a provocar o meu ,

Que pode ,eu sei, estar cansado, por peripécias da vida

Mas para Ti jamais estará ,meu desejo ,meu corpo, morto.

Costa –Nova ,18 Julho ,2007
Senos Fonseca
Há razões- que a razão explica e justifica - destes dias de ausência .


Voltemos, pois , à conversa .

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SE ISTO É DEMOCRACIA EMPENHADA ;VOU ALI E VOLTO JÁ….


Assisti com alguma perplexidade ,às eleições para a Câmara de Lisboa .E ,estupefacto ,vi alguns sorrirem-se, apregoando efectivas e estrondosas vitórias .Pode ter sucedido que uns ganharam mais do que outros ;mas ,se feita reflexão cuidada ,perderam todos ,sem que alguns dêem por tal :-ou finjam não dar .

A democracia ,uma vez mais ,veio apenas dizer que é o menos mau de todos os sistemas. Mesmo quando o povo (os cidadãos) se não deixa(m) convencer das virtualidades propostas -e ,como foi o caso -, dão uma nega à sua participação.
Pelo menos, assim , mostra(m) o seu direito à indiferença .

A meu ver ,este assomo dos independentes –afinal todos travestidos –não me parece de ser levado a sério .Por enquanto…,entenda-se. Mas desejável, e quanto mais depressa melhor. Os partidos funcionam numa lógica de mercado .Sem concorrência ,estagnam. Em ideias e em pessoas …

Ganhou claramente quem tinha mais aptidão para o desempenho do cargo ;nisso não tenho a mínima dúvida. Mas a indiferença coloca em causa a afirmação de que haveria um claro entendimento da necessidade destas eleições .
O grande exame de António Costa ,irá ter lugar dentro de dois anos .E aí ,a indiferença ,não vai -não pode! - ser a mesma.
Senão, é caso para dizer : -democracia para que te quero?!.

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O mundo está povoado de …

COISAS DESINTERESSANTES


Foi-me gentilmente oferecido o Livro de João Simões ,cujo titulo inicial na década de 40 era «Os Grandes Trabalhadores do Mar »e que agora passa a «Heróis do mar»(lembram-se do Filme do mesmo nome?;não houve ,pois grande originalidade, para –assim - resolver o imbróglio criado por Valdemar Aveiro)).

Tricas e trocas ,da «porcaria» em que anda metida a guerrilha na «Feira das Vaidades» na Santa Terrinha.

Espantosamente ! :- edição paga pela Câmara Municipal e Museu. Parece isto despiciendo ou uma frioleira sem significado ?

Ora aí digo ,clara e frontalmente ,que não .

Tinha em casa a edição do autor ; agora tenho a edição de co-autoria de João Simões e Álvaro Garrido .Não percebo -ou faço que não percebo -esta novidade editorial. Mas , concerteza ,a nota do prefácio é bem mais elucidativa -e importante - do que o livro.Esteve bem A.G.no prefácio ,mas...
O livro é mais do que inócuo . É mistificador. Conjunto de Crónicas de uma superficialidade que confrange .O autor mesmo quando se vê envolvido no limiar do heróico ,é claramente incapaz de o relatar com autenticidade . A mais não era obrigado. A «encomenda» não era para ser autêntico ,mas panegírico.
Bem escrito? O que é isso ?

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Ora quando o livro « Faina Maior » está esgotado ,porque desviar a atenção ,e os esforços ,e entrar numa guerrilha sem sentido ?...

Insisto : «Faina Maior » é – de longe! –o mais conseguido documento ,sobre «os bacalhaus».Aqui e lá fora .Em minha modesta opinião, este livro já deveria ter sido, promovido «lá fora» .Tem estatuto que justifica o esforço .
«Faina Maior» foi o produto de uma associação irrepetível: ao rigor de Ana Maria na fixação do texto e na organização editorial ,juntou-se o descritivo ,próprio ,incomparável, do Chico Marques .
O livro reduz a heroicidade pacóvia, à realidade da sobrevivência. Exalta ,sem hiperbolizar .Desmistifica ,até :-ninguém lá andou por querer; mas porque era um modo de vida.

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Tinha principiado a noite com uma conversa interessante ,com pessoa interessante, e nada melhor que utilizar a boa disposição para suportar um livro sensaborão ,inócuo, encomendado ao autor com uma finalidade – a de enaltecer a vitória da neutralidade de Salazar na Segunda Guerra ,o que nos permitiu ,em 41, termos a única frota a pescar nos grandes bancos, tarefa que o jornalista do então sinistro Diário da Manhã , se esqueceu porventura, de acentuar .Ao que parece ,os próceres de então ,julgaram suficiente a aventura do jornalista do regime, para o medalhar..
Mas agora ,reproduzi-la ….Para quê ?

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Mas..o mundo está povoado de …

PESSOAS INTERESSANTES

Só que às vezes passam-nos ao lado.

Sucede-nos ,ás vezes ,gravar o imaginário de uma pessoa ,e assumindo esse retrato como definitivo. De repente ,sentados perante a mesma, verificamos que o mesmo ,não corresponde à realidade .E o certo ,é que tudo isto se passou durante uma vida .claramente ,falta de atenção que lhe damos …

Ontem sucedeu-me acertar umas contas com uma dessas pessoas ,com a qual andava intrigado, pois, desconfiava eu , que a imagem que dela tinha –por minha culpa .mas também por culpa dela !-estava errada .E quando uma duvida me assalta ,não descanso enquanto não ponho as coisas a limpo .Inquieto,. gosto de ser justo nas apreciações e para isso não aceito ficar pela superficialidade do que ouço dizer ,mas sim descortinar passo a passo ,a interioridade do «outro ou outra» .Gosto ,enfim ,de conhecer as pessoas (interessantes ) por fora e por dentro .E isso só o consigo, se as confrontar directamente.

Interessante ,pois ,verificar eu próprio, quanto enganado estava .
Ter respeito , consideração e estima por reconhecimento da validade intelectual de uma pessoa,… já é bom .Mas ,muito melhor, é juntar a essa estima distante ,uma estima de simpatia pessoal, próxima. Podemos ,assim ,se necessário , ser úteis, apoiando o seu esforço.

Foi o exercício que pretendi e ao qual «a visada» correspondeu sem fastio. Penso!

A vida tem coisas bonitas .E eu que andava enjoado de um tempo rico (paupérrimo…) em futilidades, enchi o «papo».



Aladino

quinta-feira, julho 19, 2007


saciado,mas não farto




Esta é mais uma noite em que me embriago

Em ti ,e de ti.

Olho-te no reflexo da lua que me atordoa os sentidos.

Revejo-te em todos estes anos vividos

Nos ciúmes de outros , que como eu ,amorosamente te cativam.


Estás hoje diferente do que me mostraste ontem.

E sei que amanhã serás de novo diferente .

E é por isso que tão estranhamente

Me apaixono, por quem repetidamente , me mente.


Sigo as tuas formas de mulher esquiva,

quando despida das tuas águas me mostras os recantos do teu corpo

E me desatinas

No desejo irrecusável de nele mergulhar - Mulher viva!

A sorver impudicamente a tua maresia , minha boca feita , teu porto.


Saciado, mas não farto, deslizo sobre os teus seios, e beijo-os sofregamente

Até que me digas basta .

Na promessa de que amanhã tudo recomeçará de novo

E que o teu desejo volte, renovado, a provocar o meu ,

Que pode ,eu sei, estar cansado,

Mas para Ti ,jamais estará , morto.


Senos Fonseca

terça-feira, junho 26, 2007

CULTURA POR ONDE VAIS ?!...


OS TEMPOS MUDAM ....



Não sei se as pessoas têm notado - em Ílhavo nada se vê ,nada se comenta ,tudo corre numa mansuetude exasperante..- mas, de repente , de há uns meses para cá ,tudo quanto é agente cultural fugiu desta Terra e assentou arraiais em Aveiro .E Aveiro esfrega as mãos com tal dádiva caída do Céu , que parece, vai continuar .E curioso, inteligentemente são solícitos em oferecer apoios ,facilidades ,salas etc.

Refiro-me entre outros à exposição de pintura do Júlio Pires nesse bonito edifício dos Viscondes da Pedricosa ; à magnifica exposição fotográfica de Rui Bela postada num maravilhoso salão cedido para o efeito pela Câmara de Aveiro;à apresentação do curioso livro de Carlos Pelicas sobre « o Sampaio da Torreira» na Galeria Sacramento; dos livros de Valdemar Aveiro apresentados no Porto e em Aveiro. (Aqui a questão é por deveras estranha, porque sendo a matéria ,a politica do regime local, não se esperava ver o Museu a assobiar para o ar e fazer de conta que nada se passa, quando se passa algo relevante .)
Porquê esta debandada ? Seria importante reflectir sobre o cansaço que levou a que esta gente agarrasse nos trapos –valiosos trapos! –e se mudasse para Aveiro .E particularmente curioso é que venha ao de cima - e de imediato ! - a validade e importância das gentes de Ílhavo, como qualificados agentes culturais na região. Afinal ,parece ,que com um bocadinho de esforço ,os «ílhavos» ainda seriam capazes de voltar a ocupar o seu lugar de relevo no panorama cultural da região ,como outrora.

A ideia peregrina de que os mesmos apenas sobreviriam (se) à custa das esmolas do poder ,a ele ficando subordinados ,parece ter passado .E cada um por si procura livremente o seu lugar de afirmação. Eu sempre o previ. Ou melhor, incitei para que tal acontecesse.
E no ultimo blog, voltei a abordar a questão.

Estamos perante a mais clara falência da (nenhuma) politica cultural , de Ribau Esteves, enredado num populismo bacoco, trauliteiro ,pustulento e regateiro .Este homem para lá de «mestre de obras» que servem para «nada» , quase todas inadaptadas no conceito aos fins- de que o exemplo mais frisante era o Museu ,não viesse agora o Mostrengo ocupar o seu lugar de primazia - ,começa a descida da montanha isolado de tudo e de todos .Há dias numa reunião em que estive presente ouvi –eu ouvi!...-da boca de um dos seus companheiros de percurso autárquico :-

- Nunca pensei que aquilo fosse tão mau .Horrendo …

«Aquilo» era, nada mais nada menos, do que o mostrengo, o arrepiante edifício do um dito Centro Cultural .
Há dias .aproveitando a porta aberta entrei no dito .E o «betónico» bunker interior mostra-se ainda mais arrepiante do que quando iniciado ,liberto do tumulo de vidro exterior. Sem espaço ,nem perspectiva para lhe visualizar as formas (disformes),fica a varanda de acesso, pendurada. Como se um bunker quisesse uma varanda e não apenas uma porta de fuga . .Parece um bebedouro para o pássaro.

Agora todos concordam .
Não sei se é verdade ou não .Garantiu-me um comerciante de uma das lojas anexas ,que o próprio Ribau lhes teria dito :

- Todos temos o direito de errar …

Se fosse verdade…tal não chega para o desculpar de tamanha bestialidade despesista .


Aladino

domingo, junho 24, 2007

DIAS DE AUSÊNCIA


Estes dias têm sido maus para conversar no Blog.

Não só houve que apresentar o Ensaio Monográfico ,mas meteu-se pelo meio a solicitação para apresentar o Livro «80º Norte» de Valmemar Aveiro ,no Porto ,e ,depois e de repente ,a solicitação para ir a Almeida ,falar um pouco sobre «As Rotas dos Bacalhaus».

Tempos cheios por isso ,mas por onde perpassaram casos interessantes .

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Participei ,há dias, e com muito gosto ,no habitual Grupo do Caldo de Feijão .

Esteve presente o eng Pio ,catedrático na área do ambiente ,que de um modo muito claro elucidou os presentes sobre as virtudes da co incineração , processo que foi analisado por uma Comissão Cientifica ,à qual pertenceu .

Dito isto assim ,não seria algo de muito relevante .Mas é ,porque o eng.Pio é um ilhavense .

O que impressiona é esta terra ter vultos desta dimensão e ligar-lhes pouco ,ou pelo menos, não de acordo com o merecimento .

Se estivéssemos numa terra onde as pessoas contassem e se privilegiasse as utilizar para incutir nos mais novos a ânsia do merecimento ,então há muito que este e outros ilustres , deveriam ter sido promovidos ,trazendo-os à ribalta .Se houvesse uma politica de cultura com pés e cabeça .Agora a que existe por cá é sem cabeça e aos pontapés
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Mas nesta reunião ,tive uma nova surpresa :o livro de João Roque professor na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré ,que mostrou o seu livro«Pirilampo e os deveres da escola» ,um lindo (encantador) conto para crianças –matéria muito difícil de abordar –que para lá disso ,tem uma óptima ilustração da autoria de Helena Zália ..

O Livro ganhou um prémio da Câmara (…)
Sei que ficaram boquiabertos ao pensarem -por momentos que…. finalmente! ….

Só que não ,não foi da Câmara de Ílhavo, mas sim da Câmara da Trofa que lhe atribuiu o 1º Prémio e o publicou. A Câmara de Ílhavo, essa desconhece-o ,como desconhece tudo do género.

«O Pirilampo» ,de João Roque é um educativo conto ,muito bem conseguido ,que certamente despertará o interesse das crianças .Cá em casa houve já a tarefa da sua divulgação, com pleno êxito, diga-se.

Parabéns a João Roque.

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E agora vamos lá à

Apresentação do « Ílhavo -Ensaio Monográfico»


Foi muito apreciada a intervenção de Alberto Souto .Límpida, transparente .Eu sei que aqueles que me vieram trazer o elogio ,estavam a pensar e a comparar ,a fazer notar a diferença..

Claro: há os que falam,… falam ,sem nada dizer –só para se ouvirem a si próprios -,e os que falam a saber o que estão a querer dizer .A diferença é ,simplesmente abismal

Alberto Souto é um Senhor com lugar marcado na história aveirense ,e cuja participação na mesma, ainda se não encerrou. .

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Ao outro dia um amigo que comigo trabalhou ,já lá vão dezenas de anos ,e que trouxe o livro para eu rubricar ,atirou-me :

-Então engenheiro ,depois de engenheiro ,projectista, professor ,director associativo, e agora historiador (?) –tanta coisa !- o que gostava de ser afinal?

- Olhe, meu caro ,uma coisa diferente dessas todas ; onde começasse e descobrisse novos interesses…Fazer outras loucuras.

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Agrada sempre –pois é reconfortante – ver tantos amigos á nossa volta e que quiseram ser simpáticos .Oxalá os não desiluda

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A pergunta que mais vezes ouvi fazer era :- e agora?....
Agora!... nem eu sei .Há tanta coisa pronta para ser acabada …e outra tanta para ser começada….que nem sei responder.
A questão nem é fazer ; é a de chegar ao final e achar que há interesse em ser publicada.
Essa é que é a decisão difícil. Fazer não custa nada .Faz-se, nem que seja asneira .
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Estiveram lá todos os que faziam falta .Todos ? Quase...

Porque faltaram dois ,que, se não estiveram presentes fisicamente, estiveram-no em espírito .

E que diria o primeiro (no final da apresentação ) :

- Estava a ver que não!...que ias deixar passar as tontarias em branco.

E logo a outra ajuntava :

-Não foi mau, Oh João!...mas podias fazer melhor…não achas Necas?

Claro :os meus Pais

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No final os amigos desfizeram-se –bondosamente –em abraços ,palmadas ,sorrisos ,parecendo querer levar a sério o transmitirem-me a ideia de que «eu até parecia um escritor».
Podem ficar sossegados, por tanta boa-fé semeada .Sei perfeitamente até onde vou na matéria .Rabiscador ,se tanto .
Mas podem ficar seguros que pelo menos felicitaram alguém que foi sempre igual. Acabada uma tarefa ,logo se sente obrigado a fazer melhor .Sempre insatisfeito.

A vida é aqui .E ganha-se lanço a lanço ,pelo que findo um é preciso partir para outro.
Sem descansar ao sétimo dia ,pois que tal prerrogativa só Deus teve o poder de, a si próprio, conceder . E quem sou eu ,para mo conceder.
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Ainda tens tempo para fazer muitas coisas : -dizia-me da boca para fora ,quando no intimo, certamente, queria dizer :- estamos prontos

Respondi :

- Olha não tenho tanta certeza como tu ---

- É preciso ter fé –retorquiu-me..

-Só se for na certeza dos cemitérios.


Aladino

quinta-feira, junho 14, 2007

MAIO em «Atenas»



Era o fim daquele dia de Maio ,em Atenas.

Quanto me queres ? Queres mesmo? Quanto ?

Perguntaste inquieta, com voz doida

E quando em mim pousaste teus olhos

Vi neles a vontade proibida


O meu corpo com tuas mãos entrelaçaste

Enquanto lá fora o Sol se sumia.

Era tempo de nos abrirmos

Ao querer , e em dadiva consentida

Deixarmos de ser nós , mas loucura vivida



Beijámo-nos sôfregos , de amor vencidos

Pelo eterno vai vem dos nossos corpos

Até que nos olhámos , quase mortos




Não perguntaste ,então –não sei porquê?-

Se te queria mais .Ou já não tanto,

Por de amor restares convencida ?...


Senos da Fonseca
TRABALHO DE PARTO


Esta questão de entrar em «trabalho de parto» ,deixa-me sem vontade de fazer nada, o que me é, de todo ,inhabitual.

Não sei se a minha mãe quando me teve ,nas horas anteriores, se sentiu assim :-sem saber se valeria a pena .Eu creio que depois Ela sempre sentiu que sim ;esforcei-me ,loucamente para isso .

Eu não sei se o Ensaio valeu a pena ,ou não… .Oxalá daqui a uns tempos eu o possa julgar .

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Mesmo nestas condições fui ontem ao Porto apresentar o Livro «80º Norte» de Valdemar Aveiro .

Mesmo neste estado de espírito ,um pedido de um amigo não se nega .

Sobre o que perorei sobre o livro guardo para mais tarde, publicá-lo no Site .De todo o modo adianto, desde já ,tratar-se de um livro de quase memórias ,que se lê com evidente agrado ,leve ,contendo algumas estórias interessante ,se bem que, particularmente ,elas pudessem ser de outro tipo ,mais realistas, como que muito ganharia o livro

A personalidade de Valdemar ,um arquétipo de um «ílhavo»,um ser que subiu a vida a pulso ,inquieto e decidido a distinguir-se ,tem tos os motivos para se louvar


É estranho o que está a acontecer cada vez com maior frequência .Aveiro aproveita tudo ,e o que é certo é que os últimos programas culturais ali apresentados têm tido umas participação notável de gente desta Terra .Parece que a debandada é imparável .Merecia profunda reflexão

Algo vai muito mal .Se os autores assim procedem –e cada vez há mais a fazê-lo –isso diz da inexistência ,a todos os títulos, de uma politica cultural aqui em Ílhavo. Apenas preocupada ,apenas e só ,com os edifícios loucos ,mas nada preocupada com a cativação dos autores .Desprezando-os, e até ,ao que sei, maltratando-os .

Isso pode ter custos terríveis no futuro .Irreversíveis.

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Em conversa com um grupo onde se encontravam altos representantes do Partido Social Democrático ,foi uma vez mais confessada a grande infelicidade da decisão da construção do chamado Centro Cultural .Parece que o próprio R,E. teria -já! -concordado com a infelicidade de tal decisão .Catastrófico. .

Foi pena . Agora para ali fica o mamarracho á espera que um dia o camartelo o deite abaixo

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Indo para coisas mais sérias mete-me os mais sérios engulhos ,esta dita Sociedade mais Ílhavo ,que só tem esta designação ,pela regra matemática de que ,como sabemos ,menos por menos, dá mais .

È bem claro que com a mesma vamos ter Ílhavo que não interessa a ninguém feito em condições que agravarão o nosso desenvolvimento futuro :Mais obra ,mais betão ,mais despesismo , mais faz de conta que não ficaremos a dever mais –o que é perfeito embuste!- e que quem vier apague a luz .

O curioso é que mesmo os mais chegados não conseguem responder-me ás simples interrogações .

Vejamos :

A sociedade na qual participa a Câmara ,vai fazer todo um punhado de obras ,por Administração directa ,da qual nem sequer há planos acabados .Assim os custos inerentes a cada uma não são conhecidos .Como serão depois fixados sem submetidos a concurso ?

Vamos supor –e porque não ?!- que a meio essa sociedade entra em Falência ? O Sócio institucional ,naturalmente ,não se pode eximir ao compromisso das obrigações .E depois?

Outra questão e muito séria é a da presença descarada do Sr Presidente da Câmara como Presidente do Conselho de Administração .Menos transparência não pode haver .Deverá ser interessante ver o Presidente a defender o seu capital ,ao fazê-lo como sócio minoritário .E a fazer tudo para que os lucros da sociedade possam e devam ser o s maiores possíveis. Como serão distribuídos?


Estas soluções ,hoje proibidas ,formadas de afogadilho em oito dias ,antes que a Lei proibisse a marosca ,são um pantanal de enredos ,que só desprestigiam o poder autárquico ,com uma imagem de corrupção ,que é já a sua imagem de marca .

Exemplos destes ,são vergonhosos .E não sei mesmo ,se em pouco tempo eles não vão ser considerados ilegais, e lavados à sua dissolução
Havemos dce voltar a isto

Aladino

quinta-feira, maio 31, 2007

RIMA EM RODAPÉ


Falacioso pregador de tortuosa venta
Alarve esgoto de prosápia impúdica
Na asneira douto, na palavra estúpida
Feroz se mostra à assistência atenta.


No púlpito d’ Assembleia onde se apresenta
Ao Povo tolhido , em vão sussurro
Aponta o dedo em estrondoso urro
Escoiceando asneiras em que arrebenta



Quatro edis ao ouvirem os seus brados
Não justaram que gritasse contra modas
O pecador, de todos o mais descarado

Ouve tassalho ,com tal pregação não colhes
Jamais iremos esquecer
Os desmandos, com que diariamente nos… tolhes (1)




(1) Rima livre na Glosa a ELMANO


Aladino

quarta-feira, maio 30, 2007

GREVE GERAL

UM DESASTRE

Creio ser iniludível que esta greve geral foi um fracasso .Total .E quando tal acontece ,isso é grave para os trabalhadores .

Creio que a mesma foi preparada atabalhoadamente ,com algum fito que não dar resposta às sérias questões enfrentadas pelos trabalhadores ,nos tempos difíceis que ocorrem .

Parece que a estrutura corporativa Sindical não percebe o que é fundamental para resistir ao novo problema que aflige o mundo do trabalho ,neste era da Globalização. .Fazer politica sindical como se fazia há dez, ou vinte anos, é um erro que sairá muito caro aos trabalhadores .Porque hoje –e para já -não hás alternativas consequentes ao sistema ,que ultrapassa claramente um País que não pode distanciar-se dos passos seguidos pelos outros, sem riscos de se auto-aniquilar .
Os Sindicatos (e em especial a CGTP) não perceberam que eles próprios têm de mudar de estratégia ,se quiserem empatar «o jogo». Mudar de estratégia ,implica mudar as suas estruturas corporativas e as caras que desde 74 ocupam inalteravelmente os posto nas ditas .Hoje uma Europa convive, toda ela ,mais ou menos do mesmo modo e com as mesmas respostas e fazendo um mesmo percurso ,tentando em conjunto minorar os problemas que em catadupa recaem sobre as economias locais. O patronato deixou de ter rosto, parecendo tornar-se cada vez mais ,apenas e só, uma entidade :O MERCADO.

O Estado ,que em ultima instância servia de albergue para todos –fossem bons ,óptimos ou maus –dando-lhes os mesmo incentivos, acabou .Ele próprio se vai sujeitando ao seu Patrão :O Mercado .O Estado tem que produzir, bem e barato .è a nova Lei .Tem de separar águas e olhar para a produtividade da sua produção .Senão desaparece e passa a ser comandado pelo dito Patrão sem rosto. Disso não tenhamos dúvidas .

Por isso os tempos que se avizinham serão dramáticos. Eu compreendo-o porque sempre vivi em risco ,em afirmação. Odiei, e afastei-me logo ,dos locais onde a promoção era por antiguidade e não por mérito, mesmo que na altura, ficar, fosse o mais cómodo .Mesmo depois de aí ter rompido com todas as barreiras – ao afirmar claramente que o queria fazer e provar – subvertendo o sistema, o que me deu enorme gozo .Mas nem assim fiquei satisfeito .E fui-me á procura de novos desafios.

Os tempos que aí vêm serão, isso ,mesmo de grande desafio .

Conhecer ,saber ,nunca parar de aprender, melhorar dia a dia a qualificação ,é necessário .Senão vegeta-se. Os Sindicatos devem ter o primeiro lugar nessa luta pela melhoria do conhecimento .Ou correm o risco de se tornarem associações de excluídos .

O movimento sindical português perdeu hoje ,claramente o seu tempo de validade ,tal como está. Tem de repensar o novo tempo ,no sentido de minorar o choque traumático da mudança.

O Governo tem que meditar .Esvaziado de oposição ,fica-lhe o caminho livre para todos os desmandos .Pode parecer tentador. Mas não é por aí que deve ir. Se falhar as culpas não serão distribuídas; serão, única e exclusivamente ,suas .

Tempo de parar um pouco .Para uns e outros reflectirem para no futuro .

Politicamente,o PCP vai sofrer com esta derrota .É incrível como este partido não percebeu que os tempos são outros e que não é desta esquerda que os trabalhadores precisam .

Nova IDEDOLOGIA,precisa-se .Já …enquanto é tempo

Aladino

segunda-feira, maio 28, 2007

O MUNDO ESTÁ PERIGOSAMENTE DO AVESSO .


Leio as coisas que vão sucedendo ,por vezes de um modo bem diferente do habitual .

1- Questão do Professor suspenso


A parte mais grave desta história ,para mim, não é o processo aberto .Processos e ou intenções sempre existiram .
O mais grave é que parece ter havido um delator ,um «pide» dos novos tempos, de que ninguém fala .Isso é que é absurdo ,não castigar exemplarmente.

O referido professor estava há VINTE ANOS na DREN. É obra .Então esses lugares não deveriam ser refrescado com ideias novas ,novos conceitos pedagógicos ,novas motivações? Aquilo mais parece o modelo sindical onde as figuras se eternizam .Assim não vamos lá .

O referido professor ( brincalhão ao que parece ,o que não traz mal nenhum ao mundo) vem dizer que tinha «tudo» no computador do seu gabinete .Tudo? Exactamente, diz : o IRS que estava a fazer (?) ,contactos de amigos ,correspondência particular etc etc .É boa esta ! Vê-se mesmo como era a actividade do mesmo .Brincalhão e certamente com outras distracções durante as suas horas que, se pensa, deveriam ser de trabalho para quem lhe paga .
Atitude que deve ser comum aos outros que por lá estão enganchados ,não porque sejam competentes ,mas porque para lá vão por reforma politica .

Assim não vamos lá ….


2- A Guerra do Iraque

Foi um trágico erro ,este em que o Ocidente se meteu ,conduzido por um fanático que não soube lidar com o problema .

Mas agora temo que estejamos à beira de novo erro, com consequências ainda mais desastrosas .Deixar tudo aquilo como está, é o pior que se possa imaginar para um Ocidente que ,manifestamente, não sabe como lidar com os extremismos islâmicos. Temo que a guerra do Iraque seja um problema sem regresso .Trágico , porque passará de Regional a Internacional .


3 –A G.A.M.A e o abandono da Ria


A G.A.M.A. ,veio hoje, pela voz do seu Presidente, colocar o problema do abandono da Ria nas mãos do Primeiro Ministro. Não se percebe o que é a G.A.M.A. ,e porque é que ainda existe .E muito menos que autoridade lhe sobra para distribuir agenda pelos Ministros.

Mas o que importa sublinhar, é a questão do abandono .È que o que eles ( na G.A.M.A.) o que querem ,afinal ,é destroçar o cadáver abandonado, repartindo a sua carne pelo seu apetite devorador .

O que eles estão a ver é que já alguém percebeu as suas intenções ,e parece disposto a dar-lhes a volta .

Repare-se :

O assoreamento que Ribau Esteves queria provocar com o seu Investimento Imobiliário da Barra ,era superior a todo o assoreamento sucedido nos últimos dez anos ,no Canal de Mira, na tal Ria abandonada.

Mais vale abandonada que mal acompanhada .

Nas mãos destes abutres ,não a matavam :destroçavam-na.

Desavergonhados .Servem-se do palco ,para, pintados de alvaiade, parecerem cordeiros .

Percebem agora, porque por tudo e por nada, se exibe a dentuça?

Tens um dentes tão grandes......



ALADINO

sexta-feira, maio 25, 2007

O MAR E O ARRAIS



Que trazes no farfalho da vaga que lá vem?

Com que dimensão, com que medo me queres aterrecer,

Ou com que inquietação me queres saber?

Não aceitas (?), danado ,quem medo de ti não tem .


Podes vir de breu, negro e ameaçador

Podes trazer contigo o vento a chiar e rugir,

Relâmpago ou trovão a zunir .

Podes trazer tudo ,Mar sem fundo.

Mar de todo mundo

Vem estipôr!

A tudo direi basta

Que o medo é breve, mas a glória vasta.



De ti , minh’alma não teme fugir

Nem dor colher, sorriso ou afago.

Chegada a hora de te fruir

Bebo-te , mostrengo, de um só trago

Vem danado

Se a tua grandeza é vasta

Para a dominar, uma mão me basta



Pois tu , afinal - ó Mar! –

És tão pequenino

Que a tua imensidão

Cabe aqui, todinha,

No seio da minha mão.



Senos Fonseca

Maio 2007

quinta-feira, maio 24, 2007

E A VIDA LÁ CORRE ...OU MELHOR, CÁ CORRE .



Chegamos a uma altura em que qualquer dia é bom para morrer …e mau para viver .

Não estou obcecado com isto .Para já ,não estou .Como a minha Mãe me dizia ,com o tempo vamos cortando ligações , distanciando-nos das coisas e pessoas ,e só nos resta a dignidade .Há que a manter .

Mas é certo que nisto de finações qualquer dia serve ,se bem que é , atendível que para os que cá ficam ,para os amigos, sempre é mais cómodo um dia da semana .Mas não é isso que aqui me traz .

Agora chegados aqui ,qualquer dos dias me começa a parecer mau-ou pelo menos muito difícil - para viver .Engendrar coisas diferentes para os viver de um modo diferente , é coisa difícil. Insuportável .Sempre me esforcei –e esforço –para que todos os dias fossem diferentes do anterior .Irrepetíveis. Por isso em cada um tentei dar de mim o melhor –e por vezes o pior !-mas sempre diferente. Tento e lá vou conseguindo, manter viva essa chama ,às vezes a muito custo .Até quando?..essa é a questão.

Ser diferente …mas sempre igual. Diferente para mim , para o que me ofereço ,ou desafio .Mas igual para os outros a quem me dou.


Por falar em distanciamento …

Hoje é-me insuportável , suportar as futilidades e o desútil . E nem me dou ao trabalho de o encobrir .

O socialmente correcto, é-me pouco mais do que indiferente .As coisas ou valem a pena ,ou não vale a pena perder tempo com elas.

Com as pessoas …o mesmo.

Se não fui capaz de mudar as coisas por aqui –e não fui! - não desisto de manter –e preservar –toda a minha liberdade interior .

Refugio-me na minha casa e, de lá, atento contra tudo que seja postiço , inverdadeiro,e contenha exclusão .

Por vezes o silêncio pesa ,mas sempre é melhor que ver e ouvir estupidez desbragada.

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Do tempo em que se ouviam, nesta Terra , grandes pregadores egrégios .sermoar com a palavra e o gesto ,veio-me à ideia a história de um famoso frade que, ao apontar as profundezas do inferno, o fazia com a destra erguida ,dedo espetado dirigido aos céus .Ao contrário, quando das moradas divinas enaltecia as virtudes, exortando o seu caminho aos atentos ouvintes, fazia-o apontando ,hirsuto e decidido ,o chão.

Inquirido das razões da inadequação do gesto com o verbo, o frade apenas disse :

-Há céu e inferno em todos os lados ; façam como eu conto ,não liguem ao que eu aponto.

Vem isto a propósito de quê ?, perguntar-se -à

Ora bem: há dias ouvi um prolixo palrador, em tão demorada como redonda prédica ,que á partida se propunha com o fim próprio e intencional de evocação de alguém desaparecido –ainda por mais amigo ,julgo eu! - a afivelar, do principio ao fim ,um sorriso azamboado ,despropositado, algo imbecil, por norma patente em patologias bi-polares . .Mesmo quando dirigiu à família do «ausente» as condolências pelo seu desaparecimento -o que afirmou ,e eu acredito, sentir profundamente - não escondeu, antes sublinhou e aprofundou ,o referido despropósito .

Não é a primeira vez que me confronto com tal esgar .Que me perturba profundamente.

Não há ninguém que diga ao frade falhado –ele o disse – para adequar o gesto, à palavra farta?

Neste caso ,apetece dizer :

-Olha como ri ,não ouças o que ele diz …

ALADINO

segunda-feira, maio 21, 2007

A data do lançamento do Ensaio foi alterada

Nada que eu não desconfiase .Estava a achar rapidez a mais .Solicitaram-me uma adiamento de duas semanas .Terei ,dizem ,as novas datas ainda esta semana.

Confesso que estou naturalmente cansado, com tantas idas e vindas .

Não me apetece fazer nada .O que é caso raro .

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Esta de quando se está com disposição ,todas as horas serem boas para trabalhar ,faz-me lembrar aquela resposta de Séneca acerca das boas horas para comer :
- Para um rico todas ;para um pobre ,aquela em que tiver algo para levar à boca .

É bem verdade .Agora como estou, as horas sobram-me .Dantes faltavam-me.

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Esta candidatura de António Costa à Câmara de Lisboa espanta-me ,porque me parece irracional .Sem sentido ,envolvendo enormes riscos pessoais e politicos .

O que pode passar pela cabeça ,e arriscar um bom ministro num cargo ,que se desenha ingovernável ?.Eu sei que a politica é um risco em permanência ;mas aqui talvez seja demais .

A propósito de politica ,e de convites para a mesma , a melhor resposta é a de Santiago Ramón e Cajal(1852-1934) , prémio Nobel que quando convidado para Ministro ,respondeu :
-Não tenho tempo nem para ir ao café ,nem para estar com a família ,quanto mais tempo para tonterias .
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O caso da pequena inglesa desaparecida no Algarve , impresiona-me . Hoje as coisa são complicadas .Esta nova maneira de viver , com algum facilitismo ,choca-me

Quando olho para trás e me relembro da minha liberdade ,e até da que dei ao meu João ,tremo ;fico descorçoado com este novo tempo .

A Internet é um verdadeiro perigo à solta .E não sei como a chegaremos a controlar,se pensarmos que com isso estamos a cercear as liberdades individuais .

Há que fazer qualquer coisa .É urgente .

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E por cá ?

Igual a ontem ,que já foi igual a antes de ontem , e assim sucessivamente .

Não dá para imaginar tanta falta da mesma de interesse.

Em Ílhavo .não se morre uma vez ;morrem-se vezes sucessivas .

E quando me perguntam :

- Então que fazes ?

- Resisto ..

E ouço responder :

-É incrivel como ainda há gente para tudo!

Sorrio-me ...

Até dá para pensar que é algo fora de moda, a lembrar Ortega e Gasset.


Aladino

quinta-feira, maio 10, 2007

Ílhavo a Apodrecer




Nem amor ,nem ódio, nem guerra
Desenha o perfil ,o ser
Desta triste e pobre Terra
Que é Ílhavo a apodrecer

Ninguém sabe o que quer que seja
Ninguém alma mostra ter,
Nem saber
O que é mau ,ou o que é bom.
Ninguém chora
Tudo é distante , inverdadeiro
Ílhavo não sorri por ora
Cobre-nos cerrado nevoeiro.


S.F -5/07

segunda-feira, maio 07, 2007

«RIALIDADES »

MAIS UM «EMIGRANTE» OBRIGADO A MOSTRAR O SEU TRABALHO EM AVEIRO.




Tive o prazer –é sempre prazer deleitar os olhos, fixando-os sobre a paisagem lagunar – no sábado passado, de assistir à apresentação da exposição de Rui Bela –«RIALIDADES».

O conjunto é de enorme valia ;mas ,claro ,há imagens que se destacam ,com nível inusitado .Rui Bela é um excelente profissional ,dotado de capacidade invulgar para disparar no momento certo ,dentro do melhor enquadramento . E depois ,com enorme jeito para apresentar «o trabalho» com superior qualidade.

Assisti á presença em peso, da Câmara de Aveiro ,Governador Civil e outros ,que deram á exposição a importância que a mesma merecia. Comparações para quê ?

Dei comigo a pensar : Aveiro ,inteligentemente ,está a captar o interesse e a acarinhar os Ilhavenses ,que ,sem condições de mostrar os seus trabalhos, aqui ,empurrados ,se vão acolhendo á boa receptividade da cidade vizinha . Só nos últimos meses deste ano assisti já a três actos de afirmativo valor ,exibidos por Ilhavenses em Aveiro.

Por cá tudo na mesma .Eles não captam o interesse dos que têm algo para mostrar. Eles afastam ostensivamente .Não vá alguém compará-los na Praça Pública.

Contentam-se com as pacovices de pacotilha .

Parabéns Rui .E continua, pois há muito a fazer .

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«PCP» escrito sem Ç (cedilhado) ,afasta hipóteses de autoria



Ontem no Blog falei nas pinturas rupestres que me afixaram nas paredes da casa da Costa-Nova .Recebi uma mensagem a querer saber porque assim as classificava.

Explico.

È que não estando ,como é habitual, lá representados os cavalos ou até os veados ,era nítida que a impressão tinha a marca da pata de quadrúpede (que as pintou ) e era ainda patente nas mesmas , o reflexo da brilhante e ornamentada cabeça, do autor . Essa é a minha única certeza .

Daqui a umas centenas –ou milhares de anos !- quando limparem a pintura descobrirão as obras de arte .E concluirão –em grandes trabalhos de investigação arqueológica –que o autor deveria ser letrado ,pois até sabia escrever« PCP» sem Ç de cedilha. O que logo afasta a hipótese de presumíveis autores que andam para aí, na boca da má língua a serem indiciados .

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FROUXIDÂO


Estes camaradas do PS são frouxos .Tiveram aqui uma oportunidade única para sair á rua em

manifestação de protesto ,com entrega pública ao Presidenta da Mesa da A.M.,de uma formal exigência de mudança de atitude e numa afirmação inequívoca de defesa do Jornal ,em nome da Liberdade de expressão .

Mas aos quesitos ...borregaram
ALADINO

A MÃO DO DONO….




No 1ºde Maio, quando de manhã cheguei à Costa-Nova, dei com a casa toda pintada ,exibindo nos mais variados locais as palavras =PCP=.

Confesso que nem sequer me arreliei muito . Não percebi porquê «PCP ?!»;e quando fui participar á policia – pois numa primeira apreciação admiti que aquelas palavras poderiam ser uma sinalética para futuros assaltos - o agente da autoridade sossegou-me e até me perguntou :- O senhor tem alguma coisa a ver com o Partido ?
-Não ,por acaso até não …e se fosse seu militante punha bandeiras não pintava a casa,não é ?! ...

-Então foi brincadeira ,disse-me o graduado de serviço.

Confesso que depois de mandar pintar a frente da casa ,e de lá ter ido nessa noite, à cautela , nunca mais me lembrei do assunto .

Ora ia eu na sexta feira para Ílhavo ,quando ouvi na Terra-Nova uma série de comunicados acerca de pinturas rupestres, idênticas ,feitas cá por Ílhavo ,na mesma noite .E quando cheguei ao Bispo ,fui informado do que se tinha passado por cá .Eles não sabiam o que se tinha passado comigo.

Afinal a brincadeira –não, não era tal - tinha contornos muito diferentes do que a principio pensei..

E ouvi –não sem espanto - das ameaças feitas ao Director de «O Ilhavense» , quer no pista da Assembleia ,quer em visita pessoal ao jornal ,por um desilustre pensador, daqueles a quem é remetida a tarefa de manter entretido o pagode, com eruditos e hiperbólicos exercícios de retórica coxa , de falar de tudo sem que diga coisa que se entenda .Exactamente como faz o palhaço entertainer.

Claro que havia já claras versões sobre o assunto ; ficaram espantados –ou talvez não –porque tais escrituras feitas na minha casa ,idênticas às feitas no Jornal e na casa do Director –e parece que no Partido - tinham agora um fio condutor :-ameaças ao Ilhavense (e director ) e agora ,claro ao Blog, porque parece incomodam. Embora eu, sinceramente.,em relação ao Jornal ,nem percebo porquê



Vamos então comentar a escrituras pintalgadas .

Assim se fazia no Tempo da Inquisição ,assinalando as portas dos hereges ,avisando-os de que a fogueira estava próxima .

Assim se fazia na Alemanha hitleraniana , apontando as casa judaicas :o fuzilamento tinha data marcada .

Aqui o tassalho que agarrou no pincel quis imitar os fascismos dos outros tempos .E feito lobisome, picado pelo sentimento de intolerância ,cupidez e acinte que anda por à solta -e que vem sendo anunciado indiciando para breve explosivas situações – resolveu preparar terreno para uma manobra de diversão .
Esta e não a outra – a da evidencia do autor das mesmas –é a minha leitura .Que venho fazendo de há uns tempos para cá .Julgo ter claras indicações ter tal manobra nascido no próprio seio da maioria, para preparar um ataque insinuo e soes contra R.E.
E vindo de fontes que lhe foram (ou são) muito próximas –que continuando a exprimir-lhe lealdade ,no «Circo» , afinal já o não suportam. .
Agora que Judas foi ilibado no seu Evangelho , já nem se podem comparar estes peralvilhos ,com o pobre Judas.

Ora todas estas manifestações , que os responsáveis políticos fomentam e exacerbam ,incutindo e acicatando ódios ,exibindo intolerâncias e manifesta falta de respeito, ao comportarem-se em locais públicos como verdadeiros gladiadores da palavra que ofende de morte ,vai acabar mau .Ou nos enganamos muito, ou vai ser em breve.

O tassalho miserável que pintou as paredes parecendo ameaçar –a mim deu-me para rir, não fosse o estrago - talvez nada quisesse desse tipo de procedimento anónimo –ameaçar - pretendendo talvez ,outrossim, criar as condições para o que aí vem.

Ao que se desceu ; que falta de civilidade, que arrogância ,e a que pobreza mental chegámos !

Ílhavo perdeu princípios; viver em Ílhavo começa a ser uma expiação .
As consciências estão podres e não se atrevem a pôr freio nos dentes .O processo da decadência é vertiginoso . A pratica do viver em Ílhavo ,é a da falta de respeito cívico. .Ninguém crê na honestidade moral ,intelectual e material dos responsáveis. E quem o diz são os seus apaniguados.

Vive-se ao acaso esperando o escândalo .Não havendo para onde ir,vai -se ao« Circo» da Vila ver os palhaços e o« Compére» e assistir à imbecilidade ,ao aviltamento da personalidade de uns tantos que se arrastam no lodo da subalternidade despersonalizada, num préstimo feroz de vassalagem por invertebrados ,vil ,mesquinha e vergonhosa prática de subalternidade, perante petulante e procaz prócere do poder .

O rebaixamento moral e intelectual atingiu - pelo que se ouve - níveis imoralmente preocupantes ; o ámen substitui no «Circo», impudicamente, a opinião .E depois, cá fora desculpam-se com desfaçatez ,argumentando disciplina partidária.

E quando alguém crava uma leve bandarilha ,apenas na intenção de deixar um sinal que dê para pensar ,eis que leva em cima com a torpe ameaça ,descarada e irresponsável ,por energúmeno ascoroso,

Há uma décadas ,alvejaram-me a casa em noite eleitora .Muito mais tarde ,um dos co-autores pediu-me desculpa .

Desejava aqui deixar uma mensagem ao Director do Ilhavense: a Liberdade de opinião e ou de expressão não tem preço .Justificam-se todos os sacrifícios para a manter ; é obrigação pagar o que quer que seja, para a manter. Há solidariedade quanto basta para tal acção ,asseguro-lhe . Se lhe voltarem a fazer a ameaça, faça como a Padeira de Aljubarrota ; dê-.lhes umas notitas dos trocos e diga que o resto vai depois.


Senos da Fonseca

quinta-feira, maio 03, 2007


FUTURO



A viver,
Desiludido
Vou porfiando nesta terra,
Centro do meu mundo,
À espera que amanheça
O futuro.


Ser assim
Inquieto,
Mais que tudo,
Mistério intenso e profundo.
Na ânsia que apareça


Força ,
Vontade,
Espírito
Que derrube a indiferença
E o muro,
Deixando ousar
O futuro


A Ousar ,Ousando ,
A Construir ,Construindo ,
A Amar, Amando.

S.F

01-05-2007

quarta-feira, maio 02, 2007


Finalmente

ENSAIO MONOGRÀFICO DE ÌLHAVO SécX –Séc. XX



E pronto .

Está definitivamente marcada a data de 31 de Maio, para a apresentação do livro
« Ensaio Monográfico de Ílhavo».

UF!!!...

Não da maneira que pretendia ,embora comece a perguntar-me se não é lirismo a mais da minha parte ,continuar a pregar aos peixes no deserto

A Editora pretende que a apresentação seja feita ,primeiro em Aveiro ,e só depois –se eu o quiser – em Ílhavo . Tem certamente razão.

Eu é que estava com os habituais pruridos :o livro foi feito ,em homenagem às gentes de Ílhavo –por Elas e para Elas !- e por isso pretendia que a ordem de apresentação fosse diferente.Mas a realidade é o que é .
Ìlhavo ?...porquê…. se nem uma Livraria digna desse nome tem ,disseram-me.E se está proibido de o apresentar na Biblioteca ou outro desses locais ,porquê?


Chegado aqui o que me apetece dizer ?

1- Que estou feliz de ter conseguido chegar ao fim Poucos imaginam os sacrifícios feitos para tal .Foi o culminar de uma vida ,que teve sempre em vista ,indiferente a todos os sacrifícios , em construir algo que fosse útil para os meus concidadãos .As minhas contas de cidadania , estão inteiramente saldadas

2- Que os aspectos que voltam a revestir a apresentação deste livro ,trazem a lembrança dos tempos inquisitoriais .Só não vou para a fogueira ,porque os tempos são outros e há outras maneiras de cozer em lume brando.

Oxalá ,ao fim e ao cabo ,corra tudo bem .Pelo menos farei por isso

Recupero ,para aqui a «INTRODUÇÃO » ao Ensaio .Porque acho que vale a pena .


1. O que é, ou pretende ser, este livro ?
Tão só o diário de bordo de uma viagem através dos tempos, embarcado como moço na grande aventura das gentes desta terra.


.....Ainda Portugal não tinha nascido, e já eu «assistia» ao lavrador descendo à borda, para ali, em jeito de garimpeiro com o botirão, procurar pitadas para acrescento à avara produção dos encharcados terrenos, que, lá no Cimo, surribava ; «descobri-os» a receber - e a aceitar - os que vieram fundear ali na borda, gente mais rude mas como eles disposta a vencer o desafio esgotante de investir contra o meio que, parecendo ingrato, continha, contudo, promessas escondidas no seu ventre ; depois «vi-os» já cidadãos da Pátria - ainda mal esta se sustinha de pé -, (já) apostados em participar num futuro colectivo; «com eles» assisti ao nascer da laguna, e vi-os exauridos a disciplinar a água informe, engolfados em artes de suada magia, a transformar a água na flor alva do sal ; «embarquei com eles» na primeira grande aventura da faina maior, quando o mar era ainda tenebroso, e infindas as suas distâncias - mar nunca dantes navegado! ; «com eles» saltei para a borda e «com eles» fui vogando, mar abaixo, em procura de novos pousios que servissem de alimento para a sua sede de aventura - passando a Taprobana, além do cabo vicentino ; «vi-os» esperar por nova arremetida aos bacalhaus; e enquanto para tal se aprontavam, «entrevi» os que por cá ficavam no cais a rasgar novos horizontes do saber, -desejosos de poder querer -, inquietos na construção de uma nova ordem num novo País - que queria poder ser.
E quando pousei o saco no cais para receber a cédula de desembarque, olhei nostálgico - meu pranto feito doce canto - para aqueles deuses, com a consciência lúcida e perene, no convencimento de que não sendo o que já fomos, poderemos ainda ser o que quisermos. Se o ousarmos, pois que não - importa chegar, mas sim partir…
Ousaremos?!...


3. Não sei se as novas gerações vão procurar o futuro baseando-se numa identidade que veio de trás, de muito longe. Quero acreditar que sim… À cautela deixo-lhes o meu testemunho do que fomos, não para que acreditem, mas para que o discutam.
Para que esta terra - não seja só lugar de estar, mas de ser.


4. Foi um trabalho desarcado. Por vezes esgotante, obsessivo. Uma procura desenfreada por tudo quanto era fonte de recolha de indícios. Não tive - que isso fique claro ! - qualquer intenção de desilustrar o trabalho de outros ; mas tão só o de corrigir o que julgo ser evidência estar errado : e assim, equacionar novas hipóteses para aquilo que foi a ampliação do nosso espaço colectivo, feito pela desmedida inquietação das gentes que o enformaram. A memória do seu quotidiano empolgou-me, fascinou-me, fazendo despertar em mim uma insaciável curiosidade para rastrear, passo a passo, a sua história, para desse modo melhor a degustar. Pena que para a contar - me falte engenho e arte .
Por muito pouco que um individuo saiba, pelo menos a história da sua Terra, essa, deve sabê-la. É o mínimo exigível.

Aladino /Senos Fonseca

sexta-feira, abril 27, 2007

DESERTO DE COISA NENHUMA



Vagueio amiúde por esta Terra ,e tenho momentos em que ela me parece um deserto .Deserto de coisa nenhuma .E muito menos ,de gente .

Esta Terra é um deserto ,não porque não tenha ninguém ,ou até, bulício .Pouco,mas até tem. A questão é que aqueles com quem me cruzo, e que por aqui vagueiam ,andam por cá como se perdidos num deserto .
Sem avistar nada em que valha a pena se deterem ; vendo tudo despojado de nada, que seja ou queira ser , resolvem deixar de pensar que há vida.Só que em vez de morrerem ,murcham ;secam ,definham, antes do fim .

Desde há muito que toda a gente parece que já não é ,ou já não quer ser

Já nem eu sei ,se sei alguma coisa, que valha a pena ser

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Fico satisfeito, mais com as ideias do que aperfeiçoar o modo de as dizer .

Reconheço que tenho muito pouca capacidade-e paciência - para gozar o que já foi dito por mim ,e encontra melhor maneira de a dizer .Fundamental é o que quis dizer e não o modo como o disse .

O que vejo é quase sempre diferente do que gostava ver .À medida que o tempo passou por mim, não foi só corpo que se foi degradando .A mesma coisa vista hoje ,não tem o sentido da descoberta que tinha há quarenta ou cinquenta anos .Não foi ela que mudou ,fui eu que mudei a maneira de a ver .Por isso prefiro revê-la, não com os olhos de agora, mas na imagem que gravei dela, cá dentro. .
Para quê então corrigi-la ,se a prefiro como então a vi. È como nas novas tecnologias:- quando o computador me avisa que a imagem com aquele nome já existe, se quero substitui-la ,apresso-me a clikar :NO


Aladino

quarta-feira, abril 25, 2007

LIBERDADE

Foste a gaivota
Que de mansinho, a esvoaçar
Num dia d’Abril,
Nos mastaréus desta Caravela, feita País
Por entre perigos mil
Suave, vieste pousar.


Sabia que irias chegar
Que podias ou não ficar
Ou partir para longe .Voar!

(Era preciso ousar)


Onde andas hoje ?!
Em que longes
Semeias sonho ou ilusão (?)
Que mar ,que vela
Que arte
O que é preciso (?) p’ra dizer :
-NÃO!
Que Tu não existes
LIBERDADE,
Se em qualquer parte
Uma criança chorar por pão.


Mas se em mim não Te sentisse,
Ou contigo não sonhasse
(Que voltarás um dia)
Que dor ,que verdade
Que ia ser de mim (?) , sem Ti
Meu amor
Ò LIBERDADE !


25 Abril 2007

Senos da Fonseca

sexta-feira, abril 20, 2007

AI ZECA ,PARA O QUE HAVIAS DE FICAR!....

25 ABRIL 2007

Faz-me sorrir ,esta, de hoje ,em que a Câmara de Ribau Esteves convida a população para comemorar o 25 de Abril ,à sombra de Zeca Afonso.

Como isto cheira «a dantes»!

Escondem-se por detrás da Liberdade ,a fazer de conta que a vêm, e respeitam. Ora a verdade é que a Liberdade está para este grupelho , como a luz para um cego .

Pouco importa ….


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Claro que apenas estou indignado por fora , com esta utilização, abusiva. Porque, por dentro, já tanto se me dá …


Começo a viver na convicção que estes trânsfugas não merecem mais do que indiferença . E a aperceber-me que a vida não é para valer , mas tão só, para fingir ser.

Mas lá que custa a tolerar esta vil e medíocre paisagem humana , lá isso, custa.

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Telefonou-me para me perguntar :

-Como vai isso por aí ?

-Como dantes, respondi .

-E Tu ?…

-Como dantes , a pensar que tudo está ainda por fazer .Até a Liberdade…

-Então continuas activo…

-Não ; agitador reformado. À janela a ver a procissão a passar, com os mancatufos vestidos de anjinhos .

-E o pregador ?

- A garantir que o desígnio é a água doce do mar. Já muitos se engasgaram a bebê-la, acreditando que era verdade. E com ela regaram os cravos
-E então ?

- Murcharam ,mas hão-de florir…


ALADINO
NO ANIVERSÁRIO DA GAFANHA DA NAZARÉ



Comemorou-se hoje o sexto aniversário de elevação a cidade, da Gafanha da Nazaré .

Estive atento e valeu a pena .


Para os representantes da Câmara ,agora nada havia fazer, enquanto não viesse dinheiro dos fundos da Europa .

Quer dizer : um dia se acabada a «teta» -e acaba mesmo ,podem estar certos - fecha-se a« porta» e quem vier que apague a luz.

Quando vier dinheiro gasta-se á tripa forra em loucuras faraónicas ,em obras de fachada, para nada …ou quase nada .

Puxarem da cabeça para sair deste ciclo infernal ,estúpido, é que não . Dá trabalho .Cansa .

Só fazem figura de rico …com as heranças .Chegadas ás suas mãos,vão-se os dedos e os anéis.

E há tanto para fazer ,tanto para imaginar e dar corpo ;tanto para fazer a diferença .Que pena a pouca sorte em nos calhar na rifa ,estes esclerosados (no querer)


E pronto .Até virem as massas –disse-o o Presidente e o vice –é tempo de descansar.

Intervalo .O filme segue dentro de momentos .

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Achei graça àquela eleita local : disse

-Há um Plano Estratégico, O que se não fez… vai-se fazer…

Qual plano ?..não sei ..

Está no cofre …à espera do pilim…que há-de vir

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Já outra ,disse uma verdade enorme :

-Isto de ser cidade ,dá-nos o direito de exigir mais …

Grande verdade .Só que para saber exigir é preciso saber o que se quer… e o que se não quer .É que às vezes o que se não quer, é tanto ou mais importante do que aquilo que se quer…

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E finalmente …

Deliberou –se alterar o Brasão .
Deixa de estar inscrito «Cidade de Ílhavo» em rodapé, para se inscrever« Município de Ílhavo».

Do mau o menos ..

Só que o Brasão ,quando foi elaborado em 1922, continha uma terrível ingratidão para com as gentes das Galafanhas, ignorando-as pura e simplesmente …
De um modo profundamente ingrato ,pois, já então, era muito importante a contribuição daquelas ,para a riqueza concelhia .

Claro que se fez o mínimo .O fácil ;o demagógico .Tapando o Sol com a peneira .

Mas se não se exige mais …tudo bem .


Aladino

quinta-feira, abril 19, 2007

Inquietude …

A vida como ela é ...


Neste cantinho recomendado, que a natureza prodigalizou e que a exsudação (sofrida) do homem foi capaz de retocar ,sinto-me, apesar de tudo, contente comigo mesmo .

É isso. Não tenho feitio nem género nem jeito, de poeta silingórnio, à espera que aceitem as minhas queixas . Sonhando –e só - com o belo ,porque incapaz de o viver -ou até de o tentar construir .Não simbolicamente nas palavras para os outros , mas, de facto, para ser gozado por mim .Egoísta (?!), assim .Talvez,se o quiserem

Não saber - até ao fim !- se sou o que pareço, ou, tão só mais importante ,se sou de facto o que queria ter sido .Nada de complexo, nem em «complexos» estados de alma Sou claramente - e só (!)- um inquieto .
E mais nada .

Não culpo a vida por não ser o que queria ter sido. Porque a vida não tem culpa de eu não ter sido capaz de ser diferente; e porque, ser pouco ou muito, não é importante .Importante é ser verdadeiro ; comigo e com os outros .

Se eu tivesse a possibilidade de tirar um bilhete para qualquer parte, para aí ser diferente do que sou aqui ,queria mesmo era «ir» para aqui .E não para outro lado .
O que posso dizer é que a minha «estória» está cheia de vida que quis ser vivida desta maneira .Sem concessões , mas sem demasiadas queixas .


Sempre que fui atingido, não me preocupei demasiado em me interpretar .Bastou-me saber que outros - muitos outros ,milhões (!), uma imensidade - são, dia a dia, hora a hora ,muito mais profunda e ingratamente atingidos .O que foi (sempre) suficiente para me estimular a sobreviver ,e a não me queixar .Que gozo dava aos outros , os meus queixumes?...

Não subsisti nulo ; de modo nenhum .Dessa postura me pretendo liberto .

Eliminei a fé para dar espaço á razão; tarefa que não sendo fácil, nem cómoda ,é contudo mais verdadeira .
Não tenho sonhos fantasmagóricos ,porque (con)vivo bem com os meus fantasmas Que não são complexos .Porventura «reais» ,demasiadamente reais para me meterem (muito) medo .

Tudo o que sei , aprendi-o .Não o herdei por programação externa, vinda de onde viesse, ou porque via arribasse..

Sou por isso ,impulsivo ,violento às vezes, mas só com a barbárie dos profetas.
Doce, poucas, é certo .Nobre sempre ,vil nunca .Amigo difícil .Inimigo fácil .
Tudo me interessa; mas nem de tudo fico escravo .Ou de quase nada .
Salvo da amizade .


Senos da Fonseca

sexta-feira, abril 13, 2007

Licenciado ou Nobel ?


Se as pontes suspensas – verdadeiras obras primas da engenharia que me desatinaram uma vida – levitassem tão docemente ,como o canudo de Sócrates traz suspenso o mundo politico português ,então não estaríamos perante um diploma duvidoso, mas perante canudo de um Nobel reinventado.

Triste imagem de um Pais que seráficamente se entretém a discutir futilidades que não têm significado algum, esquecendo o muito que há a fazer em tempos muito próximos , que vão ser cruciais ,para todos nós .

Todos ,mas todos, sabemos ,o tortuoso caminho do ensino em Portugal .

O curioso é que tendo assumido cargos de grande responsabilidade e visibilidade ,profissionais , e até envolvido em estudos e pareceres produzidos para o Estado ,o certo é que nunca ,nesse desempenho, me foi solicitado a demonstração da minha habilitação .Só quando me candidatei à Marinha de Guerra –e aí no condicional de terminar a licenciatura nessa época -e naturalmente para o exercício de docência na Universidade de Coimbra, a documentação -licenciatura – me foi pedida :Mas não, nunca (!) me foi pedida a prova de apetrechamento para exercer a actividade de engenheiro ,que é coisa diferente (O.E.) , e que nesta balbúrdia me pareceu não se perceber, a diferença ..
Ora , quando ocasional e pontualmente frequentei cursos de especialização especifica , no estrangeiro, tal me foi de imediato exigido .O que não deixa de ser sintomático.

Depois de Abril ,tudo quis passar a ser «Engenheiro»;até os maquinistas dos comboios o exigiram ,com o argumento de que nos EUA ,eram os seus colegas designados por engineers .
Até me lembrou o tradicional tratamento recebido pelos caloiros em Coimbra, distinguidos enfaticamente pelo engraxador ,empregado do café etc, por «Senhores Doutores» .O que enchia de vaidade as namoradas que logo se perfilavam em pelotão para saber qual seria a ditosa que iria oferecer o grelo[1] ao doutor daí a dois anitos –se não o fosse antes.


Presunção e agua benta cada um toma a que quer ;mas há uns que se embebedam na pia baptismal .Lá isso …há .

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” MARQUITOS! MARQUITOS!" ...olha o lobo...


Meteu-me dó o desempenho do “pequenito”.De uma inabilidade politica (que só por si justificaria despedimento com justa causa) , quando dá como provada –mesmo depois da evidência em contrário - da continuada falta de carácter do 1º Ministro . Para logo pretender, então, que um sem carácter - o tal 1ºMinistro- se mande investigar a si mesmo .
Porque não exigiu o «menino» , olhos nos olhos e no local próprio (Parlamento),que o 1º Ministro lho explicasse .Era bonito …
Claro que M.M. se estava a ver ao espelho (para isso içando-se na banqueta ) .
Pois, espanto !
Então não é que «o meia leca» , foi Professor de tal Universidade ,e até chefe de Departamento da mesma ? Ora com que méritos ,ou que provas teria dado , para desempenhar tal tarefa ? Ou teria sido - afinal e só – «educador infantil» no infantário mantido por tal universidade para os filhos dos seus alunos ?!.
Um professor simpa ,este « MARQUITOS », que lhes pareceria mais um de entre os seus.


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VERGONHOSO …SIMPLESMENTE VERGONHOSO


Outra atitude que meteu dó ,foi ver Lopo Xavier ,fazer o jogo de «O Público» (pertença do mesmo Patrão que lhe paga ,ao que dizem principescamente ,por o merecer certamente ) desfazendo-se em explicações tortuosas traídas por um sorriso traiçoeiro que anunciava que nem ele estava a acreditar no que dizia ,por tão estupidamente cegas.
Não havia, pois, nexexidade dixo- diria o Cónego Remédios.

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E AGORA VAMOS A VER …..

Volto á matéria do ultimo Blog .

Se o supremo Tribunal pronunciou o jornal «O Publico» por dizer a verdade ,na questão da divida fiscal do Sporting, no entendimento de que a mesma,embora verdadeira , atingia a reputação e o bom nome da Instituição (que não era pessoa !...,mas instituição sem alma) ,então como sentenciará agora ,em que comprovadamente -e pelo menos para já -90% das afirmações –insinuações são redondamente falsas?! Estou para ver …


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MAESTRO CAROLA



Fui hoje procurado por mestrando lá do interior (Vila Real) que pessoa amiga mandou ter comigo, para ver se lhe poderia ser útil num trabalho que anda a fazer sobre J.Carola ,ilustre músico Ilhavense do Sec. XIX –XX.

Tivemos um agradável bate papo onde procurei elucidá-lo sobre alguns caminhos de investigação e locais onde poderia encontrar referências .Especializado em Música ,fez-me ver a dimensão artística de Carola -que eu desconhecia – o qual produziu, entre outras , mais de uma dezena de peças especialmente dedicadas a musica sacra para a Semana Santa ,com características que levantam sérias expectativas ,e que foram interpretadas por ilustres cantores que para o efeito vieram propositadamente até nós .

Se a figura e dimensão do Musico estava mais ou menos alinhavada ,falta enformá-la da dimensão humana do maestro .E será nesse ponto que procurarei ,humilde mas interessadamente, colaborar .

No final interroguei-me sobre o critério que me serviu para a escolha das figuras que inclui no Álbum das Figuras, no Ensaio Monográfico ,em edição .

E apercebi-me –já tinha chegado a essa conclusão , anteriormente –que o critério que utilizei nem sempre foi justo.

Mas não deixa de ser interessante –embora penoso – o saber que os de fora vão desenterrando essas magnificas figuras da nossa cultura –e nós por cá completamente alheios a isso .

Isto é clara ,indigência cultural .A culpa inteira vai para quem fala de cultura, pensando que esta se constrói com telhados de vidro , sem paredes ,e muito menos sem alicerces.


Aladino


[1] Atente-se :O« Grelo» era o distintivo-académicamente correcto - usado pelos terceiranista nas suas pastas ,e nada do que poderão,os maldosos , ser levados a pensar.

terça-feira, abril 10, 2007

ONDE SE FALA DE JUSTIÇA QUE NÃO HÁ ...

DE FIDELIDADE QUE HÃ---


E DA «ÍLHAVA »…AGORA SIM ;PARA SABERMOS COMO ERA

1-Justiça :Que Foi Feita de Ti?
Pobre País !.

Onde se dá maior importância a um canudo ,do que a um Relatório do Tribunal de Contas –que se deveria pressupor infalível! - e que afinal contem um churrilho de asneiras. Que não é suficiente para levar os seus altos responsáveis a tomarem uma atitude .A de demissão ,claro está . .

Onde pouco relevo se dará a uma decisão enviesada do Supremo Tribunal ,cuja matéria ,a fazer fé, no futuro ,condiciona –e de que modo a liberdade de expressão .

Um País sem Justiça é um País adiado .E perigoso !.Todos sentimos de há uns anos para cá ,que a justiça, não só não funciona –em tempo adequado -,como nos deixa perplexos perante aberrações decisórios que mais parecem ,apenas e só, enviar o recado de que os Magistrados estão acima de tudo e até da irresponsabilidade .

A justiça anglo-saxónica tem muito de bom senso ;nós por cá parece que temos mais lei ,mas bom senso de menos na sua aplicação .A aplicação da Lei ,parece um tiro ao alvo .E até temos o bom hábito de comprar pareceres a doutos professores ,que nos mesmo ,em troca do percebimento ,dizem expressamente o contrário do que ensinam nos livros feitos por si e que, por isso , servirão de códices aos que têm por missão julgar
É preocupante que o País não se sinta preocupado com a falta de justiça que por aí vai.


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2-FIDELIDADE AOS MEUS


Fui hoje ao Porto ,chamado pela Editora ,que me propôs para apresentação do Ensaio ,o dia 31 de Maio na Livraria Bertrand .Havia outra hipótese ,a qual era a da Câmara de Aveiro ceder a Sala da Assembleia Municipal ,para tal efeito. Pasme-se!.


Apesar disso tudo ,fiz o que tinha a fazer ; independentemente do lançamento Comercial ,farei uma apresentação do Livro ,informal –sem apresentador – aos meus conterrâneos .O Livro foi feito a pensar neles ,e é a eles, em primeiro lugar, em cujas mãos o quero depositar .

As palermices com que outros julgam atingir-me ,não me fazem a perder a cabeça e fazer o que está a ser vulgar : -ir apresentar os trabalhos a Aveiro que os recebe de braços abertos.

Não ; eu sou fiel às minhas gentes .E um dia veremos quem tinha rzão .É cedo ,muito cedo ,para agora avaliar.


3- «ílhava» tal qual era ...


Finalmente . Desígnio cumprido .


«A Ílhava» ,a bateira mãe de todos os barcos lagunares está já em minha casa ,numa reprodução notável, feita à escala .Tinha jurado que o faria ,e fi-lo..


Vamos a ver o que pretendem ,agora, fazer com ela .

Aguardemos .O Mais importante é que está recuperada .Bonita de morrer

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4- COMCURSO DAS SETE MARAVILHAS DE PORTUGAL
Para o Concurso das SETE MARAVILHAS PORTUGUESAS ,cumpri o meu dever e mandar a candidatura do « FRUNCULO CULTURAL»
Recebi como resposta :
Exmo Senhor :
Acusamos a recepção da sua candidatura ,mas o que esta a decorre, actualmente, é o concursoi para as 7 Maravilhas PORTUGUESAS.
O Concurso das 7 MAIORES PORCARIAS PORTUGUESAS,esse só terá lugar lá paras depois das fèrias .Deverá então enviar o seu exemplar ,que,pelo que pudemos apreciar reune todas as condições para se classificar num altissimo e (des)honroso primeiro lugar.
A Comissão

ALADINO

sábado, março 24, 2007

E UM DIA ACONTECE ….


Tinha ido à Editora para dar uma revisão final ,ao Ensaio. Esperava na sala e, comigo, um perfil algo insólito ,esperava também .Meto conversa, curioso .

Pelo aspecto ,havia qualquer coisa de demente estampado no rosto .Figura estranha ,onde se percebiam rastos de tóxico dependência .Rosto triste ,onde se detectava ,de imediato, fome.

Quem era ?!...perguntei e ele contou-me….
Era um poeta que sempre quis, ser isso e só isso mesmo .Que se reconhece com valor .Mas que ,depois de editado um livro, tem encontrado todas as dificuldades para ir em frente .Vinha tentar mais uma chance .Mas ,sentia-se sem hipóteses, já derrotado. Mostra-me então o poema do dia anterior , glorificando o Dia Mundial da Poesia.
Li-o e fiquei encantado .

Eu tinha ,entretanto, de ir fazer o que ali me levara .Mas disse-lhe:

- Olhe se quiser esperar ,levo-o a almoçar comigo .

E apesar de me ter demorado muito, à saída lá estava ele, caderno debaixo do braço, sentado no degrau ,esperando-me ,se calhar ansioso .Quem passasse suporia ali estar um pedinte ,embora vestido com algum esmero :- a mãe disso se encarregava .Já não comia, nem ele sabia desde quando .

Levei-o a um óptimo Restaurante .À Abadia .Comemos excepcionalmente bem, ricamente, como o Abade de Priscos ali fez ,dando fama –e proveito àquela catedral de bem comer ,que frequento, há pelo menos, meio século .Ele merecia-o .Eu senti-me bem na presença de um poeta sonhador ,coisa que eu nunca tinha tido a oportunidade de conhecer, ao vivo .Um poeta ,porque escriba de palavras é o que há mais por aí .
E foi-me mostrando poema atrás de poema .E eu comecei a ficar deslumbrado .É o termo .O que li ,é mais do que bom .Notável .

Comprometi-me a fazer algo por ele .Fez questão de me apresentar a uma Livreira ,senhora distinta ,que, com lágrimas nos olhos, me disse :O Julião –nome Arcadico – é notável Raro é o dia que aqui me não vem trazer um poema .Merece ajuda ,pois é um grande poeta .
Como ajudá-lo ? …é um desafio .
Mas sei que vou conseguir.

No final fez questão de me oferecer o poema do Dia da Poesia ,assinado Aceitei com muito gosto.

E faço questão de aqui o pôr no Blog.
Digam-me :é ou não notável ?

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Hino à Poesia

O poeta é aquele que abre Auto - estradas de luz,
De Som, de Sentimentos e de palavras.
O poeta é aquele que sente ...
Cada sulco de terra que lavras,
O pão que Amassas ... Cozes, comes e quando eras poeta,
Às crianças e aos pássaros e Aves davas.

O poeta é o que cria a ponte, o que sublima, com ou sem rima,
o passado quer ele seja dor ou Amor, o que com
Amor abre as portas ao Futuro que ele sonha, sonhava e tu
sonhas ou sonhavas.

Ser poeta oh dor ...
É transformar-te em Amor, fazer de ti um Arco- Íris entre
o que sofreste e o bálsamo que é comunicar ao Senhor e ao
teu Amor tudo aquilo que eu sofro e tu sofrias porque
como eu sonhavas e Amavas.

Ser poeta é ser íntegro e verdadeiro, confessar a Deus,
ao teu Amor e a toda a humanidade com Alegria, pureza,
bom gosto e verdade aquilo que com horror só a um padre
confessavas.

Ser poeta neste dia Mundial da poesia, é garantir que ela é
ainda o verdadeiro viveiro da humanidade, a reserva de
pureza e de beleza cristalina onde nascem todos os rios de
palavras que conduzem os homens e os poetas
a Deus e à verdade.

Sua Nascente é o coração do homem, seu percurso o
caminho, a verdade, a vida e seu destino Deus e a
eternidade.

Transparência, beleza, dor, alento, coragem, Alegria, bom gosto,
honestidade são sinónimos de qualidade.

Alegria ou tristeza ... São dois em um factores de uma só verdade.



Poesia é transparência.
O Bem vence o mal.
A Alegria a tristeza.
O Amor a dor.
Eis a mensagem implícita na sua realidade.
No papel que ela representa como testemunho dos homens
perante Deus e a humanidade.

Autor :
J. Alberto Allen Vidal
(JúlioJulião)21/03/2007

sexta-feira, março 23, 2007

EU ME CONFESSO …E RETRATO….



Em conversa ,hoje ,alguém me fez um valente desafio Fez bem !

Pretende que eu me defina .Que me sente no divã e faça uma busca introspectiva .

Não me nego a tal exercício.


Reconheço – sempre o disse ,como sério aviso à navegação –que me aceito um homem difícil, a viver numa sociedade difícil ,que percebi ,mas que não era a minha escolha .

Por isso vivi, talvez, em demasia ; e expandi ,eventualmente com algum excesso ,um hiper criticismo, para as coisas que me rodeavam. Exerci-o com os outros ,mas fi-lo -e nisso estou sossegado - sobre mim mesmo, de um modo mais exigente e até violento. .Por isso exagerei no que pedi a mim próprio. Ao auto criticar-me, vacinei-me contra as criticas exteriores. Normalmente eu suplantei-as ,em exegese ,e por isso me foi fácil encaixá-las.

Povavelmente ,algo ficou para trás .Esforcei-me para que isso se não mostrasse muito .

Na critica gostei - e dei preferência - ,à mordacidade e ao sarcasmo; e por vezes - muitas! - ao exagero .E até usei –e abusei ,propositadamente -de uma certa violência verbal .

Nunca –nunca !- contudo, guardei rancores .Mas guardei desilusões .Não desculpei –e por isso perdi – alguns amigos .Que mesmo depois de os perder, para mim restaram amigos .Isto é :eu é que dispensei a sua amizade ,mantendo-lhes a minha .


Talvez ,em casos esporádicos, tenha dado a ideia de alardear alguma superioridade(?!) .Era mais distracção. Por isso estive errado, muitas vezes .Completamente errado .Essa distância era apenas uma maneira de auto -defesa ;a de me resguardar de aproximações que não desejava .
Aborreço-me em companhia dos que sendo vulgares ,assumem ,enfaticamente ,querer mostrar o que não são .Procuro o mais depressa possível ,à primeira altura, desfazer o equivoco .

Inimigos ? Dizem que de mim: ou gosta-se ou odeia-se .Como não sei o que é o ódio ,julgo que não .Que não me odeiam ,mas sim que se irritam comigo ,o que é diferente .

Vivo inconformado com o meio onde me inseri .Que quis fosse bem diferente .Mas que não consegui mudar ,um milímetro que fosse .Terrível falhanço , que me não inibe de continuar optimista neste ponto. Um dia será .
Quanto ao resto ?.. - pessimista por natureza .Por me julgar com uma especial vocação para ver –com preocupação –o futuro, á distância .Porque em permanente –e inquieta -actividade de pensar .O ontem pouco me diz; o amanhã deslumbra-me e desafia-me .Renova-me a cada hora .

Adoro o excesso .Se tivesse jeito ,teria sido um caricaturista ,para dizer tudo num simples traço distorcido .

Como o não sei fazer ,sugiro-o num tratamento impiedoso dos responsáveis pela irresponsabilidade colectiva .

Incapaz de crer no que não vejo , procuro entrever o que queria.
Apreciando todos os que pensam diferente de mim ,porque são esses que me dão a possibilidade do confronto, adorando ,um debate sério de ideias .Não sendo dos que procuram convencer os outros, prefiro ficar-me por lhes colocar, apenas, duvidas. Porque de certezas, duvido metodicamente.


Vencido ou vencedor ?

Vencido , mas não convencido na primeira instância , recorro e peço adiamento do julgamento, para mais tarde.
Vencedor ,não pelo que fiz ,mas pelo que procurei fazer .


De uma coisa é certa : poderia e deveria ter feito muito …muito mais .

Et voilá…

Senos da Fonseca
ALADINO BEM DIZIA….

AINDA ACABA VARREDOR….NO PRÓXIMO GOVERNO DE SANTANA….



Aladino ,é certo ,tem outros acessos de informação , vedados ao comum dos mortais .A Lâmpada é um deles.Com ela pode prever o futuro .


Assim ,no Blog do dia 19 do corrente , referíamos R.E. na posição de quatro ,oferecendo-se para qualquer coisa (vide entrevista ) . Para um lugar de executivo, no Governo .
Uns põe-se de cócaras ;ele foi mais longe .De quatro . Posição em que um homem já está por tudo …

Por isso ,depois de feito o anuncio da pretensão na ficcionada entrevista ao «Diário de Aveiro» do passado dia nove , eis que R.E insiste. E convida jornais e televisão ,para provar ,uma das suas reconhecidas competências (com fotografia e tudo,por isso indesmentível ): um homem do lixo. Aptidões natas, descortinadas na pose de quem não só convive com a mixórdia , como a ama (vide foto)
Saber que dele poderão fazer UM EXECUTIVO ,no próximo (des)Governo de Santana –Portas ,que a toda a pressa se vem encenando por estes trágico –cómicos peralvilhos da politica nacional .






MINISTRO DO LIXO …

E faz publicidade das suas capacidades , parecendo cheirar . On y soit qui mal e pense !

Apanhador de lixo .Ora aí está uma tarefa digna ,para quem não ousando ser engenheiro
,se propõe ir mais além:- especialista do do lixo .Especialidade díficil .

Lixo há muito…engenho pouco .O negócio do lixo ,é, pois, seguro.

Ora ainda bem que R.E veio dar razão ,à nossa caixa jornalística .

Aladino

segunda-feira, março 19, 2007

«DE QUATRO» …R.E OFERECE-SE

NAQUELA POSIÇÃO QUE SÓ DE NELA PENSAR…CRIA URTICÁRIA…



Um lamentável problema surgido no servidor do Blog ,tem criado dificuldades na sua edição .


Por isso com alguma atraso -mas não muito!- vamos passar uma vista de olhos pela pretensa entrevista de Ribau Esteves ,no passado dia 9, ao Diário de Aveiro .
Percebe-se logo que não se trata de uma entrevista:Mas sim um patético arranjo onde o entrevistado responde «ás perguntas» que ele próprio escolhe, para lhe colocarem .

De uma leitura ,mesmo rápida –porque não interessa para nada - nasce logo uma questão : a bota não bate com a perdigota .
Isto é: o titulo, pouco ou nada tem a ver com o conteúdo .
A quem é feita a entrevista ? Ao Presidente da «Gama» ? Ao Presidente da «AM Ria» ? Ao presidente da Câmara de Ílhavo ? Ao «candidato a candidato» do PSD –PPD, (como diz o Santana) ?


Fácil é descortinar a intenção, porque o entrevistado «se entrevista» a ele próprio, por intermédio de outros .O que ele, ao fim e ao cabo pretende ,como outros no Partido - e aqui a palavra «partido» nunca foi tão apropriada para aquela montanha de cacos !- é lançar a sua candidatura .É pôr-se nos bicos dos pés e dizer que está desejoso de se alcandorar a um lugar e de exercer uma politica executiva no Governo do País .
Se está ?!...é patético ,este desejo .Obsessivo.


Coloca-se assim naquela posição - a quatro - oferecendo-se para tudo …
Até , para chefe dos varredores .

Primeiro o Santana –o seu ideólogo –atirou-se ao Marques Mendes ,para limitar o Marcelo. Ao mesmo tempo que o Filipe Meneses se oferecia no Norte para descer com seu o exército - qual (?!) é que não se sabe muito bem -, até Lisboa .

Ribau não podia ver o comboio passar em Aveiro e não tentar apanhar boleia .
E desata a bater no pequenino .Coitado !....

Este País está cheio de crianças em alto risco .Marques Mendes é uma dessas .

Mas se falhar no intento ,resta-lhe continuar por cá .Sempre dá para os trocos.


ALADINO

sexta-feira, março 16, 2007


REI NEM ROQUE




Aqui só há Rei ;não há Roque
Nem paz ,nem guerra ,nem amor, nem desamor
Tudo é ,sem o ser ;tudo pensa sem pensar
A verdade ?... a de que, aqui, é Ílhavo a apodrecer.

Sem vida ,sem alma ,sem chama nem alento


Aqui o Roque é Rei
A guerra é das palavras desagradáveis
Que desagradam por dizerem a verdade, e ousarem
A mentira ? …a de que ,aqui, é Ílhavo a renascer …

Em cada dia, que não é dia ; é noite sumida no vento.


Na Nau perdida na bruma em mar infindo,
Pediu o Piloto licença ao Rei ,
para ir em procura do «desejar querer ser»


Aqui ninguém sabe que coisa quer;
Ninguém sabe que alma tem ;
Nem o que é mal ,ou o que é bem.
Nem que outra coisa ver
Só eu, REI, sei como vai ser .


SF

FEVEREIRO 2007

quinta-feira, março 15, 2007

O ACORDAR DE R.E. VAI SER VIOLENTO….



Ribau Esteves acordará um dia –que não está assim tão longínquo ,desconfio –e vai dar consigo, a falar sozinho. Oxalá o faça ,não porque lhe é imposto ,mas porque é, só e apenas, o resultado de quem não «soube ser» (na vida) .

É claramente um individuo de que ninguém –se calhar ele mesmo –gosta .

É verdade .

Ainda há dias dei comigo ,num jantar, rodeado por figuras gradas do seu Partido ,aqui, em Ílhavo .Alguns do seu relacionamento .Muito próximos .
Espantou-me que na conversa, eu tivesse sido, de entre todos ,o mais cuidadoso na apreciação que lhe fiz . Sobrepesando a sua parte negativa –incomensuravelmente a maior –mas reconhecendo-lhe um ou outro ponto positivo .O que alguns nem sequer admitiam .Quando disse que apesar de tudo ,admitia que ele tinha sido o melhor Presidente da Câmara de Ílhavo (depois de4 Abril) ,quase que fui insultado .Claro que me apressei a corrigir :o bem não estava nele .R.E, foi –e é, ainda - tão só ,o melhor dos muito maus .

O que me espantou foi notar um certa desconsideração que os seus apaniguados políticos lhe dedicam ,chegando a antever na sua personalidade tiques claros de desajuste psicótico quando diaboliza as questões ,num maniqueísmo sórdido e doentio .O mundo bom ,é o dele. O mau –é o de todos os outros.

Dele têm a visão de um personalidade autista ,caprichosa e vingativa ,onde abunda um culto de personalidade que chega a tocar o ridículo, porque expresso em pormenores ridículos, do dia a dia .

E não se coibiram em exprimir –perante alguma surpresa minha - em voz alta, que esta desconsideração se estende a estruturas partidárias da sua cor ,no distrito. Que se afastam a toda a pressa , incomodados, com tanta soberba bacoca.


Que fique claro : Ribau Esteves ,nunca me incomodou .Picou-me algumas vezes elegendo-me - erradamente , claro –como rosto da Oposição .Respondi-lhe com os pés.
Para alguns com violência ; com violência , porque me não motivava qualquer tipo de respeito ,ético e ou intelectual. E muito menos ,moral.

A verdade ,é que começo a ter comiseração pelo seu futuro.

Com amigos destes… nem é preciso ter inimigos.


Senos da Fonseca.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

O CÁLICE AMARGO DO QUOTIDIANO ….



Tempo triste, sem aquecer a alma; capaz de desalentar «um» ainda «quase vivo».


A pasmaceira onde vamos, dia a dia ,exaurindo o tempo que nos resta, continua .Na mesma .Chata. Não se vive. Deambula-se nos dias, por entre as veredas de num verdadeiro cemitério de tristezas . O mundo absurdo em que mergulhámos, desacredita-nos e denuncia-nos.

Desacredita-nos como comunidade de direitos. Denuncia-nos como rebanho resignado sem a mais ténue intenção de disponibilidade para mudar. Não ensaiamos, sequer, um passo para além de um quotidiano sem esperança.

Já nos não seduz, e muito menos, inquieta, a aventura .Já nos não desafiam as lonjuras; e já nem damos que nos tenham calçado o cabresto.

O comodismo, corrói-nos; dantes agarrava-mo –nos ao desespero de querer ser ; hoje agarramo-nos com unhas e dentes, a não querer ser, de maneira nenhuma .

Vencido, mas não convencido, largo uma guerra e preparo-me logo para outra.
Alimento-me desta inquietação. Se for derrotado a meio da subida da montanha é lá que fico : nunca cá baixo a olhar para a montanha, a pensar que a mesma é inacessível. Nem que seja a acalentar a fantasia, quando descorçoo da realidade.



E, entretanto o «furúnculo do iletrismo» cresce …cresce …medonho …qual esfacelo putredínio .Pintada da antiga «pomada preta» que se fazia nas boticas para as pústulas, talvez rebentasse.


Ouvi há pouco que uma Câmara do interior subsidia os medicamentos dos idosos .

Afinal o mundo não é tão mal como imagino.

Aqui, ao contrário, subsidiam –se ..coisas inúteis. Parvas. Espectáculos menores e degradantes.

Socialmente a Câmara é um zero absoluto. Do tamanho do raio da terra !

Para lá da edificação de abortos arquitectónicos,chocantes ,que fariam vestir um crocodilo de vermelho se lhes postos ao caminho ,não lhe sobra uma única ideia do que deveria –e poderia - ser uma Câmara interventora ,dinâmica, útil .Com rosto; e não com esgares imbecis.

Não consigo vislumbrar nada para lá desse interessado conluio com o despesismo tolo ;não vislumbro ideia que o valha ,intenção que a justifique ,preocupação que aglutine .Tudo o que poderia ser acção ,resume-se a prática de mestre de obras do urbano. E mesmo aqui, desastrado na acção e intenção.

O mundo social que estes indivíduos entendem, é um esgoto da sociedade em que afirmam viver .É a construção de um mundo sem folhas, desagasalhado .

Capaz de destruir em cada um de nós, alguma esperança que ainda sobre!

ALADINO

AS viagens da Grande Armada de ZHENG Já num outro trabalho, publicado em Blog especial, aqui há uma dezena de anos, trouxemos  ...