FAÇAM MELHOR …POÇA !...
Pessoa amiga, e atenta ,chamou-me a atenção para uma enormidade que eu teria dito em público ,quando retorqui à simpatia excessiva de A.R. –mas também critica – e me elogiava(?!)os escritos –o que eu detesto por não o merecer de modo algum.
Claro que ele era de opinião que eu deveria ser mais liso ,mais rápido de leitura, mais sincopado .
O que não sou , nem quero ser –embora até o saiba fazer, acreditem –como há tempos o demonstrei numa brincadeira .Mas eu gosto de ler um texto com rodriguinhos, se assim o quiserem apelidar. E inventar ou evocar ,palavras adequadas e fortes .A nova escrita ,não me cativa .Para isso bastam-me os SMS.
Ora eu teria dito que “quando escrevo – escrevinho leia-se – me estou marimbando para quem vai ler .Eu estou tão só a dar satisfação a um gozo intimo, meu» – disse então ,pondo fim à arenga .
Parece que caiu mal. E compreendo que até tenham razão.
Mas o que as pessoas não sabem é que muita coisa, faço-a só para mim. Hesito por isso ,muito (!), antes de a publicar .Não porque tenha medo das apreciações .Não ,não tenho. .Mas aquilo foi feito só para mim, e julgo não interessar a mais ninguém.
Isto levou-me ao «Blog», e a deixar de ,por vezes ,levar os escritos ao Jornal, o que fazia com alguma frequência .Assim – no«Blog» -, só me lerá quem o procurar, e não por lhe ter ido parar às mãos , embrulhado com outros .De outro modo poderia ser induzido, a … .E eu não quero. Gosto de conquistar. E quanto mais difícil a conquista –ou a improbabilidade do êxito - mais ela me motiva, e me aguça o engenho (e a arte ,mesmo se pouca …)
Mas a ninguém lhe passe pela cabeça, que é por complexos .
A esses atirarei com a opinião de Marcial (porta romano de qualidade ) no preâmbulo dos seus epigramas :
“Se algo Te parece nestas páginas ,leitor ,ou muito escuro ou pouco latino,o erro não é meu .Fê-lo o copista com a pressa de levar os versos até ti .Mas se crês que não foi ele, ,mas sim eu ,quem caí em falta então eu creio que Tu não tens nem ponta de inteligência ..«Mas estes versos são maus ?!».Como não ,não nego o evidente !Estes são fracos ,só que Tu não os sabes fazer melhor !..”.
Nos preâmbulos do que fiz - detesto prefácio de estranhos já que ninguém tem mais consciência do que fiz ,do que eu próprio – tento induzir aquela ideia ,a do dito poeta.
E assim ,desafiando :
Façam melhor ,poça!
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UM HOMEM SEM DIPLOMA ...É COMO AVE SEM VOOS
Uma diplomada da nossa praça -tal como R.E - ,acha estranhas as minhas qualificações para esta vida, em que diz, eu agora ,dei! Ainda bem que dei nisto; porque há coisas muito piores. Acreditem eles.
Àquela doutora ,apetece-me contar :
«Naqueles tempos (II sec d C) começaram a aparecer os escribas que eram «diplomados» .
Assim, aconteceu ,que o «diplomado» Petaus foi exercer para uma terra longínqua ,substituindo um outro que regularmente fazia essa tarefa –Isquirion- ,que não tinha qualquer diploma, e foi ,por isso despedido .
No papiro em que outorgava um negocio ,ou outro trabalho ,o «diplomado» sempre que outorgava “Eu Petaus ,o escriba diplomado da aldeia …» nunca o fazia correctamente , com as mesmas letras .
Porquê ? : perguntar-se-à ..
A razão de tal comportamento era o facto de o «diplomado» só saber escrever o seu nome ,o que julgava, lhe permitiria afirmar-se « que sabia escrever ».O resto ele só sabia ,era copiar, que foi o que lhe tinham ensinado na Escola.
A população indignou-se e exigiu a volta do anterior iletrado ,que esse ao menos ,sabia um pouco mais do que assinar o seu nome»
Curiosamente :
Na minha longa e excitante carreira de engenheiro, observei dezenas de engenheiros que deveriam, era ir cavar batatas, e esconderem o diploma, imerecido .E auscultei centenas de «mestres» de engenharia ,que com a quarta classe ,só lhes faltava o Diploma para se intitularem: - «engenheiro de facto» .Por isso ,respeitando-os e incitando-os ,aprendi muito com eles .Na Universidade ,só aprendi a ter a consciência de que nada sabia .E que de lá saído ,tinha de, diariamente, voltar aos livros ,se quisesse ser diferente .E eu ,desde o dia em que dali saí ,queria-o ,de facto .Foi o que fiz ,porque eu não queria ser só engenheiro no «cartão de visita» .
A propósito: - nunca mandei fazer cartões onde indicasse o titulo .Só «Senos da Fonseca».
Com o titulo ,era a Empresa que se encarregava dessa vaidade.
Alguém me chamou, um dia a atenção para essa falta social ,para esse fundamentalismo. Respondi :
-«Raios ..se ao fim de cinco minutos de falarem comigo ,não perceberem que sou Engenheiro, então mais vale mudar de vidinha.
Aladino
quinta-feira, agosto 30, 2007
segunda-feira, agosto 27, 2007
UÈ?!....
Aguas azuis desta ria
Que correis direitas, p’ró mar.
Onde escondeis meu amor ?
Não me façais
Mais sofrer,
Tende pena da minha dor
Ué? ..
dizei-me
Que eu morro d’amor
Águas de prata da ria
Em noite de luar d’ Agosto
P’ra onde foi a minha amada ?
Matai-me este fogo posto
Esta vida,
Tão cedo já acabada
Ué?!
Contai-me…
Que eu morro por nada
Águas vermelhas da Ria
Tingidas pelo Sol à tardinha
Pr’a onde levastes meu bem ?
Não a deixais
à noite, sózinha,
Levai-me com ela também
Ué ?!...
falai-me,
Que eu morro sem ninguém
Águas negras ,águas da ria
Vestidas na noite, de breu
Onde está a minha alteza?
Triste destino é
Este, o meu,
Viver em tal incerteza.
Ué …?!
Levai- me ,
Que eu morro nesta pobreza
S F
Agosto ,27 -2007
Aguas azuis desta ria
Que correis direitas, p’ró mar.
Onde escondeis meu amor ?
Não me façais
Mais sofrer,
Tende pena da minha dor
Ué? ..
dizei-me
Que eu morro d’amor
Águas de prata da ria
Em noite de luar d’ Agosto
P’ra onde foi a minha amada ?
Matai-me este fogo posto
Esta vida,
Tão cedo já acabada
Ué?!
Contai-me…
Que eu morro por nada
Águas vermelhas da Ria
Tingidas pelo Sol à tardinha
Pr’a onde levastes meu bem ?
Não a deixais
à noite, sózinha,
Levai-me com ela também
Ué ?!...
falai-me,
Que eu morro sem ninguém
Águas negras ,águas da ria
Vestidas na noite, de breu
Onde está a minha alteza?
Triste destino é
Este, o meu,
Viver em tal incerteza.
Ué …?!
Levai- me ,
Que eu morro nesta pobreza
S F
Agosto ,27 -2007
sábado, agosto 25, 2007
POBRETE MAS ALEGRETE
Li uma afirmação do Berardo .
Diz o ricaço, que o «Verão lhe desperta o vicio de fazer amor».
Fico a pensar que estes novos ricos são o contrário das formigas : estas amealham no Verão para o Inverno ;aqueles amealham no Inverno para gastar no Verão ,com o «viagrar» do vicio.
Fiquei a perceber melhor porque nunca os invejei. Durante a vida ,felizmente –olho agora para trás sem remorsos –nunca dei que tal «vício» –ora ..ora! - tivesse época especial .Porque todas as épocas eram boas, para o alimentar (no bom sentido ,claro!).
Bem dizia a minha avó:
- POBRETE MAS ALEGRETE
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PORQUE NÃO HÁ MÉDICAS UROLOGISTAS ?
Fez-me a pergunta ,depois de ter consultado uma obstetra:
-Porque é que não há médicas urologistas?...
Fiquei espantado e ,confesso, não tive resposta razoável para lhe dar.
E discorri:
Era bem melhor .Assim, aquando da consulta anual ao Dr Ricardo , chegado o solene -e chato !- momento, em que me atira,
-Desculpe lá engenheiro ,mas tem de ser ….
Se fosse uma urologista –que imagino dextra e desinibida ,claro! -, não responderia como sacrossantamente o faço :
- Vá doutor!... mas não abuse …
Para dizer :
- Por quem é Doutora .Esteja à vontade …é um prazer
Não !...não sria bem assim ;mas um homem perante as mulheres não pode fazer figuras tristes…
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PORQUE NÃO HÁ MÉDICAS UROLOGISTAS ?
Fez-me a pergunta ,depois de ter consultado uma obstetra:
-Porque é que não há médicas urologistas?...
Fiquei espantado e ,confesso, não tive resposta razoável para lhe dar.
E discorri:
Era bem melhor .Assim, aquando da consulta anual ao Dr Ricardo , chegado o solene -e chato !- momento, em que me atira,
-Desculpe lá engenheiro ,mas tem de ser ….
Se fosse uma urologista –que imagino dextra e desinibida ,claro! -, não responderia como sacrossantamente o faço :
- Vá doutor!... mas não abuse …
Para dizer :
- Por quem é Doutora .Esteja à vontade …é um prazer
Não !...não sria bem assim ;mas um homem perante as mulheres não pode fazer figuras tristes…
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GESTOR …INVESTIGADOR…
Há hoje tanto disso….Qualquer dia vai ser um tal desemprego.
Eriçam-me os pêlos, quando vejo um fulano auto intitular-se – e apor no cartão de visitas - um dos títulos referidos .
Na maior parte das vezes são titulações ,completamente ocas.
Porque gestores -da nossa difícil contabilidade familiar - ,ou investigadores - da natureza humana -,afinal, todos o somos, um pouco .E às vezes com resultados notáveis.
Nada que se compare com certos investigadores-há excepções ,claro..claro.E das boas- que andam uma vida a investigar «tudo, do nada» .Lêm uns livrecos ,fazem uma citação bibliográfica do que nem leram ,ordenham uma palavras sem lá incluir o que quer que seja de opinião própria ...e botam no cartão : Investigador(a)
Uma vida a fazer de conta . Em impante exercício de prosápia barata.
Na vida é necessário ter descrição para exprimir o saber; como docilidade para compreender que, quanto mais se sabe…mais falta saber .
Aladino
Há hoje tanto disso….Qualquer dia vai ser um tal desemprego.
Eriçam-me os pêlos, quando vejo um fulano auto intitular-se – e apor no cartão de visitas - um dos títulos referidos .
Na maior parte das vezes são titulações ,completamente ocas.
Porque gestores -da nossa difícil contabilidade familiar - ,ou investigadores - da natureza humana -,afinal, todos o somos, um pouco .E às vezes com resultados notáveis.
Nada que se compare com certos investigadores-há excepções ,claro..claro.E das boas- que andam uma vida a investigar «tudo, do nada» .Lêm uns livrecos ,fazem uma citação bibliográfica do que nem leram ,ordenham uma palavras sem lá incluir o que quer que seja de opinião própria ...e botam no cartão : Investigador(a)
Uma vida a fazer de conta . Em impante exercício de prosápia barata.
Na vida é necessário ter descrição para exprimir o saber; como docilidade para compreender que, quanto mais se sabe…mais falta saber .
Aladino
sexta-feira, agosto 24, 2007
A IMPORTÂNCIA DA LAGUNA (Hoje…)
Tive há dias a oportunidade de recolher mais uns ensinamentos, tarefa a que me dou com uma sofreguidão ,quase diria, obsessiva.
No «Ensaio» tentei passar a mensagem da importância da Laguna,a «circunstância» que enformou as nossas gentes .Para o bom,e /ou, para o mau.
Constato que a sua importância é, hoje ainda, relevante para muita desta gente ribeirinha.
O que infelizmente não é de todo captado, ou conhecido. O que leva a um encolher de ombros ,quando uns cretinos corrompidos pelo poder económico , pensam retalhá-la, para especulação imobiliária .
Vamos então a dar conhecimento de
1- O valor facturado em 2006 pela pesca artesanal ,foi de 4.000.000 (quatro milhões de Euros!)
2- Admite-se que este valor corresponda, apenas a 40% (!..),do valor efectivamente retirado.
3- Se quisermos ter um termo de comparação ,diremos que a pesca costeira ,facturou no mesmo período 5.000.000 €. Um pouco mais …isto tendo em conta,
4- Que na pesca artesanal estão registados cerca de 3.000 pescadores que dela dependem
5- E que para lá destes, cerca de 500 mergulhadores pescam, diariamente, bivalves ,escapando pela malha grande
6- E que por exemplo ,o mexilhão ,é tabelado na lota a 0.80 € o Kg ,vai para Espanha, e regressa a Portugal a 5€ o Kg.
Perante isto apetece perguntar :
Esta actividade que em nada a fere ,apenas aproveita a sua capacidade de regeneração da vida marinha ,é para proteger ,ou é para acabar? Será a ideia , reconverter estes pescadores e levá-los a servir nos hotéis ou a cortar relva nos jardins do «Resorts» com que pretendem circundá-la ?
Por onde andam os nossos políticos ,que não vão inquirir e avaliar a dimensão desta riqueza ,e denunciar todos os projectos loucos ,com que a pretendem retalhar?
Porque se não apoia uma estrutura Comercial ,que permita aqueles pescadores ,dialogar directamente com o mercado ,evitando a sua exploração pelos intermediários nefastos?
Dar relevo a esta realidade ,não interessa .Interessa, outrossim, escamoteá-la.
Por falar em mexilhão …É isso ….quem se lixa nesta tramóia toda …é o dito…
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A CÂMARA DE ÍLHAVO ENTRE OS MAIORES CALOTEIROS
Segunda a agência LUSA ,
“As câmaras municipais de Aveiro, Coimbra, Figueira da Foz e Guarda têm dívidas a construtoras civis por liquidar há mais de 15 meses, quando a lei estabelece um prazo médio de pagamento de 40 dias, denunciou esta quarta-feira a federação que representa empresas do sector, a Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas (FEPICOP), noticia a Lusa.
Além daquelas câmaras, a FEPICOP identificou ainda as autarquias de Ílhavo, Montemor-o-Novo, Santa Maria da Feira, São Pedro do Sul, Vila Nova de Poiares e Vouzela como as maiores incumpridoras do país, com facturas por liquidar há mais de 15 meses. “
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Claro que nós já o sabíamos .As dividas da Câmara de Ribau, ultrapassam (já) os 25 MILHÕES de Euros.e perspectiva-se poderem fixar-se , para o ano, nos 50Milhões .Poça! que o homem a gastar é como a falar…
Quando Ribau Esteves entrou na Câmara ,esta até tinha 2,5 Milhões de Euros em depósitos bancários.!!!...
Porque se apregoam, agora, as tais Sociedades .Câmara /Irmãos Cavaco & Comp ?
Porque a divida passando a ter controlo ,não poderia continuar a ter aquele desenvolvimento louco ,absurdo. Vai daí, agora, quem passa a dever, no papel, parece não ser a Câmara .Mas na prática ,é. A partir de hoje, e até daqui a cinquenta ,sessenta anos ,quem paga é a Câmara. Quem recebe é o outro sócio .
Os que vierem a seguir , que apaguem a luz .
Vão ver como isto vai acabar ! E depois, quando aí chegados ,vão dizer que ninguém avisou , e ou, explicou.
E é que é mesmo verdade .E isso é que me dói.
Mas até que enfim que pertencemos ao pelotão da frente .Dos caloteiros .Somos os quartos .Para o ano talvez já tenhamos lugar no pódio .
---------------------------------------------------------------------------------------------
PERSISTENTE…
Lá isso sou .Hoje aguentei com mais uns discursos mirabolantes. Mas aguentei
Então lá ouvi:
“…o nosso Museu é o maior da Europa ,só ombreado pelo Museu –confesso que não captei o nome mas sei que era na Alemanha .(OH! OH! O meu cão,o Negro ,ficou branco quando lha contei!)
“… Para o ano vamos aqui ter o maior parque natural da Europa, aqui ao lado do st André …
.... Et caetera….
Caloteiros ..mas alegretes .Assim é que é .O resto é «conversation», diria o meu avô João ,americano .E é que é mesmo. Da barata
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AMOR VERSUS MORTE …
Ele há cada um : o autor do livro que ando a ler ,nosso conterrâneo – diz a dada altura:
“O fim do amor é o principio da morte…”
É pá ..olha que não …olha que não…
Depois da morte , pimba, acabou-se .
Depois do fim do amor ,vem outro, homem !.Escolhe-o melhor ,e vais ver que não te arrependes.
Depois de morreres ,é que já não há arrependimento que te valha.
Vou «romancear» com o autor e dar-lhe conta da minha experiência, pode ser que lhe sirva no próximo .
---------------------------------------------------------------------------------------------
Aqui há quarenta anos estive mais do lado de lá, do que do lado de cá .E então, antes que decidissem por mim, aproveitei o estado de levitação para visitar os «resorts» prováveis, ao dispor .
Lá em cima não vi nada de que gostasse .Palavra .Tudo me pareceu monótono ,sem interesse .Tudo silêncio .Até as estrelas estavam caladas. Nem grilos no gri.. gri. Tudo boa gente demais ,para apreciarem a minha companhia. Vi que aquilo não era para mim. “Que sim …eu até já lá teria uns talhões” –e nessa altura, eu ainda nem aturava o ribau ..vê lá tu o que lá terei, agora .Um campo de futebol ,certamente. Mas mesmo com as facilidades de crédito ,não me convenceram.
Lá em baixo ,apareceram coisas ,sem duvida, mais interessantes. Caramba !Daquelas coisas que quanto piores ,são as melhores .Compreendes?
.Mas era tanta a clientela a mostrar os dentes ,que eu estarreci ,só com medo de conviver com aqueles galifões .Que não me importasse ,que quanto a amor era o que por ali havia para dar e vender .Ora vender, eu percebi ;agora dar .Desconfiei de tanta oferta. Acredita que me não impressionei com os apêndices córneos do diabo .Que raio!.. por aqui já eu tinha visto ,bem mais notáveis enfeites ,tipo daqueles enfeitados que sabem, mas não se importam
Voltei então e pedi para me aguentarem mais uns tempitos.
E lá sobrevivi, no meio termo, até hoje. E olha que não estou nada arrependido com a decisão, então tomada .
(…)
Escreves bem, muito bem mesmo –hei-de dar-te uma opinião num destes dias -,mas nem tanto .Já uma conterrâneo tua , escritora como tu ,me tinha vindo com aquela do «Morrer de amor” . Ficção, ou fixação?!..., essa vossa maneira de ver o acontecimento. Ficção por ficção ,eu gosto mais da comparação entre o amor e o fósforo, porque em termos estilísticos tem suporte mais realístico.(não é assim que os críticos dizem ?)
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Agora aquela de que o «mundo só gosta dos pretos pobres» …é notável, porque é mesmo verdade .Se eu fosse o Marcelo , dava-te 20 .Ou mais!
Aladino
Tive há dias a oportunidade de recolher mais uns ensinamentos, tarefa a que me dou com uma sofreguidão ,quase diria, obsessiva.
No «Ensaio» tentei passar a mensagem da importância da Laguna,a «circunstância» que enformou as nossas gentes .Para o bom,e /ou, para o mau.
Constato que a sua importância é, hoje ainda, relevante para muita desta gente ribeirinha.
O que infelizmente não é de todo captado, ou conhecido. O que leva a um encolher de ombros ,quando uns cretinos corrompidos pelo poder económico , pensam retalhá-la, para especulação imobiliária .
Vamos então a dar conhecimento de
1- O valor facturado em 2006 pela pesca artesanal ,foi de 4.000.000 (quatro milhões de Euros!)
2- Admite-se que este valor corresponda, apenas a 40% (!..),do valor efectivamente retirado.
3- Se quisermos ter um termo de comparação ,diremos que a pesca costeira ,facturou no mesmo período 5.000.000 €. Um pouco mais …isto tendo em conta,
4- Que na pesca artesanal estão registados cerca de 3.000 pescadores que dela dependem
5- E que para lá destes, cerca de 500 mergulhadores pescam, diariamente, bivalves ,escapando pela malha grande
6- E que por exemplo ,o mexilhão ,é tabelado na lota a 0.80 € o Kg ,vai para Espanha, e regressa a Portugal a 5€ o Kg.
Perante isto apetece perguntar :
Esta actividade que em nada a fere ,apenas aproveita a sua capacidade de regeneração da vida marinha ,é para proteger ,ou é para acabar? Será a ideia , reconverter estes pescadores e levá-los a servir nos hotéis ou a cortar relva nos jardins do «Resorts» com que pretendem circundá-la ?
Por onde andam os nossos políticos ,que não vão inquirir e avaliar a dimensão desta riqueza ,e denunciar todos os projectos loucos ,com que a pretendem retalhar?
Porque se não apoia uma estrutura Comercial ,que permita aqueles pescadores ,dialogar directamente com o mercado ,evitando a sua exploração pelos intermediários nefastos?
Dar relevo a esta realidade ,não interessa .Interessa, outrossim, escamoteá-la.
Por falar em mexilhão …É isso ….quem se lixa nesta tramóia toda …é o dito…
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A CÂMARA DE ÍLHAVO ENTRE OS MAIORES CALOTEIROS
Segunda a agência LUSA ,
“As câmaras municipais de Aveiro, Coimbra, Figueira da Foz e Guarda têm dívidas a construtoras civis por liquidar há mais de 15 meses, quando a lei estabelece um prazo médio de pagamento de 40 dias, denunciou esta quarta-feira a federação que representa empresas do sector, a Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas (FEPICOP), noticia a Lusa.
Além daquelas câmaras, a FEPICOP identificou ainda as autarquias de Ílhavo, Montemor-o-Novo, Santa Maria da Feira, São Pedro do Sul, Vila Nova de Poiares e Vouzela como as maiores incumpridoras do país, com facturas por liquidar há mais de 15 meses. “
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Claro que nós já o sabíamos .As dividas da Câmara de Ribau, ultrapassam (já) os 25 MILHÕES de Euros.e perspectiva-se poderem fixar-se , para o ano, nos 50Milhões .Poça! que o homem a gastar é como a falar…
Quando Ribau Esteves entrou na Câmara ,esta até tinha 2,5 Milhões de Euros em depósitos bancários.!!!...
Porque se apregoam, agora, as tais Sociedades .Câmara /Irmãos Cavaco & Comp ?
Porque a divida passando a ter controlo ,não poderia continuar a ter aquele desenvolvimento louco ,absurdo. Vai daí, agora, quem passa a dever, no papel, parece não ser a Câmara .Mas na prática ,é. A partir de hoje, e até daqui a cinquenta ,sessenta anos ,quem paga é a Câmara. Quem recebe é o outro sócio .
Os que vierem a seguir , que apaguem a luz .
Vão ver como isto vai acabar ! E depois, quando aí chegados ,vão dizer que ninguém avisou , e ou, explicou.
E é que é mesmo verdade .E isso é que me dói.
Mas até que enfim que pertencemos ao pelotão da frente .Dos caloteiros .Somos os quartos .Para o ano talvez já tenhamos lugar no pódio .
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PERSISTENTE…
Lá isso sou .Hoje aguentei com mais uns discursos mirabolantes. Mas aguentei
Então lá ouvi:
“…o nosso Museu é o maior da Europa ,só ombreado pelo Museu –confesso que não captei o nome mas sei que era na Alemanha .(OH! OH! O meu cão,o Negro ,ficou branco quando lha contei!)
“… Para o ano vamos aqui ter o maior parque natural da Europa, aqui ao lado do st André …
.... Et caetera….
Caloteiros ..mas alegretes .Assim é que é .O resto é «conversation», diria o meu avô João ,americano .E é que é mesmo. Da barata
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AMOR VERSUS MORTE …
Ele há cada um : o autor do livro que ando a ler ,nosso conterrâneo – diz a dada altura:
“O fim do amor é o principio da morte…”
É pá ..olha que não …olha que não…
Depois da morte , pimba, acabou-se .
Depois do fim do amor ,vem outro, homem !.Escolhe-o melhor ,e vais ver que não te arrependes.
Depois de morreres ,é que já não há arrependimento que te valha.
Vou «romancear» com o autor e dar-lhe conta da minha experiência, pode ser que lhe sirva no próximo .
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Aqui há quarenta anos estive mais do lado de lá, do que do lado de cá .E então, antes que decidissem por mim, aproveitei o estado de levitação para visitar os «resorts» prováveis, ao dispor .
Lá em cima não vi nada de que gostasse .Palavra .Tudo me pareceu monótono ,sem interesse .Tudo silêncio .Até as estrelas estavam caladas. Nem grilos no gri.. gri. Tudo boa gente demais ,para apreciarem a minha companhia. Vi que aquilo não era para mim. “Que sim …eu até já lá teria uns talhões” –e nessa altura, eu ainda nem aturava o ribau ..vê lá tu o que lá terei, agora .Um campo de futebol ,certamente. Mas mesmo com as facilidades de crédito ,não me convenceram.
Lá em baixo ,apareceram coisas ,sem duvida, mais interessantes. Caramba !Daquelas coisas que quanto piores ,são as melhores .Compreendes?
.Mas era tanta a clientela a mostrar os dentes ,que eu estarreci ,só com medo de conviver com aqueles galifões .Que não me importasse ,que quanto a amor era o que por ali havia para dar e vender .Ora vender, eu percebi ;agora dar .Desconfiei de tanta oferta. Acredita que me não impressionei com os apêndices córneos do diabo .Que raio!.. por aqui já eu tinha visto ,bem mais notáveis enfeites ,tipo daqueles enfeitados que sabem, mas não se importam
Voltei então e pedi para me aguentarem mais uns tempitos.
E lá sobrevivi, no meio termo, até hoje. E olha que não estou nada arrependido com a decisão, então tomada .
(…)
Escreves bem, muito bem mesmo –hei-de dar-te uma opinião num destes dias -,mas nem tanto .Já uma conterrâneo tua , escritora como tu ,me tinha vindo com aquela do «Morrer de amor” . Ficção, ou fixação?!..., essa vossa maneira de ver o acontecimento. Ficção por ficção ,eu gosto mais da comparação entre o amor e o fósforo, porque em termos estilísticos tem suporte mais realístico.(não é assim que os críticos dizem ?)
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Agora aquela de que o «mundo só gosta dos pretos pobres» …é notável, porque é mesmo verdade .Se eu fosse o Marcelo , dava-te 20 .Ou mais!
Aladino
quarta-feira, agosto 22, 2007
NO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE MIGUEL TORGA
No Centenário de Torga ,eu, grande e fiel leitor da sua densa produção literária ,poderia, aqui, atamancar algumas palavras sobre este espírito granítico, que antes de ser poeta/prosador, era já um português do mais puro cerne, e que, depois ao sê-lo, manteve intacta a capacidade de o querer ser de todas as maneiras e de todas as formas ,que a escrita lhe permitiu .E nela, pelo caudal impetuoso que brotou da sua pena , ser só isso :– um português preocupado com o seu tempo .
Mas seriam pobres ,descoloridos e insonsos, todos os arremedos que poderia, esforçadamente, ataviar .
Ora se sobre Torga ,tive um amigo –Frederico de Moura -que o conheceu como poucos, desde o tempo em que juntos coçaram as cadeiras da Faculdade de Medicina,em Coimbra ,para se tornarem nos distintos médicos ,que ambos foram .E que sobre Torga escreveu inúmeras vezes –mais do que outro qualquer, creio… - alguns dos mais belos textos de interpretação ,não apenas da beleza e da prodigalidade de humanismo que percorriam a obra do autor ,como a própria essência das motivações -o húmus -,que serviu de alimento à sudação provocada por um trabalho desalmado, inquieto ,viril, apaixonado pela compreensão –mas e também pela exigência – para com os portugueses do« seu tempo», ” na sua humildade sem lhes tapar as suas grandezas”.
Ao transcrever parte de uma das intervenções de Frederico de Moura ,na Homenagem a Miguel Torga ,em 7 de Dezembro de 1958 ,julgo carrear ,de uma só penada ,dois notáveis da cultura portuguesa para o meu despretensioso - mas atento - Blog .
Que os dois mestres da cultura me perdoem, e compreendam, a intenção.
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HOMENAGEM A MIGUEL TORGA
(Discurso de Frederico de Moura na data de colocação da lápide que assinala a casa onde viveu o poeta)
(…)
Quisemos trazer de Trás-os-Montes o granito impoluto para nele inscrever o seu nome. Só para além do Marão encontrámos a pedra que lhe merecesse o nome literário que adoptou. E fizémo-Io para aproveitar um simbolismo que, cremos bem, há-de ser grato ao seu espírito.
Para lá dessa fronteira muralhada está o «Reino Maravilhoso» do Poeta; para lá do Marão está Agarez, estão as fragas desmedidas onde a sua obra abriu caboucos; está o chão saibroso donde a sua raiz mais funda tira a seiva; está a sombra do Negrilho - essa personagem vegetal que vive na sua prosa. Para lá do Marão está uma sepultura, aberta talvez na pedra, onde repousam serenamente os cavadores que foram seus Pais. E sabe-se da fidelidade de Torga ao chão e ao sangue da sua origem - sangue e chão que nunca traiu, nem é capaz de trair.
Da terra desse «Reino Maravilhoso» tem a sua mão tirado a argila para modelar um mundo de gente e de bichos, de árvores e de coisas inanimadas, que através da sua obra têm destilado quer um sangue rutilante e vivo, quer uma seiva espessa resinosa, quer uma linfa cristalina e pura onde o cheiro da leiva vive rescendente.
Do «Reino Maravilhoso» são os cavadores e as bruxas, os negrilhos e as urgueiras, as serras espinhosas e os penedos siderados no ermo; de lá é também o Vicente - esse corvo rebelde que se liberta da Arca e do píncaro duma montanha trava uma luta silenciosa e obstinada com a cólera de Deus. E lá, medram, até, as torgas que lhe enfeitam o nome de Poeta.
E tudo isso - gente, bichos, árvores e pedras - sai da sua mão para ultrapassar as fronteiras de uma limitação em que olhos míopes de regionalismo o tinham confinado, trazendo a humanidade daqueles rústicos duros e terrosos ao bafo duma compreensão universal.
E este é o milagre de que só os grandes Artistas são capazes!
Caminheiro infatigável como um almocreve tem ca1correado este velho Portugal em todos os sentidos, palmilhando estradas reais e caminhos de cabra, atalhos confusos e congostas sombrias, quer à cata dum retábulo numa igrejinha perdida na serra, quer na pista dum utensílio onde a mão do homem tenha deixado uma impressão digital de beleza, para daí sacar um significado expressivo de conduta ou de atitude humana.
Fiel a um patriotismo telúrico - para usar o termo tão da predilecção do Artista - tem sugado desse húmus os glóbulos para as personagens vivas da sua obra; e é sempre com o mesmo respeito contido e sóbrio que acaricia a pedra lavrada ou a cerâmica rústica que topa no seu caminho, fiel ao suor humano que lhe deu origem.
Insaciável pesquisador de motivações não é capaz de se deter no que a paisagem tem de epidérmico e só se satisfaz descendo-lhe à fundura. E se calha deitar a cabeça no «colo dos penedos» é menos para se deixar adormecer num regaço maternal do que para auscultar o coração da terra, ou para lhe formular, em segredo, ao ouvido, as suas perguntas ansiosas que trespassam a crosta do pitoresco para desenterrar o que é verdadeiramente significativo.
Peninsular com raiz e leiva agarrada, é-o escancarado aos rumos mais largos da cultura, sem nunca deixar que ela lhe perverta aquilo que é nuclear, sem nunca consentir que ela lhe toque, mesmo ao de leve, no estrutural da sua individualidade sempre fiel às palavras que um dia deixou escritas numa página do «Diário»:
«Fincar primeiro, com amor e com força, os pés na terra esbraseada da lbéria; e uma vez ela na sensibilidade e no entendimento, olhar então com humana e natural curiosidade para o que se passa do outro lado do muro.»
Pois mercê desta impermeabilidade a tendências e a modismos, Torga deu uma personalidade tão original na nossa literatura que, a mim, não há maneira de me lembrar ninguém, de me sugerir, sequer, o vislumbre duma influência.
Não cumpriria totalmente a minha missão se não deixasse aqui um apontamento, embora fugaz, sobre aquilo que no Poeta há de dignidade e de seriedade na construção da sua obra. Não há em toda ela uma transigência conivente com o fácil e com o circunstancial, porque tudo nela assenta na solidez dum alicerce granítico e incompressível; e nunca qualquer passo foi dado sem pisar um chão pedregoso e difícil que lhe morde os pés e lhos deixa em sangue. Cada lauda que lhe sai da pena traz
o esforço sério e suado do trabalho e, como os cavadores da sua terra, Torga tem pela sua obra o respeito que aqueles têm pelo pão que lavram e mastigam religiosamente - pão esse que eu um dia surpreendi o Poeta a semear, no seu chão de São Martinho de Anta, com um gesto tão solene e ritual, com uma atitude tão digna e compenetrada que tive a sugestão de que o vi semear na brancura do papel as palavras que haviam de amadurecer na seara dum Poema.
Coisa de pouca monta foi aquilo que fizemos para festejar um Poeta. Mas fizemo-lo sem o receio de o confinar, sem medo de o deixar preso à restrição de uma homenagem mesquinha, porque o não é, na medida em que vem desta família que constituímos e não quer ultrapassar esse âmbito. Não há-de ser esta simples lembrança fraternal que vai tirar a vez à homenagem que o grande Artista merece de todos aqueles que amam a beleza e as ideias de solidariedade humana; de todos aqueles que sabem valorizar no homem a seriedade que não cata popularidades fáceis, o trabalho honesto que não se hipoteca a críticas suspeitas, nem se vincula a igrejinhas de elogio mútuo.
Eu por mim, exprimi-me com as raízes enterradas na sinceridade mais descamada de artifícios e interpretando o melhor que me foi possível o sentir dos condiscípulos. De mais a mais, como simples moço de recados que fui do Curso, encarregado de fazer a oferenda, não se me podia exigir muito mais do que fazê-la e dar ao Torga o abraço fraterno de todos nós.
Frederico de Moura
segunda-feira, agosto 20, 2007
A VIDA É ASSIM …
Em «O Ilhavense» , de hoje (20/08), podiam ser lidos os discursos do Srs. Presidentes, da Câmara e dos AMMI ,e o do Director do Museu .
Quando referenciei esses discursos fi-lo de ouvido (que confesse-se é já um pouco duro).Apressei-me a lê-los com atenção ,pois poderia ter de corrigir algo .
Pois bem :- nem uma virgula altero ao que disse .
Duro de ouvido, que não de compreensão.
A vida é assim: umas coisas endurecem outras esmorecem !
------------------------------------------------------------------------------------------------
MAS SE FOSSE AO CONTRÀRIO..
Se eu tivesse jeito para romancista ,escrevia um livro com o título:« A VIDA AO CONTRÁRIO».
Tenho-o todo na cabeça, só que me falta a arte .
O Guião, seria ,mais ou menos ,assim :
Se a vida fosse ao contrário,
..nasceríamos velhos, cheios de sabedoria ,e íríamos percorrendo a estrada ,ficando ao longo da jorna ,cada vez mais novos .Sempre a entender as causas porque deveríamos lutar ;e sempre com mais força para lutar por elas .E até, com mais atrevimento.Porque não haveria razões para as habituais desculpas : Ah! se eu soubesse ....
Os nossos Pais seriam cada vez mais jovens, e quando eles chegassem aos dez anos tomaríamos conta deles com todo o enlevo e carinho, sorrindo a cada gracinha sua. Seríamos os primeiros - e nunca nos entediaríamos com a tarefa – a acorrer para Lhes mudar as fraldas, e ou Lhes dar a papa na boca . Sorriríamos com as suas gracinhas, em vez de nos «chatearmos» com as suas fragilidades.
Os Lares - esse arremesso de velharias !...- fechariam .Porque inúteis na sua função. Velhos seriam os trapos ,pois que os mais idosos seriam os mais os mais novos.
Caminhar-se para a juventude com sabedoria – eliminaria o risco de a viver irresponsavelmente. Quantas vezes melhor, do que se envelhecer responsavelmente .
Quando fizeram a vida ,tal como ela é,
Os deuses deviam estar loucos!
--------------------------------------------------------------------------------------------
DESISTIR DE A VIVER ?..
«O CVCN CONSIDERADO DE UTILIDADE PÚBLICA»
Pois é Sr Presidente .
O senhor fez tudo para que tal nunca acontecesse –pediu, mendigou , pôs os galões em cima da mesa etc. etc..etc .Mas perdeu ,uma vez mais .Ponto final.
Devo repetir-lhe o que uma vez, já lho disse ,frente a frente :
-Comigo perde sempre, pois eu não jogo a feijões…
Contaram-me que «teve de bater palmas» ! Dizem-me que até o fez, parecendo ser sincero .Que elefante correu por esses gorgomilos abaixo !…Puxa !...
Há dias que mais vale não sair de casa.
É por essas e por outras, que os tempos estão perigosos para um tipo ir desta para melhor .
Ainda me obrigava a vir «cá baixo» para o desmentir …e afirmar :
… que não fui ,não sou ,nem nunca quis ser : - Um bom rapaz .
O que me pareceu incrível ,é ter-lhe passado pela cabeça que eu desistiria !...Nunca julguei que o senhor tivesse ,assim ,tão pouca consideração por mim, quando pensou tal !.
Sabe o que é que este caso teve de mais interessante : é que a aprovação do dossier e a proposição de Utilidade Pública ,foi feita ,ainda ,no Governo dos seus pares .
E esta hein?!.....
Só uma pergunta ,se me permite :
E agora acabar com o CVCN para o levar para a Marina ,como vai ser ?!...
ALADINO
Em «O Ilhavense» , de hoje (20/08), podiam ser lidos os discursos do Srs. Presidentes, da Câmara e dos AMMI ,e o do Director do Museu .
Quando referenciei esses discursos fi-lo de ouvido (que confesse-se é já um pouco duro).Apressei-me a lê-los com atenção ,pois poderia ter de corrigir algo .
Pois bem :- nem uma virgula altero ao que disse .
Duro de ouvido, que não de compreensão.
A vida é assim: umas coisas endurecem outras esmorecem !
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MAS SE FOSSE AO CONTRÀRIO..
Se eu tivesse jeito para romancista ,escrevia um livro com o título:« A VIDA AO CONTRÁRIO».
Tenho-o todo na cabeça, só que me falta a arte .
O Guião, seria ,mais ou menos ,assim :
Se a vida fosse ao contrário,
..nasceríamos velhos, cheios de sabedoria ,e íríamos percorrendo a estrada ,ficando ao longo da jorna ,cada vez mais novos .Sempre a entender as causas porque deveríamos lutar ;e sempre com mais força para lutar por elas .E até, com mais atrevimento.Porque não haveria razões para as habituais desculpas : Ah! se eu soubesse ....
Os nossos Pais seriam cada vez mais jovens, e quando eles chegassem aos dez anos tomaríamos conta deles com todo o enlevo e carinho, sorrindo a cada gracinha sua. Seríamos os primeiros - e nunca nos entediaríamos com a tarefa – a acorrer para Lhes mudar as fraldas, e ou Lhes dar a papa na boca . Sorriríamos com as suas gracinhas, em vez de nos «chatearmos» com as suas fragilidades.
Os Lares - esse arremesso de velharias !...- fechariam .Porque inúteis na sua função. Velhos seriam os trapos ,pois que os mais idosos seriam os mais os mais novos.
Caminhar-se para a juventude com sabedoria – eliminaria o risco de a viver irresponsavelmente. Quantas vezes melhor, do que se envelhecer responsavelmente .
Quando fizeram a vida ,tal como ela é,
Os deuses deviam estar loucos!
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DESISTIR DE A VIVER ?..
«O CVCN CONSIDERADO DE UTILIDADE PÚBLICA»
Pois é Sr Presidente .
O senhor fez tudo para que tal nunca acontecesse –pediu, mendigou , pôs os galões em cima da mesa etc. etc..etc .Mas perdeu ,uma vez mais .Ponto final.
Devo repetir-lhe o que uma vez, já lho disse ,frente a frente :
-Comigo perde sempre, pois eu não jogo a feijões…
Contaram-me que «teve de bater palmas» ! Dizem-me que até o fez, parecendo ser sincero .Que elefante correu por esses gorgomilos abaixo !…Puxa !...
Há dias que mais vale não sair de casa.
É por essas e por outras, que os tempos estão perigosos para um tipo ir desta para melhor .
Ainda me obrigava a vir «cá baixo» para o desmentir …e afirmar :
… que não fui ,não sou ,nem nunca quis ser : - Um bom rapaz .
O que me pareceu incrível ,é ter-lhe passado pela cabeça que eu desistiria !...Nunca julguei que o senhor tivesse ,assim ,tão pouca consideração por mim, quando pensou tal !.
Sabe o que é que este caso teve de mais interessante : é que a aprovação do dossier e a proposição de Utilidade Pública ,foi feita ,ainda ,no Governo dos seus pares .
E esta hein?!.....
Só uma pergunta ,se me permite :
E agora acabar com o CVCN para o levar para a Marina ,como vai ser ?!...
ALADINO
terça-feira, agosto 14, 2007
Anfiguri …
Carapau/bacalhau/ e pitáu
O dique foi a pique
O farfalho foi ao alho.
O asno corou de pasmo
O corifeu fez-se ateu.
Comeu o bacalhau
Deu espinhas ao marau.
Falou com cagança
De uma grande vingança
Ninguém o atrapalha
Vai , puxou da navalha.
Falou com vigor
De tudo que for.
Empenhou-se a fundo
A prometer o mundo,
Abanou o chocalho
A um certo bandalho
Que cheio de riso
Mostrou pouco siso.
E disse a debique
Metendo-o a pique,
Cruel vadiagem
Fartai vilanagem.
Tão mau é o termo
Como este Governo.
Mostrando a dentuça
E o pelo na fuça
Prosápia balofa
Em orelha mouca.
Brilhante o dixote
De tão vazio pote.
Imbecil gargalhada
No meio d’ alhada
Plena de manha
Em soez artimanha.
Vazia de tino
Tamanho o cretino
Tão larga é a lauda
Como curta é a cauda
Do infeliz menino
Em feroz desatino,
Cuspindo borrões
Em vãos borbotões
Num tolo escarcéu.
De lhe tirar o chapéu.
Tão tolo e tão mau
Ó grande ribau !
C’a g’ande pitáu
Dá cá bacalhau!
Aladino
Agosto 2007
Carapau/bacalhau/ e pitáu
O dique foi a pique
O farfalho foi ao alho.
O asno corou de pasmo
O corifeu fez-se ateu.
Comeu o bacalhau
Deu espinhas ao marau.
Falou com cagança
De uma grande vingança
Ninguém o atrapalha
Vai , puxou da navalha.
Falou com vigor
De tudo que for.
Empenhou-se a fundo
A prometer o mundo,
Abanou o chocalho
A um certo bandalho
Que cheio de riso
Mostrou pouco siso.
E disse a debique
Metendo-o a pique,
Cruel vadiagem
Fartai vilanagem.
Tão mau é o termo
Como este Governo.
Mostrando a dentuça
E o pelo na fuça
Prosápia balofa
Em orelha mouca.
Brilhante o dixote
De tão vazio pote.
Imbecil gargalhada
No meio d’ alhada
Plena de manha
Em soez artimanha.
Vazia de tino
Tamanho o cretino
Tão larga é a lauda
Como curta é a cauda
Do infeliz menino
Em feroz desatino,
Cuspindo borrões
Em vãos borbotões
Num tolo escarcéu.
De lhe tirar o chapéu.
Tão tolo e tão mau
Ó grande ribau !
C’a g’ande pitáu
Dá cá bacalhau!
Aladino
Agosto 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
VINHO NOVO VERSUS VINHO VELHO
Coisas talvez sem importância para o leitor, mas que me acodem frequentemente ao espírito, são os inolvidáveis momentos passados com meu Pai, camarada de eleição, cúmplice de mil e uma aventuras - foram tantas… tantas.! - numa vivência onde tudo servia para reforçar a aprendizagem do saber que se transmite, e que fizeram de mim homem.
Estranhava eu que meu Pai, um apreciador nato de vinho, com clara e inequívoca queda para um sábio saber de o bem apreciar, desse a sua preferência aos VINHOS NOVOS. Eu na altura elogiava o contrário, e dava comigo a explicar as virtudes de uns e de outros, aos amigos, que confiavam em mim para a escolha do vinho que anualmente engarrafávamos.
-----------------------------------------------------------------------------------------
Hoje, depois de ter apreciado de todas as qualidades um pouco, julgo poder fazer um balanço, ou até ser opinativo, a aconselhar. Apesar de, desde os trinta anos me ter sido proibido de o degustar, desobedeci às ordens e levei - por vezes em excesso (relativo, entenda-se) o copo à boca, ou vice versa.
-------------------------------------------------------------------------------------------
Um VINHO NOVO, é alegre, presta-se a rápidos contactos, exala aromas de um modo muito ténue, e comporta-se com um desejo e pretensão de afirmação, que cativam. Pode ser servido sem requintes do corpete que o atavia : picheira, garrafa, ou até aparado do esguicho, retirado o espiche.
Um VINHO VELHO é sereno, com perfume próprio intenso, muito mais macio aos pontos gustativos do apreciador, exigindo um body bem adaptado para lhe fazer sobressair as (suas ) virtudes, às vezes em inicio de desvanecimento.
Um VINHO NOVO pode ser mal tratado, em voltas sobre voltas, empinanços vistosos, quase posto em shaker, que se não amofina. Aguenta caprichosamente e galhardamente, e até acompanha os volteios sucessivos
Ao contrário um VINHO VELHO, deve ser tratado com todo o jeito, suporta mal movimentos bruscos da mão ao levá-lo à boca, pelo que deve ser sorvido em movimentação doce e subtil, levada a cabo com extrema delicadeza, mas e também subtileza.
O VINHO NOVO tem por vezes, ainda com ele, sabores esquisitos de tanino ; deve, no caso, permitir-se uma boa ventilação, um entretenimento para que repouse no copo e os mesmos se esvaiam. Com jeito, suportando a impaciência, desvanecer-se-ão rapidamente.
Um VINHO NOVO pode beber-se de um só gole ; escorropichado, com sofreguidão, apetecendo no final da degustação, se ele não é novo demais, gritar um satisfeito:- Olé!
Um VINHO VELHO, ao contrário, deve ser sorvido, gole a gole, de um modo suave, deixando espaço entre os goles, para que ele se entretenha a saltar da língua para o palato, para assim se lhe retirar toda a grandiosidade do seu encorpado e licoroso, rubi. No final merecendo um sussurrado :- wonderful.Porque nisto de idade conta o requinte da língua.
Um VINHO NOVO suporta melhor o acompanhamento de qualquer carne, desde que não seja muito gorda. Diz bem com saladas, misturas de várias qualidades, desde que frescas e tenras.
Um VINHO VELHO adapta-se a carnes secas, não muito duras, mas também a carnes suculentas, desde que contida a sua gordura em limites aceitáveis e tolerados.
Um VINHO NOVO corre forte perigo de «marteladas» que lhe retiram frescura e vivacidade. Depois, é mais martelada menos martelada, que nem se dá por tal ser o vinho que já foi, ou podia vir a ser.
Um VINHO VELHO pode já ter dado a volta. Cuidado. Aí não há nada a fazer. Para o saber, deve se lhe tirar ,cheirando-a por baixo. Pelo olfacto, saberás de imediato, se podes provar ou se não vale a pena o esforço do toque.
Um VINHO NOVO, pode dar azias terríveis ; incómodas. De tirar o sono.
O VINHO VELHO raramente o faz ; mas é sempre bom não abusar.
Em resumo :
Só se pode apreciar um vinho, comparando-o.
Assim, mesmo que habitualmente só beba «Barca Velha», deverá uma vez por outra, provar diferente. Saberá se continua a beber o melhor - para se poder babar junto dos amigos - ou se há novas marcas, que justificam, elas também, meter o saca-rolhas.
Em toda e qualquer altura, um Homem que se preze, e que saiba da poda, deve estar sempre pronto - e disposto - a provar do que quer que seja : desde que de boa qualidade.
Todo o bom apreciador não poderá dizer, pois , em consciência e em definitivo, se um VINHO VELHO é melhor do que um VINHO NOVO, ou vice versa. Dirá que ambos são bons, se forem de boa qualidade.
Por isso nunca se deve dizer que deste vinho nunca beberei
ALADINO
Coisas talvez sem importância para o leitor, mas que me acodem frequentemente ao espírito, são os inolvidáveis momentos passados com meu Pai, camarada de eleição, cúmplice de mil e uma aventuras - foram tantas… tantas.! - numa vivência onde tudo servia para reforçar a aprendizagem do saber que se transmite, e que fizeram de mim homem.
Estranhava eu que meu Pai, um apreciador nato de vinho, com clara e inequívoca queda para um sábio saber de o bem apreciar, desse a sua preferência aos VINHOS NOVOS. Eu na altura elogiava o contrário, e dava comigo a explicar as virtudes de uns e de outros, aos amigos, que confiavam em mim para a escolha do vinho que anualmente engarrafávamos.
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Hoje, depois de ter apreciado de todas as qualidades um pouco, julgo poder fazer um balanço, ou até ser opinativo, a aconselhar. Apesar de, desde os trinta anos me ter sido proibido de o degustar, desobedeci às ordens e levei - por vezes em excesso (relativo, entenda-se) o copo à boca, ou vice versa.
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Um VINHO NOVO, é alegre, presta-se a rápidos contactos, exala aromas de um modo muito ténue, e comporta-se com um desejo e pretensão de afirmação, que cativam. Pode ser servido sem requintes do corpete que o atavia : picheira, garrafa, ou até aparado do esguicho, retirado o espiche.
Um VINHO VELHO é sereno, com perfume próprio intenso, muito mais macio aos pontos gustativos do apreciador, exigindo um body bem adaptado para lhe fazer sobressair as (suas ) virtudes, às vezes em inicio de desvanecimento.
Um VINHO NOVO pode ser mal tratado, em voltas sobre voltas, empinanços vistosos, quase posto em shaker, que se não amofina. Aguenta caprichosamente e galhardamente, e até acompanha os volteios sucessivos
Ao contrário um VINHO VELHO, deve ser tratado com todo o jeito, suporta mal movimentos bruscos da mão ao levá-lo à boca, pelo que deve ser sorvido em movimentação doce e subtil, levada a cabo com extrema delicadeza, mas e também subtileza.
O VINHO NOVO tem por vezes, ainda com ele, sabores esquisitos de tanino ; deve, no caso, permitir-se uma boa ventilação, um entretenimento para que repouse no copo e os mesmos se esvaiam. Com jeito, suportando a impaciência, desvanecer-se-ão rapidamente.
Um VINHO NOVO pode beber-se de um só gole ; escorropichado, com sofreguidão, apetecendo no final da degustação, se ele não é novo demais, gritar um satisfeito:- Olé!
Um VINHO VELHO, ao contrário, deve ser sorvido, gole a gole, de um modo suave, deixando espaço entre os goles, para que ele se entretenha a saltar da língua para o palato, para assim se lhe retirar toda a grandiosidade do seu encorpado e licoroso, rubi. No final merecendo um sussurrado :- wonderful.Porque nisto de idade conta o requinte da língua.
Um VINHO NOVO suporta melhor o acompanhamento de qualquer carne, desde que não seja muito gorda. Diz bem com saladas, misturas de várias qualidades, desde que frescas e tenras.
Um VINHO VELHO adapta-se a carnes secas, não muito duras, mas também a carnes suculentas, desde que contida a sua gordura em limites aceitáveis e tolerados.
Um VINHO NOVO corre forte perigo de «marteladas» que lhe retiram frescura e vivacidade. Depois, é mais martelada menos martelada, que nem se dá por tal ser o vinho que já foi, ou podia vir a ser.
Um VINHO VELHO pode já ter dado a volta. Cuidado. Aí não há nada a fazer. Para o saber, deve se lhe tirar ,cheirando-a por baixo. Pelo olfacto, saberás de imediato, se podes provar ou se não vale a pena o esforço do toque.
Um VINHO NOVO, pode dar azias terríveis ; incómodas. De tirar o sono.
O VINHO VELHO raramente o faz ; mas é sempre bom não abusar.
Em resumo :
Só se pode apreciar um vinho, comparando-o.
Assim, mesmo que habitualmente só beba «Barca Velha», deverá uma vez por outra, provar diferente. Saberá se continua a beber o melhor - para se poder babar junto dos amigos - ou se há novas marcas, que justificam, elas também, meter o saca-rolhas.
Em toda e qualquer altura, um Homem que se preze, e que saiba da poda, deve estar sempre pronto - e disposto - a provar do que quer que seja : desde que de boa qualidade.
Todo o bom apreciador não poderá dizer, pois , em consciência e em definitivo, se um VINHO VELHO é melhor do que um VINHO NOVO, ou vice versa. Dirá que ambos são bons, se forem de boa qualidade.
Por isso nunca se deve dizer que deste vinho nunca beberei
ALADINO
domingo, agosto 12, 2007
FINGIDOR…
Perguntou-me se eu também sabia ser UM FINGIDOR. Claro, respondi-Lhe.
-Então mostre-me …
Foi o que tentei….
-----------------------------------------------------------------------------------------------
NA TUA AUSÊNCIA..
O amor é fogo que arde
Quebrado pela tua ausência .
Diz-mo
Quem para o amor tem
Não só a sábia arte,
Mas guarda dele , também,
Voraz, faminta , apetência.
Eu sem de tal saber
Ou de amor, ciência Ter,
Vendo-te assim , longe de mim
Tão longe assim,
Eu creio antes
Coitado !..., pobre de mim,
Que o amor é fogo ao vento
Que fraco apaga ; que forte alenta.
S.F
Agosto 2007
Perguntou-me se eu também sabia ser UM FINGIDOR. Claro, respondi-Lhe.
-Então mostre-me …
Foi o que tentei….
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NA TUA AUSÊNCIA..
O amor é fogo que arde
Quebrado pela tua ausência .
Diz-mo
Quem para o amor tem
Não só a sábia arte,
Mas guarda dele , também,
Voraz, faminta , apetência.
Eu sem de tal saber
Ou de amor, ciência Ter,
Vendo-te assim , longe de mim
Tão longe assim,
Eu creio antes
Coitado !..., pobre de mim,
Que o amor é fogo ao vento
Que fraco apaga ; que forte alenta.
S.F
Agosto 2007
A «ílhava» da diáspora
A exposição «DIÁSPORA dos ílhavos» inclui um modelo que se assume como o de uma «ílhava» ou «varino» da autoria do Cap. Marques da Silva, pessoa por quem, muito embora não seja das minhas relações, tenho enorme consideração, pelos relevantes trabalhos publicados, de entre os quais saliento “Memórias dos Bacalhoeiros - Contribuições para a sua História”, apreciável obra sobre a Faina Maior .
Dele, ainda, ouvi de meu sogro, largos elogios.
-------------------------------------------------------------------------------------------
Esta estória da «ílhava» tem a sua história.
Que não fujo, a contar:
No inicio deste ano fui contactado pelo Director do Museu, desafiando-me a terminar -ou melhor concretizar - a maquetização da «ílhava» que alguém - AML - lhe teria dito, eu andar, há muito tempo, nela envolvido.
A Câmara pagaria a maqueta, se tal não fosse proibitivo. Fiquei de dar uma resposta, pois pretendia-se a «ìlhava» para uma exposição sobre a aventura dos ílhavos no litoral português. A Diáspora de hoje, percebo agora.
Fui consultar os planos que tinha elaborado e, estupefacto, verifiquei que na última limpeza mandada fazer ao computador, alguns desenhos do CAD tinham desaparecido, entre eles, os desenhos da «ílhava». Estive, pois, para me escusar ao pedido.
Mas depois, pensei : se eu tinha sido - porventura - um dos causadores da necessidade de tal exposição - já aqui o expliquei - e porque, admiti, um novo traçado do plano à escala poderia melhorá-lo, atirei-me com ganas a refazer tudo, do princípio ao fim. Apesar de na altura andar envolvido nos últimos retoques do «Ensaio». Numa boa meia dúzia de noites a «ílhava» renasceu no papel. Tal como admiti, melhor do que inicialmente.
Seleccionei o maquetista, pedi preços e apresentei a proposta ao Director : 750 € era o necessário para um modelo à escala 1/27 (para que pudesse servir de comparação com os outros modelos existentes no Museu, todos na referida escala), muito embora, pessoalmente, preferisse uma outra escala.
Recebido o OK do Director, o trabalho começou. Visitas praticamente diárias, acertos, consultas à memória das gentes, pormenorização do interior, estudo do velame e sua funcionalidade e, após dois meses de intenso trabalho, a notável espécime da embarcação histórica, apareceu : bela, inquestionavelmente bela e - o principal ! - contendo diversos indícios que nos permitem reconstituir, com segurança, muitos pormenores da história da Laguna. A «ílhava», vista e analisada ao pormenor, é um repositório de ensinamentos, uma verdadeira peça arqueológica, capaz de nos esclarecer muitas interrogações, até aqui sem resposta .
Apressei-me a levá-la ao Museu, para a entregar. Ali chegado logo me apercebi que algo de embaraçoso se passava. Parece que o subsidio para o pagamento do maquetista já não era possível. Percebi logo o porquê. E todos o perceberão. A saga é longa e mal cheirosa.
Paguei do meu bolso ao modelista - diga-se com muito agrado -, só que a «ílhava» repousa agora entre os modelos que guardo religiosamente em casa.
Não deixei, contudo, de garantir que, mesmo perante o insólito da questão - com elevado e pouco habitual fairplay - que o modelo estaria à disposição do Museu, sempre que dele necessitasse.
Questão encerrada.
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Há pouco tempo (um mês?) numa ocasional ida ao Museu, o seu Director informou-me que o meu modelo não seria preciso para a tal exposição, pois que seria apresentado um outro, executado pelo Cap. Marques da Silva. Tudo bem.
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Tive então agora, a ocasião de estudar o modelo da «ílhava» ou «varino» exposto na «Diáspora».
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Bom foi, que, finalmente e logo no mesmo ano, aparecesse o que se tinha perdido completamente no tempo, um pedaço fundamental da nossa história agora finalmente recuperado. Louvo por isso o Cap. Marques da Silva.
Teço sem qualquer acinte ou outra intenção, que não a do rigor, alguns reparos ao seu excelente labor (se mos permite).
Estudei profundamente tudo quanto, julgo, haver sobre tal embarcação ; juntei-lhe as informações orais, preciosas, que ouvi do meu Pai e desse excelente amigo Dr. Frederico de Moura, com quem por diversas vezes discuti o assunto. Ensaiei com a ajuda das novas tecnologias, possíveis soluções de racionalidade de formas e funções da bateira, e por isso, julgo estar em condições de levantar as seguintes questões:
1- Tenho para mim, que a forma do terço anterior da «ílhava» não era bem como a apresenta o Cap. Marques da Silva mas a de um outro tipo de barco, utilizado por outras gentes. Facto não muito importante. Mas a «ílhava» era superiormente elegante nesse particular, pormenor que a distinguia de todas as outras. Quiçá, mais elegante do que o Moliceiro, que nela se inspirou.
2- A «ílhava» usava seis remadores ao remo (que não é minimamente o do tipo mostrado pelo modelo de M .da S.) e três ao cambão. Isso exigiria uma posição de remar muito típica, que mais tarde foi utilizada nos meia lua. Por isso o seu interior teria que ter uma lógica funcional especial, dada a dimensão da boca.
3- O velame de pendão era completamente diferente (eu concluí tal) do apresentado por M. da S. O velame da «ílhava» servia apenas para as popas, era baixo (2,5-3 vezes a boca) o envergue muito longo (3,5 vezes a boca), trabalhando sem calcador, prendendo à amura de barlavento aquando da popada cheia. O encosto do envergue ao mastro, era feito a 1/3 do extremo anterior daquele, o que permitiria uma armação quase como se tratasse dum pano redondo. Sem valuma, bolinão ou esteira -de afinação - mas com rizos, a vela incipiente da «ílhava», foi a clara antecessora da vela do Moliceiro. Neste com uma função vélica muito diferente, superiormente evoluída, adaptada a bolinas cerradas.
4- A borda da «ìlhava» era forte, para fixar o calão, e não, como a de simples bateira da ria. A «ílhava» foi usada como bateira do mar, trabalhando na sua pancada, quando antecedeu o meia lua das Artes. Por isso, tinha de ser forte e com pontal muito superior ao Moliceiro.
Um curioso exercício, é permitido facilmente com o computador : retirada a proa da «ílhava», rodada de determinado ângulo, ela encaixa soberanamente no meia lua da mesma escala.
Fiz estes reparos ao modelo do Cap.Marques da Silva, como ele fará outros tantos - ou mais ! - reparos ao meu modelo.o QUE SÓ LHE AGRDECEREI.
Pena que não pudessem ter sido exibidos juntos.
Talvez um dia ! Num outro tempo, em que a cegueira tenha arranjado oftalmologista capaz.
SENOS DA FONSECA
Agosto/2007
A exposição «DIÁSPORA dos ílhavos» inclui um modelo que se assume como o de uma «ílhava» ou «varino» da autoria do Cap. Marques da Silva, pessoa por quem, muito embora não seja das minhas relações, tenho enorme consideração, pelos relevantes trabalhos publicados, de entre os quais saliento “Memórias dos Bacalhoeiros - Contribuições para a sua História”, apreciável obra sobre a Faina Maior .
Dele, ainda, ouvi de meu sogro, largos elogios.
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Esta estória da «ílhava» tem a sua história.
Que não fujo, a contar:
No inicio deste ano fui contactado pelo Director do Museu, desafiando-me a terminar -ou melhor concretizar - a maquetização da «ílhava» que alguém - AML - lhe teria dito, eu andar, há muito tempo, nela envolvido.
A Câmara pagaria a maqueta, se tal não fosse proibitivo. Fiquei de dar uma resposta, pois pretendia-se a «ìlhava» para uma exposição sobre a aventura dos ílhavos no litoral português. A Diáspora de hoje, percebo agora.
Fui consultar os planos que tinha elaborado e, estupefacto, verifiquei que na última limpeza mandada fazer ao computador, alguns desenhos do CAD tinham desaparecido, entre eles, os desenhos da «ílhava». Estive, pois, para me escusar ao pedido.
Mas depois, pensei : se eu tinha sido - porventura - um dos causadores da necessidade de tal exposição - já aqui o expliquei - e porque, admiti, um novo traçado do plano à escala poderia melhorá-lo, atirei-me com ganas a refazer tudo, do princípio ao fim. Apesar de na altura andar envolvido nos últimos retoques do «Ensaio». Numa boa meia dúzia de noites a «ílhava» renasceu no papel. Tal como admiti, melhor do que inicialmente.
Seleccionei o maquetista, pedi preços e apresentei a proposta ao Director : 750 € era o necessário para um modelo à escala 1/27 (para que pudesse servir de comparação com os outros modelos existentes no Museu, todos na referida escala), muito embora, pessoalmente, preferisse uma outra escala.
Recebido o OK do Director, o trabalho começou. Visitas praticamente diárias, acertos, consultas à memória das gentes, pormenorização do interior, estudo do velame e sua funcionalidade e, após dois meses de intenso trabalho, a notável espécime da embarcação histórica, apareceu : bela, inquestionavelmente bela e - o principal ! - contendo diversos indícios que nos permitem reconstituir, com segurança, muitos pormenores da história da Laguna. A «ílhava», vista e analisada ao pormenor, é um repositório de ensinamentos, uma verdadeira peça arqueológica, capaz de nos esclarecer muitas interrogações, até aqui sem resposta .
Apressei-me a levá-la ao Museu, para a entregar. Ali chegado logo me apercebi que algo de embaraçoso se passava. Parece que o subsidio para o pagamento do maquetista já não era possível. Percebi logo o porquê. E todos o perceberão. A saga é longa e mal cheirosa.
Paguei do meu bolso ao modelista - diga-se com muito agrado -, só que a «ílhava» repousa agora entre os modelos que guardo religiosamente em casa.
Não deixei, contudo, de garantir que, mesmo perante o insólito da questão - com elevado e pouco habitual fairplay - que o modelo estaria à disposição do Museu, sempre que dele necessitasse.
Questão encerrada.
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Há pouco tempo (um mês?) numa ocasional ida ao Museu, o seu Director informou-me que o meu modelo não seria preciso para a tal exposição, pois que seria apresentado um outro, executado pelo Cap. Marques da Silva. Tudo bem.
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Tive então agora, a ocasião de estudar o modelo da «ílhava» ou «varino» exposto na «Diáspora».
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Bom foi, que, finalmente e logo no mesmo ano, aparecesse o que se tinha perdido completamente no tempo, um pedaço fundamental da nossa história agora finalmente recuperado. Louvo por isso o Cap. Marques da Silva.
Teço sem qualquer acinte ou outra intenção, que não a do rigor, alguns reparos ao seu excelente labor (se mos permite).
Estudei profundamente tudo quanto, julgo, haver sobre tal embarcação ; juntei-lhe as informações orais, preciosas, que ouvi do meu Pai e desse excelente amigo Dr. Frederico de Moura, com quem por diversas vezes discuti o assunto. Ensaiei com a ajuda das novas tecnologias, possíveis soluções de racionalidade de formas e funções da bateira, e por isso, julgo estar em condições de levantar as seguintes questões:
1- Tenho para mim, que a forma do terço anterior da «ílhava» não era bem como a apresenta o Cap. Marques da Silva mas a de um outro tipo de barco, utilizado por outras gentes. Facto não muito importante. Mas a «ílhava» era superiormente elegante nesse particular, pormenor que a distinguia de todas as outras. Quiçá, mais elegante do que o Moliceiro, que nela se inspirou.
2- A «ílhava» usava seis remadores ao remo (que não é minimamente o do tipo mostrado pelo modelo de M .da S.) e três ao cambão. Isso exigiria uma posição de remar muito típica, que mais tarde foi utilizada nos meia lua. Por isso o seu interior teria que ter uma lógica funcional especial, dada a dimensão da boca.
3- O velame de pendão era completamente diferente (eu concluí tal) do apresentado por M. da S. O velame da «ílhava» servia apenas para as popas, era baixo (2,5-3 vezes a boca) o envergue muito longo (3,5 vezes a boca), trabalhando sem calcador, prendendo à amura de barlavento aquando da popada cheia. O encosto do envergue ao mastro, era feito a 1/3 do extremo anterior daquele, o que permitiria uma armação quase como se tratasse dum pano redondo. Sem valuma, bolinão ou esteira -de afinação - mas com rizos, a vela incipiente da «ílhava», foi a clara antecessora da vela do Moliceiro. Neste com uma função vélica muito diferente, superiormente evoluída, adaptada a bolinas cerradas.
4- A borda da «ìlhava» era forte, para fixar o calão, e não, como a de simples bateira da ria. A «ílhava» foi usada como bateira do mar, trabalhando na sua pancada, quando antecedeu o meia lua das Artes. Por isso, tinha de ser forte e com pontal muito superior ao Moliceiro.
Um curioso exercício, é permitido facilmente com o computador : retirada a proa da «ílhava», rodada de determinado ângulo, ela encaixa soberanamente no meia lua da mesma escala.
Fiz estes reparos ao modelo do Cap.Marques da Silva, como ele fará outros tantos - ou mais ! - reparos ao meu modelo.o QUE SÓ LHE AGRDECEREI.
Pena que não pudessem ter sido exibidos juntos.
Talvez um dia ! Num outro tempo, em que a cegueira tenha arranjado oftalmologista capaz.
SENOS DA FONSECA
Agosto/2007
A Diáspora dos «ílhavos»
Desde já ,e em definitivo, mesmo que o titulo prometesse muito e o concretizado ficasse muito além do desejável ,a atitude é ,em todos os casos ,de enaltecer .Pontapé de saída para mais altos voos .Se…
70 Anos do Museu
1- O discurso de Álvaro Garrido, bem construído e melhor transmitido ,deixa, por isso –porque foi pensado - várias interrogações .
Terá o actual Director do Museu uma ideia clara sobre a necessidade de não funalizar demasiadamente a sua figura e acção ,face á necessidade de ser apenas, mais um ,do grupo ,mas não de todo o «argonauta» que parece ter descoberto «o inconhecido»?
Começa a instalar-se no meu espírito a duvida .
Tiques, ou assumido posicionamento ?
Distinguirmo-nos é um direito .Mesmo se pelo lado errado .Mas não pelas palavras ,por mais bonitas que sejam. Mas sim pela humildade de, reconhecendo o que os outros fizeram ,pretendermos fazer melhor .E fazê-lo …não dizê-lo .
Há coisas muito positivas na acção do Director. Mas por vezes dá-me a ideia de um certo deslumbramento –que alguns desejam aproveitar -parecendo mais preocupado com a sua afirmação pessoal ,do que em dar resposta e sentido à integração do Museu na comunidade local.
Cosmopolitismo ?
Seja…
2- O discurso do Presidente dos Amigos do Museu ,lança algumas pistas preocupantes .
Só que eu ainda não percebo - de todo !-o peso institucional deste grupo. Eu – filho de um dos primeiros presidentes do mesmo –contínuo a não perceber -bem -, o que é o folclore deste tipo de agrupamentos ,que pouco ou nada reivindicam do seu peso histórico. E a quem ,ao que parece, só distinguem por enfado.É nítido .A questão da sustentabilidade do Museu ,deveria ser escalpelizada ,senão ,qualquer dia, temos por aí um Berardo, ou quando muito um «Irmão dos Cavacos» a gerir o Museu E uma coisa é ser amigo do Museu ;outra ser amigo –ou só conhecido- do «Berardo…»
Na cisão do Museu com o passado , qual foi a responsabilidade da A.M.I?
–gostaria de o saber ….
3- O discurso do Presidente da Câmara ,foi patético ,ao enviesar para um comício de propaganda politica ,já com alvo definido para 2013. Ele o disse e assumiu.
Teve dois pontos indeléveis
3-1- É inquestionável –disse !- o erro dos que pretendiam que o Museu não estivesse ali ,mas noutro local.
É profundamente estranho que um individuo que se assina – ainda que só! - com formação de engenheiro ,tenha esta estranha leveza do ser sobre o Q.E.D.
Ora eu penso claramente o contrário:- Foi um clamoroso erro ,construir, ali, o Museu .Um erro crasso !.Uma oportunidade falhada.
Porquê?
Porque todos os centros que têm a felicidade de possuir espelhos de água perto ,levaram para junto deles –ou até os puseram sobre eles – os Museus de cariz marítimo .Raios !...,se o não fizessem ,então mais valia fazerem-no na Serra da Estrela ,nas Alpes ou nos Himalaias, e lá colocarem um óculo para ver o mar por um canudo.
A vacuidade da afirmação ,é pois, atrevida .
Um dia a asneira em Ílhavo , será corrigida ,não tenho sobre isso a mais pequena duvida. Quando o tempo chegar .Porque ao contrário do que foi dito ,o Tempo ,ainda não chegou ao Museu.
Entende Sr Presidente?
3-2- O cosmopolitismo –versus provincianismo - se é traduzido por actos como aquele da compra do «lenço» de Júlio Pomar :
-Vou ali e já venho.
3-3- Aquele «aviso» misturado na trapalhada da golfada das palavras sem nexo ,pareceu indiciar o caminho da privatização do Museu .Eu assim o pareci entender .Seria mesmo isso? Vender a cultura aos retalhos? O caspité do Presidente ,que disse por isso ter tomado as rédeas do Pelouro da Cultura ,é delirante.Habituado a vender, se preciso for, a alma ao diabo, não me espanta.
Mas , tudo bem, adiante …até 2013…
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Propriamente a Diáspora
Com pompa e circunstância ,foi aberta a «Diáspora» .Verdadeira caixa de Pandora ,se esmiuçada …
Uma primeira visita à mesma , serviu-me para estrito gozo pessoal, apreciando-a sem olhos críticos . .Não sei ao certo , mas havia ali algo de conivência .Gozei a sensação, deliciado .Sorvendo-a, sem lhe tomar o paladar.
Voltei então segunda vez , agora para lhe conhecer «o toque» .
Vejamos :
1- É claro ,é evidente -só um ceguinho não vê, mas sente-o - que a tacanhez da única sala de exposições periódicas do Museu , demonstra clara e inequivocamente ,o desajuste funcional do projecto do Museu. A Arquitectura do Museu pode ser boa (?!) ; funcionalmente a resposta ao caderno de encargos , é um desastre .Mesmo numa pouco ambiciosa e limitada exposição ,as coisas atropelam-se, e tem de se ter ginástica para lobrigar as legendas para navegar sem encalhar nas peças.
Serei excessivo se disser que o anterior Museu do Arq. Quininha, era, até, mais funcional ?!.
Muito embora a diferença no tempo não exija comparações no estilo. De La Palisse .
2- Não entendo -e não desejava lobrigar - alguma falta de rigor que detectei na exposição , evidente no conteúdo ,e até grave, em omissões evitáveis. Em Ílhavo – refiro-me por exemplo a Ana Maria Lopes –haveria pessoas capazes de as repor no cardápio .Isto de capelinhas não conduz a nada de bom .Investigar não é ler .É acima de tudo exercer juízos de valor entre o essencial e o acessório ,para relevar aquele . A exposição contém muitos pecadilhos originais e nada releva de novo, perdendo-se por omissão o mais importante : a dimensão da saga .Sob o ponto de vista do enquadramento humano .Falta lá a gente!....
Mas um grande passo .Que apreciei e aplaudo ,no geral .E isso é o mais importante, diga-se o que se disser.
Felicito, pois , todos os que deram o seu melhor para no-la oferecer.
Está ou não ali esboçada uma história de« um irredutível povo da beira mar que só tinha medo que o céu se zangasse »?!...
E serei ofensivo se perguntar :
quando é que esta parte tão importante da nossa história colectiva, é definitivamente integrada no Museu –como ? ,quando ? aonde ?.
Ou será que aquilo serviu ,para só e apenas, tapar o Sol com a peneira.?..
Não ouvi nenhum sinal que me tranquilizasse.
E eu gostaria que finalmente se começasse :
«ERA UMA VEZ ….»,
em vez de se insistir em contar, apenas –e só -, o epílogo da mesma.
Aladino
Desde já ,e em definitivo, mesmo que o titulo prometesse muito e o concretizado ficasse muito além do desejável ,a atitude é ,em todos os casos ,de enaltecer .Pontapé de saída para mais altos voos .Se…
70 Anos do Museu
1- O discurso de Álvaro Garrido, bem construído e melhor transmitido ,deixa, por isso –porque foi pensado - várias interrogações .
Terá o actual Director do Museu uma ideia clara sobre a necessidade de não funalizar demasiadamente a sua figura e acção ,face á necessidade de ser apenas, mais um ,do grupo ,mas não de todo o «argonauta» que parece ter descoberto «o inconhecido»?
Começa a instalar-se no meu espírito a duvida .
Tiques, ou assumido posicionamento ?
Distinguirmo-nos é um direito .Mesmo se pelo lado errado .Mas não pelas palavras ,por mais bonitas que sejam. Mas sim pela humildade de, reconhecendo o que os outros fizeram ,pretendermos fazer melhor .E fazê-lo …não dizê-lo .
Há coisas muito positivas na acção do Director. Mas por vezes dá-me a ideia de um certo deslumbramento –que alguns desejam aproveitar -parecendo mais preocupado com a sua afirmação pessoal ,do que em dar resposta e sentido à integração do Museu na comunidade local.
Cosmopolitismo ?
Seja…
2- O discurso do Presidente dos Amigos do Museu ,lança algumas pistas preocupantes .
Só que eu ainda não percebo - de todo !-o peso institucional deste grupo. Eu – filho de um dos primeiros presidentes do mesmo –contínuo a não perceber -bem -, o que é o folclore deste tipo de agrupamentos ,que pouco ou nada reivindicam do seu peso histórico. E a quem ,ao que parece, só distinguem por enfado.É nítido .A questão da sustentabilidade do Museu ,deveria ser escalpelizada ,senão ,qualquer dia, temos por aí um Berardo, ou quando muito um «Irmão dos Cavacos» a gerir o Museu E uma coisa é ser amigo do Museu ;outra ser amigo –ou só conhecido- do «Berardo…»
Na cisão do Museu com o passado , qual foi a responsabilidade da A.M.I?
–gostaria de o saber ….
3- O discurso do Presidente da Câmara ,foi patético ,ao enviesar para um comício de propaganda politica ,já com alvo definido para 2013. Ele o disse e assumiu.
Teve dois pontos indeléveis
3-1- É inquestionável –disse !- o erro dos que pretendiam que o Museu não estivesse ali ,mas noutro local.
É profundamente estranho que um individuo que se assina – ainda que só! - com formação de engenheiro ,tenha esta estranha leveza do ser sobre o Q.E.D.
Ora eu penso claramente o contrário:- Foi um clamoroso erro ,construir, ali, o Museu .Um erro crasso !.Uma oportunidade falhada.
Porquê?
Porque todos os centros que têm a felicidade de possuir espelhos de água perto ,levaram para junto deles –ou até os puseram sobre eles – os Museus de cariz marítimo .Raios !...,se o não fizessem ,então mais valia fazerem-no na Serra da Estrela ,nas Alpes ou nos Himalaias, e lá colocarem um óculo para ver o mar por um canudo.
A vacuidade da afirmação ,é pois, atrevida .
Um dia a asneira em Ílhavo , será corrigida ,não tenho sobre isso a mais pequena duvida. Quando o tempo chegar .Porque ao contrário do que foi dito ,o Tempo ,ainda não chegou ao Museu.
Entende Sr Presidente?
3-2- O cosmopolitismo –versus provincianismo - se é traduzido por actos como aquele da compra do «lenço» de Júlio Pomar :
-Vou ali e já venho.
3-3- Aquele «aviso» misturado na trapalhada da golfada das palavras sem nexo ,pareceu indiciar o caminho da privatização do Museu .Eu assim o pareci entender .Seria mesmo isso? Vender a cultura aos retalhos? O caspité do Presidente ,que disse por isso ter tomado as rédeas do Pelouro da Cultura ,é delirante.Habituado a vender, se preciso for, a alma ao diabo, não me espanta.
Mas , tudo bem, adiante …até 2013…
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Propriamente a Diáspora
Com pompa e circunstância ,foi aberta a «Diáspora» .Verdadeira caixa de Pandora ,se esmiuçada …
Uma primeira visita à mesma , serviu-me para estrito gozo pessoal, apreciando-a sem olhos críticos . .Não sei ao certo , mas havia ali algo de conivência .Gozei a sensação, deliciado .Sorvendo-a, sem lhe tomar o paladar.
Voltei então segunda vez , agora para lhe conhecer «o toque» .
Vejamos :
1- É claro ,é evidente -só um ceguinho não vê, mas sente-o - que a tacanhez da única sala de exposições periódicas do Museu , demonstra clara e inequivocamente ,o desajuste funcional do projecto do Museu. A Arquitectura do Museu pode ser boa (?!) ; funcionalmente a resposta ao caderno de encargos , é um desastre .Mesmo numa pouco ambiciosa e limitada exposição ,as coisas atropelam-se, e tem de se ter ginástica para lobrigar as legendas para navegar sem encalhar nas peças.
Serei excessivo se disser que o anterior Museu do Arq. Quininha, era, até, mais funcional ?!.
Muito embora a diferença no tempo não exija comparações no estilo. De La Palisse .
2- Não entendo -e não desejava lobrigar - alguma falta de rigor que detectei na exposição , evidente no conteúdo ,e até grave, em omissões evitáveis. Em Ílhavo – refiro-me por exemplo a Ana Maria Lopes –haveria pessoas capazes de as repor no cardápio .Isto de capelinhas não conduz a nada de bom .Investigar não é ler .É acima de tudo exercer juízos de valor entre o essencial e o acessório ,para relevar aquele . A exposição contém muitos pecadilhos originais e nada releva de novo, perdendo-se por omissão o mais importante : a dimensão da saga .Sob o ponto de vista do enquadramento humano .Falta lá a gente!....
Mas um grande passo .Que apreciei e aplaudo ,no geral .E isso é o mais importante, diga-se o que se disser.
Felicito, pois , todos os que deram o seu melhor para no-la oferecer.
Está ou não ali esboçada uma história de« um irredutível povo da beira mar que só tinha medo que o céu se zangasse »?!...
E serei ofensivo se perguntar :
quando é que esta parte tão importante da nossa história colectiva, é definitivamente integrada no Museu –como ? ,quando ? aonde ?.
Ou será que aquilo serviu ,para só e apenas, tapar o Sol com a peneira.?..
Não ouvi nenhum sinal que me tranquilizasse.
E eu gostaria que finalmente se começasse :
«ERA UMA VEZ ….»,
em vez de se insistir em contar, apenas –e só -, o epílogo da mesma.
Aladino
quinta-feira, agosto 09, 2007
FAINA MAIOR
Agora é tarde .
Outros contam a história que escreveste
E chamam-lhe sua .
E Tu que calçavas as botas e cerravas os punhos
Marinheiro que o sonho abençoara
E partias depois de beijar teu filho,
Ficas a ouvir a história das «estórias» que lhe escrevias
Que não falam da tua inquietação, de então
Terão pão?
E não falam do teu sofrimento, no momento ,
Terão alimento ?
E não falam da tua alienação quando em vão
Andavas,sózinho, perdido na imensidão.
Ninguém explica a dor sombria que então sentias
Naquele lugre carregado de medos ,
Sabia -se lá se haveria humanos regressos ?!
É por isso que clamo pela tua presença
Queria reunir os destroços que sobraram
E dizer aos contadores da tua história imensa
Que era o medo quem fazia os heróis
E toda essa imensidão de bravos,
Que sonhavam, sofriam e choravam
Só para que os seus filhos não fossem,
Eles também,
Os novos escravos…
Senos da Fonseca
Agosto 2007
Agora é tarde .
Outros contam a história que escreveste
E chamam-lhe sua .
E Tu que calçavas as botas e cerravas os punhos
Marinheiro que o sonho abençoara
E partias depois de beijar teu filho,
Ficas a ouvir a história das «estórias» que lhe escrevias
Que não falam da tua inquietação, de então
Terão pão?
E não falam do teu sofrimento, no momento ,
Terão alimento ?
E não falam da tua alienação quando em vão
Andavas,sózinho, perdido na imensidão.
Ninguém explica a dor sombria que então sentias
Naquele lugre carregado de medos ,
Sabia -se lá se haveria humanos regressos ?!
É por isso que clamo pela tua presença
Queria reunir os destroços que sobraram
E dizer aos contadores da tua história imensa
Que era o medo quem fazia os heróis
E toda essa imensidão de bravos,
Que sonhavam, sofriam e choravam
Só para que os seus filhos não fossem,
Eles também,
Os novos escravos…
Senos da Fonseca
Agosto 2007
segunda-feira, julho 23, 2007
«FUÇANGUISSE» ….JÀ !...
O País ,di-lo a Estatística ,corre o risco de extinção por não se fazerem meninos .
O Estado resolveu incentivar a «produtividade » dos portugueses, estabelecendo um prémio ,mesmo antes que os meninos dêem o berro do costume .A isto chama-se ter confiança no produto.
Passadas as férias,em Setembro ,mãos (?!) à obra.
Imaginemos o discurso do nosso Primeiro, a anunciar a medida
-----------------------------------------------------------------------------------------
Portugueses !
É chegada a hora. Agora é que vamos tirar meças à Vossa glosada – ou gulosa?- capacidade (olhai que para tal hora , mesmo as «pequeninas» ,também servem ).É num momento como o de hoje, em que a Pátria vos pede a suprema demonstração da Vossa apregoada, incensada e glorificada virilidade efectiva –que os números parecem querer desmentir insinuando a Vossa pouca adesão ao acto -,que se avalia quem está com Ela ,ou contra Ela. Todos!..., seremos ( ainda) poucos ,para dar (O) corpo a esta ciclópica tarefa. Se necessário dai bom acolhimento aos imigrantes para tão patriótica tarefa.
Portugueses e Portuguesas…
F….
A hora é a de salvar a pátria em vias de extinção, gerada pelo Vosso pouco empenho na «fuçanguisse com as V patroas», constatado nos últimos anos .
A bandalheira politica ,os Reallity Shows da TVI , o Sporting e o Benfica , o « Orelhas» e «o «Pintinho» ,não Vos podem distrair da V. obrigação .Do Portas não espereis exemplo algum.É só fumaça .Quanto ao «baixinho»:-atenção ! .. a brincadeira não é para meninos, e as pedófilas andam por aí .Com o Jerónimo ,tende cuidado ,que ele é daqueles que comem criancinhas ao pequeno almoço, e lá se vai o V. esforço. Esquecei o exemplo da Carolina ,que só quis brincadeira ,mudando de enxerga para enxerga em marmelada alternada, e depois ainda se queixou que a falta era de « galo» (que era só «pintinho»).
Agora ,nesta hora de transcendente importância , a Pátria não vos pede brincadeira ,mas exige empenho ,suor, ranho e baba , para a suprema tarefa de fazer meninos .Olhai que a Pátria Vos vai pagar para tal . A cambalhota, a partir de hoje ,deixa de ser considerada brincadeira ,decretada que é ,ser um dever patriótico .
Quem não os fizer por não se «astrever» ou por falta de comparência ao desafio , será deportado para a Madeira .Aqui não serão vocês – os mouros ! - a F…
Será o Jardim que vos F…
Boa noite a todos …
E vamos à vidinha …que são horas da deita.
Aqui , todos os « canudos» serão poucos, para salvação da Pátria…
«Canudos» , erguei -Vos! .... .
A Pátria Vos contempla e Vos agradece (e Vos paga )…
Aladino
O País ,di-lo a Estatística ,corre o risco de extinção por não se fazerem meninos .
O Estado resolveu incentivar a «produtividade » dos portugueses, estabelecendo um prémio ,mesmo antes que os meninos dêem o berro do costume .A isto chama-se ter confiança no produto.
Passadas as férias,em Setembro ,mãos (?!) à obra.
Imaginemos o discurso do nosso Primeiro, a anunciar a medida
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Portugueses !
É chegada a hora. Agora é que vamos tirar meças à Vossa glosada – ou gulosa?- capacidade (olhai que para tal hora , mesmo as «pequeninas» ,também servem ).É num momento como o de hoje, em que a Pátria vos pede a suprema demonstração da Vossa apregoada, incensada e glorificada virilidade efectiva –que os números parecem querer desmentir insinuando a Vossa pouca adesão ao acto -,que se avalia quem está com Ela ,ou contra Ela. Todos!..., seremos ( ainda) poucos ,para dar (O) corpo a esta ciclópica tarefa. Se necessário dai bom acolhimento aos imigrantes para tão patriótica tarefa.
Portugueses e Portuguesas…
F….
A hora é a de salvar a pátria em vias de extinção, gerada pelo Vosso pouco empenho na «fuçanguisse com as V patroas», constatado nos últimos anos .
A bandalheira politica ,os Reallity Shows da TVI , o Sporting e o Benfica , o « Orelhas» e «o «Pintinho» ,não Vos podem distrair da V. obrigação .Do Portas não espereis exemplo algum.É só fumaça .Quanto ao «baixinho»:-atenção ! .. a brincadeira não é para meninos, e as pedófilas andam por aí .Com o Jerónimo ,tende cuidado ,que ele é daqueles que comem criancinhas ao pequeno almoço, e lá se vai o V. esforço. Esquecei o exemplo da Carolina ,que só quis brincadeira ,mudando de enxerga para enxerga em marmelada alternada, e depois ainda se queixou que a falta era de « galo» (que era só «pintinho»).
Agora ,nesta hora de transcendente importância , a Pátria não vos pede brincadeira ,mas exige empenho ,suor, ranho e baba , para a suprema tarefa de fazer meninos .Olhai que a Pátria Vos vai pagar para tal . A cambalhota, a partir de hoje ,deixa de ser considerada brincadeira ,decretada que é ,ser um dever patriótico .
Quem não os fizer por não se «astrever» ou por falta de comparência ao desafio , será deportado para a Madeira .Aqui não serão vocês – os mouros ! - a F…
Será o Jardim que vos F…
Boa noite a todos …
E vamos à vidinha …que são horas da deita.
Aqui , todos os « canudos» serão poucos, para salvação da Pátria…
«Canudos» , erguei -Vos! .... .
A Pátria Vos contempla e Vos agradece (e Vos paga )…
Aladino
A ANEDOTA da sillicon-season
O Correio da Manhã, noticia que Ribau Esteves vai ser o concorrente de Marques Mendes , nas directas do PSD ,em Setembro .
Este Ribau só «briga» com os pequenitos….
A saga segue em frente - como o disse várias vezes, aqui- ,até que :
-Mãe sou, finalmente !.., Ministro»….
Oxalá fosse já amanhã ,para ver se Ílhavo acorda do pesadelo.
--------------------------------------------------------------------------------------------O MUSEU DOS «ílhavos» EM FESTA
... E EU TAMBÉM
A Comunicação Social, local ,traz hoje largas referências á próxima iniciativa do Museu ,na comemoração dos seus setenta anos .
E refere o Museu como «o Museu dos ílhavos ».
Anunciando –finalmente !- uma exposição sobre a notável saga migratória daquelas gentes ,ao longo de litoral português .
O «Ílhavo - Ensaio Monográfico» (q.e.d.) está, pois, mais que justificado .Valeu a pena. Há um ano que se começou a intuir -ainda que uns assobiassem para o ar -,que um dia se iria perceber que :
- O REI VAI NÚ…
e com isso,significar que há contas a acertar nos fins e objectivos traçados para o actual Museu ,que tem dado uma imagem redutora da história dos «ílhavos» ( vidè Blog- 2006, de 20 de Outubro)
O Director daquele tem- com humildade-, de perceber que ao contrário do que por vezes–erradamente - pensa , tudo já existia antes dele aparecer em cena ,e que lhe cumpre ,isso sim ,propor novos caminhos por onde Museu possa mostrar nova oferta cultural, mais diversificado , retirando-lhe a carga exagerada da uma «unicidade» redutora.Entenda-se,contudo, de que, pelo menos no sentido de abertura do Museu ao exterior, o seu trabalho tem sido meritório .E ,sem duvida ,também o tem sido numa certa organização documental que, de facto,tardava em aparecer
..................................................................................................................................................................
Que bonito esta recuperação do termo «os ílhavos»!(custou ,mas foi!...) . Se todos intuíssemos o que essa designação significa ,tenho a certeza de que um dia haveríamos de encontrar novo desígnio.Lá iremos …
--------------------------------------------------------------------------------------------ÁGUA MOLE….
Por me parecer importante, recordo, aqui, a carta que enviei em Outubro de 2006,ao director do Museu:
…………………………………………………………………………………………….
Caro Director :
Tive a oportunidade de ouvir, hoje, a sua intervenção na Rádio Terra Nova .Desde já lhe digo com franqueza que gostei : muito bem estruturada ,servida por uma explicação convincente, sabendo claramente a vereda por onde quer prosseguir .Optando ,o que é uma imensa - para mim -, inquestionável virtude .
Descortinei durante a mesma que, eventualmente, poderia estar englobado numa citação feita “aos que discordam “ do actual trilho planificado para o futuro do Museu .Não é verdade ; não estou nesse grupo .
Há uma lamentável confusão que, por mais que tente, não tenho conseguido evitar. Por incapacidade minha -certamente – não tenho conseguido fazer passar a mensagem do que penso e, verifico amiúde, citações que estão desconformes com o meu pensamento .No sentido de esclarecer,
1) Aprecio -e já por diversas vezes tive ocasião de me manifestar nesse sentido -o seu louvável trabalho (e empenhamento) à frente do Museu que Lhe entregaram para dirigir .Julgo que o tem feito muito bem, de uma forma muito competente, e até, com raro sentido por vezes ausente nos académicos para, de um modo objectivo, descer do estrado e aplicar os conhecimentos, à prática . .
2) Quando lamento a imagem redutora da politica cultural desta terra, não me refiro a qualquer culpa ou ausência do Museu (ou do seu Director ) na sua concretização , outrossim, na omissão de outras entidades ; leia-se promotor cultural (Câmara ) ,agentes institucionais (Biblioteca ,Centros de Cultura ) e/ ou ,ausência de preocupação por parte das Associações privadas .
3) Assim, é minha opinião que o Museu tem, de uma forma altamente competente, passado a mensagem que lhe é solicitada. E- que fique claro de uma vez por todas - concordo inteiramente com a especialização de um Museu .E do seu enfoque num determinado (e não em todo) passado histórico; não, num museu de muitas e variadas coisas .Esse é outro tipo de escolha para servir outros fins .Isso não me impediu de , na altura, ter manifestado uma visão diferente que tinha para a solução , aquando da cisão do Museu Regional, transformando-o em Museu Marítimo .
Havia outras soluções –disse-o – que, indo ao encontro do que refiro anteriormente, poderiam e deveriam ter sido equacionadas .Mas na altura ; não agora .Consumada esta opção, faça-se o melhor para, assim, se alcançarem os objectivos a que se propuseram, antes da sua chegada. Um dia chegará o tempo em que outras iniciativas recuperarão o resto ( que é muito!) da nossa história.
4) E já agora com a frontalidade habitual, peço-lhe licença para um reparo ,esse sim ao status quo , e que me parece útil aqui introduzir .O Museu Marítimo pode alargar o seu campo de perspectiva histórica .Tenho essa perspectiva .Uma outra Faina –se Lhe quiser chamar «Menor que a Maior» – merecia , e deveria, estar retratada no «nosso Museu» .E recuperada como a outra, até porque, foi nas malhas dessa que se teceu e construiu a singularidade do «ílhavo» .E porque foi da Menor que nasceu «a circunstância» da nossa preponderância na Maior .Com algum esforço e atenção , poderíamos –julgo !- integrá-la e, mais importante, divulgá-la .
Finalmente …
A abordagem histórica que temos vindo a fazer à Faina Maior ,contém perigosos hiatos .Um dia chegará a verdadeira história, aquela em que as personagens virão ombrear em dimensão com os «actores» de hoje .E a contarão segundo uma nova perspectiva . Com um novo «remake» .Estamos ainda na fase do romantismo ;virá o dia –não tenha duvida, a história repete-se, como sabe – em que a visão realista chegará com o distanciamento temporal aos factos .Aí, claro, nem só os actores e produtores de hoje serão criticados ; os espectadores também o serão ,por ausência de espírito critico .Ou de coragem ,se o quiser .Aceito a minha quota – parte .
Um abraço
---------------------------------------------------------------------------------------------
Nada mau ,pois .Vamos a ver o que vem a seguir.
--------------------------------------------------------------------------------------------ARTE ? ....OU ESPECULAÇÂO?
Há dias aproveitei a oportunidade para visitar o Museu Berrado . No final confesso –e cheguei a comentá-lo – que se me dessem para trazer para casa, 90% do que lá estava –sem que eu soubesse das cotações atribuídas pelo mercado de arte -, teria sérias duvidas em aceitar a oferta .
Dir-se-á , talvez com propriedade : -ignorância e falta de sensibilidade modernista para apreciação de arte surrealista .
Por acaso, até julgo que nem é .Ainda há dias adquiri um trabalho, a meu ver notável , a preço de pechincha. Isto é :há coisas que me tocam e outras que nada me dizem ,mesmo que se afiance a sua qualidade artística.
Neste tipo de expressão artística, ou gosto logo na primeira leitura(olhar) ,ou pouco me impressionam as explicações dos mais entendidos.
Ora acabo, há minutos, de receber um mail notável de Rosa de Melo.Que afinal me acaba por dar certa tranquilidade, posto perante a incomodidade aquela possível, minha, insuficiência .
Refere –e mostra-se em vídeo -a experiência feita com alunos (crianças do pré –escolar ) de um estabelecimento de ensino espanhol que, em grupo, com as mãos, borraram a seu bel-prazer uma tela .Essa tela foi exposta numa exposição internacional de pintura como se tratasse de um quadro pertencendo à mesma , de autoria de consagrado fazedor de arte, embora não identificado.Acontece que foi dos quadros mais valorizados e admirados, na referida exposição. Pedidas opiniões avalizadas sobre o mesmo, foi-lhe reconhecida extrema qualidade artística . Um intelectual – daqueles que consegue descortinar o que lá não está -chegou mesmo a ver nele ,expressões «muito trabalhadas» de traumas sexuais, reprimidos ,do autor(?!).
E, ainda :- foi atribuído ao quadro um valor de mercado de dezenas de milhares de euros.
Estou mais descansado com a minha falta de sensibilidade que só me levou a descortinar, uma notável qualidade ,em apenas uma reduzida quantidade das peças Berardo.
ALADINO
O Correio da Manhã, noticia que Ribau Esteves vai ser o concorrente de Marques Mendes , nas directas do PSD ,em Setembro .
Este Ribau só «briga» com os pequenitos….
A saga segue em frente - como o disse várias vezes, aqui- ,até que :
-Mãe sou, finalmente !.., Ministro»….
Oxalá fosse já amanhã ,para ver se Ílhavo acorda do pesadelo.
--------------------------------------------------------------------------------------------O MUSEU DOS «ílhavos» EM FESTA
... E EU TAMBÉM
A Comunicação Social, local ,traz hoje largas referências á próxima iniciativa do Museu ,na comemoração dos seus setenta anos .
E refere o Museu como «o Museu dos ílhavos ».
Anunciando –finalmente !- uma exposição sobre a notável saga migratória daquelas gentes ,ao longo de litoral português .
O «Ílhavo - Ensaio Monográfico» (q.e.d.) está, pois, mais que justificado .Valeu a pena. Há um ano que se começou a intuir -ainda que uns assobiassem para o ar -,que um dia se iria perceber que :
- O REI VAI NÚ…
e com isso,significar que há contas a acertar nos fins e objectivos traçados para o actual Museu ,que tem dado uma imagem redutora da história dos «ílhavos» ( vidè Blog- 2006, de 20 de Outubro)
O Director daquele tem- com humildade-, de perceber que ao contrário do que por vezes–erradamente - pensa , tudo já existia antes dele aparecer em cena ,e que lhe cumpre ,isso sim ,propor novos caminhos por onde Museu possa mostrar nova oferta cultural, mais diversificado , retirando-lhe a carga exagerada da uma «unicidade» redutora.Entenda-se,contudo, de que, pelo menos no sentido de abertura do Museu ao exterior, o seu trabalho tem sido meritório .E ,sem duvida ,também o tem sido numa certa organização documental que, de facto,tardava em aparecer
..................................................................................................................................................................
Que bonito esta recuperação do termo «os ílhavos»!(custou ,mas foi!...) . Se todos intuíssemos o que essa designação significa ,tenho a certeza de que um dia haveríamos de encontrar novo desígnio.Lá iremos …
--------------------------------------------------------------------------------------------ÁGUA MOLE….
Por me parecer importante, recordo, aqui, a carta que enviei em Outubro de 2006,ao director do Museu:
…………………………………………………………………………………………….
Caro Director :
Tive a oportunidade de ouvir, hoje, a sua intervenção na Rádio Terra Nova .Desde já lhe digo com franqueza que gostei : muito bem estruturada ,servida por uma explicação convincente, sabendo claramente a vereda por onde quer prosseguir .Optando ,o que é uma imensa - para mim -, inquestionável virtude .
Descortinei durante a mesma que, eventualmente, poderia estar englobado numa citação feita “aos que discordam “ do actual trilho planificado para o futuro do Museu .Não é verdade ; não estou nesse grupo .
Há uma lamentável confusão que, por mais que tente, não tenho conseguido evitar. Por incapacidade minha -certamente – não tenho conseguido fazer passar a mensagem do que penso e, verifico amiúde, citações que estão desconformes com o meu pensamento .No sentido de esclarecer,
1) Aprecio -e já por diversas vezes tive ocasião de me manifestar nesse sentido -o seu louvável trabalho (e empenhamento) à frente do Museu que Lhe entregaram para dirigir .Julgo que o tem feito muito bem, de uma forma muito competente, e até, com raro sentido por vezes ausente nos académicos para, de um modo objectivo, descer do estrado e aplicar os conhecimentos, à prática . .
2) Quando lamento a imagem redutora da politica cultural desta terra, não me refiro a qualquer culpa ou ausência do Museu (ou do seu Director ) na sua concretização , outrossim, na omissão de outras entidades ; leia-se promotor cultural (Câmara ) ,agentes institucionais (Biblioteca ,Centros de Cultura ) e/ ou ,ausência de preocupação por parte das Associações privadas .
3) Assim, é minha opinião que o Museu tem, de uma forma altamente competente, passado a mensagem que lhe é solicitada. E- que fique claro de uma vez por todas - concordo inteiramente com a especialização de um Museu .E do seu enfoque num determinado (e não em todo) passado histórico; não, num museu de muitas e variadas coisas .Esse é outro tipo de escolha para servir outros fins .Isso não me impediu de , na altura, ter manifestado uma visão diferente que tinha para a solução , aquando da cisão do Museu Regional, transformando-o em Museu Marítimo .
Havia outras soluções –disse-o – que, indo ao encontro do que refiro anteriormente, poderiam e deveriam ter sido equacionadas .Mas na altura ; não agora .Consumada esta opção, faça-se o melhor para, assim, se alcançarem os objectivos a que se propuseram, antes da sua chegada. Um dia chegará o tempo em que outras iniciativas recuperarão o resto ( que é muito!) da nossa história.
4) E já agora com a frontalidade habitual, peço-lhe licença para um reparo ,esse sim ao status quo , e que me parece útil aqui introduzir .O Museu Marítimo pode alargar o seu campo de perspectiva histórica .Tenho essa perspectiva .Uma outra Faina –se Lhe quiser chamar «Menor que a Maior» – merecia , e deveria, estar retratada no «nosso Museu» .E recuperada como a outra, até porque, foi nas malhas dessa que se teceu e construiu a singularidade do «ílhavo» .E porque foi da Menor que nasceu «a circunstância» da nossa preponderância na Maior .Com algum esforço e atenção , poderíamos –julgo !- integrá-la e, mais importante, divulgá-la .
Finalmente …
A abordagem histórica que temos vindo a fazer à Faina Maior ,contém perigosos hiatos .Um dia chegará a verdadeira história, aquela em que as personagens virão ombrear em dimensão com os «actores» de hoje .E a contarão segundo uma nova perspectiva . Com um novo «remake» .Estamos ainda na fase do romantismo ;virá o dia –não tenha duvida, a história repete-se, como sabe – em que a visão realista chegará com o distanciamento temporal aos factos .Aí, claro, nem só os actores e produtores de hoje serão criticados ; os espectadores também o serão ,por ausência de espírito critico .Ou de coragem ,se o quiser .Aceito a minha quota – parte .
Um abraço
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Nada mau ,pois .Vamos a ver o que vem a seguir.
--------------------------------------------------------------------------------------------ARTE ? ....OU ESPECULAÇÂO?
Há dias aproveitei a oportunidade para visitar o Museu Berrado . No final confesso –e cheguei a comentá-lo – que se me dessem para trazer para casa, 90% do que lá estava –sem que eu soubesse das cotações atribuídas pelo mercado de arte -, teria sérias duvidas em aceitar a oferta .
Dir-se-á , talvez com propriedade : -ignorância e falta de sensibilidade modernista para apreciação de arte surrealista .
Por acaso, até julgo que nem é .Ainda há dias adquiri um trabalho, a meu ver notável , a preço de pechincha. Isto é :há coisas que me tocam e outras que nada me dizem ,mesmo que se afiance a sua qualidade artística.
Neste tipo de expressão artística, ou gosto logo na primeira leitura(olhar) ,ou pouco me impressionam as explicações dos mais entendidos.
Ora acabo, há minutos, de receber um mail notável de Rosa de Melo.Que afinal me acaba por dar certa tranquilidade, posto perante a incomodidade aquela possível, minha, insuficiência .
Refere –e mostra-se em vídeo -a experiência feita com alunos (crianças do pré –escolar ) de um estabelecimento de ensino espanhol que, em grupo, com as mãos, borraram a seu bel-prazer uma tela .Essa tela foi exposta numa exposição internacional de pintura como se tratasse de um quadro pertencendo à mesma , de autoria de consagrado fazedor de arte, embora não identificado.Acontece que foi dos quadros mais valorizados e admirados, na referida exposição. Pedidas opiniões avalizadas sobre o mesmo, foi-lhe reconhecida extrema qualidade artística . Um intelectual – daqueles que consegue descortinar o que lá não está -chegou mesmo a ver nele ,expressões «muito trabalhadas» de traumas sexuais, reprimidos ,do autor(?!).
E, ainda :- foi atribuído ao quadro um valor de mercado de dezenas de milhares de euros.
Estou mais descansado com a minha falta de sensibilidade que só me levou a descortinar, uma notável qualidade ,em apenas uma reduzida quantidade das peças Berardo.
ALADINO
sexta-feira, julho 20, 2007
Saciado, mas não farto
Esta é mais uma noite em que me embriago
Em ti ,e de ti, Ria
Olho-te no reflexo da lua que me atordoa os sentidos.
Revejo-te em todos estes anos vividos
Nos ciúmes de outros , que como eu ,amorosamente te cativam.
Estás hoje diferente do que me mostraste ontem.
E sei que amanhã serás de novo diferente .
E é por isso que tão estranhamente
Me apaixono, por quem repetidamente , me mente.
Sigo as tuas formas de mulher esquiva,
quando despida das tuas águas me mostras os recantos do teu corpo
E me desatinas
No desejo irrecusável de nele mergulhar - Mulher viva!
A sorver impudicamente a tua maresia , minha boca feita , teu porto.
Saciado, mas não farto, deslizo sobre os teus seios, e beijo-os sofregamente
Até que me digas basta .
Na promessa de que amanhã tudo recomeçará de novo
E que o teu desejo volte, renovado, a provocar o meu ,
Que pode ,eu sei, estar cansado, por peripécias da vida
Mas para Ti jamais estará ,meu desejo ,meu corpo, morto.
Costa –Nova ,18 Julho ,2007
Senos Fonseca
Esta é mais uma noite em que me embriago
Em ti ,e de ti, Ria
Olho-te no reflexo da lua que me atordoa os sentidos.
Revejo-te em todos estes anos vividos
Nos ciúmes de outros , que como eu ,amorosamente te cativam.
Estás hoje diferente do que me mostraste ontem.
E sei que amanhã serás de novo diferente .
E é por isso que tão estranhamente
Me apaixono, por quem repetidamente , me mente.
Sigo as tuas formas de mulher esquiva,
quando despida das tuas águas me mostras os recantos do teu corpo
E me desatinas
No desejo irrecusável de nele mergulhar - Mulher viva!
A sorver impudicamente a tua maresia , minha boca feita , teu porto.
Saciado, mas não farto, deslizo sobre os teus seios, e beijo-os sofregamente
Até que me digas basta .
Na promessa de que amanhã tudo recomeçará de novo
E que o teu desejo volte, renovado, a provocar o meu ,
Que pode ,eu sei, estar cansado, por peripécias da vida
Mas para Ti jamais estará ,meu desejo ,meu corpo, morto.
Costa –Nova ,18 Julho ,2007
Senos Fonseca
Há razões- que a razão explica e justifica - destes dias de ausência .
Voltemos, pois , à conversa .
-----------------------------------------------------------------------------------------
SE ISTO É DEMOCRACIA EMPENHADA ;VOU ALI E VOLTO JÁ….
Assisti com alguma perplexidade ,às eleições para a Câmara de Lisboa .E ,estupefacto ,vi alguns sorrirem-se, apregoando efectivas e estrondosas vitórias .Pode ter sucedido que uns ganharam mais do que outros ;mas ,se feita reflexão cuidada ,perderam todos ,sem que alguns dêem por tal :-ou finjam não dar .
A democracia ,uma vez mais ,veio apenas dizer que é o menos mau de todos os sistemas. Mesmo quando o povo (os cidadãos) se não deixa(m) convencer das virtualidades propostas -e ,como foi o caso -, dão uma nega à sua participação.
Pelo menos, assim , mostra(m) o seu direito à indiferença .
A meu ver ,este assomo dos independentes –afinal todos travestidos –não me parece de ser levado a sério .Por enquanto…,entenda-se. Mas desejável, e quanto mais depressa melhor. Os partidos funcionam numa lógica de mercado .Sem concorrência ,estagnam. Em ideias e em pessoas …
Ganhou claramente quem tinha mais aptidão para o desempenho do cargo ;nisso não tenho a mínima dúvida. Mas a indiferença coloca em causa a afirmação de que haveria um claro entendimento da necessidade destas eleições .
O grande exame de António Costa ,irá ter lugar dentro de dois anos .E aí ,a indiferença ,não vai -não pode! - ser a mesma.
Senão, é caso para dizer : -democracia para que te quero?!.
----------------------------------------------------------------------------------------------
O mundo está povoado de …
COISAS DESINTERESSANTES
Foi-me gentilmente oferecido o Livro de João Simões ,cujo titulo inicial na década de 40 era «Os Grandes Trabalhadores do Mar »e que agora passa a «Heróis do mar»(lembram-se do Filme do mesmo nome?;não houve ,pois grande originalidade, para –assim - resolver o imbróglio criado por Valdemar Aveiro)).
Tricas e trocas ,da «porcaria» em que anda metida a guerrilha na «Feira das Vaidades» na Santa Terrinha.
Espantosamente ! :- edição paga pela Câmara Municipal e Museu. Parece isto despiciendo ou uma frioleira sem significado ?
Ora aí digo ,clara e frontalmente ,que não .
Tinha em casa a edição do autor ; agora tenho a edição de co-autoria de João Simões e Álvaro Garrido .Não percebo -ou faço que não percebo -esta novidade editorial. Mas , concerteza ,a nota do prefácio é bem mais elucidativa -e importante - do que o livro.Esteve bem A.G.no prefácio ,mas...
O livro é mais do que inócuo . É mistificador. Conjunto de Crónicas de uma superficialidade que confrange .O autor mesmo quando se vê envolvido no limiar do heróico ,é claramente incapaz de o relatar com autenticidade . A mais não era obrigado. A «encomenda» não era para ser autêntico ,mas panegírico.
Bem escrito? O que é isso ?
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Ora quando o livro « Faina Maior » está esgotado ,porque desviar a atenção ,e os esforços ,e entrar numa guerrilha sem sentido ?...
Insisto : «Faina Maior » é – de longe! –o mais conseguido documento ,sobre «os bacalhaus».Aqui e lá fora .Em minha modesta opinião, este livro já deveria ter sido, promovido «lá fora» .Tem estatuto que justifica o esforço .
«Faina Maior» foi o produto de uma associação irrepetível: ao rigor de Ana Maria na fixação do texto e na organização editorial ,juntou-se o descritivo ,próprio ,incomparável, do Chico Marques .
O livro reduz a heroicidade pacóvia, à realidade da sobrevivência. Exalta ,sem hiperbolizar .Desmistifica ,até :-ninguém lá andou por querer; mas porque era um modo de vida.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Tinha principiado a noite com uma conversa interessante ,com pessoa interessante, e nada melhor que utilizar a boa disposição para suportar um livro sensaborão ,inócuo, encomendado ao autor com uma finalidade – a de enaltecer a vitória da neutralidade de Salazar na Segunda Guerra ,o que nos permitiu ,em 41, termos a única frota a pescar nos grandes bancos, tarefa que o jornalista do então sinistro Diário da Manhã , se esqueceu porventura, de acentuar .Ao que parece ,os próceres de então ,julgaram suficiente a aventura do jornalista do regime, para o medalhar..
Mas agora ,reproduzi-la ….Para quê ?
------------------------------------------------------------------------------------------------
Mas..o mundo está povoado de …
PESSOAS INTERESSANTES
Só que às vezes passam-nos ao lado.
Sucede-nos ,ás vezes ,gravar o imaginário de uma pessoa ,e assumindo esse retrato como definitivo. De repente ,sentados perante a mesma, verificamos que o mesmo ,não corresponde à realidade .E o certo ,é que tudo isto se passou durante uma vida .claramente ,falta de atenção que lhe damos …
Ontem sucedeu-me acertar umas contas com uma dessas pessoas ,com a qual andava intrigado, pois, desconfiava eu , que a imagem que dela tinha –por minha culpa .mas também por culpa dela !-estava errada .E quando uma duvida me assalta ,não descanso enquanto não ponho as coisas a limpo .Inquieto,. gosto de ser justo nas apreciações e para isso não aceito ficar pela superficialidade do que ouço dizer ,mas sim descortinar passo a passo ,a interioridade do «outro ou outra» .Gosto ,enfim ,de conhecer as pessoas (interessantes ) por fora e por dentro .E isso só o consigo, se as confrontar directamente.
Interessante ,pois ,verificar eu próprio, quanto enganado estava .
Ter respeito , consideração e estima por reconhecimento da validade intelectual de uma pessoa,… já é bom .Mas ,muito melhor, é juntar a essa estima distante ,uma estima de simpatia pessoal, próxima. Podemos ,assim ,se necessário , ser úteis, apoiando o seu esforço.
Foi o exercício que pretendi e ao qual «a visada» correspondeu sem fastio. Penso!
A vida tem coisas bonitas .E eu que andava enjoado de um tempo rico (paupérrimo…) em futilidades, enchi o «papo».
Aladino
Voltemos, pois , à conversa .
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SE ISTO É DEMOCRACIA EMPENHADA ;VOU ALI E VOLTO JÁ….
Assisti com alguma perplexidade ,às eleições para a Câmara de Lisboa .E ,estupefacto ,vi alguns sorrirem-se, apregoando efectivas e estrondosas vitórias .Pode ter sucedido que uns ganharam mais do que outros ;mas ,se feita reflexão cuidada ,perderam todos ,sem que alguns dêem por tal :-ou finjam não dar .
A democracia ,uma vez mais ,veio apenas dizer que é o menos mau de todos os sistemas. Mesmo quando o povo (os cidadãos) se não deixa(m) convencer das virtualidades propostas -e ,como foi o caso -, dão uma nega à sua participação.
Pelo menos, assim , mostra(m) o seu direito à indiferença .
A meu ver ,este assomo dos independentes –afinal todos travestidos –não me parece de ser levado a sério .Por enquanto…,entenda-se. Mas desejável, e quanto mais depressa melhor. Os partidos funcionam numa lógica de mercado .Sem concorrência ,estagnam. Em ideias e em pessoas …
Ganhou claramente quem tinha mais aptidão para o desempenho do cargo ;nisso não tenho a mínima dúvida. Mas a indiferença coloca em causa a afirmação de que haveria um claro entendimento da necessidade destas eleições .
O grande exame de António Costa ,irá ter lugar dentro de dois anos .E aí ,a indiferença ,não vai -não pode! - ser a mesma.
Senão, é caso para dizer : -democracia para que te quero?!.
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O mundo está povoado de …
COISAS DESINTERESSANTES
Foi-me gentilmente oferecido o Livro de João Simões ,cujo titulo inicial na década de 40 era «Os Grandes Trabalhadores do Mar »e que agora passa a «Heróis do mar»(lembram-se do Filme do mesmo nome?;não houve ,pois grande originalidade, para –assim - resolver o imbróglio criado por Valdemar Aveiro)).
Tricas e trocas ,da «porcaria» em que anda metida a guerrilha na «Feira das Vaidades» na Santa Terrinha.
Espantosamente ! :- edição paga pela Câmara Municipal e Museu. Parece isto despiciendo ou uma frioleira sem significado ?
Ora aí digo ,clara e frontalmente ,que não .
Tinha em casa a edição do autor ; agora tenho a edição de co-autoria de João Simões e Álvaro Garrido .Não percebo -ou faço que não percebo -esta novidade editorial. Mas , concerteza ,a nota do prefácio é bem mais elucidativa -e importante - do que o livro.Esteve bem A.G.no prefácio ,mas...
O livro é mais do que inócuo . É mistificador. Conjunto de Crónicas de uma superficialidade que confrange .O autor mesmo quando se vê envolvido no limiar do heróico ,é claramente incapaz de o relatar com autenticidade . A mais não era obrigado. A «encomenda» não era para ser autêntico ,mas panegírico.
Bem escrito? O que é isso ?
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Ora quando o livro « Faina Maior » está esgotado ,porque desviar a atenção ,e os esforços ,e entrar numa guerrilha sem sentido ?...
Insisto : «Faina Maior » é – de longe! –o mais conseguido documento ,sobre «os bacalhaus».Aqui e lá fora .Em minha modesta opinião, este livro já deveria ter sido, promovido «lá fora» .Tem estatuto que justifica o esforço .
«Faina Maior» foi o produto de uma associação irrepetível: ao rigor de Ana Maria na fixação do texto e na organização editorial ,juntou-se o descritivo ,próprio ,incomparável, do Chico Marques .
O livro reduz a heroicidade pacóvia, à realidade da sobrevivência. Exalta ,sem hiperbolizar .Desmistifica ,até :-ninguém lá andou por querer; mas porque era um modo de vida.
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Tinha principiado a noite com uma conversa interessante ,com pessoa interessante, e nada melhor que utilizar a boa disposição para suportar um livro sensaborão ,inócuo, encomendado ao autor com uma finalidade – a de enaltecer a vitória da neutralidade de Salazar na Segunda Guerra ,o que nos permitiu ,em 41, termos a única frota a pescar nos grandes bancos, tarefa que o jornalista do então sinistro Diário da Manhã , se esqueceu porventura, de acentuar .Ao que parece ,os próceres de então ,julgaram suficiente a aventura do jornalista do regime, para o medalhar..
Mas agora ,reproduzi-la ….Para quê ?
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Mas..o mundo está povoado de …
PESSOAS INTERESSANTES
Só que às vezes passam-nos ao lado.
Sucede-nos ,ás vezes ,gravar o imaginário de uma pessoa ,e assumindo esse retrato como definitivo. De repente ,sentados perante a mesma, verificamos que o mesmo ,não corresponde à realidade .E o certo ,é que tudo isto se passou durante uma vida .claramente ,falta de atenção que lhe damos …
Ontem sucedeu-me acertar umas contas com uma dessas pessoas ,com a qual andava intrigado, pois, desconfiava eu , que a imagem que dela tinha –por minha culpa .mas também por culpa dela !-estava errada .E quando uma duvida me assalta ,não descanso enquanto não ponho as coisas a limpo .Inquieto,. gosto de ser justo nas apreciações e para isso não aceito ficar pela superficialidade do que ouço dizer ,mas sim descortinar passo a passo ,a interioridade do «outro ou outra» .Gosto ,enfim ,de conhecer as pessoas (interessantes ) por fora e por dentro .E isso só o consigo, se as confrontar directamente.
Interessante ,pois ,verificar eu próprio, quanto enganado estava .
Ter respeito , consideração e estima por reconhecimento da validade intelectual de uma pessoa,… já é bom .Mas ,muito melhor, é juntar a essa estima distante ,uma estima de simpatia pessoal, próxima. Podemos ,assim ,se necessário , ser úteis, apoiando o seu esforço.
Foi o exercício que pretendi e ao qual «a visada» correspondeu sem fastio. Penso!
A vida tem coisas bonitas .E eu que andava enjoado de um tempo rico (paupérrimo…) em futilidades, enchi o «papo».
Aladino
quinta-feira, julho 19, 2007
saciado,mas não farto
Esta é mais uma noite em que me embriago
Em ti ,e de ti.
Olho-te no reflexo da lua que me atordoa os sentidos.
Revejo-te em todos estes anos vividos
Nos ciúmes de outros , que como eu ,amorosamente te cativam.
Estás hoje diferente do que me mostraste ontem.
E sei que amanhã serás de novo diferente .
E é por isso que tão estranhamente
Me apaixono, por quem repetidamente , me mente.
Sigo as tuas formas de mulher esquiva,
quando despida das tuas águas me mostras os recantos do teu corpo
E me desatinas
No desejo irrecusável de nele mergulhar - Mulher viva!
A sorver impudicamente a tua maresia , minha boca feita , teu porto.
Saciado, mas não farto, deslizo sobre os teus seios, e beijo-os sofregamente
Até que me digas basta .
Na promessa de que amanhã tudo recomeçará de novo
E que o teu desejo volte, renovado, a provocar o meu ,
Que pode ,eu sei, estar cansado,
Mas para Ti ,jamais estará , morto.
Senos Fonseca
terça-feira, junho 26, 2007
CULTURA POR ONDE VAIS ?!...
OS TEMPOS MUDAM ....
Não sei se as pessoas têm notado - em Ílhavo nada se vê ,nada se comenta ,tudo corre numa mansuetude exasperante..- mas, de repente , de há uns meses para cá ,tudo quanto é agente cultural fugiu desta Terra e assentou arraiais em Aveiro .E Aveiro esfrega as mãos com tal dádiva caída do Céu , que parece, vai continuar .E curioso, inteligentemente são solícitos em oferecer apoios ,facilidades ,salas etc.
Refiro-me entre outros à exposição de pintura do Júlio Pires nesse bonito edifício dos Viscondes da Pedricosa ; à magnifica exposição fotográfica de Rui Bela postada num maravilhoso salão cedido para o efeito pela Câmara de Aveiro;à apresentação do curioso livro de Carlos Pelicas sobre « o Sampaio da Torreira» na Galeria Sacramento; dos livros de Valdemar Aveiro apresentados no Porto e em Aveiro. (Aqui a questão é por deveras estranha, porque sendo a matéria ,a politica do regime local, não se esperava ver o Museu a assobiar para o ar e fazer de conta que nada se passa, quando se passa algo relevante .)
Porquê esta debandada ? Seria importante reflectir sobre o cansaço que levou a que esta gente agarrasse nos trapos –valiosos trapos! –e se mudasse para Aveiro .E particularmente curioso é que venha ao de cima - e de imediato ! - a validade e importância das gentes de Ílhavo, como qualificados agentes culturais na região. Afinal ,parece ,que com um bocadinho de esforço ,os «ílhavos» ainda seriam capazes de voltar a ocupar o seu lugar de relevo no panorama cultural da região ,como outrora.
A ideia peregrina de que os mesmos apenas sobreviriam (se) à custa das esmolas do poder ,a ele ficando subordinados ,parece ter passado .E cada um por si procura livremente o seu lugar de afirmação. Eu sempre o previ. Ou melhor, incitei para que tal acontecesse.
E no ultimo blog, voltei a abordar a questão.
Estamos perante a mais clara falência da (nenhuma) politica cultural , de Ribau Esteves, enredado num populismo bacoco, trauliteiro ,pustulento e regateiro .Este homem para lá de «mestre de obras» que servem para «nada» , quase todas inadaptadas no conceito aos fins- de que o exemplo mais frisante era o Museu ,não viesse agora o Mostrengo ocupar o seu lugar de primazia - ,começa a descida da montanha isolado de tudo e de todos .Há dias numa reunião em que estive presente ouvi –eu ouvi!...-da boca de um dos seus companheiros de percurso autárquico :-
- Nunca pensei que aquilo fosse tão mau .Horrendo …
«Aquilo» era, nada mais nada menos, do que o mostrengo, o arrepiante edifício do um dito Centro Cultural .
Há dias .aproveitando a porta aberta entrei no dito .E o «betónico» bunker interior mostra-se ainda mais arrepiante do que quando iniciado ,liberto do tumulo de vidro exterior. Sem espaço ,nem perspectiva para lhe visualizar as formas (disformes),fica a varanda de acesso, pendurada. Como se um bunker quisesse uma varanda e não apenas uma porta de fuga . .Parece um bebedouro para o pássaro.
Agora todos concordam .
Não sei se é verdade ou não .Garantiu-me um comerciante de uma das lojas anexas ,que o próprio Ribau lhes teria dito :
- Todos temos o direito de errar …
Se fosse verdade…tal não chega para o desculpar de tamanha bestialidade despesista .
Aladino
OS TEMPOS MUDAM ....
Não sei se as pessoas têm notado - em Ílhavo nada se vê ,nada se comenta ,tudo corre numa mansuetude exasperante..- mas, de repente , de há uns meses para cá ,tudo quanto é agente cultural fugiu desta Terra e assentou arraiais em Aveiro .E Aveiro esfrega as mãos com tal dádiva caída do Céu , que parece, vai continuar .E curioso, inteligentemente são solícitos em oferecer apoios ,facilidades ,salas etc.
Refiro-me entre outros à exposição de pintura do Júlio Pires nesse bonito edifício dos Viscondes da Pedricosa ; à magnifica exposição fotográfica de Rui Bela postada num maravilhoso salão cedido para o efeito pela Câmara de Aveiro;à apresentação do curioso livro de Carlos Pelicas sobre « o Sampaio da Torreira» na Galeria Sacramento; dos livros de Valdemar Aveiro apresentados no Porto e em Aveiro. (Aqui a questão é por deveras estranha, porque sendo a matéria ,a politica do regime local, não se esperava ver o Museu a assobiar para o ar e fazer de conta que nada se passa, quando se passa algo relevante .)
Porquê esta debandada ? Seria importante reflectir sobre o cansaço que levou a que esta gente agarrasse nos trapos –valiosos trapos! –e se mudasse para Aveiro .E particularmente curioso é que venha ao de cima - e de imediato ! - a validade e importância das gentes de Ílhavo, como qualificados agentes culturais na região. Afinal ,parece ,que com um bocadinho de esforço ,os «ílhavos» ainda seriam capazes de voltar a ocupar o seu lugar de relevo no panorama cultural da região ,como outrora.
A ideia peregrina de que os mesmos apenas sobreviriam (se) à custa das esmolas do poder ,a ele ficando subordinados ,parece ter passado .E cada um por si procura livremente o seu lugar de afirmação. Eu sempre o previ. Ou melhor, incitei para que tal acontecesse.
E no ultimo blog, voltei a abordar a questão.
Estamos perante a mais clara falência da (nenhuma) politica cultural , de Ribau Esteves, enredado num populismo bacoco, trauliteiro ,pustulento e regateiro .Este homem para lá de «mestre de obras» que servem para «nada» , quase todas inadaptadas no conceito aos fins- de que o exemplo mais frisante era o Museu ,não viesse agora o Mostrengo ocupar o seu lugar de primazia - ,começa a descida da montanha isolado de tudo e de todos .Há dias numa reunião em que estive presente ouvi –eu ouvi!...-da boca de um dos seus companheiros de percurso autárquico :-
- Nunca pensei que aquilo fosse tão mau .Horrendo …
«Aquilo» era, nada mais nada menos, do que o mostrengo, o arrepiante edifício do um dito Centro Cultural .
Há dias .aproveitando a porta aberta entrei no dito .E o «betónico» bunker interior mostra-se ainda mais arrepiante do que quando iniciado ,liberto do tumulo de vidro exterior. Sem espaço ,nem perspectiva para lhe visualizar as formas (disformes),fica a varanda de acesso, pendurada. Como se um bunker quisesse uma varanda e não apenas uma porta de fuga . .Parece um bebedouro para o pássaro.
Agora todos concordam .
Não sei se é verdade ou não .Garantiu-me um comerciante de uma das lojas anexas ,que o próprio Ribau lhes teria dito :
- Todos temos o direito de errar …
Se fosse verdade…tal não chega para o desculpar de tamanha bestialidade despesista .
Aladino
domingo, junho 24, 2007
DIAS DE AUSÊNCIA
Estes dias têm sido maus para conversar no Blog.
Não só houve que apresentar o Ensaio Monográfico ,mas meteu-se pelo meio a solicitação para apresentar o Livro «80º Norte» de Valmemar Aveiro ,no Porto ,e ,depois e de repente ,a solicitação para ir a Almeida ,falar um pouco sobre «As Rotas dos Bacalhaus».
Tempos cheios por isso ,mas por onde perpassaram casos interessantes .
------------------------------------------------------------------------------------------------
Participei ,há dias, e com muito gosto ,no habitual Grupo do Caldo de Feijão .
Esteve presente o eng Pio ,catedrático na área do ambiente ,que de um modo muito claro elucidou os presentes sobre as virtudes da co incineração , processo que foi analisado por uma Comissão Cientifica ,à qual pertenceu .
Dito isto assim ,não seria algo de muito relevante .Mas é ,porque o eng.Pio é um ilhavense .
O que impressiona é esta terra ter vultos desta dimensão e ligar-lhes pouco ,ou pelo menos, não de acordo com o merecimento .
Se estivéssemos numa terra onde as pessoas contassem e se privilegiasse as utilizar para incutir nos mais novos a ânsia do merecimento ,então há muito que este e outros ilustres , deveriam ter sido promovidos ,trazendo-os à ribalta .Se houvesse uma politica de cultura com pés e cabeça .Agora a que existe por cá é sem cabeça e aos pontapés
------------------------------------------------------------------------------------------------
Mas nesta reunião ,tive uma nova surpresa :o livro de João Roque professor na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré ,que mostrou o seu livro«Pirilampo e os deveres da escola» ,um lindo (encantador) conto para crianças –matéria muito difícil de abordar –que para lá disso ,tem uma óptima ilustração da autoria de Helena Zália ..
O Livro ganhou um prémio da Câmara (…)
Sei que ficaram boquiabertos ao pensarem -por momentos que…. finalmente! ….
Só que não ,não foi da Câmara de Ílhavo, mas sim da Câmara da Trofa que lhe atribuiu o 1º Prémio e o publicou. A Câmara de Ílhavo, essa desconhece-o ,como desconhece tudo do género.
«O Pirilampo» ,de João Roque é um educativo conto ,muito bem conseguido ,que certamente despertará o interesse das crianças .Cá em casa houve já a tarefa da sua divulgação, com pleno êxito, diga-se.
Parabéns a João Roque.
----------------------------------------------------------------------------------------------
E agora vamos lá à
Apresentação do « Ílhavo -Ensaio Monográfico»
Foi muito apreciada a intervenção de Alberto Souto .Límpida, transparente .Eu sei que aqueles que me vieram trazer o elogio ,estavam a pensar e a comparar ,a fazer notar a diferença..
Claro: há os que falam,… falam ,sem nada dizer –só para se ouvirem a si próprios -,e os que falam a saber o que estão a querer dizer .A diferença é ,simplesmente abismal
Alberto Souto é um Senhor com lugar marcado na história aveirense ,e cuja participação na mesma, ainda se não encerrou. .
------------------------------------------------------------------------------------------------
Ao outro dia um amigo que comigo trabalhou ,já lá vão dezenas de anos ,e que trouxe o livro para eu rubricar ,atirou-me :
-Então engenheiro ,depois de engenheiro ,projectista, professor ,director associativo, e agora historiador (?) –tanta coisa !- o que gostava de ser afinal?
- Olhe, meu caro ,uma coisa diferente dessas todas ; onde começasse e descobrisse novos interesses…Fazer outras loucuras.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Agrada sempre –pois é reconfortante – ver tantos amigos á nossa volta e que quiseram ser simpáticos .Oxalá os não desiluda
------------------------------------------------------------------------------------------------
A pergunta que mais vezes ouvi fazer era :- e agora?....
Agora!... nem eu sei .Há tanta coisa pronta para ser acabada …e outra tanta para ser começada….que nem sei responder.
A questão nem é fazer ; é a de chegar ao final e achar que há interesse em ser publicada.
Essa é que é a decisão difícil. Fazer não custa nada .Faz-se, nem que seja asneira .
------------------------------------------------------------------------------------------------
Estiveram lá todos os que faziam falta .Todos ? Quase...
Porque faltaram dois ,que, se não estiveram presentes fisicamente, estiveram-no em espírito .
E que diria o primeiro (no final da apresentação ) :
- Estava a ver que não!...que ias deixar passar as tontarias em branco.
E logo a outra ajuntava :
-Não foi mau, Oh João!...mas podias fazer melhor…não achas Necas?
Claro :os meus Pais
---------------------------------------------------------------------------------------------
No final os amigos desfizeram-se –bondosamente –em abraços ,palmadas ,sorrisos ,parecendo querer levar a sério o transmitirem-me a ideia de que «eu até parecia um escritor».
Podem ficar sossegados, por tanta boa-fé semeada .Sei perfeitamente até onde vou na matéria .Rabiscador ,se tanto .
Mas podem ficar seguros que pelo menos felicitaram alguém que foi sempre igual. Acabada uma tarefa ,logo se sente obrigado a fazer melhor .Sempre insatisfeito.
A vida é aqui .E ganha-se lanço a lanço ,pelo que findo um é preciso partir para outro.
Sem descansar ao sétimo dia ,pois que tal prerrogativa só Deus teve o poder de, a si próprio, conceder . E quem sou eu ,para mo conceder.
----------------------------------------------------------------------------------------------
Ainda tens tempo para fazer muitas coisas : -dizia-me da boca para fora ,quando no intimo, certamente, queria dizer :- estamos prontos…
Respondi :
- Olha não tenho tanta certeza como tu ---
- É preciso ter fé –retorquiu-me..
-Só se for na certeza dos cemitérios.
Aladino
Estes dias têm sido maus para conversar no Blog.
Não só houve que apresentar o Ensaio Monográfico ,mas meteu-se pelo meio a solicitação para apresentar o Livro «80º Norte» de Valmemar Aveiro ,no Porto ,e ,depois e de repente ,a solicitação para ir a Almeida ,falar um pouco sobre «As Rotas dos Bacalhaus».
Tempos cheios por isso ,mas por onde perpassaram casos interessantes .
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Participei ,há dias, e com muito gosto ,no habitual Grupo do Caldo de Feijão .
Esteve presente o eng Pio ,catedrático na área do ambiente ,que de um modo muito claro elucidou os presentes sobre as virtudes da co incineração , processo que foi analisado por uma Comissão Cientifica ,à qual pertenceu .
Dito isto assim ,não seria algo de muito relevante .Mas é ,porque o eng.Pio é um ilhavense .
O que impressiona é esta terra ter vultos desta dimensão e ligar-lhes pouco ,ou pelo menos, não de acordo com o merecimento .
Se estivéssemos numa terra onde as pessoas contassem e se privilegiasse as utilizar para incutir nos mais novos a ânsia do merecimento ,então há muito que este e outros ilustres , deveriam ter sido promovidos ,trazendo-os à ribalta .Se houvesse uma politica de cultura com pés e cabeça .Agora a que existe por cá é sem cabeça e aos pontapés
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Mas nesta reunião ,tive uma nova surpresa :o livro de João Roque professor na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré ,que mostrou o seu livro«Pirilampo e os deveres da escola» ,um lindo (encantador) conto para crianças –matéria muito difícil de abordar –que para lá disso ,tem uma óptima ilustração da autoria de Helena Zália ..
O Livro ganhou um prémio da Câmara (…)
Sei que ficaram boquiabertos ao pensarem -por momentos que…. finalmente! ….
Só que não ,não foi da Câmara de Ílhavo, mas sim da Câmara da Trofa que lhe atribuiu o 1º Prémio e o publicou. A Câmara de Ílhavo, essa desconhece-o ,como desconhece tudo do género.
«O Pirilampo» ,de João Roque é um educativo conto ,muito bem conseguido ,que certamente despertará o interesse das crianças .Cá em casa houve já a tarefa da sua divulgação, com pleno êxito, diga-se.
Parabéns a João Roque.
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E agora vamos lá à
Apresentação do « Ílhavo -Ensaio Monográfico»
Foi muito apreciada a intervenção de Alberto Souto .Límpida, transparente .Eu sei que aqueles que me vieram trazer o elogio ,estavam a pensar e a comparar ,a fazer notar a diferença..
Claro: há os que falam,… falam ,sem nada dizer –só para se ouvirem a si próprios -,e os que falam a saber o que estão a querer dizer .A diferença é ,simplesmente abismal
Alberto Souto é um Senhor com lugar marcado na história aveirense ,e cuja participação na mesma, ainda se não encerrou. .
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Ao outro dia um amigo que comigo trabalhou ,já lá vão dezenas de anos ,e que trouxe o livro para eu rubricar ,atirou-me :
-Então engenheiro ,depois de engenheiro ,projectista, professor ,director associativo, e agora historiador (?) –tanta coisa !- o que gostava de ser afinal?
- Olhe, meu caro ,uma coisa diferente dessas todas ; onde começasse e descobrisse novos interesses…Fazer outras loucuras.
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Agrada sempre –pois é reconfortante – ver tantos amigos á nossa volta e que quiseram ser simpáticos .Oxalá os não desiluda
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A pergunta que mais vezes ouvi fazer era :- e agora?....
Agora!... nem eu sei .Há tanta coisa pronta para ser acabada …e outra tanta para ser começada….que nem sei responder.
A questão nem é fazer ; é a de chegar ao final e achar que há interesse em ser publicada.
Essa é que é a decisão difícil. Fazer não custa nada .Faz-se, nem que seja asneira .
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Estiveram lá todos os que faziam falta .Todos ? Quase...
Porque faltaram dois ,que, se não estiveram presentes fisicamente, estiveram-no em espírito .
E que diria o primeiro (no final da apresentação ) :
- Estava a ver que não!...que ias deixar passar as tontarias em branco.
E logo a outra ajuntava :
-Não foi mau, Oh João!...mas podias fazer melhor…não achas Necas?
Claro :os meus Pais
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No final os amigos desfizeram-se –bondosamente –em abraços ,palmadas ,sorrisos ,parecendo querer levar a sério o transmitirem-me a ideia de que «eu até parecia um escritor».
Podem ficar sossegados, por tanta boa-fé semeada .Sei perfeitamente até onde vou na matéria .Rabiscador ,se tanto .
Mas podem ficar seguros que pelo menos felicitaram alguém que foi sempre igual. Acabada uma tarefa ,logo se sente obrigado a fazer melhor .Sempre insatisfeito.
A vida é aqui .E ganha-se lanço a lanço ,pelo que findo um é preciso partir para outro.
Sem descansar ao sétimo dia ,pois que tal prerrogativa só Deus teve o poder de, a si próprio, conceder . E quem sou eu ,para mo conceder.
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Ainda tens tempo para fazer muitas coisas : -dizia-me da boca para fora ,quando no intimo, certamente, queria dizer :- estamos prontos…
Respondi :
- Olha não tenho tanta certeza como tu ---
- É preciso ter fé –retorquiu-me..
-Só se for na certeza dos cemitérios.
Aladino
quinta-feira, junho 14, 2007
MAIO em «Atenas»
Era o fim daquele dia de Maio ,em Atenas.
Quanto me queres ? Queres mesmo? Quanto ?
Perguntaste inquieta, com voz doida
E quando em mim pousaste teus olhos
Vi neles a vontade proibida
O meu corpo com tuas mãos entrelaçaste
Enquanto lá fora o Sol se sumia.
Era tempo de nos abrirmos
Ao querer , e em dadiva consentida
Deixarmos de ser nós , mas loucura vivida
Beijámo-nos sôfregos , de amor vencidos
Pelo eterno vai vem dos nossos corpos
Até que nos olhámos , quase mortos
Não perguntaste ,então –não sei porquê?-
Se te queria mais .Ou já não tanto,
Por de amor restares convencida ?...
Senos da Fonseca
Era o fim daquele dia de Maio ,em Atenas.
Quanto me queres ? Queres mesmo? Quanto ?
Perguntaste inquieta, com voz doida
E quando em mim pousaste teus olhos
Vi neles a vontade proibida
O meu corpo com tuas mãos entrelaçaste
Enquanto lá fora o Sol se sumia.
Era tempo de nos abrirmos
Ao querer , e em dadiva consentida
Deixarmos de ser nós , mas loucura vivida
Beijámo-nos sôfregos , de amor vencidos
Pelo eterno vai vem dos nossos corpos
Até que nos olhámos , quase mortos
Não perguntaste ,então –não sei porquê?-
Se te queria mais .Ou já não tanto,
Por de amor restares convencida ?...
Senos da Fonseca
TRABALHO DE PARTO
Esta questão de entrar em «trabalho de parto» ,deixa-me sem vontade de fazer nada, o que me é, de todo ,inhabitual.
Não sei se a minha mãe quando me teve ,nas horas anteriores, se sentiu assim :-sem saber se valeria a pena .Eu creio que depois Ela sempre sentiu que sim ;esforcei-me ,loucamente para isso .
Eu não sei se o Ensaio valeu a pena ,ou não… .Oxalá daqui a uns tempos eu o possa julgar .
------------------------------------------------------------------------------------------
Mesmo nestas condições fui ontem ao Porto apresentar o Livro «80º Norte» de Valdemar Aveiro .
Mesmo neste estado de espírito ,um pedido de um amigo não se nega .
Sobre o que perorei sobre o livro guardo para mais tarde, publicá-lo no Site .De todo o modo adianto, desde já ,tratar-se de um livro de quase memórias ,que se lê com evidente agrado ,leve ,contendo algumas estórias interessante ,se bem que, particularmente ,elas pudessem ser de outro tipo ,mais realistas, como que muito ganharia o livro
A personalidade de Valdemar ,um arquétipo de um «ílhavo»,um ser que subiu a vida a pulso ,inquieto e decidido a distinguir-se ,tem tos os motivos para se louvar
É estranho o que está a acontecer cada vez com maior frequência .Aveiro aproveita tudo ,e o que é certo é que os últimos programas culturais ali apresentados têm tido umas participação notável de gente desta Terra .Parece que a debandada é imparável .Merecia profunda reflexão
Algo vai muito mal .Se os autores assim procedem –e cada vez há mais a fazê-lo –isso diz da inexistência ,a todos os títulos, de uma politica cultural aqui em Ílhavo. Apenas preocupada ,apenas e só ,com os edifícios loucos ,mas nada preocupada com a cativação dos autores .Desprezando-os, e até ,ao que sei, maltratando-os .
Isso pode ter custos terríveis no futuro .Irreversíveis.
--------------------------------------------------------------------------------------------
Em conversa com um grupo onde se encontravam altos representantes do Partido Social Democrático ,foi uma vez mais confessada a grande infelicidade da decisão da construção do chamado Centro Cultural .Parece que o próprio R,E. teria -já! -concordado com a infelicidade de tal decisão .Catastrófico. .
Foi pena . Agora para ali fica o mamarracho á espera que um dia o camartelo o deite abaixo
--------------------------------------------------------------------------------------------
Indo para coisas mais sérias mete-me os mais sérios engulhos ,esta dita Sociedade mais Ílhavo ,que só tem esta designação ,pela regra matemática de que ,como sabemos ,menos por menos, dá mais .
È bem claro que com a mesma vamos ter Ílhavo que não interessa a ninguém feito em condições que agravarão o nosso desenvolvimento futuro :Mais obra ,mais betão ,mais despesismo , mais faz de conta que não ficaremos a dever mais –o que é perfeito embuste!- e que quem vier apague a luz .
O curioso é que mesmo os mais chegados não conseguem responder-me ás simples interrogações .
Vejamos :
A sociedade na qual participa a Câmara ,vai fazer todo um punhado de obras ,por Administração directa ,da qual nem sequer há planos acabados .Assim os custos inerentes a cada uma não são conhecidos .Como serão depois fixados sem submetidos a concurso ?
Vamos supor –e porque não ?!- que a meio essa sociedade entra em Falência ? O Sócio institucional ,naturalmente ,não se pode eximir ao compromisso das obrigações .E depois?
Outra questão e muito séria é a da presença descarada do Sr Presidente da Câmara como Presidente do Conselho de Administração .Menos transparência não pode haver .Deverá ser interessante ver o Presidente a defender o seu capital ,ao fazê-lo como sócio minoritário .E a fazer tudo para que os lucros da sociedade possam e devam ser o s maiores possíveis. Como serão distribuídos?
Estas soluções ,hoje proibidas ,formadas de afogadilho em oito dias ,antes que a Lei proibisse a marosca ,são um pantanal de enredos ,que só desprestigiam o poder autárquico ,com uma imagem de corrupção ,que é já a sua imagem de marca .
Exemplos destes ,são vergonhosos .E não sei mesmo ,se em pouco tempo eles não vão ser considerados ilegais, e lavados à sua dissolução
Havemos dce voltar a isto
Aladino
Esta questão de entrar em «trabalho de parto» ,deixa-me sem vontade de fazer nada, o que me é, de todo ,inhabitual.
Não sei se a minha mãe quando me teve ,nas horas anteriores, se sentiu assim :-sem saber se valeria a pena .Eu creio que depois Ela sempre sentiu que sim ;esforcei-me ,loucamente para isso .
Eu não sei se o Ensaio valeu a pena ,ou não… .Oxalá daqui a uns tempos eu o possa julgar .
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Mesmo nestas condições fui ontem ao Porto apresentar o Livro «80º Norte» de Valdemar Aveiro .
Mesmo neste estado de espírito ,um pedido de um amigo não se nega .
Sobre o que perorei sobre o livro guardo para mais tarde, publicá-lo no Site .De todo o modo adianto, desde já ,tratar-se de um livro de quase memórias ,que se lê com evidente agrado ,leve ,contendo algumas estórias interessante ,se bem que, particularmente ,elas pudessem ser de outro tipo ,mais realistas, como que muito ganharia o livro
A personalidade de Valdemar ,um arquétipo de um «ílhavo»,um ser que subiu a vida a pulso ,inquieto e decidido a distinguir-se ,tem tos os motivos para se louvar
É estranho o que está a acontecer cada vez com maior frequência .Aveiro aproveita tudo ,e o que é certo é que os últimos programas culturais ali apresentados têm tido umas participação notável de gente desta Terra .Parece que a debandada é imparável .Merecia profunda reflexão
Algo vai muito mal .Se os autores assim procedem –e cada vez há mais a fazê-lo –isso diz da inexistência ,a todos os títulos, de uma politica cultural aqui em Ílhavo. Apenas preocupada ,apenas e só ,com os edifícios loucos ,mas nada preocupada com a cativação dos autores .Desprezando-os, e até ,ao que sei, maltratando-os .
Isso pode ter custos terríveis no futuro .Irreversíveis.
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Em conversa com um grupo onde se encontravam altos representantes do Partido Social Democrático ,foi uma vez mais confessada a grande infelicidade da decisão da construção do chamado Centro Cultural .Parece que o próprio R,E. teria -já! -concordado com a infelicidade de tal decisão .Catastrófico. .
Foi pena . Agora para ali fica o mamarracho á espera que um dia o camartelo o deite abaixo
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Indo para coisas mais sérias mete-me os mais sérios engulhos ,esta dita Sociedade mais Ílhavo ,que só tem esta designação ,pela regra matemática de que ,como sabemos ,menos por menos, dá mais .
È bem claro que com a mesma vamos ter Ílhavo que não interessa a ninguém feito em condições que agravarão o nosso desenvolvimento futuro :Mais obra ,mais betão ,mais despesismo , mais faz de conta que não ficaremos a dever mais –o que é perfeito embuste!- e que quem vier apague a luz .
O curioso é que mesmo os mais chegados não conseguem responder-me ás simples interrogações .
Vejamos :
A sociedade na qual participa a Câmara ,vai fazer todo um punhado de obras ,por Administração directa ,da qual nem sequer há planos acabados .Assim os custos inerentes a cada uma não são conhecidos .Como serão depois fixados sem submetidos a concurso ?
Vamos supor –e porque não ?!- que a meio essa sociedade entra em Falência ? O Sócio institucional ,naturalmente ,não se pode eximir ao compromisso das obrigações .E depois?
Outra questão e muito séria é a da presença descarada do Sr Presidente da Câmara como Presidente do Conselho de Administração .Menos transparência não pode haver .Deverá ser interessante ver o Presidente a defender o seu capital ,ao fazê-lo como sócio minoritário .E a fazer tudo para que os lucros da sociedade possam e devam ser o s maiores possíveis. Como serão distribuídos?
Estas soluções ,hoje proibidas ,formadas de afogadilho em oito dias ,antes que a Lei proibisse a marosca ,são um pantanal de enredos ,que só desprestigiam o poder autárquico ,com uma imagem de corrupção ,que é já a sua imagem de marca .
Exemplos destes ,são vergonhosos .E não sei mesmo ,se em pouco tempo eles não vão ser considerados ilegais, e lavados à sua dissolução
Havemos dce voltar a isto
Aladino
quinta-feira, maio 31, 2007
RIMA EM RODAPÉ
Falacioso pregador de tortuosa venta
Alarve esgoto de prosápia impúdica
Na asneira douto, na palavra estúpida
Feroz se mostra à assistência atenta.
No púlpito d’ Assembleia onde se apresenta
Ao Povo tolhido , em vão sussurro
Aponta o dedo em estrondoso urro
Escoiceando asneiras em que arrebenta
Quatro edis ao ouvirem os seus brados
Não justaram que gritasse contra modas
O pecador, de todos o mais descarado
Ouve tassalho ,com tal pregação não colhes
Jamais iremos esquecer
Os desmandos, com que diariamente nos… tolhes (1)
(1) Rima livre na Glosa a ELMANO
Aladino
Falacioso pregador de tortuosa venta
Alarve esgoto de prosápia impúdica
Na asneira douto, na palavra estúpida
Feroz se mostra à assistência atenta.
No púlpito d’ Assembleia onde se apresenta
Ao Povo tolhido , em vão sussurro
Aponta o dedo em estrondoso urro
Escoiceando asneiras em que arrebenta
Quatro edis ao ouvirem os seus brados
Não justaram que gritasse contra modas
O pecador, de todos o mais descarado
Ouve tassalho ,com tal pregação não colhes
Jamais iremos esquecer
Os desmandos, com que diariamente nos… tolhes (1)
(1) Rima livre na Glosa a ELMANO
Aladino
quarta-feira, maio 30, 2007
GREVE GERAL
UM DESASTRE
Creio ser iniludível que esta greve geral foi um fracasso .Total .E quando tal acontece ,isso é grave para os trabalhadores .
Creio que a mesma foi preparada atabalhoadamente ,com algum fito que não dar resposta às sérias questões enfrentadas pelos trabalhadores ,nos tempos difíceis que ocorrem .
Parece que a estrutura corporativa Sindical não percebe o que é fundamental para resistir ao novo problema que aflige o mundo do trabalho ,neste era da Globalização. .Fazer politica sindical como se fazia há dez, ou vinte anos, é um erro que sairá muito caro aos trabalhadores .Porque hoje –e para já -não hás alternativas consequentes ao sistema ,que ultrapassa claramente um País que não pode distanciar-se dos passos seguidos pelos outros, sem riscos de se auto-aniquilar .
Os Sindicatos (e em especial a CGTP) não perceberam que eles próprios têm de mudar de estratégia ,se quiserem empatar «o jogo». Mudar de estratégia ,implica mudar as suas estruturas corporativas e as caras que desde 74 ocupam inalteravelmente os posto nas ditas .Hoje uma Europa convive, toda ela ,mais ou menos do mesmo modo e com as mesmas respostas e fazendo um mesmo percurso ,tentando em conjunto minorar os problemas que em catadupa recaem sobre as economias locais. O patronato deixou de ter rosto, parecendo tornar-se cada vez mais ,apenas e só, uma entidade :O MERCADO.
O Estado ,que em ultima instância servia de albergue para todos –fossem bons ,óptimos ou maus –dando-lhes os mesmo incentivos, acabou .Ele próprio se vai sujeitando ao seu Patrão :O Mercado .O Estado tem que produzir, bem e barato .è a nova Lei .Tem de separar águas e olhar para a produtividade da sua produção .Senão desaparece e passa a ser comandado pelo dito Patrão sem rosto. Disso não tenhamos dúvidas .
Por isso os tempos que se avizinham serão dramáticos. Eu compreendo-o porque sempre vivi em risco ,em afirmação. Odiei, e afastei-me logo ,dos locais onde a promoção era por antiguidade e não por mérito, mesmo que na altura, ficar, fosse o mais cómodo .Mesmo depois de aí ter rompido com todas as barreiras – ao afirmar claramente que o queria fazer e provar – subvertendo o sistema, o que me deu enorme gozo .Mas nem assim fiquei satisfeito .E fui-me á procura de novos desafios.
Os tempos que aí vêm serão, isso ,mesmo de grande desafio .
Conhecer ,saber ,nunca parar de aprender, melhorar dia a dia a qualificação ,é necessário .Senão vegeta-se. Os Sindicatos devem ter o primeiro lugar nessa luta pela melhoria do conhecimento .Ou correm o risco de se tornarem associações de excluídos .
O movimento sindical português perdeu hoje ,claramente o seu tempo de validade ,tal como está. Tem de repensar o novo tempo ,no sentido de minorar o choque traumático da mudança.
O Governo tem que meditar .Esvaziado de oposição ,fica-lhe o caminho livre para todos os desmandos .Pode parecer tentador. Mas não é por aí que deve ir. Se falhar as culpas não serão distribuídas; serão, única e exclusivamente ,suas .
Tempo de parar um pouco .Para uns e outros reflectirem para no futuro .
Politicamente,o PCP vai sofrer com esta derrota .É incrível como este partido não percebeu que os tempos são outros e que não é desta esquerda que os trabalhadores precisam .
Nova IDEDOLOGIA,precisa-se .Já …enquanto é tempo …
Aladino
UM DESASTRE
Creio ser iniludível que esta greve geral foi um fracasso .Total .E quando tal acontece ,isso é grave para os trabalhadores .
Creio que a mesma foi preparada atabalhoadamente ,com algum fito que não dar resposta às sérias questões enfrentadas pelos trabalhadores ,nos tempos difíceis que ocorrem .
Parece que a estrutura corporativa Sindical não percebe o que é fundamental para resistir ao novo problema que aflige o mundo do trabalho ,neste era da Globalização. .Fazer politica sindical como se fazia há dez, ou vinte anos, é um erro que sairá muito caro aos trabalhadores .Porque hoje –e para já -não hás alternativas consequentes ao sistema ,que ultrapassa claramente um País que não pode distanciar-se dos passos seguidos pelos outros, sem riscos de se auto-aniquilar .
Os Sindicatos (e em especial a CGTP) não perceberam que eles próprios têm de mudar de estratégia ,se quiserem empatar «o jogo». Mudar de estratégia ,implica mudar as suas estruturas corporativas e as caras que desde 74 ocupam inalteravelmente os posto nas ditas .Hoje uma Europa convive, toda ela ,mais ou menos do mesmo modo e com as mesmas respostas e fazendo um mesmo percurso ,tentando em conjunto minorar os problemas que em catadupa recaem sobre as economias locais. O patronato deixou de ter rosto, parecendo tornar-se cada vez mais ,apenas e só, uma entidade :O MERCADO.
O Estado ,que em ultima instância servia de albergue para todos –fossem bons ,óptimos ou maus –dando-lhes os mesmo incentivos, acabou .Ele próprio se vai sujeitando ao seu Patrão :O Mercado .O Estado tem que produzir, bem e barato .è a nova Lei .Tem de separar águas e olhar para a produtividade da sua produção .Senão desaparece e passa a ser comandado pelo dito Patrão sem rosto. Disso não tenhamos dúvidas .
Por isso os tempos que se avizinham serão dramáticos. Eu compreendo-o porque sempre vivi em risco ,em afirmação. Odiei, e afastei-me logo ,dos locais onde a promoção era por antiguidade e não por mérito, mesmo que na altura, ficar, fosse o mais cómodo .Mesmo depois de aí ter rompido com todas as barreiras – ao afirmar claramente que o queria fazer e provar – subvertendo o sistema, o que me deu enorme gozo .Mas nem assim fiquei satisfeito .E fui-me á procura de novos desafios.
Os tempos que aí vêm serão, isso ,mesmo de grande desafio .
Conhecer ,saber ,nunca parar de aprender, melhorar dia a dia a qualificação ,é necessário .Senão vegeta-se. Os Sindicatos devem ter o primeiro lugar nessa luta pela melhoria do conhecimento .Ou correm o risco de se tornarem associações de excluídos .
O movimento sindical português perdeu hoje ,claramente o seu tempo de validade ,tal como está. Tem de repensar o novo tempo ,no sentido de minorar o choque traumático da mudança.
O Governo tem que meditar .Esvaziado de oposição ,fica-lhe o caminho livre para todos os desmandos .Pode parecer tentador. Mas não é por aí que deve ir. Se falhar as culpas não serão distribuídas; serão, única e exclusivamente ,suas .
Tempo de parar um pouco .Para uns e outros reflectirem para no futuro .
Politicamente,o PCP vai sofrer com esta derrota .É incrível como este partido não percebeu que os tempos são outros e que não é desta esquerda que os trabalhadores precisam .
Nova IDEDOLOGIA,precisa-se .Já …enquanto é tempo …
Aladino
segunda-feira, maio 28, 2007
O MUNDO ESTÁ PERIGOSAMENTE DO AVESSO .
Leio as coisas que vão sucedendo ,por vezes de um modo bem diferente do habitual .
1- Questão do Professor suspenso
A parte mais grave desta história ,para mim, não é o processo aberto .Processos e ou intenções sempre existiram .
O mais grave é que parece ter havido um delator ,um «pide» dos novos tempos, de que ninguém fala .Isso é que é absurdo ,não castigar exemplarmente.
O referido professor estava há VINTE ANOS na DREN. É obra .Então esses lugares não deveriam ser refrescado com ideias novas ,novos conceitos pedagógicos ,novas motivações? Aquilo mais parece o modelo sindical onde as figuras se eternizam .Assim não vamos lá .
O referido professor ( brincalhão ao que parece ,o que não traz mal nenhum ao mundo) vem dizer que tinha «tudo» no computador do seu gabinete .Tudo? Exactamente, diz : o IRS que estava a fazer (?) ,contactos de amigos ,correspondência particular etc etc .É boa esta ! Vê-se mesmo como era a actividade do mesmo .Brincalhão e certamente com outras distracções durante as suas horas que, se pensa, deveriam ser de trabalho para quem lhe paga .
Atitude que deve ser comum aos outros que por lá estão enganchados ,não porque sejam competentes ,mas porque para lá vão por reforma politica .
Assim não vamos lá ….
2- A Guerra do Iraque
Foi um trágico erro ,este em que o Ocidente se meteu ,conduzido por um fanático que não soube lidar com o problema .
Mas agora temo que estejamos à beira de novo erro, com consequências ainda mais desastrosas .Deixar tudo aquilo como está, é o pior que se possa imaginar para um Ocidente que ,manifestamente, não sabe como lidar com os extremismos islâmicos. Temo que a guerra do Iraque seja um problema sem regresso .Trágico , porque passará de Regional a Internacional .
3 –A G.A.M.A e o abandono da Ria
A G.A.M.A. ,veio hoje, pela voz do seu Presidente, colocar o problema do abandono da Ria nas mãos do Primeiro Ministro. Não se percebe o que é a G.A.M.A. ,e porque é que ainda existe .E muito menos que autoridade lhe sobra para distribuir agenda pelos Ministros.
Mas o que importa sublinhar, é a questão do abandono .È que o que eles ( na G.A.M.A.) o que querem ,afinal ,é destroçar o cadáver abandonado, repartindo a sua carne pelo seu apetite devorador .
O que eles estão a ver é que já alguém percebeu as suas intenções ,e parece disposto a dar-lhes a volta .
Repare-se :
O assoreamento que Ribau Esteves queria provocar com o seu Investimento Imobiliário da Barra ,era superior a todo o assoreamento sucedido nos últimos dez anos ,no Canal de Mira, na tal Ria abandonada.
Mais vale abandonada que mal acompanhada .
Nas mãos destes abutres ,não a matavam :destroçavam-na.
Desavergonhados .Servem-se do palco ,para, pintados de alvaiade, parecerem cordeiros .
Percebem agora, porque por tudo e por nada, se exibe a dentuça?
Tens um dentes tão grandes......
ALADINO
Leio as coisas que vão sucedendo ,por vezes de um modo bem diferente do habitual .
1- Questão do Professor suspenso
A parte mais grave desta história ,para mim, não é o processo aberto .Processos e ou intenções sempre existiram .
O mais grave é que parece ter havido um delator ,um «pide» dos novos tempos, de que ninguém fala .Isso é que é absurdo ,não castigar exemplarmente.
O referido professor estava há VINTE ANOS na DREN. É obra .Então esses lugares não deveriam ser refrescado com ideias novas ,novos conceitos pedagógicos ,novas motivações? Aquilo mais parece o modelo sindical onde as figuras se eternizam .Assim não vamos lá .
O referido professor ( brincalhão ao que parece ,o que não traz mal nenhum ao mundo) vem dizer que tinha «tudo» no computador do seu gabinete .Tudo? Exactamente, diz : o IRS que estava a fazer (?) ,contactos de amigos ,correspondência particular etc etc .É boa esta ! Vê-se mesmo como era a actividade do mesmo .Brincalhão e certamente com outras distracções durante as suas horas que, se pensa, deveriam ser de trabalho para quem lhe paga .
Atitude que deve ser comum aos outros que por lá estão enganchados ,não porque sejam competentes ,mas porque para lá vão por reforma politica .
Assim não vamos lá ….
2- A Guerra do Iraque
Foi um trágico erro ,este em que o Ocidente se meteu ,conduzido por um fanático que não soube lidar com o problema .
Mas agora temo que estejamos à beira de novo erro, com consequências ainda mais desastrosas .Deixar tudo aquilo como está, é o pior que se possa imaginar para um Ocidente que ,manifestamente, não sabe como lidar com os extremismos islâmicos. Temo que a guerra do Iraque seja um problema sem regresso .Trágico , porque passará de Regional a Internacional .
3 –A G.A.M.A e o abandono da Ria
A G.A.M.A. ,veio hoje, pela voz do seu Presidente, colocar o problema do abandono da Ria nas mãos do Primeiro Ministro. Não se percebe o que é a G.A.M.A. ,e porque é que ainda existe .E muito menos que autoridade lhe sobra para distribuir agenda pelos Ministros.
Mas o que importa sublinhar, é a questão do abandono .È que o que eles ( na G.A.M.A.) o que querem ,afinal ,é destroçar o cadáver abandonado, repartindo a sua carne pelo seu apetite devorador .
O que eles estão a ver é que já alguém percebeu as suas intenções ,e parece disposto a dar-lhes a volta .
Repare-se :
O assoreamento que Ribau Esteves queria provocar com o seu Investimento Imobiliário da Barra ,era superior a todo o assoreamento sucedido nos últimos dez anos ,no Canal de Mira, na tal Ria abandonada.
Mais vale abandonada que mal acompanhada .
Nas mãos destes abutres ,não a matavam :destroçavam-na.
Desavergonhados .Servem-se do palco ,para, pintados de alvaiade, parecerem cordeiros .
Percebem agora, porque por tudo e por nada, se exibe a dentuça?
Tens um dentes tão grandes......
ALADINO
sexta-feira, maio 25, 2007
O MAR E O ARRAIS
Que trazes no farfalho da vaga que lá vem?
Com que dimensão, com que medo me queres aterrecer,
Ou com que inquietação me queres saber?
Não aceitas (?), danado ,quem medo de ti não tem .
Podes vir de breu, negro e ameaçador
Podes trazer contigo o vento a chiar e rugir,
Relâmpago ou trovão a zunir .
Podes trazer tudo ,Mar sem fundo.
Mar de todo mundo
Vem estipôr!
A tudo direi basta
Que o medo é breve, mas a glória vasta.
De ti , minh’alma não teme fugir
Nem dor colher, sorriso ou afago.
Chegada a hora de te fruir
Bebo-te , mostrengo, de um só trago
Vem danado
Se a tua grandeza é vasta
Para a dominar, uma mão me basta
Pois tu , afinal - ó Mar! –
És tão pequenino
Que a tua imensidão
Cabe aqui, todinha,
No seio da minha mão.
Senos Fonseca
Maio 2007
Que trazes no farfalho da vaga que lá vem?
Com que dimensão, com que medo me queres aterrecer,
Ou com que inquietação me queres saber?
Não aceitas (?), danado ,quem medo de ti não tem .
Podes vir de breu, negro e ameaçador
Podes trazer contigo o vento a chiar e rugir,
Relâmpago ou trovão a zunir .
Podes trazer tudo ,Mar sem fundo.
Mar de todo mundo
Vem estipôr!
A tudo direi basta
Que o medo é breve, mas a glória vasta.
De ti , minh’alma não teme fugir
Nem dor colher, sorriso ou afago.
Chegada a hora de te fruir
Bebo-te , mostrengo, de um só trago
Vem danado
Se a tua grandeza é vasta
Para a dominar, uma mão me basta
Pois tu , afinal - ó Mar! –
És tão pequenino
Que a tua imensidão
Cabe aqui, todinha,
No seio da minha mão.
Senos Fonseca
Maio 2007
quinta-feira, maio 24, 2007
E A VIDA LÁ CORRE ...OU MELHOR, CÁ CORRE .
Chegamos a uma altura em que qualquer dia é bom para morrer …e mau para viver .
Não estou obcecado com isto .Para já ,não estou .Como a minha Mãe me dizia ,com o tempo vamos cortando ligações , distanciando-nos das coisas e pessoas ,e só nos resta a dignidade .Há que a manter .
Mas é certo que nisto de finações qualquer dia serve ,se bem que é , atendível que para os que cá ficam ,para os amigos, sempre é mais cómodo um dia da semana .Mas não é isso que aqui me traz .
Agora chegados aqui ,qualquer dos dias me começa a parecer mau-ou pelo menos muito difícil - para viver .Engendrar coisas diferentes para os viver de um modo diferente , é coisa difícil. Insuportável .Sempre me esforcei –e esforço –para que todos os dias fossem diferentes do anterior .Irrepetíveis. Por isso em cada um tentei dar de mim o melhor –e por vezes o pior !-mas sempre diferente. Tento e lá vou conseguindo, manter viva essa chama ,às vezes a muito custo .Até quando?..essa é a questão.
Ser diferente …mas sempre igual. Diferente para mim , para o que me ofereço ,ou desafio .Mas igual para os outros a quem me dou.
Por falar em distanciamento …
Hoje é-me insuportável , suportar as futilidades e o desútil . E nem me dou ao trabalho de o encobrir .
O socialmente correcto, é-me pouco mais do que indiferente .As coisas ou valem a pena ,ou não vale a pena perder tempo com elas.
Com as pessoas …o mesmo.
Se não fui capaz de mudar as coisas por aqui –e não fui! - não desisto de manter –e preservar –toda a minha liberdade interior .
Refugio-me na minha casa e, de lá, atento contra tudo que seja postiço , inverdadeiro,e contenha exclusão .
Por vezes o silêncio pesa ,mas sempre é melhor que ver e ouvir estupidez desbragada.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Do tempo em que se ouviam, nesta Terra , grandes pregadores egrégios .sermoar com a palavra e o gesto ,veio-me à ideia a história de um famoso frade que, ao apontar as profundezas do inferno, o fazia com a destra erguida ,dedo espetado dirigido aos céus .Ao contrário, quando das moradas divinas enaltecia as virtudes, exortando o seu caminho aos atentos ouvintes, fazia-o apontando ,hirsuto e decidido ,o chão.
Inquirido das razões da inadequação do gesto com o verbo, o frade apenas disse :
-Há céu e inferno em todos os lados ; façam como eu conto ,não liguem ao que eu aponto.
Vem isto a propósito de quê ?, perguntar-se -à
Ora bem: há dias ouvi um prolixo palrador, em tão demorada como redonda prédica ,que á partida se propunha com o fim próprio e intencional de evocação de alguém desaparecido –ainda por mais amigo ,julgo eu! - a afivelar, do principio ao fim ,um sorriso azamboado ,despropositado, algo imbecil, por norma patente em patologias bi-polares . .Mesmo quando dirigiu à família do «ausente» as condolências pelo seu desaparecimento -o que afirmou ,e eu acredito, sentir profundamente - não escondeu, antes sublinhou e aprofundou ,o referido despropósito .
Não é a primeira vez que me confronto com tal esgar .Que me perturba profundamente.
Não há ninguém que diga ao frade falhado –ele o disse – para adequar o gesto, à palavra farta?
Neste caso ,apetece dizer :
-Olha como ri ,não ouças o que ele diz …
ALADINO
Chegamos a uma altura em que qualquer dia é bom para morrer …e mau para viver .
Não estou obcecado com isto .Para já ,não estou .Como a minha Mãe me dizia ,com o tempo vamos cortando ligações , distanciando-nos das coisas e pessoas ,e só nos resta a dignidade .Há que a manter .
Mas é certo que nisto de finações qualquer dia serve ,se bem que é , atendível que para os que cá ficam ,para os amigos, sempre é mais cómodo um dia da semana .Mas não é isso que aqui me traz .
Agora chegados aqui ,qualquer dos dias me começa a parecer mau-ou pelo menos muito difícil - para viver .Engendrar coisas diferentes para os viver de um modo diferente , é coisa difícil. Insuportável .Sempre me esforcei –e esforço –para que todos os dias fossem diferentes do anterior .Irrepetíveis. Por isso em cada um tentei dar de mim o melhor –e por vezes o pior !-mas sempre diferente. Tento e lá vou conseguindo, manter viva essa chama ,às vezes a muito custo .Até quando?..essa é a questão.
Ser diferente …mas sempre igual. Diferente para mim , para o que me ofereço ,ou desafio .Mas igual para os outros a quem me dou.
Por falar em distanciamento …
Hoje é-me insuportável , suportar as futilidades e o desútil . E nem me dou ao trabalho de o encobrir .
O socialmente correcto, é-me pouco mais do que indiferente .As coisas ou valem a pena ,ou não vale a pena perder tempo com elas.
Com as pessoas …o mesmo.
Se não fui capaz de mudar as coisas por aqui –e não fui! - não desisto de manter –e preservar –toda a minha liberdade interior .
Refugio-me na minha casa e, de lá, atento contra tudo que seja postiço , inverdadeiro,e contenha exclusão .
Por vezes o silêncio pesa ,mas sempre é melhor que ver e ouvir estupidez desbragada.
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Do tempo em que se ouviam, nesta Terra , grandes pregadores egrégios .sermoar com a palavra e o gesto ,veio-me à ideia a história de um famoso frade que, ao apontar as profundezas do inferno, o fazia com a destra erguida ,dedo espetado dirigido aos céus .Ao contrário, quando das moradas divinas enaltecia as virtudes, exortando o seu caminho aos atentos ouvintes, fazia-o apontando ,hirsuto e decidido ,o chão.
Inquirido das razões da inadequação do gesto com o verbo, o frade apenas disse :
-Há céu e inferno em todos os lados ; façam como eu conto ,não liguem ao que eu aponto.
Vem isto a propósito de quê ?, perguntar-se -à
Ora bem: há dias ouvi um prolixo palrador, em tão demorada como redonda prédica ,que á partida se propunha com o fim próprio e intencional de evocação de alguém desaparecido –ainda por mais amigo ,julgo eu! - a afivelar, do principio ao fim ,um sorriso azamboado ,despropositado, algo imbecil, por norma patente em patologias bi-polares . .Mesmo quando dirigiu à família do «ausente» as condolências pelo seu desaparecimento -o que afirmou ,e eu acredito, sentir profundamente - não escondeu, antes sublinhou e aprofundou ,o referido despropósito .
Não é a primeira vez que me confronto com tal esgar .Que me perturba profundamente.
Não há ninguém que diga ao frade falhado –ele o disse – para adequar o gesto, à palavra farta?
Neste caso ,apetece dizer :
-Olha como ri ,não ouças o que ele diz …
ALADINO
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