SF (8 Março 2010)
terça-feira, março 09, 2010
SF (8 Março 2010)
segunda-feira, março 01, 2010
Era meu dever visitar alguém muito próximo de quem temo ser evidente a separação próxima. É sempre arrepiante. Aquele género de conversa de querer convencer quem não está mesmo nada convencido das nossas esperanças. E como esteve sempre habituado á nossa sinceridade parece nos censurar, «agora».
- Acreditas mesmo que «Ele» não existe?
Ensalivo , tento ganhar tempo, mas decido-me:
-Sim !...E cada vez mais. Olha !... se o encontrares primeiro diz-lhe da minha parte que para fazer «esta borrada» « podia ter, só e apenas, trabalhado dois e descansado os outro cinco». Podia ser que as coisas tivessem ficado mais entregues a cada um.
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Morte é fim único,superior?
Há quem pense -e eu já tive essa fase - de que a morte é um acto único. Morre-se naquele instante. Já está…
Ora eu penso que não. A partir de muito cedo começamos a morrer devagarinho. E depois ás tantas embalamos assustadoramente. Até que na continuação, acontece o ultimo acto.
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As declarações do Sr Bispo do Funchal deixam-me apatetado. Então ainda há argumento para culpar a Natureza e perdoar a «Deus»?
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Escutas ao «Céu».JÁ!...
Que pena que as escutas ainda não tenham chegado ao Céu. Assim poder-se-iam detectar as ordens transviadas de uns amigalhaços que traem o chefe dando ordens em seu nome.
Porque eu vou lá acreditar que Deus pudesse dar ordens destas?!.
Aladino
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Sou o homem de olhar acinzentado
Que segue a mulher insinuante
De cor de canela que surge do império.
Já não olho para a sua silhueta, surpreendentemente, pasmado.
Mas para o que retenho da imagem que se foi dissolvendo.
A luz não me ofusca porque dela apenas retenho a miragem.
Interessa-me pouco por onde foi, o que fez, ou onde andou. A sério…
É um enigma de que perdi o desejo. Voltar a descobri-la.
Vou jogando com ela à batota.
Falando de coisas que podiam ser, mas não são.
Como nós também já não somos, não há batota.
Há um terno de mãos que não se mostra. Finge-se.
Ela joga comigo estranhos jogos florais.
E às vezes a vida. Eu não.
Melhor deixar repousar a poeira do passado
Que ficar com os olhos doridos do presente, ausente.
Sinto por vezes que sorrimos. Ou choramos?
E que insinuando, sem nunca o dizer
Lembramos esses anos que nos fugiram.
A noite de ausência em que por assim querer, estamos.
Aladino (fev,2010)
terça-feira, fevereiro 16, 2010
sábado, fevereiro 13, 2010
Matar a Democracia…parece ser« interesse público»
Reina a mais absoluta e desbragada..e intolerável, leveza do ser ,em Portugal.
Já ninguém tem vergonha. Já ninguém acredita em ninguém. Já todos perceberam que transformámos – ou deixámos transformar este País -no maior pardieiro, onde nem eu nem Tu ,temos o direito de dar um traque …Porque o dito..silencioso ou espatafurdiamente sonoro, ressonante e requebrado,flauteado, virá amanhã esparrachado no Orgão de Comunicação Social libertário(ou libertino?!),próximo.
Hoje é o dia dos namorados. Na comunicação social -não sei se repararam?! – apregoam-se mezinhas para tratar uma pandemia que parece grassar no País: - a disfunção eréctil…
Não sabia -felizmente! - que este surto pandémico grassava por aí com tal intensidade. Embora desconfiasse…pelas consequências.
É verdade.
Isto é já um País de sujeição à gravidade. Incapaz de se levantar. Perdido no diz-se. E alegremente sorridente na inconsciência com que vai para o cadafalso.
Recebo diariamente de (amigos)radicais, informação sobre textos «reaccionários».(sim porque o radicalismo é sempre reaccionário!) .Enviam coisas de que lêem ,e com que se masturbam.
Eles que me desculpem. Eu não transcrevo. Tento reflectir. Penso por mim ,não preciso que outros me indiquem o caminho.
Muitos desses já nem se lembram da PIDE:-entrávamos no «Trianon» e até sabíamos a mesa onde estavam os esbirros. Íamos ver a televisão ao «Santos», e logo que descortinávamos os «informadores» fascistas frequentadores do «Café Berlin».Tomávamos cuidado. Eu não. Afrontava-os. E cheguei mesmo a ir á cara de um deles, o cap Barreto, figura patética, embirrenta, lembrando as SS, que se deve ter mijado quando o afocinhei nos bolos do «Manuel Cova».
Constatei no meu processo (recuperado) que afinal o tipo até me tinha em alta consideração!!!. Não só considerava e fazia anotar, eu ser um elemento «altamente» perigoso para o regime, como elogiava a biblioteca que dizia eu ter(Marx,Fidel,Rosa Luxemburgo,Engels etc etc), porque até era verdade, eu lhe emprestar uns livros, que em determinada altura tive de esconder em casa do meu sogro (do que ele deu conta aos patrões).Coitado: era um pobre diabo…
Vem isto a propósito desta nova PIDE instalada no País.
Agora,nem eu nem Tu,reconhecemos, ou desconfiamos do PIDE boçal .Agora és escutado por «uma PIDE» que tudo sabe. E que nem te leva para o calabouço. Não!...abatem-Te na praça publica sem direito -ou presunção – de defesa. A tortura física é muito mais suave. Esta agora mata, porque é indigna.
O País é um lameiro de corporações. Ora a corporação jornalística é das mais reles. Sei-o de fonte sabida. Quando foi preciso «vender», comprei muitas vezes o espaço. Esmolas. O que será,hoje, com os interesses na grande comunicação Social.
O País hoje rende-se a uma «desbocada» Manela & Marido. Que entrouxaram milhões de euros, e se estão a rir dos peralvilhos, preocupados com a perda da dedirrósea aurora da liberdade . O arrastado Crespo, segurou o programa onde defeca lugares comuns, apregoando …o que ..outro…ouviu. E um Saraiva putrido, que se vende aos interesses da família Santos, como se venderia aos interesses de Bin-Laden para fugir ao falido projecto «Sol» ,brinca com uma justiça em nome da «Liberdade».«Liberdade?...» afinal o que és tu...apetece perguntar chegados,aqui,ao fim da linha.
Dizem que o interesse publico, é quem mais ordena!!!
Pois : até em nome desse interesse se pode matar. O quê?
A DEMOCRACIA…
domingo, janeiro 31, 2010
Manuscrito ( 1ª pag).
Reli-o.Começo exactamente, então, no mesmo, por referir desde logo que o 31 de Janeiro não foi uma revolução triunfante. E não o foi,não porque o sentir indelével de todo um povo o não desejasse,perante uma Pátria hipotecada aos interesses estrangeiros. O 31 de Janeiro falhou - adiantava eu -pela impreparação revolucionário do povo.
Hoje se tivesse de participar uma vez mais em outro qualquer comício das comemorações dessa, tão gloriosa como dolorosa data, diria exactamente o mesmo.
De facto a revolta do Porto teve o seu quê de extemporâneo. Era certo que havia dissidências entre os republicanos do Porto e de Lisboa sobre o modo, de como e quando, fazer eclodir a revolta no sentido de apear a Monarquia de D.Carlos.Que estava podre, caduca e corrupta. À espera de um empurrão para cair.Era contudo preciso dar tempo para «os colocar de acordo», dada o tumulto provocado pela questão do ultimato inglês,ainda não digerido.
Três semanas antes da «revolta», os elementos mais moderados tinham conseguido exactamente chegar a tal situação. Mas um acontecimento fortuito relacionado com a oposição dos sargentos à Lei que impunha que os lugares de Alferes fossem exclusivamente ocupados por alunos da Escola do Exército, fez grassar uma forte indignação nos Sargentos, contra a mesma, levando à organização de um levantamento nos quatéis, decidido à revelia do directório do Partido. Durante a revolta os oficiais das unidades do Porto mantiveram-se alheios ao «golpe».
Mas o Povo, esse, esteve ao lado dos revoltosos, vitoriando-os entusiasticamente, servindo-lhes aguardente e pão quente, depois de uma noite fria e chuvosa, suportada fora dos quartéis.. E das janelas da Câmara do Porto, pôde Alves da Veiga proclamari pela primeira vez em Portugal -ainda que por escassas horas- a Republica.E até anunciar o nome dos elementos que iriam constituir o primeiro Governo Provisório.

A 1ª Proclamação da Republica (Porto)
Revoltosos e o Povo dirigiram-se então para a Praça da Batalha. Das janelas, senhoras de braços pousados nas colgaduras com que repentinamente se apressaram a enfeitar as janelas debruçadas sobre a rua íngreme, gritavam entusiasmadas, acenando freneticamente aos bravos do batalhão. A marcha parecia triunfal. Só que quando subia a rua de Stº.António, postada lá no cimo, a Guarda Municipal -provando que as autoridades civis e militares do Porto estavam perfeitamente ao corrente do plano - equipada com recente armamento de grande eficácia, entrincheirada nas escadas da igreja, fez inesperadamente fogo apontando ao peito dos revoltosos. A rua ficou num ápice, juncada de cadáveres.
A marcha retrocedeu. Povo e soldados, atropelando-se, fugiram espavoridos. Aí o Cap. Leite e o Alferes Malheiro resistiram heroicamente, tentando reagrupar os seus soldados, ao tempo que interpelavam os oficiais da Guarda Municipal de quem não se esperava tamanho, e tão feroz, procedimento. Retrocedendo até ao largo Municipal, apesar dos esforços dos referidos heróis revolucionários, não houve outra atitude senão a rendição.
O Porto «o berço da liberdade», «a cidade Invicta», honraria assim, uma vez mais, o seu historial. Já tinha sido ali, naquela cidade, que eclodira a primeira revolta liberal. Aconteceu em 1820,com a ajuda do batalhão de Aveiro. E nela se gritou,então, «às Cortes».
Também em 31 de Janeiro de 1891 se gritaram vivas à Liberdade, à Revolução e à Republica.

Conselho de guerra a bordo do »Afonso de Albuquerque«
Senos da Fonseca
PS –Não era fácil nesses anos de sessenta, subir ao palco e invectivar o regime. Conduzido pela mão de minha Mãe, desde miúdo que me habituei a essas refregas.
Era um risco;confesso porém que pouco ligava a isso.E até tenho um episódio curioso que não resisto a contar.
Recordo-me de um dia após uma dessas intervenções, trabalhava eu na então Companhia Portuguesa de Celulose, do espanto dos meus colegas mais velhos à minha participação num Comício ,onde atirei forte e feio no regime Salazarista, o que veio noticiado nos jornais da época. Avisaram-me que estava a pôr em causa a estabilidade do meu lugar. Curiosamente, para espanto ,o eng. Quevedo(adm todo poderoso) da CPC, passado pouco tempo promoveu-me com rapidez nunca vista naquela casa.E mais. Louvou-me pelo trabalho desenvolvido.
E pouco tempo depois era eu que me despedia (com amizade de todos) por entender que não tinha feitio para chegar a general só depois de velho.Apesar de… todos os esforços do Quevedo para que eu ficasse.
Mas as coisas nem sempre eram assim...
SF
sábado, janeiro 30, 2010
Super Nacionalismos
Existe um sério problema ao qual me parece se estar a dar pouca importância.
A realidade é outra bem diferente; os mercados em crescimento vertiginoso obrigaram a deslocalizações da produção dos bens a produzir para zonas geográficas mais perto dos mesmos. Lógico. E, claro por razões de exploração de mão-de-obra local. Para que eles comprem tem de se lhe meter uns míseros tostões no bolso.
O grande projecto pós moderno de um império Europeu construído voluntariamente, esfumar-se-á. À tentativa de atenuar os nacionalismos no seu interior, responderão outras potências com um exacerbar nacionalista.
terça-feira, janeiro 26, 2010
OGE -2010
Já aqui o referimos, anteriormente, dando conta que nunca terá sido tão pacifico e tão facto previsível, o resultado da aprovação do O.G.E. para 2010.A direita viabilizá-lo-ia ,desde que recebidos uns trocos de modo a aparecer à opinião pública(ao povo) com uma fortaleza que putativamente teria sido suficiente para exigir «coisa» palpável, em troca.Nada disso aconteceu. Ora a verdade é que já se percebeu que aquilo foi um fazer de conta. Ao fim PSD/CDS levaram apenas uns trocos e já não foi nada mau. Claro é que, Orçamento aprovado, serão os primeiros ratos a abandonar o barco,antes que cheguem as manifes, esperadas e já anunciadas.A força está na rua ,sorri o PC.
A Esquerda portou-se como esperado. Mas até o BE ruminou, no fim, um hipotético compromisso ,não fora, dizem, a velha questão das mais valias de curto prazo(especulativas).
Eles sabem perfeitamente que esse é, também, um objectivo do Governo. É até pela mera questão de que tem de ser. Já ninguém contesta(senão os próprios que usufruem os chorudos lucros) que num curto espaço de tempo a taxação das mesmas não seja uma decisão pacifica na EU.Mas de imediato ,quer-me parecer que seria perigoso introduzi-la.Neste momento em que o fundamental é resolver a crise do emprego.
Veremos quando e como se voltarão a formar as coligações negativas.
PAPANDREOU sem papas na língua
Hoje é um dia memorável para a história. Estou certo.O Primeiro Ministro Grego disse nos areópagos que a dèbacle da Grécia se ficou a dever á super concentração do dinheiro especulativo e ao poder da Comunicação Social, em meia dúzia de mãos. E ás ligações mafiosas entre estes potentados.
Ora em boa verdade Vos digo: sob uma pressão especulativa um País como Portugal estará indefeso. E essa altura está bem mais próxima de acontecer do que aquilo que se pensa. Não há , em minha opinião, reformismo que se atreva a mudar as coisas. A mudança só se fará por via revolucionária , a doer. Não tenho duvidas. E enquanto isso não sucede faz-se de conta.
Mas onde é que já há revolucionários?
E não há ninguém que mande calar um «marmelo» destes?
sexta-feira, janeiro 22, 2010
E o que fazer agora dobrado o Cabo dos setenta?
Olhar com olhos tristes os poucos e esganados horizontes,
E ficar por aqui a mendigar emoções novas
Quando o suão que traz na mão a foice
Espreita escarrapachado no varandim o momento em que me distraia?
Que hei-de dar à vida ,senão uma enorme vaia,
À magana que não poucas vezes, em vez de amor, só me deu coice;
E que em vez de alento só soube colocar á prova
O sôfrego que a quis beber em taça de ouro, num só momento,
Todas as delícias prometidas:- o céu ,o azul, a loucura vã de quem a inventa (?)
Revejo-me nessa já longa história, inconsequente.
Onde ontem esperei, hoje já não espero, nem sequer tento,
Deixo-me conduzir não por aquilo que queria ver, mas que vi
E sem nada esperar, contudo, não me renego. A vida foi-se,
Eu sigo coração apaixonado sem saudade de voltar àquela «praia».
SF 22.01.2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
E assim se vão desenvolvendo(e cumprindo) as etapas. E estarei em breve em trabalho de parto, com todos os incómodos que tal situação acarreta.
Há pouco, há cinco minutos, chegou-me impresso o nº1 do livro «História das Embarcações Lagunares».
História Embarcações Lagunares
O «puto» tem raça e corpo.É a primeira avaliação que faço do figurino..
Agora começa uma tarefa desgastante. Ver, aumentar ,cortar ,corrigir, planificar, tratar roda-pés etc. etc. Gosto que as coisas que me saiem da mão sigam praticamente prontas para a gráfica. Lá limitam-se a dar-lhe um toque de disposição da ilustração, personalizado.
E assim se encerra mais um capitulo, que levou um par de anos a construir.

E é já nesta altura que germina a ideia do que fazer a seguir. A escolha é difícil. Mas também sei que na altura própria, a ideia vai aparecer.
Ao menos hoje vale a pena comemorar comigo o acontecimento.
Senos da Fonseca
terça-feira, janeiro 12, 2010
Bácoros…
Quando um bácoro deixa a gamela ,grunhe.
Esta figura de João Salgueiro ,lembra-me a imagem anterior. Só deu por falta da teta, depois que lha tirarem. Até lá, mamou como os restantes. Caladinho e de barriguinha farta. Tiram-lha e dá de refucilar contra tudo e contra todos.
Outro economista de pacotilha. Já lá esteve. Lembram-se?
Ai não? Eu também quase me esquecia.
É tão fácil dizer o que não deve ser feito.
E fazer?
Achadores de coisas …já descobertas…
Estes novos«Cabrais»(achadores do já descoberto) falam do que acharam, e nunca do que sonharam.
Há duas maneiras -penso eu de que- para resolver a situação :
1) Fazer uma revolução total, partindo a loiça toda. Mudar o sistema.Só que as revoluções já não são como o 25 de Abril, a brincar. Hoje:- ou muda tudo ou fica,ou volta! tudo à mesma.
2) Ou outra maneira: colocar pensos rápidos nas feridas que vão aparecendo.
ARAUTOS DA DESGRAÇA….
Bramem ( e prenunciam), uns, o espectro da Grécia. Tolinhos!
Em boa verdade Vos digo : é mais fácil um elefante passar pelo beco do lá vem um ,do que dois economistas somarem dois mais dois para concluírem: - que é verdade e estão de acordo,são quatro.
Aladino
domingo, janeiro 10, 2010
No decurso da educação católica em que familiarmente me vi inserido com particular intensidade, fui ao longo do tempo tentando perceber, ou recolhendo informação, sobre as coisas (certezas) de que ouvi falar, que sempre me pareceram inconsistentes, porque cheia de contradições. Acreditar, parecia-me fruto de educação,de tradição familiar, mas nada mais…
Alinhem-se os relatos dos neo-testamentários e eles não resistem a uma rápida análise de um qualquer profano. Não é preciso ser-se especialista. Basta deduzir.
Pregado – e em consequência tendo expirado -na cruz, o que foi feito ao corpo de Cristo?
Mas João o místico, o« Ancião» grego, inspirado em João o «discípulo», relata as coisas de um modo bem diferente. Não só refere dois anjos, como lhes põe na boca palavras que nos outros não são referidas.
Então, parece, que isto atesta a realidade dos escritos e autores: Marcos (traduzido por Pedro) afasta a mística; Mateus apesar de inspirado em Marcos mostra a tendência em colar a Cristo a mítica pagã, oriental (abalos, seres celestiais vindos do céu etc.). Lucas manteve-se fiel a Marcos, e nele se inspirou, pois nunca teria tido qualquer contacto com os acontecimentos. E, em vez de um, põe dois homens para, certamente dar maior credibilidade aos factos. E até introduz no caso o apóstolo Pedro, homem de credibilidade na comunidade Judaico-cristã.
E João?
O mais místico transforma os homens (dois) em anjos, só refere uma mulher, e não anuncia o aparecimento de Jesus em lado nenhum: fá-lo aparecer logo ali. Põe o João (Sacerdote a entrar primeiro que Pedro no tumulo, embora reserve para si a primazia de ter sido o primeiro a ver o sudário. Viu e acreditou.
Fiquemos hoje por aqui…
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Porque é que « isto» não muda?
Não deixa de ser singular este País, onde mais de 83% dos Professores teve avaliação de «Bom».
Todos percebem, mesmo os ceguinhos, o que isto quer dizer. Que a avaliação, tal como existe, é, pura e simplesmente um cozinhado entre pares, uma trama cooperativa que se auto classifica :-são todos «bons». Não há que distinguir. Há que os atar em molhada.
Todo o encarregado de educação percebe que há professores muito bons e bons; mas há também -e são muitos - os assim –assim. E os maus. Alguns indignos de continuar no Ensino.
Numa guerra não se entrega uma exército a uma general assim- assim, mas a um general de elite. Para batalhas pontuais servem os «generais» de segunda. Ora no caso de Juízes não se entregam grandes casos a Juízes medíocres (ou assim-assim).Por isso o sistema deveria permitir adequar o julgador á complexidade do processo.
«Almirante e Generais», mesmo que não haja navios nem canhões para brincar, têm a vida facilitada.Muitos deles – a maioria! - ocupam cargos burocráticos, sucessiva e paulatinamente, onde perfazem ,ancorados, as horas de embarque. E colecionam umas medalhitas para colocar ao peito em dia de festa, porque o que importa é, aguentarem-se vivos. A suceder, lá chegarão -bons e maus, ao topo.Para gáudio dos netos, ufanos de terem um avô Almirante(ou General).Com o que querem dizer,imaginarem-se descendentes de um Nelson, ou mais prosaicamente, de um Vasco da Gama ou Colombo, na arte marinheira.Ou um Bonaparte ou Wellington, ou um dos Magnos, na outra arte da guerra.Cavaleira, agora sem montada. Ou sendo a montada o Zé do Bordalo.
Um individuo lá por frequentar a Universidade tem o direito de ser isto ou aquilo(doutor ,engenheiro, profe etc. etc.) ou apenas o direito de provar que o quer ser, sujeitando-se a escrutínio?
Um mestre pedreiro tinha que saber da poda. Um «mestre universitário» tem apenas de apresentar o seu curriculum como manda a UE. De acordo com as normas 9001.Qualidade só se for na fotografia.
Enquanto não tivermos uma sociedade integralmente gestionada pelo mérito, não viveremos nuns sociedade igualitária ( pelo menos)à partida, onde a cada um conforme as suas capacidades. Igualdade de direitos e também de deveres e oportunidades.
Mas não tenhamos ilusões. O recente folhetim da avaliação dos Professores, que se repetirá quando da abordagem dos Juizes, não nos permite, de facto,muitas ilusões. Este País não consegue reformar-se. Isso já vem do Liberalismo, depois com a Republica, depois com o Estado-Novo e, agora com a II Republica. O País não muda. Cria a cada novo impulso de onde parece irá sair um novo desígnio, uma elite que se serve do intuito reformista que rapidamente se esvai. Tudo se reconstrói diferente para que tudo seja igual de novo, esquecendo-se rapidamente do essencial: construir uma nova mentalidade que defina como teremos de vencer o futuro para preservar a nossa identificação como pátria.
Há pouco quem sirva.Mas há muitos -mais do que as mães - a servirem-se,a refucilar no sistema.
Aladino
terça-feira, janeiro 05, 2010
Às voltas com Cristo
Perceber que Cristo foi um humano, que só as circunstâncias históricas empurraram para uma conotação divina, parece-me evidente. Duvidar da sua existência parece-me errado e falho de lógica. Os Evangelhos escritos uns quarenta anos depois da sua morte, dificilmente, apesar de todas as contradições que espelham, poderiam reinventar uma personagem de tão grande carisma. Nesse tempo, a recolha da tradição oral de factos, levaria a que de pronto, tão perto dos factos, ser denunciada a invencionice.
Jesus nesta nova actividade apareceu então a «fazer curas». Ainda hoje há crença nos curandeiros, que faria naquele tempo.
Cristo não terá sido um homem submisso? Claro. E ai reside uma das suas virtudes e também a razão porque foi executado. Por ter evocado a sua qualidade «messiânica».
Jesus esteve ao lado dos desfavorecidos, conviveu com os excluídos, e tentou reformar o judaísmo, como foi o caso da «expulsão dos mercadores do templo». Isso me parece inquestionável. Foi um homem contestatário, hoje poderia ser dito das «esquerdas».
Ps- Que fique claro. Eu falo no resultado das minhas leituras. Não quero tocar na crendice dos outros. Estas nótulas serão o resultado de conversas entre gente que gosta de pensar por si.(SF)
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Vinha sem titulo(eu dou-o):
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Nesta noite queria adoptar uma estrela
Para com ela m’ envolver
Em sonho louco
Que de tudo tivesse um pouco.
Fossemos só nós dois, apenas,
Aqui ou noutro lugar, não sei onde, nem como,
Queria uma noite de vida sem amanhecer
Transformada em amor para a todos dar,
Solidariedade bastante para a todos chegar.
Queria usar o seu brilho como condão
Para iluminar os campos das guerras
-De todas as guerras -
Volvendo-os trigais ululantes de espigas prenhes
Para transformar ( armas), em pão.
Fazê-la «rosa de marear»,
Não para procurar outros mundos
Com novas pobrezas para explorar,
Mas caminhos de papoilas marginados
Onde não mais corresse o sangue dos fracos,
Substituído pela água fresca das levadas
Para lavar as feridas dos oprimidos
Em gesto de humilde misericórdia.
Novos «Orientes» imaginados
Em descoberta do «Homem Novo», livre.
Irmão de irmãos sorrindo ao vento
Em tempo intemporal, nunca acabado
Rostos enxutos de lágrimas
Postas a forrar o mundo
De Paz, Fraternidade e Concórdia.
S.F. ( 31 Dezembro 2009)
quarta-feira, dezembro 30, 2009
terça-feira, dezembro 29, 2009
YES MAN’s bonecreiros
Cartroga ,dizia ontem – e quase que bem - que os partidos da Oposição não tinham a noção da situação do País.Eu acrescentaria : eles não têm a mínima noção da situação que abalou(e abala o mundo).
Lêem os números como se Portugal estivesse isolado do Mundo, e como se a nossa economia possa funcionar independentemente das outras economias ,agora que estamos num bloco que reage do mesmo modo- com as mesmas virtudes mas e também com os mesmos erros - a todos os problemas.
E contudo seria extremamente fácil a esses putativos políticos não exibirem, tanta e tamanha, ignorância. Poderiam, por exemplo, ler a Comunicação Social desses outros países (hoje ainda mais fácil pelo uso da Internet),e reparar que os problemas, aqui, são exactamente os mesmo que lá fora. A culpa não é deste ou daquele Governo,mas do sistema.
Ficamos pois a saber:
…..ou não o fazem porque das novas tecnologias só sabem o que lhes permite ligar a torradeira.
----ou não sabem traduzir ,o que ultrapassariam recorrendo aos serviços de tradução dos Partidos.
-----Ou( e mais certo) são intelectualmente desonestos, mais do que materialmente (esta faceta conhecemo-la bem ) como se apregoa.
Quando se vê um pseudo condottieri politico (Pacheco Pereira),ideólogo-mor do maior partido da oposição ,elogiar os grupelhos radicais que advogam ser chegado o momento da luta pela acção (nem que seja à bomba),desiludidos com os traidores revisionistas troktistas ( do B.E),acusados de começar a darem sinais de engorda no refucilar no mundo capitalista onde vão enchendo os bolsos – e matando a alma revolucionária -, então estamos feitos.
(em boa verdade vos digo :dois troktistas formam um partido, três uma internacional socialista e quatro... bem quatro… formam dois verdadeiros partidos revolucionários)
Direitas e esquerda radicais, unidas - O POVO será vencido…
parece ser o novo slogan de uma classe, pobre de espírito e de sabedoria, alapada nas cadeiras do poder ,de onde não quer sair ,seja qual for preço que o País venha a pagar por mais ineptas que sejam as decisões dos yes-man’s bonecreiros, manuseados por uns baronetes partidários de pacotilha.
domingo, dezembro 27, 2009
Neste tempo natalício, o que me impressiona, é que dá a sensação que perdemos a memória de tudo que de mal nos aconteceu e nos propomos festejar tudo, como se só coisas boas nos tivessem sucedido.
-Sim respondeu mas velho, novo.
-Avô vais jantar na Residencial dos velhinhos? E de imediato acrescenta: - da tua idade, melhor dizendo...
A olhar todos aqueles dramas concluo: ali desbarato as minhas ilusões, se é que as tenho.
É tudo tão a correr …
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Se naquele momento encontrasse «Deus» á esquina era altura de termos uma conversinha ao rasgadinho.
Conto: Há cerca de dois messes apareceu-me um caso que me perturbou. Uma velhinha de 93 anos, já com grandes dificuldades de locomoção, cuidava, ela sozinha, de uma filha de deficiente, acamada desde que nasceu. Um caso que urgia resolver.
Legalmente, porém, só poderiam ser acolhidas: uma na Residencial de Idosos e a outra, a deficiente, no Lar Residencial para esse fim. Não me dei por vencido, e nem baixei os braços. Bati -me por encontrar uma solução que coloquei à apreciação superior da Tutela, que desde logo tinha negado a hipótese. Assim fiz nova proposta. As duas, mãe e filha, partilhariam um quarto que é o último do Lar Residencial e o primeiro do Lar de idosos. A «menina» seria tratada pelo pessoal do L R e a velhinha seria tratada pelos pessoal do L dos I.
Depois de muita luta lá veio a autorização. Fez-se a mudança. A felicidade parecia reinar naquela velhinha que assim se via aliviada de tarefas que aguentou toda uma vida, mas que agora não tinha condições para continuar. E por outro lado saberia que quando desaparecesse a filha estaria amparada para o resto dos seus dias.
Por isso a minha reacção quando estupefacto me deram a noticia.
Se eu encontrar esse tal «Deus» ali à esquina vou ajustar umas contas com ele…
E é que ia mesmo. O que vale é que anda arredio de mim: ou eu dele.
SF
sábado, dezembro 26, 2009
Valeu-me, como sempre, um hábito que faz parte integrante da minha maneira de enfrentar os desafios -e este foi,sem duvida, um dos maiores: primeiro há que perceber exacta e exaustivamente,e em todas as vertentes o problema.Horas ,dias,noites em que a «coisa» nos não sai da cabeça. E, depois de recolher toda a informação, depois de observar a questão por todos os ângulos, interiorizado o que havia a fazer,determinado a ir em frente foi tempo de definir timmings, ensinar as pessoas a compartilhar responsabilidades, atacar as Tutelas no sentido de resolver os gravíssimos casos pendentes, reestruturar toda a Instituição. Fixando novos objectivos e explicando-os em pormenor para que todos partilhem na solução. Depois, acompanhar de perto cada passo dado para,se necessário corrigir algo que na prática se verifique não ser o melhor caminho.
Com uma precisão cronométrica cumprimos na totalidade, e dentro do previsto, o que nos propúnhamos fazer. E agora será a próxima AG a resolver em definitivo a última questão ainda em aberto: a aprovação da nova estrutura Directiva.
Foi preciso trabalhar muito. O CASCI é de um grandeza desconcertante e angustiante. Mais do que isso:- de uma complexidade verdadeiramente aterradora.
Mas tudo naquela Instituição nos desafia. E se por vezes dói não ter soluções para todas as chagas do mundo, sinto que chegado aqui, posso dizer: -enriqueci-me no CASCI.
SF
R evisitando Colón E de novo,lá veio mais um livro abordando o enigmático Colón. Desta vez, uma extensa e esg...
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