domingo, janeiro 30, 2011




As ligações de Ílhavo ao Marquês de Pombal .



É sem duvida interessante ,embora cansativa , esta atitude de procurar entrelaçar os factos na história e conseguir perceber o que existe por detrás de simples acontecimentos ,mesmo que por vezes eles não tenham muita importância como facto histórico ,mas apenas recompensem a curiosidade de quem trabalha embrenhado na procura documental.

No livro com que ando ás voltas – uma biografia desse notável aveirense João Sousa Ribeiro da Sylveira, capitão mor de Ílhavo ,«pai da pátria» como publicamente foi reconhecido , uma personalidade de enorme grandeza ,moral ,ética ,magnânima na solidariedade com todos ,e em especial com os mais desprotegidos, figura que esteve na decisão Pombalina de elevação de Aveiro a cidade, e no perdão conseguido , sobre o temor tido na altura de qualquer represália sobre a população, como consequência do atentado de lesa majestade, perpetuado pelo Duque de Aveiro sobre D José. O dono da casa Ducal que era a segunda maior do País ,logo atrás da de Bragança, nunca teria vindo a Aveiro, e muito menos aqui residido. E claro não haveria qualquer ligação de gentes de Aveiro ao regicídio.

Sousa Ribeiro não só trouxe com ele a carta de elevação a cidade , a limpeza do nome das populações, como ainda trouxe a boa nova da isenção das habituais taxas de elevação hierárquica na orgânica administrativa, dos agregados populacionais, como era habitual suceder nessas situações.

Ora tenho andado embrenhado na documentação da época para explicar o que até hoje ninguém terá ainda explicado. Deixemos os pormenores da minha tese para quando da apresentação do Livro, já contratado com a Editora para ser editado no fim do ano ,data em que me comprometi a tê-lo pronto.

Ora neste arrumo final tenho «catado» ,e tentado imaginar, como não é possível encontrar uma gravura com figura de tanta importância(Arquivos históricos, Torre de Tombo ,Alfandega ,etc etc) .Claro que o fogo que consumiu o palacete da Familia (nessa altura na posse de seu bisneto Visconde Almeidinha), o palacete do Terreiro onde hoje está o edifico do Governo Civil de Aveiro, verdadeiro «museu» onde se encontrava um espólio de arte notável ,incomparável ,poderá explicar o facto.Com o fogo que transformou tudo em cinzas teriam desaparecido todos os retratos (pinturas) familiares. É possível.

É-me fundamental –para a tese que defendo – explicar a proximidade de João Sousa Ribeiro com o Marquês de Pombal. E julgo poder justificar a mesma. Ora na passada semana estava eu embrenhado no Arquivo Histórico da Universidade de Coimbra ,na tarefa de encontrar os registos dos alunos da Universidade nas décadas de 1720 a 40,e, por um acaso, verifiquei que o Sebastião José tinha casado, ainda com apenas 23 anos, com a D Teresa de Noronha e Bourbon(35 anos), filha de Bernardo de Noronha. Estremeci!!!!

Quereriam lá ver .O que a ninguém poderia interessar a mim despertou-me total interesse.

Este senhor – D. Bernardo Noronha – eu sabia-o quando estudei os Donatários de Ílhavo( Ensaio Monográfico pp 58 e 505) era o marido de uma tal D. Maria Antónia de Almada ,senhora que até se pensava teria passeado por aqui pela vila ,quando dela tomou posse, recebendo as chaves na Igreja e visitado o Pelourinho ali na Praça(leitura atenta levou-me, na altura, a concluir que senhora nunca cá pôs os pés e quem teria andado a fazer de figurante terá sido o Prior ).

Por esta é que eu não esperava.

A mulher (1ª) do Marquês de Pombal, filha da Donatária desta Santa Terrinha.

E esta heim?!!!

Registo o facto que – vamos lá – nos ilustra mas e também não desmerece.

SF (Jan 2011)

sábado, janeiro 22, 2011


A ria e só nós, os dois









Quando já não tiveres lágrimas para verter


Vem à minha porta


Àquela casa pousada sobre a ria


Que não tem chaves, nem muros, nem segredos


Ou enredos.


É tua. Entra.


Guardadas estão lá todas as palavras


Que não disse, ou não soube dizer,


À ria.


E a Ti, tão grande era meu medo.










Colhe uma flor nesse jardim escondido


E nela percebe o que quis contar de mim


E não me atrevi, porque a mais ninguém ousaria


Desnudar a intensidade da paixão.


Descalça-te e vem comigo oferecer-lhe este verso


Vem comigo afundar os pés na areia molhada,


Anda vem comigo,


De mãos dadas sentir a dádiva refrescante


Da sua maresia perfumada ;


Vem olhar o voo das gaivotas inquietas


Pelo lento marulhar da velha bateira.


Olhar o rosto enrugado de quem lá vem a contar histórias.


Aconchega-te ao meu ombro e fiquemos


Na noite a contar o verso, corpos em lume


A ouvir o vento levar o eco latente do nosso queixume.


Sou eu e tu à espera de ser o que nunca seremos…


A ria, e só nós, os dois….


JF (22.01.2011)

sexta-feira, janeiro 21, 2011


                                                             CANTO X



E pensando com os seus botões, o Sr. Bloom tinha ,agora ,no momento actual, o inventário completo da existência de ser português .Perante o que escutou (mais do que viu) só quem tenha descido à cave da condição humana ,pode tão indigentemente pretender ocupar as cadeiras do poder.Os que aplaudem por aplaudir, não lhes estão longe.


(Vamos supor que o Presidente eleito ganha com 60% dos votos expressos, que somam a conta de 50% dos votos possíveis.


Quer dizer que o Supremo Magistrado da Nação tem apenas o apoio declarado de 30% dos portugueses). O que representa S. Exª?


Certo é que a partir de 23 Janeiro virá dizer : - a partir de agora sou o Presidente de «todos os portugueses».


Uma ova…..


Então o Sr Bloom pega no seu móvel ,e liga para a agência de viagens :-pretendia um bilhete para a Índia,sff.


-De ida e volta, pergunta a voz doce da funcionária da agência?


-Só de ida. Vou para ficar. Emigro. Já não faz sentido ter memória. (Cada pessoa julga-se dono do tédio inteiro do mundo. O dos outros – julgam! – vai de avião, assim pensava o Sr.Bloom ,depois de ...)


Os políticos em Portugal preenchem o que vai dos sapatos aos ombros, conclui o Sr Bloom. E é dentro das cabeças que as coisas acontecem. Razão pela qual, por cá, nunca acontece nada de bom. Parece . As inundações começam ao nível dos mares. Quando as águas chegarem aos ombros, aboiam. Os coveiros não vão ter grande trabalho para enterrar os portugueses felizes. Já são poucos.


E o Sr. Bloom reviu no canto IV o vate:


                        (…) Com não vistas vitórias, com receio


                               A quantas gentes vês porás freio (…)





Àmen….



SF,21 de Jan 2011

quarta-feira, janeiro 19, 2011

                                                           CANTO IX



O VOTO GAY É  FUNDAMENTAL....PARA CAVACO -são já uma maioria

( Hoje os fermosos c….., estão virgenias tetas imitando)


Mas os fortes mancebos que na praia


Põem os pés, de terra cobiçosos


De acharem homem desejosos,


Que mais lhes incita a força dos amores.


Sorrindo e gritinhos dando, correndo certeiros


Nus a lavar se deitam na praia, de cu pró ar


P’ra na água matar o fogo:- indinados  paneleiros!


Julgar melhor é, do que levar no cu experimentar.       

               (por quem, deusa pátria, é esse o teu chorar?






Já ora não há no reino neptunino


Onde nasci , progénie forte e bela


Capaz de dar exemplo ao mundo vil, malino


Impotentes gays na Pátria dos Cabrais proliferam.


Nenhuma triste hipocrisia contra eles vai


Nus, lavar se deixam nas águas, afundando-se nelas


A matar o fogo que neles arde


Geme o mar com mil tiros, glória, maravilha


                         (Exultam os ninfos com mil enrabadelas.





 

terça-feira, janeiro 18, 2011

                                                    Canto VIII



(Defensor de Moura)



Mas antes, valoroso Defensor


Desta Pátria que foi moura indigente;


Liberta-a pela guerra famosa,


Corre, vai em marafona  diligente


Contra infernais vontades enganosas


Falar da terra tua, de Viana a linda


Onde o vento dorme, o mar e as ondas jazem;


Capitão não te detenhas, nome e glória assim se fazem.



E Tu ,ó Coelho que afrontas o títere João

Vieste lá do fundo do mar, coelho truão,

Desvirgular a pureza de Cavaco

Cujo virtude não pode ser defunta

Enquanto no mundo houver humano trato.

Tens mostrado esforço, e manha muita

Na denuncia da liberdade que ele pretende

Para a seita que o segue e o defende.

                 (catuais corruptos a vender adulação que bem consente.




segunda-feira, janeiro 17, 2011

                                      CANTO VII



(cand  Alegre)


E com largas palavras lhes promete


Tudo quanto é preciso cumprir nos seus reinos.


E se mantimento para tal falisse


Não temais! Garante a fama que bem conhece;


Da gente Lusitana, ‘inda que a não visse


Sabe o seu valor; razão há, acreditar em sua eterna glória


Nova Praça da Canção que ressuscite todo o passado.

Largaremos a podre Europa belicosa

Em busca de novas terras, da Índia tão famosa. 


A.Bloom

domingo, janeiro 16, 2011

Assim não vamos às Índias(cont.)


                                                                   CANTO VI




(Candidatura de Cavaco)




Ó Caso medonho, estranho e não cuidado;


Ó Milagre turvo, panaceia vendida de seriedade,


Ó descoberto engano, inopinada revelação


Ò pérfida inimiga e falsa gente, que Te rodeia


Quem poderá do mal aparelhado, na tentação


Livrar-se de ti, perigo iminente,penedo imoto


Ó guarda divina, tem cuidado, guarda prudência


Com ele, este pobre povo :- está lixado,

Que a «Nau» avante,não pode ir, país naufragado.


SF

quinta-feira, janeiro 13, 2011

                                                            CANTO V




O Sr. Bloom tinha viajado pela Europa, antes de iniciar a sua partida para a Índia. Assim o tinham feito os emissários de D.Manuel I.Para vender divida pública junto dos Estados Soberanos, a arranjar painço para a frota. Espanha era um temível concorrente nessa arrecadação, pois assegurava conhecer outros caminhos mais curtos, para atingir o seu fim.Por isso a sua divida em dobrões de ouro era astronómica.

O Sr. Bloom chegara a Munique, vindo de Roma.E enquanto bebia uma cerveja na Hofbräuhaus de Munique (ir a Munique e não ir á Hofbrauhaus, é maior crime que ir a Roma e não ver o Papa). O que,claro,o Sr. Bloom cumprira. Mas o Papa já não era o Papa de antigamente.Assombrado de pecadilhos, e com divida soberana que chega para todo o BCE.Conclue o Sr Bloom :-mas se todos devem a todos,então o problema é de um deles, ou do bloco europeu? E não seria por aqui que se deveria começar a resolver o problema?-pensa o Sr Bloom.E conclue : o que falta é crença.Um País sem crença afunda-se, e não logra o Cabo.

E enquanto no centro da Hofbrauhaus uma heavy metal incitava o trinkt mer,eis que  no enorme ecrã de Televisão apareceu a Rainha Merkel, senhora toda-poderosa do reino. De imediato, silêncio. Que os alemães continuam na mesma: chefes não se discutem ; escutam-se. Espantado Bloom sorriu de satisfação com aquilo que aos seus ouvidos parecia música celestial.E porque não dizer orgulho! -ao ouvir as referências mais que elogiosas da senhora, comentando apreciativamente a certeza das acções levadas a cabo por Portugal para vencer a batalha do euro.Afinal em Portugal há «alguém» com uma crença valorosa,exemplar, que deve ser seguida:- afirma a chanceller. Convincente, apropriadas e objectivas palavras, ouviu o Sr. Bloom.
 A operação de vendas de títulos saldou-se por uma compra três vezes superior à procura. Blomm empertigou-se, ergueu a caneca dourada,e brindou ao seu País.

Mas eis que de repente o Sr. Bloom estremeceu. Arrotou,vernaculamente falando.Não percebeu se teria sido pelo excesso de cerveja emborcada, mas o certo é que o Sr. Bloom, ouviu,logo de seguida em contra ponto,mas não sem espanto, o Rei do Cavaquistão português, afirmar que a crise social, financeira e politica, está à vista. E certo da sua experiência,diz, soçobraremos no Cabo da boa esperança  socrática. A não ser que embarquemos pilotos do FMI, para por em ordem a tripulação amotinada.
E logo de seguida, o senhor Bloom pensando que a cerveja lhe teria subido à cabeça, e se se levantasse cairia de borco, ouviu o candidato a novo chanceler português, o senhor dos Passos, dizer: venha o FMI, porque se vier, Sócrates tem de ir embora.
 Ah! - percebeu finalmente o Sr. Bloom: o problema não é o País, nem os problemas dos portugueses. O problema é a ambição pessoal. Os homens querem sempre começar pelo final. Lá fora a pedirem água ;cá dentro, bem ao contrário, a pedirem fogo. Se os pássaros existisem aqui, já teriam perdido toda a capacidade de chilrear ,pensava o Sr.Blomm.

O Sr. Bloom pensou com os seus botões: quem tem amigos destes, nem precisa de inimigos.

E pensando no facto de termos ido à Índia sem pedir ajuda a ninguém, antes pelo contrário guardando segredo do feito – se aquilo que hoje se passa no seu País se passasse no tempo de esclarecido El rei João II, este bem saberia como tratar dos dislates destes inimigos públicos números um.

O Senhor Bloom pensou então : à entrada dos partidos políticos deveria estar um aviso :não entre aqui quem não for trafulha.

Bloom que ainda não é sábio -só o será depois de visitar a India- começa a entender que é verdade.O que hoje está do nosso lado direito, poderá, amanhã, estar do nosso lado esquerdo.O Mundo português está em decomposição.

Para a Índia e em força: - pensa Bloom.

SF

domingo, janeiro 09, 2011

                                                      CANTO V



Não falta com razões quem desconcerte, negando o «rei e a pátria», e se até convém ,aquilo que deus tem; ia Bloom pensando, revendo o vate.

No púlpito o meirinho- mor tinha dado conta que o CABO tinha – finalmente !- sido dobrado. O défice tal como anunciado –e que durante messes a fio se considerou impossível.E a receita fiscal, essa afinal, acima do previsto ,enganando todas as aves agoirentas que peroraram, diária continuamente nos planos inclinados e quejandos.E finalmente o crescimento atingiu o dobro (dobro!)do previsto. Estávamos – assim pensava Bloom – no bom caminho para a Índia.

Julgava Bloom ,ir ouvir danças, estridulo foguetório e muitas outras alegrias; o momento será de festa, pensou.

Mas logo pelo espesso ar das tribunas, choveram, os estridentes farpões, setas e vários tiros voaram ;a terra tremeu ,os vales soaram. A fera batalha se encruece.

«O que importa é o BPN!....»

Que importa a nau que ousou tentar o mar, e o cabo ultrapassar? Que importa a navegação certa ,e que assim se caminhe já mais seguro do que dantes vinha.

A que novos desastres,determinam?Nascemos perante os acontecimentos, pensa Bloom, sem hipótese de dizer: -mas ?!

De que é feito um País cobarde ? pergunta-se Bloom. De uma maioria que cala e consente. Por isso crápulas há em todos os lados. Mesmo nos púlpitos.

Que podem fazer os vivos? É questão para a qual Bloom deseja encontrar resposta.

Vai à lista telefónica para encontrar um sábio que o esclarecesse. .Eram tantos nos púlpitos que muitos outros deve haver. Encontra «advogados» ,«engenheiros» ,«economistas» ,«professores» etc .Só crápulas modestos. Sábio, nenhum…

Seria que todos os sábios - aqueles a quem o mar caiu em sorte - estavam nos púlpitos?- interrogou-se Bloom.E pensou : nada no mundo da politica é claro.A não ser o mundo dos imbecis.

Bloom estava mais perto de partir para a sábia ,sensata e receptiva Índia. Ao encontro de sábios. Em Portugal os sábios são gente que sabe tudo, de nada.

 SF

sábado, janeiro 08, 2011

E assim não vamos à Índia…..

O senhor Bloom (se ainda não leram, não percam G.Tavares) preparou-se para retomar os Lusíadas, e sem sair de cá, resolveu ir de novo à Índia. Viagem à Índia não saindo (para já ) do País.


Sentado em frente dos televisores, Bloom ouve o moribundo País ( a melhor maneira de saber a verdade é ouvir um moribundo, pensa Bloom…)


                                       Canto I


As armas e varões deste País, andam maluquinhos a discutir o sexo dos anjos – o BPN. Quem não aceitaria uma oferta de umas acções, com a promessa de, dobrado o Cabo, as ditas(boas ,embora filhas de más….) rendessem, seguro, mais 140%? Então D Manuel I não fez o mesmo? Para que servem os amigos?


Então onde está o umbigo do mundo? Para onde dirige o Homem – todo o mortal - o olhar glutão, os passos e o pensamento? Não é verdade, pensa Bloom, que se devem vigiar os homens que apregoam a santidade, falando manso? Quem acumula não escava.


Qual imortalidade, qual gaita, pensa Bloom : - todos os mortais, chegada a hora, são banais.


Money …Money…os homens são feitos de carne e osso. Ou quase….


                                   Canto II

Os poetas são uns distraídos: - pensa Bloom. Contam Infâncias ,Pátrias ,Liberdades.No essencial da língua. Como poderiam eles lembrarem-se do cheque? Os números não batem certo com melancolias necessárias para o poema. Cheque é numero…poema é sonho.

Erótico é no corpo da amada nunca encontrar uma saída, só entrada.

Na memória é o contrário. Esquecem – se as entradas e só se conhecem as más saídas.

Os poetas são fingidores, pensa Bloom. Camões também escreveu os Lusíadas para publicidade (encomendada) de um País. E por isso recebeu tença. Sem vergonha. Antes pedindo-a.

E devolveu a tença?


Os poetas, pensa Bloom, podem ser banais, mas não são estúpidos. Camões era ceguinho, mas só de um olho.


Allegro…ma non tropo






                                           Canto III


Já se viram homens a tentar serem inteligentes. Outros só a parecê-lo. Os economistas deste País, não só deviam sê-lo como parecê-lo, pensa Bloom.


Não são nem parecem. Não se ensina quem é sábio. Cá todos são sábios.


Bloom acabara de ouvir aquela economista tagarela do informativo Económico (pago e sustentado por quem?). A rapariga era uma sábia, pensava Bloom .


De repente perguntam-lhe: -como explica que afinal o investimento em Portugal tenha aumentado tanto em 2010,ao contrário do que previam?


Já viram mulheres com ramo de flores na mão esquerda a agarrarem – se ao marido com a direita, para não caírem?


-Pois. Pois …é inexplicável…


Inexplicável é a garganta existente num mudo, pensou Bloom.


E a outra pergunta: -como explica que os portugueses tenham gasto mais em Dezembro que em outro qualquer mês da história?


-Pois…pois: olhe eu tenho duas teorias (afinal não era muda…, pensa Bloom): - ou pensaram no fim do mundo que iria ser Janeiro …e gastaram tudo (sorriu-se como quem apanha uma martelada num dedo) …. Ou as Estatísticas deste País estão erradas.


Pois...pois …, pensa Bloom, então não é verdade que há aves que pousam nas asas dos aviões para se não cansarem? As intenções da ecónoma em ter resposta para tudo, eram louváveis...pois nela havia uma certeza: -falharemos o porto de destino (diz a douta).


Pois.pois…este Pais é um país de iluminados na certeza …(não há buraco para esconder os iluminados, por causa do fogo fátuo, pensa Bloom).


Certeza …certeza, essa teve-a o «iluminado» de Stº Comba, quando mandou:


-Para Angola, já!... e em força! E tudo .chiu...chiu...


Certeza,certa… tinha – a o iluminado de Boliqueime quando ordenou: -venha daí uma mala de acções (falidas), que eu transformo-as em ouro. Não… não era um vago juízo, era uma concreta certeza.Se a laranja estava ,ali ,á mão,porque se fazer rogado? Descasca-a enquanto os famintos loureiros a devoram.


Então pensa Bloom, será este Povo, de novo, capaz de se aproximar de sítios onde o desconforto exige acções raras, mas decisivas (Sócrates dixit)?


Esclareceu-se Bloom. O Povo deste País parece surdo quando se diz avança. Porque aos poderosos interessa é que se obedeça: - RECUA!.


Percebeu então, Bloom, porque os especuladores, estão tão agiotas.

SF –Jan 2011




sexta-feira, dezembro 31, 2010

Onde estão «os céus» prometidos (?!)



Grande desatino
Percorre este tempo
Num turbilhão de emoções;
Crianças, velhos e novos,
Todos (!)
À espera que chegue o momento
Em que trazido na noite,
Enovelado no chaile do vento,
Chegue o adulado menino.


 Mas o menino não virá.
Para quê (?) regressar ao ponto de partida,
Se o Homem é negação de obra-prima,
Clamorosa imperfeição da obra divina.


Se o menino viesse
Encontraria de novo,
Na praça, os Vendilhões
A chorar (pel)a pobreza do Povo.
Choram a pobreza mas não O servem.
Alarido de carpidores,
São os mesmos que em surdina
Nos púlpitos do templo
À uma se levantam, votam
E a decretam.
De novo (e sempre!) em nome do Povo traído
Prometem um mundo novo.


Eu por mim desiludido
Náufrago varado na praia afortunada
Procuro na rosa-dos-ventos
Orientes (ou ocidentes?)
Novo rumo para esta pátria ousada.
Nova epopeia iluminada,
Em demanda de outra Antília de novo amanhecida,
Bem lá nos longes do mar, ainda escondida.

Deus , Ó Deus: porque ficam assim tão longe,
Inacessíveis (!),
Os «céus» que prometeste?



SF. (31. Dez. 2010)

terça-feira, dezembro 28, 2010

E assim escorrega o ano para o seu fim.

 
Foi um tempo mais que concedi a mim próprio em busca de me conhecer (?). Ou melhor me entender. Será que esta constante vontade de me inquirir – ou solucionar - é comum às outras pessoas, ou existe só nos que sonham a vida? Eu fui - e sou - um eterno e constante sonhador .Não de coisas boas, mas de coisas diferentes. Querer sempre estar com quem não estou, ou estar onde não estou. Ou não estar onde estou, a fazer o que faço por não me atrever a fazer mais do que faço.

Por isso me ensaiei de diversas maneiras, e em diversos tempos. E não sei se gostei das maneiras que vivi, ou se depressa desejei mudar outra vez. Só por simples pensar que haveria de encontrar um modo de não sentir a saudade de um passado morto. Facto é que sonhar é sempre mais fácil, que viver. E por isso ainda não compreendi bem se o que faço é não querer viver, e desculpar-me com o sonho de...

Vivo constantemente intranquilo. Intranquilo que amanhã só me atreva a sentir o que sinto hoje, e não me atreva a sentir-me diferente. Vida perdida, insatisfeita. Difícil entender-me nesta quase doença de não ficar, sempre e só, pela satisfação do que é preciso. Estar sempre a criar mais - ainda que coisas inúteis -, a desejar o que não preciso para o corpo mas desejo para a mente. Preciso de a alimentar constantemente. A realidade nunca me apaga a sede. O sonho, esse, sim. Refresca-me; e por vezes se exagerado, embriaga-me.

Acodem-me sentimentos, quase ridículos. Porque impossíveis. Alguns dos meus sentimentos quando os tento explicar, parecem aos olhos comuns, ridículos.

Perturba-me a gratidão. Confrange, colocar-me na posição de agradecido. Se o que faço não requer agradecimento, quando são os outros a fazer-mo (mesmo que infimamente), não sei o que hei-de mostrar: agradecimento ou indiferença (?). Por isso reajo perturbado.Com extremo pudor.

Julgo por vezes – e atrevo absurdamente a citar-me - como homem livre. E o facto é que sou incapaz, de estar ou ser, só. Não conseguiria viver sem os outros. E com quantos mais, melhor. Deixo-me engolfar na vida por essa incapacidade de me pôr de fora. E desse modo perco a minha liberdade – não a de espirito – mas a de servidão. Sou uma espécie de servo livre, quando muito. E é bastante sê-lo.

Excluo de mim para os outros, confessar a amargura. A amargura de até aqui ter superado tudo, menos as lágrimas, não as exteriores, mas as interiores. Não as que se vêm mas as que se deixam correr para dentro. Só nossas. Violento-me a pensar …. E não querer pensar. Dói-me a inquestionável verdade de ter, finalmente (!), sabido que nem todos os impossíveis são possíveis. Que os há, mesmo impossíveis. As feridas que a vida foi deixando nada têm de comparável à ferida que só não é insuportável, porque por vezes perco a consciência dela.

E finjo.

SF

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Terra de acocorados.A que ponto chegámos!….


Depois de um dia tormentoso entre paredes do IPO, chego e deparo com um pedido de chamada de atenção para o último número de «O Ilhavense», «embrulhado» num apressado pedido de desculpas de um participante no acto inqualificável.

Perplexo li que os elementos do PSD, na Assembleia Municipal,tinham chumbado-por unanimidade!- uma mensagem de congratulação pelos 30 Anos do Casci .

Que esta Terra se vinha transformando, neste ultimo decénio, um lameiro nauseabundo, fedegoso, insuportável, eu já por diversas vezes o tinha anunciado.

Mas nunca me passaria pela cabeça que os conspurcadores, abjectos farsantes, tivessem perdido toda a condição de seres pensantes. Tendo uma expressão corpórea, parecendo que têm forma , medida e peso que os apontaria como seres racionais ,têm afinal ,apenas e só, a condição de preguiçosos -ou raquíticos - cerebrais.Mudos e quedos, apenas sabem na hora de votar levantarem-se para cumprimento do ensaio que lhes foi ministrado, no antes. Vivem sem carácter nem opinião. Um e outra, desnecessários, para quem é invertebrado dos pés à cabeça.Vivem (vegetam!..vegetam..) de cócaras.

Ílhavo no seu habitat político perdeu a inteligência. Perdeu até a consciência moral, perdida a integridade intelectual. Mais : - perdeu a vergonha.

Mas o que mais me impressiona é que um daqueles biltres atolado no corixo se apresse a, por detrás da cortina, pedir desculpa á Instituição da ofensa ( no intuito que esta não retalie sobre próximos, seus), desculpando-se com a disciplina partidária.Com quem confunde a Instituição? Com o corifeu que lhe mais ordena?

Depois de ler o dislate, já não tive oportunidade de responder ao borraça. Faço-o agora. Contas saldadas.

-Não se preocupe. Quando bater á porta, o Casci reduz-lhe as patas a metade e faz de conta que Você é um HOMO ERECTUS. 
 
Aladino

Nota .Se o leitor quiser conhecer estes panarras,vencidos da vida, visite : http://www.cm-ilhavo.pt/main.php?srvacr=pages_41&mode=public&template=frontoffice&lang=pt&layout=layout&id_page=41

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Noite de ausência….





Nestes dias sem noite

Sento-me à lareira

A olhar, indiferente,

As rabanadas na mesa,

Os pinhões e ovos moles

Queijo e iguarias tais,

Café, bacalhau e grão

Cardápio de todos os Natais

Em casas onde não falta o pão.

(Por onde andarão os comensais?)



Mesa cheia, e eu, vazio.



Mato com whisky a solidão.

Volto-me entre dois suspiros

Retiro a mão que me suporta a cabeça

Fixo o olhar em algures, distante,

E vou por aí aos tropeções dentro de mim

Em claro desatino

À procura de mim, menino.

(Por onde andarão «aqueles» tais?)



A felicidade não está no que temos;


Vai «naquilo» que perdemos.


SF (Natal 2010)

domingo, dezembro 12, 2010

30 ANOS A DAR-SE

Queria ver-te sempre assim
Parecendo que foi ainda ontem,
Era então a madrugada dos sonhos
Quando te vi nascer.

Poder aqui contar
Em cada imagem
Em cada linha deste verso
O querer que ultrapassou a miragem.
E ousou, ousar.

Quereria hoje olhar o sol
E nos longes da memória de então
Contar as queixas de antemão desiludidas.
Longo e extenso é o rol
Desse tempo apaixonado, irrecusável
A querer chegar a qualquer lado,
Que lado? – a todo o lado.

Era o mundo da fraternidade
Que apelava, ali, à nossa frente,
Girava …girava, imparável.
Nele havia
Olhos em rostos de silêncio
Que a miséria desenhara,
Onde uma lágrima fugidia
Corria, à tua espera.

Foste então
Ancoradouro seguro
Aconchego macio,
Veludo
Para pés nus de tanta criança.

Foste abrigo quieto,
Cais de desembarque,
Substituto de ausência,
Para quem tinha sido e já não mais era,
Senão anseio de existência.

Foste mão estendida
Que se deixa entrelaçar
Nas mãos sujas
Dos meninos da poeira.
Sozinhos, sentados à beira da estrada,
Sem sonho maior que a ilusão
Sem ilusão maior que nada
Colhem o vento sem forma,

Na noite sem tempo,
Dum tempo que é nada.

SF ( 30 anos do Casci  )






Hoje trinta anos vividos

As estrelas continuam no céu.

Só que encobertas pelas nuvens.

Há muitas escondendo a dor.

Outros serão os fados

Ninguém sabe o que serão

E que importa?

Fados serão….



A vida nunca foi um paraíso

No jardim resta ainda tanta flor……

terça-feira, novembro 16, 2010

Ó de labaró…..

Andam espíritos malignos -fontes bem informadas assim o afirmaram publicamente – a vadiar pelos esconsos recantos citadinos, requalificados.É chato...porque a terra já não é terriola de bitesgas zarolhas.

Eu não acredito em bruxas …mas lá que as «hay…hay…». E se orixá o diz, quem sou pobre crente da desdita, para delas duvidar. Que duvido... duvido…mas à cautela mais vale prevenir.

Cuidado, pois. Que a terra se tinha transformado num lamaçal, já aqui o afirmámos exaustivamente. Agora que se terá transformado numa eira de chocalhice, por onde a horas escusas vagueiam espíritos biocos, malignos, à procura de vitimas, benignos pacientes, não poupando mesmo os homens poderosos da «cidade da nocha», virando-os  num ápice, em lobisomens malvados, isso fiquei a sabê-lo. Esta terra está perigosa.

Vos esconjuro.Vá de retro Satanás…Sabeis lá vocês, homens de bem, o que é ser atacado pela malsinação?

Um paciente possuído pela malignidade sente- se ocupado.Vagueia na vida, desconfiado e temeroso, pressentindo em cada cidadão um inimigo – um picador das varas -que pode ser tentado a escorraçar-lhe o mal por métodos pouco dignos: tipo pregar um par de bandarilhas no possuído (para os desconhecedores da matéria vidè

Esses espíritos malignos vagueiam disfarçados. Às vezes, até, de directores de jornais, fazedores de blogs conspícuos e libertinos, ou até de «comunistas». Livremo-nos pois, em missão patriótica (local) de tais perversos e malsofridos inimigos.

Na botica aviava-se, no meu tempo de rapaz, o receituário do «bruxo da Pedricosa». Eram garrafões cheios de adequado remédio para o malezinho, que eu ia de bicicleta levar num serviço inovador de entrega personalizada, porta a porta. Ou não fosse o «bruxo» um velhote bué de simpático- que até me dava gorjeta -um dos grandes clientes da  botica «Cunha». Que me lembre – e conhecer o passado é exercício que só homem não possuído pode fazer - a poção milagrosa (que dava tanto para malfeliz como para besta) era mais ou menos assim:

«200 g de «posas» de galo branco, misturados com 200gr de outros ditos de galinha preta, tudo dissolvido numa mandinga de coração de pomba diluído em suor e lágrimas e água da fonte santa da Pedricosa»

A posologia deveria assim ser respeitada:

«Evocar os espíritos em todas as sessões públicas. Gritar três vezes : Vos arrenego! Saí .... De seguida tomar um banho em água de cú lavado, com cheiro de pitanga, misturado com rabo-de-bacalhau- seco, mel, pimenta e alho, e com ela lavar a cabeça de «pai do mundo». Se doer é aguentar. O paciente verá em breve cair por terra os seus inimigos (como imagina os ditos serem mais que muitos, o resultado pode ser lento, e demorar até quatro anos.)

Chato …chato…é que um homem possuído, definha. Escanzela. Seca-lhe o peito, e a alma. Esbadana-se. O olhar passa a um esgar iroso,fanático e febril. E o seu discurso torna-se patético. Da sua boca saem estrovengas delirantes, tipo inchaço e longitude ridículos, não pelo deleite nem pela formosura,e muito menos por arreitação. Só por patético arrenego.

Cuidem –se. Eles andam por aí….à solta.

Aladino

domingo, novembro 14, 2010

A nova Unidade de Cuidados Continuados.


Com a inauguração do Hospital de Cuidados Continuados, uma excelente unidade implantada no local onde esteve o velhinho Hospital da Misericórdia, Ílhavo viu assim substancialmente aumentada a sua capacidade na área de acolhimento de idosos.

Ao que afirmado, a nova unidade começará a prestar os seus serviços, amanhã mesmo, o que virá certamente atenuar a tremenda lista de espera que se verifica existir nesta área.

Estão pois de parabéns : -a Santa Casa da Misericórdia, que contou (e bem!) com um extraordinário apoio da Câmara Municipal, ao que nos parece, não apenas canalizado através de significativo apoio financeiro, mas numa estreita colaboração que permitiu criar condições envolventes ,de acesso à nova Unidade, os quais ajudaram a resolver um delicado problema.

A população de Ílhavo deve sentir-se satisfeita. De parabéns estará toda a Direcção que chamou a seu cargo a obra. E também a Câmara por criar todas as condições que facilitaram o vencer de inúmeros obstáculos.

Quando assim é, os problemas por mais difíceis que sejam , ultrapassam-se.

Daqui desejamos as maiores felicidades e os melhores êxitos na nova missão que ora se inicia, uma nova etapa na vida da já velhinha Instituição.
SF

segunda-feira, novembro 01, 2010


RAÍZES

 
Ano após ano, fica-me cada vez mais nítida a imagem deste dia de maceração da alma, servindo para encontrar muitos dos que foram para longe, e, parece, voltam aqui, hoje, exclusivamente neste dia, ao encontro das suas raízes. Quem sabe se no íntimo de muitos não se sente já o chamamento da hora próxima para re-ganhar a identidade.

Depois do passeio por entre canteiros floridos, aproveita-se a oportunidade para uma boa panelada de papas de abóbora, quando não uns bons torresmos a nadar numa boa sarrabulhada.

Contraste este tratamento (de alimento) corporal a relembrar os hábitos dos que já partiram. Uma espécie de necessidade teimosa de os trazer para mais perto, para o nosso lado, de novo para a nossa mesa, em actos menos espirituais mas mais evidentemente próximos.

Gosto de ver a fé dessacralizada, prosaicamente misturada com o culto da razão : afinal ninguém foi para lado nenhum. E por isso é que é bom, fazer com que  regressem(?) de novo, ainda que por momentos, e como meros espectadores silenciosos ,ao nosso convívio.

Impressiona-me  que nos rostos que perpassam  num dia de tantos fieis sinceramente  devotos,não vislumbre um só crente perfeitamente convicto.
Dogma eclesiástico está em baixa;a tradição  o arreigamento ao sentido colectivo,o respeito e aconchego ao legado familiar ,apesar de tudo sobrevive.

SF (1 Nov 2010)

sábado, outubro 30, 2010

E agora?




Fatal…

O OGE foi aprovado depois de uma «fitas» para ver quem era o mauzão que melhor ficava no retrato.

Encenada a sua aprovação, acompanhada de uma declaração extraordinária do Sr. Presidente (mas haverá alguma coisa neste homem que se possa considerar extraordinária?), parece que os portugueses até !!!podem ir, sossegados, à vida. Ora.ora…

Agora é que a porca torce o rabo…

A questão não está na aprovação do dito, mas na execução do dito. Ora isso é que sempre me preocupou: haverá quem os tenha no sítio prontos a pô-los no cepo?

Hoje o Dr. Passos Coelho já dizia (ouviram?!): acabou-se isso de pronto acas obrigações do estado. Que pressa .A procissão só vai no adro. Mas nada melhor para nos clarificar do que irá suceder nos primeiros seis meses do seu próximo reinado. Digo seis meses porque não durará mais, o mesmo.

Afanados a mostrarem-se, vimos perpassar pela ribalta dos prognósticos uma plêia de vencidos (?!) da vida, economistas, quase todos eles já tendo passado o rabinho pelas cadeiras do poder, onde só fizeram caca. Não me lembro de nenhum desses iluminados que parecem, agora, saber tudo de como fazer, que enquanto lá estiveram abusacados tivessem feito qualquer coisa que contrariasse (antes ajudaram e bem!) a situação a que chegámos.

A ignorância pesporrenta destes ilustres é doentia. Eles ainda não perceberam que estão a falar de ontem. E que hoje o que está em cima da Mesa é o facto de a doença não ser, já só portuguesa, grega e ou…. Mas sim geral A crise está na Europa e veio para ficar. Praticamente todos os países têm deficites excessivos,e preocupantes dívidas externas.A nossa crise é exactamente igual á crise dos outros.Se alguém duvidar,ponha cartas na mesa.
 E estes iluminados ainda teimam esconder que a desgraça veio mesmo pela inaptidão, ignorância, Incapacidade e conluio da sua classe, posta ao serviço das mais desenfreada especulação de capitais fictícios, acreditados como moeda de valor quando nem sequer, em boa verdade, existiam.

SF


domingo, outubro 17, 2010

Assim vamos indo…


ESQUIZOFRENIA POLITICA


Este País tornou-se um lameiro de enjoados, farsantes e mentecaptos a criarem a intriga política. E o povo enjoado e indiferente, olha para a farsa do «agarrem-me que o mato».

O espectador, esse, distrai-se: não se interessa pelos personagens e acha-os a todos uma cambada de iguais. E todos nulos.

E de vez em quando olha para os bolsos e sente que estão mais vazios. Mas sabe que com uns ou com os outros (e o mesmo seria com os outros que só fazem palhaçada e coro) era igual. Ou pior!

O povo paga e reza. Em Fátima que foi para isso que Salazar a queria: o povo enquanto reza está distraído e não pensa. Neste País pensar é perigoso.

Tempo dos «Marcelos e Medinas», padrecos que peroram nos púlpitos a anunciar tempos de dilúvio. E o espectador ouve hoje, o mesmo que ouviu ontem. O mesmo de antes de ontem…e antes …de antes de ontem.

O povo sabe bem a receita para os males destes iluminados - e por isso pouco lhes liga. A maleza cura-se com purgante de óleo de rícino. Podem morder, apedrejar, vituperar, babar, rasgar, tresandar a falsidades ou casquejar meias verdades, ou mesmo ferir o País pelas costas. O espectador sabe a receita: - purgante de óleo de rícino…para fazerem por um outro lado o que fazem pela boca.

E assim vamos neste Lameiro:- está lá aquela meia dúzia no poder, e logo a doentia mentalidade duma elite portuguesa clama : esbanjadores da fazenda, ruína do país, corruptos. E como isso não ofendesse o suficiente, logo  acrescenta umas injurias ao carácter dos ditos… e até às suas mães.

Mas os outros - os que não estão no poder – os que se afirmam,os salvadores, os zeladores do Povo, os defensores dos valores pátrios….esses estão cheios de pressa para deixar de o ser.

A verdade é que:

Os que lá estão fazem tudo para merecer ser o que lhes chamam. Os outros – os que ainda lá não estão - torcem-se, conspiram, prometem censura castigadora, ameaçam, pretendendo o mais cedo possível deixar de ser os defensores do Povo para se alcandorarem a novos arruinadores do Povo.

E um certo dia, aqueles que caem, passam - logo ao outro dia - a serem os últimos e únicos defensores do País. Os detentores de toda …e única, verdade .A dança dos alcatruzes.

Onde está o ridículo desta farsa á portuguesa?

Os ministros, de um lado e do outro, são sempre ( ou quase sempre) os mesmos. Saem hoje, e logo amanhã se perfilam para voltarem a sê-lo. Por incrivel que pareça  não se reconhecem,  todos eles, esbanjadores e corruptos.Quem foram os primeiros?! ...isso é que seria interessante saber.

Muda a manjedoura mas a merda é sempre a mesma.

Aladino

NOTA :  E « AS FARPAS»  sempre actuais...

R evisitando Colón E de novo,lá veio mais um livro abordando o enigmático Colón. Desta vez, uma extensa e esg...