sexta-feira, junho 20, 2014





Esticar a vida?....
 

No passeio matutino, que faço diariamente, cruzei- me com um amigo que me obrigou a uma paragem.

-    Então, perguntei- lhe eu; como vais?

-    Esticando a vida,pá..

-    Olha: cuidado, não estiques demais.Quanto mais a esticares,mais ela encurta.Deixa-a correr de mansinho,que ela não se esquece de ti,chegada a hora.
 
  Sf

 

 

 

terça-feira, junho 17, 2014



 

 

AO  DELABARÓ

 

Esta noite dei comigo a pensar. O edredon de penas que me cobre é como a vida .Se puxo, e descubro os pés, espirro da cabeça, Se o trilho nos pés,e assim descubro a cabeça, desperto crio nela bolhas de tanto pensar, acordado a contar «os carneiro &cabras» que pacientemente apascentei.

Sinto-me, assim, uma espécie de caeiro & campos, pessoanos.

Na vida deve-se optar;:

Ou não pensar, ou pensar com os pés - minha fase caeirista - e ser-se feliz.

Ou pensar torrencialmente, caminhar cheio de certezas ou incertezas, pensando e decidindo - fase alvarista - ainda que por vezes tal nos cause espirros, ou até edema pulmonar fatal. Consciente como Campos, da efemeridade da vida.

 

SF Junho 2014
PS- Recebi o convite para recepção a Antonio Costa, em Aveiro, dia 20.Porque a minha posição é que tanto este com o Secretario Geral foram de uma inépcia, total, desta vez ficarei a apreciar. Certo de que qualquer que seja o resultado, estarei pronto para a missão patriótica de ajudar a por na rua Passos & Coelhos, e quejandos.

 

segunda-feira, junho 16, 2014



HABEMUS PAPA...


Na entrevista dada pelo Papa Francisco, a um jornalista, que se sente ser de grande proximidade, e quiçá, até, amizade pessoal – uma clara atitude, própria de um «cura paroquial» que «Bergoglio» não pretende esquecer – saliento uma questão muito embaraçosa. Mas a que Francisco não escamoteou resposta. Só que esta levanta toda uma série,infindável, de interpretações, pois que nunca viramos, desassombradamente, um Papa, falar de direita ou esquerda.E  muito menos, posicionar-se, intencionalmente, num dos lados.

Francisco(mais ainda«Bergoglio») foi claro: os malefícios mundiais são uma consequência das doutrinas da direita, nas quais o homem é instrumentalizado, posto ao serviço do poder nefasto do dinheiro. Mortos os Impérios, o Capital virou-se para dentro do que restava, e está, canibalescamente, determinado a explorar os novos «escravos».Empresta-lhes 10 para comprar as missangas (automóveis,TVs, mobílias,viagens, etc., etc.), e exige 100 de volta, já amanhã. A grande questão que urge obter resposta é: mas afinal de onde vem o rio de dinheiro que apenas circula nos circuitos digitais, sem ter existência real, contável? E porque é deixado chegar aos bolsos dos especuladores que trapaçam as regras, contornando as leis, chafurdando na mentira dos números, fazendo crer no merecimento das suas sujas jogadas? Compra-se à noite em Taipé, vende-se às oito em Londres, por vezes até se duplica a venda, criando activos fictícios, estabelecem-se paridades, e vai-se deixando cair numa qualquer escondida ilhota, à mão, o dinheiro vivo, proveniente do lucro.  

Sendo o dinheiro o fim único das políticas da direita, e dado que os desempregados jovens não o têm, e não o têm,também, os «velhos», o «capital» especulativo leva, uns, nos comboios negreiros (que substituíram as naus do antigamente), a soldo precário e baixo; e retira aos outros as migalhas que ainda sobraram. Para a direita, o bife tem de ser todo sem osso, nem gordura.

Desassombradamente,Francisco,encosta-se à esquerda.É pois um homem do seu tempo, que lê e interpreta claramente, aquilo que se passa em seu redor.

Claro que é preciso clarificar bem, o que é esta esquerda humanista. De um modo também claro e inequívoco, Bergoglio já apontou armas, a uma certa esquerda. Há depoimentos de Bergoglio que desancam o (um!) «socialismo». Que socialismo, perguntar-se-á? Claro: os «socialismos» de tipo militarista, popularuchos, que se desmoronam ao fim de uma prática corrupta, ideologicamente tão redonda quanto o é uma batata. E se estes  socialismos – os sul-americanos –Bergoglios conhece-os bem, também conhece as experiências totalitárias, ditas Socialistas, império nefasto de oligarcas que distorceram em absoluto o chamado paraíso proletário.

Para mim a questão está em desligar o conceito posicional (esquerda) das práticas socialistas radicais,perigosas, e tão próximas da direita (no desrespeito pelo homem, sua emancipação e liberdade),que se confundem nos resultados. É inegável: seja de direita ou de esquerda, o radicalismo rapidamente desfaz as promessas popularuchas que levam à tomada do poder,e conduz, cedo ou tarde (quase sempre cedo), o povo, a uma pobreza generalizada.

Ser-se de «esquerda», é pois uma prática exigente. Não basta papaguear-se, sê-lo. Nem fazer esforços, em parecê-lo. Ou se é, ou não se é. E a prática é que o diz.

 
Mas atenção: ser-se de esquerda é também combater as ideias radicais ditas de esquerda, que negam a práticas pragmáticas de ensaio de novos caminhos. Que não os do passado.

Este alinhar da Igreja cristã, com os ideais de uma esquerda, num desafio capaz de minorar os problemas de uma pobreza endémica, poderá, contudo, vir tarde de mais. O fanatismo religioso islamita só agora começa o seu período negro, tipo inquisitorial (acabar com o outro ramo islâmico, como a igreja católica intentou com os judeus).De uma maneira ainda mais bárbara. A luta de religiões agudiza-se, pois.

As religiões nasceram da necessidade de o Homem remeter para «outrem», o que o transcendia, e o que o saber (cientifico) não explicava. Apesar de muitos e grandiosos passos, ainda há muito para explicar. E  muitos na  (total) ignorância. Quase a mesma daqueles tempos em que Cristo propôs novos caminhos a percorrer.

Agora é Francisco que vem propor novas veredas.

  Só que hoje o islamismo exacerba a ideia de submeter a polis, e extremar o fanatismo religioso, para o fim último de dominar o poder civil, tenuemente instalado.

Não vão chegar as palavras, nem os gestos, para lidar com esta explosiva situação.

 

SF Junho 2014

sábado, junho 14, 2014




HABEMUS ...PAPA !


Fiquei deslumbrado com a entrevista do Papa Francisco (Jorge Bergoglio) à TVI.

 Notável documento televisivo, onde se podem encontrar diversos momentos que merecem profunda  reflexão. Num momento de crise profunda, a Igreja encontrou no seu seio, uma imagem fiel, de Cristo.

Duvido (mesmo pesando a hermenêutica),que Cristo fosse tão profundo e abrangente, como é  Bergoglio.

O Papa reduz todos os grandes problemas da humanidade, a uma simples falta(incapacidade) de diálogo. Diálogo, onde não existem inimigos,mas tão só pessoas com ideias, tão respeitáveis como as nossas. Aquela afirmação sobre o holocausto ,de que todas -todas!- as nações foram coniventes, é a mais revolucionária afirmação do ultimo século. Deixemo-nos, pois, de falsas vergonhas.

Vê-se na entrevista com o o Papa, que este, a cada pergunta, desvia o olhar, concentra-se, relecte,organiza, e procura a palavra(resposta) adequada. Fá-lo com bonomia, com  simplicidade ,despojado de toda e qualquer vaidade 
/Total antítese dos palradores políticos, imberbes e tontos, que temos por aí , julgando que por falar mais depressa penetram melhor nos apaniguados/se nem uns nem outros sabem o que querem, para quê palrar?!)

Creio que a idade – ao contrário do sentido desprezível que hoje tem, incómoda e pesada- é um posto. E esta catraiada de tecnocratas, julgam tudo saber. Eu na idade deles sabia muito -mas muito ..mais!; só que  tinha as  maiores duvidas sobre o que me faltava saber.

Lembrei-me durante a entrevista, o que seria desta Europa com um personagem destes,à sua frente (a crise da Europa é uma crise de personagens !!!), com um sentido único -absoluto!- de solidariedade. Que significasse o respeito total pelos direitos básicos dos outros.(?)

Mesmo com esforço, cedo me distanciando «DEUS» e das promessas divinas.Mas, num total e absoluto respeito por quem assim não pensava (ou pensa). Fi-lo com um trabalho introspectivo  longo, e creio, que definitivo.E ao fazê-lo aproximei-me,voluntária e racionalmente, de Cristo (Homem!), e da sua pregação. Se não consigo chegar a «Deus»,e se outros o conseguem : -Felizes!

Sou um socialista puro!!!! Cristo era- o, Francisco, é-o.
Não importa o peso da palavra e o uso que dela fazem. Importa o que  conscientemente  significa. Nesta ideia Socialista não há dogmas nem partidarites. Aceito pior os erros aos «meus», que aos de fora.  
Interesso-me pela pessoa. Estou contra e exploração, abomino a acumulação de riqueza extorquida aos outros, aceito a diferença, sou exigente. Mais comigo do que com os outros.
Entre a espada (ignominia) e a parede (crucificação) aceito a espada, porque um homem deve morrer de pé.E um homem não é Cristo. Nem Bergoglio!..para dar a outra face.
Nunca(!) um depoimento televisivo me prendeu, tão profunda e intensamente, como a entrevista ao  «cura» Bergoglio.

Voltarei ao assunto.
SF (Junho 2014)

terça-feira, junho 10, 2014

 
Que Te falta cumprir ,Portugal?
Isto (!) é hoje o que resta
De um  País
Que foi enorme.
Do tamanho do mundo
Era o grau da glória a que subiu,
Tomando a língua lusa por fala.
 
Hoje este país
já não é ancoradouro
De barcos que chegam,
De riquezas entulhados.
Hoje este país é cais de embarque
De vivos
E mesmo de semi mortos;
Uns e outros
De pés atados
Alma amargurada
Searas humanas deste país ceifadas,
Minguadas, espremidas, encoimadas
Vão,
sombras da inquietação
Do desterro estampadas no rosto,
Vão á aventura
Procurar o chão das migalhas,
No seu país ora perdidas
Ora esbulhadas
Vão carpindo a desventura,
De ser hoje e agora
Os novos escravos
Vendidos aos fátuos  mercados da usura.
 
 
Cumpriu-se o mar, cumpriu-se o sonho,
Cumpriu-se o medo
Desfez-se o império,
Que penas te faltam cumprir
Portugal (?!)
Para que sejas nosso
 
SF (10 Junho2014)

 

segunda-feira, junho 09, 2014




Coisas certas que fiz para pessoas erradas.


Um individuo não se deve decepcionar pelo que foi fazendo, e não resultou. Mas pode e deve exprimir, que há pessoas que o decepcionaram.

Na verdade eu não sinto as coisas subtilmente. Se o fizesse era fácil tornar-me indiferente. Vivo, e queria continuar a viver tudo :- paixões, emoções, enganos e desenganos, intensamente. Como se já não houvesse tempo para mais nada…

Volto– me para a ria.

Aconselhado a não sair do meu paralelo, olhei lá para o fundo as águas claras. Eu não as quero sujar…

E fixei-me numa vaga que vinha tocada, lá do sul. De longe, trazia-me o quê? Paisagem da outra margem? Notícias de alguém perdido? Silêncios de quem se sente descoberto?

E a vaga veio e desfez-se, batendo nas pedras da muralha. E em mim, desfez-se com ela, a angústia da dúvida.

À minha volta o silêncio deixou de respirar. As gaivotas pareceram desertar,livres.

A vaga trouxe com ela uma brisa sua. Tocou-me ao de leve para me acordar. A tarde finava-se sossegadamente, enquanto a brisa leve me cariciava. Só que hoje, não há maresia que me desperte.

É branda esta tarde do meu cativeiro. Agora que vomitei a verdade que trazia há longo tempo comigo, e me incomodava, levando-me a atitudes que não são habituais em mim, a consciência tem a noção da perda, mas o meu eu ficou limpo de chocarrices. 

-vou passear pela vida, calado.

Nunca me arrependo das coisas erradas que fiz; arrependo-me é das coisas certas que fiz para pessoas erradas.

 

SF

 

domingo, junho 08, 2014

 
 
E agora SEGURO ?....
Anteriormente critiquei, o timming e o local ,em que António Costa  se lançou ao ataque. Hoje creio, que «o experiente»  Costa –do- Castelo, já deve ter dado pelo erro.
Ora agora vem o Tó (in) Seguro mostrar que é um candidato a general, de um desnorte  nato : logo no  início das hostilidades, começa a gritar « assim não vale…assim não vale!».
Se o Tó quer que o PS não desça muito mais, apresse a definição ,e não jogue ao gato e ao rato. O que tem de ser, tem muita força. Perder no  confronto não diminui ninguém.
Toda a gente já percebeu: Seguro e o seu estado-menor ,darão todas as cambalhotas  delatórias,  enquanto pedem por favor, a coelho&passos, que saltem para eleições antecipadas . Assim, Seguro cumprir-se-à no sonho de puto JS, que um dia sonhou ser 1º Ministro, mesmo sem mandar nada. E gritará a vitória extraordinária, que será ganhar por três.
Costa enervar-se–à com a demora. Quanto mais tempo demorar a ir a combate, maior será o arrefecimento dos apaniguados.
Se houver eleições antecipadas, talvez seja para ele a sorte grande. O Governo que delas sair não durará  mais que um fósforo. E só haverá governo enquanto houver pau….E com os três capuchinhos vermelhos, pau é coisa de pouca monta.
E então um dia Costa instalar-se-à no castelo ,rei e senhor  do mundo português(limitado ao castelo e redondezas).
Se este era o V Império,  que Pessoa esotericamente   previu, um dia, surgir…  se for o Império dos  Pardais. Ai ! Pessoa, quem Te lembrou essa, e outras coisas mais????    
Bem nesta semana ora chegada ,vamos a assistir a uma trânsfuga de aliados de um campo para o outro. Apostam ?
E pode suceder que nesta fase do campeonato ,um Congresso seja  - para já - a melhor maneira de resolver o assunto.
SF      

sexta-feira, junho 06, 2014


CAPITAL SEC.XXI
Lidos diversos artigos em revistas estrangeiras, referindo o «Capital no Séc.XXI», de Thomas Piketty, apressei-me a mandar vir de França (onde está já disponível), um exemplar do livro.
Volto assim ao «Capital».
As primeiras leituras, era ainda rapazinho muito moço. Frequentava os primeiros anos da Universidade, e já me embrenhava no «Capital» de Karl Marx. Consegui, então, duas edições(proibidas), que guardo ainda. Aprendi muito com a sua leitura. Claro que me induziu a outras  leituras, levando-me aos Troksty, Lenine, Rosa Luxemburgo,e muitos outros ideologos comunistas. Como não poderia deixar de ser,quase me tornei um fervoroso  adepto do materialismo, histórico e dialético.
Sol de pouca dura,logo que visitado in locco o sistema.Marx não teve culpa.E da teoria à aplicação, as veredas são tortuosas.
Deixemos Marx por ora...muito embora sem esquecer o que a sua genialidade ensinou. 
Li (já) as primeiras cem páginas do  «Capital no Séc. XXI».Desde logo impressiona  a simplicidade da explicação de problema tão complexo.O autor é extremamente escorreito e didático, nas explicações, fugindo, de todo,de conceitos abstractos. Basicamente, o autor, interroga-se :
                   1-A repartição da riqueza,a acumulação do capital privado,conduz inevitavelmente  a uma concentração,da riqueza e do poder, em uma parte (muito) exígua da população,como afirmou Marx?
                     2-Ou será que as forças equilibradoras do crescimento conduzem a uma redução de desigualdades, e consequentemente, a uma harmoniosa estabilização nas fases do
desenvolvimento?
 
De interrogação  a cada parte deste multiplo problema, Piketti vai-nos dando resposta,fundamentada, nos dados observados, de 1700, para cá.
Para já, e nesta fase iniciática de leitura, o que mais me desconcertou foi:
           - O crescimento médio da produção por habitante,de 1700 até 2010, não ultrapassou uma média de 0,8%, por ano.
           - O crescimento do PIB,terá sido de 1,5% - max. 2%,e é praticamente impossivel ,esperar crescimentos maiores.
Logo se percebe do interesse deste livro para uma Europa que fecha aos olhos a uma realidade histórica.
E como vamos nós lidar com a nossa divida publica, com  taxas de crescimento impossíveis ? (para lá de uns hipotéticos max.de 2%).
SF

 PS-O livro só chegará a Portugal ,prevê-se no final do anos.

Aos amigos interessados,aconselho ,vivamente,a sua aquisição na versão francesa (ou inglesa) na Amazon.

 

 

Sf 

sábado, maio 31, 2014


 

Voltando ao PS…

Analiso, assim a questão,

 Reconhecendo em António Costa, um politico experimentado, e um homem inteligente(o que não raro, não sucede) levanto a questão :

Sob o ponto de vista pessoal, e politico, o que terá feito avançar António Costa?

Qualquer um,sob o ponto de vista de única (e só!) ambição pessoal ,reconhecendo não ter ninguém à altura de lhe disputar, no pós legislativas, o lugar, e estando convicto do mau resultado do PS nas referidas eleições, uma magra vitória, ou trágica derrota, daqui a ano e meio, bastar-lhe-ia sentar-se e esperar que lhe pusessem o menino no colo .Com  unanimidade total.

Por outro lado abandonar a CML daqui a ano e meio por imperativos de «salvação» partidária (leia-se salvação nacional),não lhe criaria, certamente,  problemas de angustia de abandonar os seus eleitores.

Então o que fez saltar António Costa?

A racionalidade indicava-lhe outro caminho, se as razões fossem,unicamente as de ambição, pessoal e/ou política (num homem que foi já quase tudo,e que poderá ver a ser,politicamente, tudo, se souber escolher os timings).

Bem: aqui poderia aparecer um sublime imperativo pátrio(eu sou um dos que por norma duvido destes gestos sublimes….) 

Outra coisa: acreditar que Seguro, convocaria, ele próprio,o Congresso, é uma menoridade mental. Que como líder -lider mesmo!-  Seguro deveria  desejar (?) ir a votos, é claro. Só indo (e vencendo), não perderá a capacidade de liderar. Se não for, vai-se  arrastar, de derrota em derrota, até à derrota final, daqui a ano e meio.  E ainda que  derrotado no Congresso, a derrota poderá reverter em seu favor, em termos futuros. E ele é novo.

 Mas que sejam outros a convocar o dito Congresso, isso parece-me, no mínimo, racional..

Resumo:

Toda esta baralhada mete-me pena. E dó…..

SF

 

sexta-feira, maio 30, 2014


Haja   decoro….


Mastigo com enorme impaciência, a crise que se instalou no PS.

Sou um dos muitos que sempre acreditou ser, António Costa, uma excelente e muito melhor opção politica. A melhor  solução, dentro do Partido, para Secretário Geral..

Mas o facto é que quando deveria ter avançado, não avançou.  

E mais: depois comprometeu-se com o seu eleitorado da CML. Como virar-lhe as costas, agora, um ano apenas decorrida a sua eleição ?

O avanço para o fim que anunciou, o da pretensão de substituir o actual líder, prometendo êxitos maiores,é, a meu ver, extemporâneo.Anunciado em local e tempo, errados.

Se na Comissão Politica, no calor da discussão dos resultados eleitorais do passado dia 25, nascesse a crise, e aí  fosse ponderada a questão de convocatória de novo Congresso, tudo bem. Era uma atitude politica, nascida no sitio certo, fruto de discussão interna. É assim que eu entendo as  virtualidades de um PS.

Mas feita  nos dias imediatos, logo após o acto eleitoral, quando os resultados são,ainda, particularmente difíceis de analisar, em rigor ( pelo menos apressadamente), o desafio  de António Costa parece-me precipitado. Justificava-se ouvir sensibilidades (internas e até externas), variadas ,e depois sim, extrair  as consequentes ilações ,e partir para o desafio.Assim.... isto parece a noite das facas longas.

Dou-me muito mal com atitudes de duvidoso procedimento ético. E sou dos que pensam  que a ética pessoal não pode ser posta de lado, mesmo nesse mundo torpe da política.

Choca-me  ver  Presidentes de Federações (ex.- o de Aveiro), a afirmar, publica e apressadamente,  que a Federação X, ou  Y ,dão o seu apoio ao Sr Costa ou ao Sr Seguro, sem terem minimamente consultado os seus  federados. Façam-no em nome pessoal, mas sublinhem o facto.    

O salto de Costa é um pouco atrevido. Não sei ,e julgo que poucos o podem saber, se vai ter êxito. E se tendo êxito, haverá  tempo e condições para se cumprirem as elevadas expectativas ,criadas.

Fica claro : não gosto do modo como se processa  o arreda-te lá para trás. Em condições normais não hesitaria a quem dar o meu voto. Nestas, terei de pensar. Por simples decoro

SF

terça-feira, maio 27, 2014


 

Eleições Europeias – Perderam todos…


As Eleições para o Parlamento Europeu não trouxeram a vitória a ninguém. Trouxeram, (aqui e lá fora), uma dolorosa constatação: a democracia, tal como a experimentámos e vivemos, no após guerra, foi assassinada pelo próprio sistema (lascivo) democrático.

O que as Eleições europeias vieram dizer, é que os Europeus rejeitam claramente este tipo de partidos políticos, atolados em corrupção e iniquidades, submissos ao capital de que dependem para viver e se abastardar. Para que os seus «eleitos» açambarcarem lucros que fazem escorrer pelas offshores, que, sabendo malignas, não tomam iniciativa para lhes por fim. Pudera!.

As populações que trabalham estão cansadas de pagar, sozinhas, a factura. E não entendem que, hoje estes, amanhã os outros, falem muito e prometam o que não podem(nem tencionam!) fazer.E que, arribados ao poleiro,logo parecem tomados do síndroma de alzheimer.

Em boa e única verdade, os três Partidos ditos do arco do governo : - perderam todos (!).E por muitos. E os restantes não ganharam nada. Uns porque não percebem que o remédio milagreiro quando aplicado ao doente, foi pior que óleo de rícino. Outros:- porque o populismo(pessoal) vai e vem, ao sabor da presença mediática; mas nada resolve, em concreto.

Tenho ouvido com muita atenção Ferreira do Amaral (já que os outros economistas de serviço ao governo, desapareceram). Uns, certamente envergonhados de tanta asneira debitada, no exercício sempre penoso da figura da «voz do dono». Vivem todos a mamar nas instituições que lhes mandam mensalmente as avenças de «conselheiros». Não das  ditas instituições, que bem dispensam o seu saber (pois que sabem de cor o que pretendem), mas como homens de mão, das mesmas, na intoxicação televisiva caseira.

Voltando a F. do A: tenho pensado, seriamente, na sua ousada opinião de Portugal sair do euro, como solução de custo menor. Entendo a liberdade de instrumentos – liberdade de desvalorização de moeda, possibilidade de barreiras alfandegárias artificiais, etc., etc.

Numa implosão europeia, que remédio. E mãos à obra. Mas teria de ser feito com outra classe política. Que tivesse mais músculo. E mais vergonha. Teríamos de atravessar o «rubicão»; e para tal não vejo  ser possível, fazê-lo, sem «alguém» a comandar. A dimensão dessa autoridade é que me condiciona e faz temer.

Inicia-se sob a promessa do tempo indispensável para …

E depois toma-se o gosto.

SF  

quinta-feira, maio 22, 2014





Caros :

Não Vos envio,como aliás é meu costume, qualquer incitamento ou conselho.
Votem como entenderem melhor. Mas votem mesmo…
Melhor que votar, nestas Eleições Europeias…é Falecer….
É, de facto. A barba cresce depois de morrermos, e isso, depois de, não nos dá gozo nenhum.
Se  hoje  começasse a deixar crescer a barba, sem falecer, iria dar o meu voto a  (?)……
Para nada, mas ao menos ria-me…
Agora, domingo, vou dar o meu voto a (?). sabendo que dentro em pouco,estaremos numa encruzilhada sem saída.
Porque isto não vai lá …a votos…
Desinfectar um País ,até pode justificar aceitar quem mande, por um tempo. Mas  q.b. Desinfectar um continente ,não há  FLIT que chegue.
Em situações com alguma analogia com o estado catastrófico em que caímos, usei sempre a metodologia: «Então não há ninguém que mande aqui? Bem…então mando eu…».
Só com uma diferença: posto o barco a navegar…desembarcava no primeiro porto a que chegasse.  
A minha clara intuição, é a de que este País, no actual quadro europeu, não tem futuro nenhum. Ou muda a Europa, ou mudamos nós de Clube. Ignorantes da História, não perceberam o dito socrático: as dividas dos Países não se pagam!!!vão-se pagando».Ele tinha razão. Mete-lhes mais medo que o diabo...e isso ,palavra ,dá-me um gozo...
 Pagámos nestes três anos alguma divida,nossa? Não !.. pagámos foi a divida de uns tantos especuladores .A divida é como as pilhas Duracel l : - e cresce …e cresce…cresce!!!!
E vamos continuar a pagar. Vendendo não só os dedos, e depois  os órgãos (rins,figado,pila etc etc).
Rio-me….pois quando me vierem buscar «essa»,lixam-se: –  de «duracel» já nem o cel descortina.    
Pior que votar para bem pouco, «falecer», era mesmo não votar.Ou votar em branco.
E assim sendo, com  a «camisinha» protectora,  lá irei meter na racha da galdéria Europa.
Raios ...um homem não nega uma racha,boa ou má.
Votem caraças...



    Sf              

quarta-feira, maio 21, 2014



 

Pontuando:


1-      E lá me desembaracei do TDEX.Foi uma experiência ,que, embora ligeiramente forçada, depois  acabou por me criar  algum interesse.

Admirei o profissionalismo, e a vontade de «fazer bem», dos voluntários que levaram a cabo, e a bom termo, o evento.
 
 Sinceramente perturbou-a minha vida..mas disponibilizei-me inteiramente para os pormenores : a  mostra à Imprensa, os treinos (!!!)... treinos (sim!)...e a preocupação de  criar  uma ambiência que levasse os chamados «oradores» a dar litro e meio, no sentido de interessar a clientela (jovem).

Com direito a foto, vou guardá-la. Ou melhor pô-la no quarto do João, para que veja que o Pai é velho ,mas não patareco. Eu que abomino fotos, gosto particularmente desta. Eles convenceram-me que «aquilo» era mesmo a sério.

2-      Depois dos «Maias na Costa Nova» tenho recebido comentários e sugestões.Normal.E claro,sempre agradáveis.É das regras, que quem não gostou não quer ser indelicado.


De entre as sugestões e ideias dadas para novos livros, não deixo de referir uma. Curiosa  e porque veio ao encontro de algo que já me tinha perpassado pela cabeça.

Diz uma amiga: «tenho apreciado o modo como tenta dobrar o cabo do Não (fim).Isso leva-me a sugerir um titulo para o livro de remate: «Morte à MORTE».Seria interessante perceber como é (ou foi) a sua atitude com este enigma da vida.

Sorri-me perante este desafio. E de noite, dei voltas sobre volta. Às cinco da manhã já não aguentei mais, e vim teclar. Conclui desde os primeiros parágrafos: quis morrer ontem ; amanhã não me apetece nada!

E comecei a perceber : - eu não nasci diferente porque quis. Não. Fui-me fazendo diferente.

Ora vai-Te….

         3 – É bem certo : o que magoa não é quando um inimigo nos fere. É sim, quando um amigo, nos apunhala. E passado o primeiro impacto de perder um amigo, eu, que tudo fiz por não perder nenhum, julgo chegado o momento de largar a mão e dizer:- basta!
 O que magoa foram as palavras perdidas. Mas nada de chorar debaixo dos ciprestes grandes.
Anos a fio a conhecer o amigo.Sem afinal lhe conhecer a alma.
Tempo agora  de correr as cortinas.
Eu estou longe de Deus. E  Ele de mim. Entre nós não há equívocos.
Mas se estou longe Dele, há «pessoas» que estão  na torradeira, mesmo em vida. Eu não bato com a mão no peito, nem osculo o Senhor, em vão.
 
          4- Já não preciso como arranjei esta foto.A única que conheço da família Senos Fonseca.
 
 
   Curiosa a fotografia,recolhida no casamento da Maria Vitorina e do Samuel Corujo(o dos barquinhos engarrafados).Olhando hoje para esse passado longínquo (mas recente pelo modo como o gravei) noto que me não angustia a perda. 
                Recordo-me logo a seguir ao cliché, termos -eu e a Zeca- pedido para irmos brincar.
Resposta da Mãe: vão...vão...que vão ter pouco tempo para isso...
                  O que é que a minha Mãe estava a pensar? Premonição....Do momento, ou da vida que adivinhava para os seus filhos.
              5-Poemeto
 
                                   e foste tão rápida na saída,
                                    fugindo sem eu dar por ti
                                    que não me lembro
                                    de como são os teus olhos,
                                    tuas mãos, nem sequer os teus cabelos.
                                    só me resta o sabor do ultimo beijo, roubado.
 
 
                                     hoje,nesta noite de lua cheia
                                     enviarei uma borboleta de mil cores
                                      mil  fascínios
                                      que te levará  os beijos que não te dei.
                                     
                                      não a prendas;
                                      devolve-ma...viúva da lua ... 
                 




                                     SF


 

AS viagens da Grande Armada de ZHENG Já num outro trabalho, publicado em Blog especial, aqui há uma dezena de anos, trouxemos  ...