quinta-feira, março 12, 2015





A história repete-se, só que agora....

Depois de uns seis anos de um atribulado e ambicioso trabalho, deixámos  CVCN (Clube de Vela da Costa–Nova) como todos «os outros» que dirigismo, num total de 36 anos: - prestigiado, rico, cheio de vida.
Um Clube que nos foi entregue destruído, falido - no charco da ignomínia –foi recuperado dentro de num processo diabólico, envolvido num tortuoso processo judicial.E num ápice, pagas as dividas, duns moirões podres, a cair, surgiram as melhores instalações de um Clube Náutico, não só da região como do País. O prestígio e os níveis de qualidade alcançados, tanto pelas  iniciativas invulgares (Campeonato da Europa Sharpies, Semana Internacional de Vela escolas de Vela etc etc…..) como pela vivência  interessada(e participada) dos associados à volta do Clube, fez com que o mesmo viesse a ser  considerado, o segundo, do panorama nacional da náutica desportiva(logo  atrás do   de   Cascais).

Entendi sair em 2006 .Não gosto de me perpetuar nos cargos. Sempre assim foi. Faço o que tenho a fazer …e entrego em mãos, que julgo boas, a Instituição. Foi assim em todas elas: Illiabum, Associação do Bombeiros, Casci e CVCN  ( no total de 36 anos de dirigismo no mais problemático cargo associativo).

Assisto hoje, perplexo (e profundamente magoado… e irritado) à situação que se vive no CVCN. Abandonado, não há Direcção que assuma o Clube. Em risco a sua existência, tal a destruição que, lenta mas inexoravelmente, ocorreu nos anos seguintes, e até hoje. E isto apesar dos meus constantes avisos.

Hoje (perante as solicitações feitas à porta) é tarde para  recomeçar tudo de novo. Há que insuflar ordem, vida, e cuidar das instalações. Refazendo tudo, como no passado. Mesmo que houvesse tempo de vida para…não há condições de repor o Clube no seu lugar num breve espaço temporal. E eu  tenho uma janela de vida já muito curta.

Ver em vida isto acontecer, dói. Sentimos que tudo é fantasticamente perecível. E o que sacrificada  (e arriscadamente fizemos) não é valorizado pelos herdeiros.

 Há muitos anos, numa Assembleia Geral do Illiabum em que se discutia a  entrega das suas chaves à Câmara, dando por finda a sua história, tive a «infelicidade (?!) de afirmar:

-Quando forem passem lá por casa, e deixem as chaves. O Illiabum nunca morrerá….. enquanto eu for vivo...

E é que sucedeu mesmo…

Agora as coisa não são assim.Lamento.

SF

 

quinta-feira, março 05, 2015

Miséria Moral…

Numa frase verdadeiramente assassina, Sócrates retrata Passos Coelho:  individuo á «beira da miséria moral»
Exacto.
Esta resposta a um ataque cobarde, baixo,mas  suficiente identificador no facto de o Processo Sócrates ser (em boa verdade Vos digo)um caso do foro politico .Muito mais do que da Justiça.Esta um braço vingativo a correr por fora,com interesses claros -quem não os percebe? .
E é para Costa uma boa ensinadela. A Politica faz-se, fazendo-se. E um individuo que quer ser tem de ser igual em todo o seu modo de estar. Mesmo quando erra.
Se outra coisa não fosse notório (o País só estás melhor para meia dúzia ).o País está no lixo: material , moral.Perante a completa destruição do crédito nos seus dirigentes,o País real soçobra. Isso é de uma evidência flagrante.
Sair deste atoleiro, não sei o que nos custará. Uma coisa tenho a certeza: não sairemos da lixeira , enquanto  de novo ,o Povo, se não levantar para dizer: isto é um fascismo de rosto liberal,.a coberto de uma hipotética democracia que o desculpa.

Estou farto....

SF

quarta-feira, março 04, 2015



DE tudo já se percebeu: o erro foi a falta de coragem para manter as Golden Shares….o resto é  conversa da treta

 
Esta Comissão Parlamentar de Inquérito ao ex-BES, parece-me de um lirismo fantasioso. Anda-se ali de volta em volta, à procura do «coelho» quer não sai da toca. Para quê? Pensa o «coelho»m…se isto não é  rigorosamente para nada, e talvez passe....

Todos já percebemos, que o caso BES se deveu à «cerimónia» com que as Entidades Reguladores seguem as manobras destas sociedades que se movem á velocidade da luz. Aquele mundo do faz e desfaz, muda,dá e torna a dar, não cabe na cabeça de simples mortal. Nem sei mesmo se Ricardo Salgado sabia o mundo sobre o qual se sentava, e parecia mandar. Estas sociedades só se apresentam em toda a sua nudez, quando já «tísicas», só pele e osso, aparecem a estender  a mão à espera que o «Estado» as ponha de novo gordas e anafadas.

De entre a perda de tempo da Comissão, há um ponto  quer me parece de um ridículo infantil. O do investimento dos 900 milhões no Rio Forte.

Pois é claro: fosse qual fosse a orgânica da PT, num caso destes só há um responsável: o PCE.E logo depois todo o CA. Se há mais, isso é um problema interno. Ou estão lá só para ensacar os milhões? Eles sabiam claramente o que se passava com ao Rio Forte, só que pensavam é que teriam tempo para resgatar a importância. Questão de erro de calculo, por uns dias…

Claro como água, sem precisar de muito ir ao fundo. Granadeiro, Bava os dois Administradores simultâneos do BES e PR, são os responsáveis. Lembrem –se do que se lembrem. O resto é conversa.

Uma coisa porém há que sublinhar. As Golden Shares deveriam ter-se mantido. Se mantidas, a PT, hoje, continuaria debaixo de controlo português.E isso era claramente de interesse nacional.

Não houve foi coragem (nem desejo) de bater o pé e mantê-las. Os gregos batem o pé, e defrontam questões bem mais difíceis. Nós, evocando uma linha de conduta não autorizada, europeia, agachámo-nos. Não fomos capazes de transgredir na manutenção das Golden Shares.

Tivéssemos um Varoufakis…e outro galo cantaria.

 

SF

segunda-feira, março 02, 2015


E assim vamos indo..

Com o conhecimento de um Primeiro Ministro que não sabia que os impostos são para pagar –mas  que sabe bem que os todos outros têm de pagar, de qualquer modo – e que mesmo depois de saber fez de conta que talvez passasse, tivemos um Alfredo Barroso a publicitar, em parangonas, a sua saída do PS. Tenho mais ou menos a mesma idade de militância no PS, que Barroso. Conheço a sua irrequietude e as suas zangas. O seu mau feitio: com tudo e com todos(até com seu Tio).

E não aceito que pelo crasso erro do Secretário Geral, que ainda está por explicar, cabal e claramente, um tipo salte logo da embarcação.

Quando o tio de Barroso ( Mário Soares) afirmou meter o Socialismo na gaveta, indignei-me. E no Partido marquei, então, a posição que entendi. Mas não sou dos que entendem que uma só andorinha faz  uma primavera. E não gosto destes alardes de «agarrem-me que vou sair».

Censurar, e usar o peso politico para fazer ver, frontalmente, o erro, é uma posição correcta. Ser-se Socialista é uma afirmação de interiorização ideológica, que em Barroso vem de longas décadas. Um Secretário Geral muda-se. Uma ideologia… ou mantém-se ou renega-se.

Por vezes é-nos fácil evocar culpados. Mais fácil do que afirmar : afinal andámos uma vida enganados.

Quando muito Barroso ia votar e  desinfestava as mãos com álcool.

  SF

quarta-feira, fevereiro 25, 2015



Meteu dó....a PGR...

Meteu dó ver a Procuradora Geral, engasgar-se, balbuciar, ao confirmar as claras e gritantes fugas de informação do processo «Marquês». Fugas que visam julgar José Sócrates na Praça Publica, antes do seu julgamento final no Tribunal ( se chegar lá...), com a clara contra partida editorial de um grupo falho de escrúpulos, ao mesmo tempo preparando o seu assassinato politico. A Srª Procuradora, por acaso irmã do Senhor Procurador Marques Vidal, que perseguiu assanhadamente José Sócrates no processo «Face Oculta» decorrido em Aveiro (lembram-se da fita das escutas ?),deu hoje um espectáculo deplorável, dando aos juízes ( todos nós) mais do que indícios perturbantes de que não falou verdade.Ou toda a verdade. O que no caso de um PGR é muito grave.  

(ex: jurou não se voltarem a verificar mais fugas, mas não disse que procedimentos foram fixados, e a quem dirigidos, para as evitar)

E disse mais a Srª PG : seria um atrevimento da minha parte garantir que não há nenhuma fuga por parte do MP.

Desde logo parece evidente, que estando o processo «das fugas de informação» ( em que  JS se constituiu assistente) na fase de inquérito, ainda em segredo da justiça, a Srª Procuradora, ela própria, parece ter cometido uma fuga de informação.

Em outro qualquer País civilizado, a Procuradora só teria que aguardar o fim do Inquérito, para esclarecer e tornar publicas as conclusões. Isso sim, seria importante. E urgente.

Enquanto o Processo Marquês segue com delírios constantes (pois até já mete Condessas &  Cinco (!) estranhas mulheres), temos sérias razões para pensar que este processo é, claramente político usando a corrupção para obter os resultados finais (muito) antes do apito do arbitro dar por terminado o jogo.

Quem quiser continuar a ler as ultimas fugas, basta hoje ir aos pasquins da empresa  de CS, já denunciada, como a que suporta o custo das mesmas. Um copo de água no oceano tendo em conta a explosão das vendas editoriais (pasquins, revistas cor do burro quando foge, canal televisivo montado para este fim, etc).

Se o corruptor já foi denunciado, quem serão os corruptos?

SF

terça-feira, fevereiro 24, 2015


E assim vamos …


Tem reinado uma enorme e bem orquestrada postura do desejo que a Grécia fosse vencida, logo ao 1º round.

Por mim, disse-o sempre, tinha a certeza que nunca o seria. A Alemanha falava grosso ( e os  portuguesitos pelo seu Presidente e (Governo), diziam dá-lhe forte…) mas uma já significativa maioria, desejava mesmo que o magno problema fosse(finalmente!) discutido. E a Grécia com uma coragem e habilidade singulares, baralhou e deu cartas. Porque sabia que este primeiro round era só para fazer de conta….

O Senhor Varoufakis até pareceu arrogante. Não foi? E o Tsipras um excelente e singular politico, a deixar-se ficar por detrás da cortina. Mas a questão era tão simples: se os outros países queriam, de facto, serem reembolsados, só se a Grécia crescesse. E para que cresça, é preciso parar com a austeridade desbragada. No 1º assalto, as coisas teriam de ser assim…e por isso o resultado era certo…

Tal e qual o que se passa em Portugal. Só que os economistas que temos por cá ( com algumas, raras  excepções) são gentiaga de tacho certo e saber duvidoso. Reparam como por encanto Cesar Neves, Beleza   & Cª desapareceram do mapa?).

Quem tenha acompanhado a Comunicação Social externa, daria de imediato conta o desencontro com que a mesma ia, observando e comentando a jogada de mestre (fosse qual fosse -ou venha a ser– o desfecho) e o que a Comunicação Social (i…obs…e televisões) aqui ,exultavam a cada recuo negocial.

Iremos por isso ver. Mas que nada fica igual, isso poderemos ter a certeza. E vai ser interessante ver o que se vai passar com os calendários eleitorais, próximos.

 

O Sr  Yanis Varoufakis

 Comecei a conhecer o Sr. Varoufakis, um pouco antes de ele ter entrado para o governo grego. Já aqui um dia o referi (e aconselhei) o excelente livro «O Capital no Séc. XXI –de Thomas Piketty. Nele este excelente ( e notável!) economista (que se deu ao luxo de recusar a Legião de Honra, oferecida por Hollande) resume que será necessário para resolvera crise europeia: por a funcionar o imposto sobre os mais ricos. De outro modo, prova, a europa nunca crescerá acima dos 2% (e as dívidas soberanas serão impagáveis).
Ora Varoufakis foi dos primeiros a entrar em polémica com o colega francês. E manteve (e mantém!....) opinião diferente: os governos é que têm na mão o poder para fazer crescer os Países, investindo fortemente, mas bem…

Foi excelente seguir a polémica. E depois acabar por conhecer o irrequieto Varoufakis,um economista conceituado que lamenta ter sido um Professor de Economia sem nunca se ter ensaiado como economista. E é agora tempo de se ensaiar. E até se deixa apaixonar por um convite de uma start-up americana, produtora de jogos informáticos. E logo se especializou na teoria dos jogos…

Tipo brilhante, que arrisca. Que foi extremamente duro e pouco preconceituoso com os ministros europeus, que não apreciaram a denúncia por ele feita que na europa o rei vai nu…para o abismo.

Por isso fiquemos na expetativa. Aproveitando, como os corredores, a lebre que vai á frente, que nos permite corrigir o caminho.

Por isso foi triste ver Portugal rendida a um tipo (Schauble) de que basta a figura grotesca para  me meter arrepios.  
( E por cá todos à espreita da lebre)
SF

quarta-feira, fevereiro 04, 2015




                                    Viúva da lua.        


                                    e foste tão rápida na saída,

                                    fugindo sem eu dar por ti,

                                    que já não me lembro

                                    de como são os teus olhos,

                                    tuas mãos. Nem sequer os teus cabelos:

                                    só me resta o sabor do ultimo beijo, roubado.

 
                                     hoje, nesta noite de lua cheia

                                     enviarei  uma borboleta de mil cores

                                      mil  fascínios,

                                      que te levará  todos os beijos que não te dei.

                                     

                                      não a prendas;

                                      devolve-ma...viúva da lua ... 

                                      de  coração sem eco.

   SF
     (Nota ; e de vez em quando pesca-se nos papéis.....não eu avesso a tudo o que está pra trás, mas  quem vai cuidando de os imolar á fogueira. Só hoje queimei mais de uma centena....)

segunda-feira, janeiro 26, 2015



SYRIZA

 O programa do Syriza (refiro-me ao mais recente, já expurgado de algum radicalismo do primeiro) é,em meu entender, um exercício soberbo de sintetização de regras que se destinam, se aplicadas, a resolver o drama humanitário  hoje vivido por uma grossa fatia da  população grega. Aceito que aqui, em Portugal, estejamos ainda longe de situação tão dramática. Mas não tenho a mínima duvida de que, a continuarmos sem inverter  a actual senda ultraliberal, lá chegaremos. E bem depressa. Sempre com os governantes a «papaguearem» que estamos em recuperação, o povo é que ainda a não viu…Repetição da tragédia do Titanic, com a orquestra a  a sinfonia nº9 de Beethoven….

Se algo pois, me espanta, é que a votação (37%) que muitos consideram uma vitória estrondosa, não tenha sucedido com uma margem muitíssimo mais elevada.
Saber-se se o Syriza vai conseguir aplicar o dito programa é coisa bem diferente. Por incapacidade sua, ou o mais certo, por oposição cega da oligarquia, interna e ou externa (de Bruxelas).

Como ouvi pelas entrevistas, o problema pode ser muito mais grave do que admitimos, se o Syriza não conseguir encontrar receptividade nos Orgãos Europeus. Então poderemos ter, ali, uma revolução de consequências e extensão, imprevisíveis.
Assim, este resultado saído de umas eleições democráticas, que  conduziu, pela primeira vez, a uma vitória de uma força radical da esquerda, no seio da União Europeia, pode ser o vestíbulo de revolta  fratricida.
Os primeiros passos serão por isso de elevado risco. A negociação tem de ser conduzida com muita habilidade politica. E grande pragmatismo.

Não sei se a Europa tem dirigentes à altura para tal desiderato.
 

Sair…ou ficar….

Numa curiosa entrevista da TSF, a Ferreira do Amaral e a Francisco Louçã, ficou claro, que, mais do que um problema ideológico, a divida publica não é pagável.   
Se por estudos comprovados, tal é claro, porque se teima e se perde o tempo a fazer de conta que não, que nós poderemos pagá-la?...
Quando na vida empresarial tal situação é detectada, o devedor sério –  que quer pagar mesmo! – deve apressar-se a explicar ao credor esta situação. E apresentar um programa realista, onde demonstre os proveitos e as despesas de onde sairão os recursos para pagar, mas em tempo mais dilatado. E o credor andará bem, se não quiser perder tudo, não só dilatar o prazo de pagamento, como manter (ou até diminuir os juros).Ora isto é o que deveria suceder no caso das dividas soberanas(muitas das vezes feitas por decisão de incitamento, externo).Se o default for continuado e propagado de País a País, por inevitável, os países, hoje com excedentes, cairão mais tarde ou mais cedo em situação financeira, e depois económica, catastrófica. E a Europa soçobrará.
Curiosamente Ferreira do Amaral (aqui), e outros economistas de renome (lá por fora), começaram a explicar que não é assim tão medonha uma saída do Euro, se negociada.

Porque hei-de estar agarrado a uma viga de ferro que me vai levar inexoravelmente para o fundo? O melhor é larga-la…e nadar…

Já ?????
Ouvi hoje, estranhamente, gente próxima do PS (dos outros quadrantes não admiro, nem critico),considerar (parece que regozijada) com o pretenso falhanço que foi o da aliança do Syriza com os Independentes, para formarem  governo.

Ora o que o PS poderia, era dizer ao BE, e mais responsavelmente ao PC, que  era assim que há muito por cá deveria acontecer: encontrar pontos de acordo essenciais no fundamental, e coligarem-se, ou fazer pactos de governabilidade, mantendo cada um a sua essência própria.

Não estaríamos como estamos….
SF

quinta-feira, janeiro 22, 2015


 

A Todos os que …

Muitos foram os que, lendo na rede o óbito de mais um ano de vida, que não o óbito do personagem, tiveram a pachorrenta, mas por mim louvada paciência, de me felicitar por mais este ano ganho à magana.

Esta coisa da vida é uma série de batalhas.Em que os mais sortudos vão ganhando (e festejando o facto),com a certeza, porém, de que perderão a guerra.

Cruzei-me hoje com pessoas conhecidas, umas, outras amigas.

Um deste, amavelmente a ver se me convencia disse:

-Parabéns…e está muito bom

-Por fora rematei, eu…porque por dentro pareço uma vaca parida em deserto. Terrivelmente só.

Envelhecer (e não faço disso uma tragédia) provoca-me uns certos medos. De perder a racionalidade (excessiva!) que sempre tive, e perder  a certeza de que não andei a vida a plantar  boas ideia em areal seco.

Duas ideias me preocupam, no entardecer. Vejo muitos da minha idade-olhem o  Lobo Antunes!- a recuarem, a sofrerem de um renascido nacionalismo, e até de reencontro com a religião.

Aviso desde logo: tenho as contas saldadas com um e com a outra. Se um dia me virem ou ouvirem dizer o contrário, perdoem….já não sou eu.Ponto final.

Não confundo (ainda!) nacionalismo com vaidade patriótica. Detesto nacionalismos serôdios. Ou até perigosos. Gostaria de pensar que a Pátria ( hoje vendida ao desbarato) se negará ,como eu, ao embrulho num caixão. Eu posso ir, mas Ela ficará. E com Ela  ficarão os de boa vontade, que expulsarão os vendilhões   dos dedos (porque os anéis, esses(!) já se foram).

Com a religião ( de todas) fujo….Fujo sem renegar os bons princípios que colhi e respeitei. Não na catequese, mas na exegese paterna. Mas objectivamente, racionalmente, não preciso de deusificação de coisa nenhuma, para perceber que estou por aqui, sem intervenção divina de qualquer tipo. Entregue a mim mesmo. Mas no pleno respeito pelos que assim não pensam.

E assim.: sempre soube desde muito cedo que o querer ser eu –a meu modo e jeito –tinha o seu custo. Sorte foi, que esse custo fosse encarado como um laudo jantar de que nunca me senti enjoado.  

E por isso gostaria de agradecer pessoalmente, a todos que se esforçaram por me convencer, que trocar mais um ano a voltas à vida, merece parabéns. Convenceram-me a  a atiçar  a brasa ,por mais um tempo, aqui, em frente a esta natureza prodigiosa que me arrebata os sentidos, a mudar a cor, a cada cor com que os olho.

J e ne regrette rien… de tout ( e bebo à Vossa)

SF

 

 

quarta-feira, janeiro 21, 2015





Mais uma folha arrancada


Prestes a arrancar
Mais uma folha
Ao já amarelecido
Calendário,
Apetece-me dizer à vida:
Pronto  (!) ganhaste.
Levaste as minhas lembranças
E eu por aqui ainda fiquei
A ver, não o queria,
Mas a não querer já muito do que via.

Vai longo este caminhar
De quem tanto quis sonhar
A guardar folhas e folhas
De horas cheias, desmedidas,
Outras por vezes,
De sentido tão vazias
Tão brancas de horas
A não despertar lembrança
Que vivê-las só me acarretou
Mais amarga nostalgia
Do que verdadeira alegria.


Sei...é inútil pedir mais a vida
E injusto para tantos
Que não tiveram o tapete
Que sempre rolou à minha frente.
Bom era que a minha vida acabasse
Ainda no cume da montanha
Que já outros começam a subir;
Vá, não tenham pressa
Que o subir bem pouco custa,
Bem mais difícil é o descer
E manter a dignidade sem cedências,
A escorregar com humildade
A tactear o caminho
Para ser mais segura, a penitência.

SF. Janeiro 2015
































Mais uma folha arrancada


Preste a arrancar
Mais uma folha
Ao já amarelecido
Calendário,
Apetece-me dizer à vida:
Pronto ganhaste.
Levaste as minhas lembranças
E eu por aqui ainda fiquei
A ver, não o queria,
Mas a não querer já muito do que via.

Vai longo este caminhar
De quem tanto quis sonhar
A guardar folhas e folhas
De horas cheias, desmedidas,
Outras por vezes
De sentido tão vazias
Tão brancas de horas
A não despertar lembrança
Que vivê-las só me acarretou
Mais amarga nostalgia
Do que verdadeira alegria.


Sei...é inútil pedir mais a vida
E injusto para tantos
Que não tiveram o tapete
Que sempre rolou à minha frente.
Ainda no cume da montanha
Que já outros começam a subir;
Vá, não tenham pressa
Que o subir bem pouco custa,
Bem mais difícil é o descer
E manter a dignidade sem cedências,
A escorregar com humildade
A tactear o caminho
Para ser mais segura, a penitência.

SF. Janeiro 2015





Prestes a arrancar

Mais uma folha

Ao já amarelecido

Calendário,

Apetece- me dizer à vida:

Pronto (!)  ganhaste.

Levaste as minhas lembranças

E eu por aqui ainda fiquei

A ver, não o queria,

Mas a não querer já muito do que via.


Vai longo este caminhar

De quem tanto quis sonhar,

A guardar folhas e folhas

De horas cheias, desmedidas,

Outras por vezes,

De sentido tão vazias

Tão brancas de horas

A não despertar lembrança,

 Que vivê-las só me acarretou,

 Mais amarga nostalgia

 Do que verdadeira alegria



Sei...é inútil pedir mais a vida

É injusto para tantos

Que não tiveram o tapete

Que sempre rolou à minha frente.

 Bom era que a minha vida acabasse

 Ainda no cume da montanha

 Que já outros começam a subir;

Vá …não tenham pressa

Que o subir bem pouco custa,

 Bem mais difícil é o descer

E manter a dignidade sem cedências,

A escorregar com humildade

A tactear o caminho

Para ser mais segura, a penitência.


SF  22 Jan 2015



segunda-feira, janeiro 19, 2015


Deixa -o ir...




Não me amarres mais o coração
Liberta -o
Deixa o ir com a maré para longe,
Para tão longe quanto a vista não alcance
E se cumpra a lei de Newton
Que o amor esvanece  com o quadrado
Da distância que nos Separa.

sexta-feira, janeiro 09, 2015




 
            Xurdir &  Comp.
 

1-      O canto onde  xurdo  e faço por fazer, aqui  está.

Enquanto me aqueço por fora (com a lareira),e de vez em quando por dentro ( com um whisky, bebida que me foi  terminantemente proibida há cinquenta anos ),lanço, quando sinto saudades, um olhar pela noite à ria.

Invejo-me de mim próprio, por às vezes, ainda recalcitrar com a vida. E mesmo que esta seja um pouco, a de eremita que se vai atendo á solidão, certo é que me vou continuadamente readaptando, para me sentir vivo.

E  xurdir á vontade…..livre….

 


2-      Foi-me feita uma pergunta embaraçosa: pode haver um amor romântico perdurável?

Não sei,  exactamente,  que autor (poeta certamente)  afirmou ser o «amor romântico» um sentimento provindo de há séculos, de inspiração cristã. Discordo...do vate.
Se tal fosse, como amariam os romanos, que se ensaiavam em envolvimentos românticos de um certo libertinismo?

O firt romântico, na minha concepção, existe, e é uma boa terapia. Embora dure um fósforo. Mas recompensa em intensidade, mais do que em quantidade.
 O romance romântico, pode durar mais um pouco: uma acha.

Porque  para  perdurar o estado  de êxtase, e o manter aceso, há que ir, sucessiva e continuadamente , renovando  a imagem do outro(a).Logo que a curva inverta de tangente.
Quantas vezes poderemos provocar a renovação ?  Nisso reside o problema.
Porque a partir de uma data poderemos mudar a veste interior. O problema é que a exterior, a visível, a partir de determinado ponto, não é retocável.

O amor romântico acaba sempre em saturação . O flirt romântico acaba sempre a saber a pouco
  
SF

quarta-feira, janeiro 07, 2015



   A Liberdade tem destes custos....
 
O ataque perpetrado por mentes diabólicas contra o  CHARLIE HEBDO, é revoltante.
Cobarde, bárbaro, sanguinário, indigno de seres humanos.
Abusando da evocação de agir em vingança do Profeta, é da mais elementar  exigência, que os lideres religiosos da fá islâmica, tomem posição.
Há algo de claro e decorrente: ou se exterminam estes jahidistas de um fanatismo sanguinário, ou eles exterminam-nos a nós.
 
Je suis Charlie...Canard ....ou outro nome qualquer,que fale livremente

SF  

terça-feira, janeiro 06, 2015



 

 

A tal «Varela»…..

 Em um outro dia, alguém me chamou a  atenção para o artigo de uma tal Raquel  Varela, inserido  o Jornal « Publico», sob o titulo « TAP: cortar as asas aos nossos filhos?» .Confesso sem rebuço algum, que achei o artigo muito bom,  muito  bem escrito. A autora pareceu-me alguém que  deveria ter uma formação na área económica muito boa, A indicação da sua qualidade de «investigadora» parecia corroborar tal ideia .

 Ora dias depois,  no  Blog do  OBS, que teimosamente me vem parar todas as manhãs ao meu mail ( uma publicação, onde creio, pontua e postula o  sabujo ex director do Público ,um tal José Manuel Fernandes) encetava uma cruzada contra a dita D. Varela, tentando matá-la à nascença.O OBS atirava-se, assim , ferozmente e várias vezes, a  dar a conhecer o que a Senhora opinara (certamente pirosamente) sobre os fatos vestidos e usados  pelos  sub-urbanos,  Passos Coelho e do Anibal Cavaco e Silva, que diz, «mostram um aspecto pobrezinho mas com fartura de carinho» depois de criarem mais um milhão de pobres.
Bem aqui decidi procurar a D. Varela. E para isso zarpei para o seu Blog.
Espanto ! A Varela, uma marxista ,mais do que convicta, uma aceitante do dogma  do paraíso stalinista,  com a mesma grandeza da fé,  que uma freirinha de Olivais acredita no milagre de Fátima, provocou em mim duas reações contraditórias.

Não gostei (não gosto) de ninguém que pretenda ter opinião sobre tudo, aceite dogmas indiscutíveis, e disso faça alarde. Alerto os meus amigos «marxista-leninista» que têm ali uma culta explicadora, para sustento e manutenção da sua fé. É, no momento, do melhor e mais acessível que vislumbro.
Mas assumo que a D Varela, para lá da exaltação do milagre stalinista, escreve bem ,e mostra ter uns muito razoáveis(upa!upa!) conhecimentos da matéria económica. Ninguém duvide.

Só que  repentinamente  algo me chamou a atenção: a D. Varela participa num  programa televisivo com o titulo «Barca do Inferno» , da RTP, que vai para o ar às segundas, à noite. E claro fui matar a minha curiosidade ,sintonizando ,ontem, o tal programa.

Maldição :eis que ao lado da D Varela, surgiu-me a múmia da engelhada (no corpo como na palavra, já que ideias só as perversas, insinuadas pela sua pecaminosa boca) Manela Moura Guedes.
E pronto. Zarpei para outras conversas. Aguento com tudo .Menos com aquela tétrica e patética  figura, que cospe fel  por uma cloaca elefantina.      Lá se foi o desejo de conhecer e ouvir a D Varela….
Mas o seu Blog… vou mesmo segui-lo. Está ali um bom elemento para o PC cooptar.  

SF

segunda-feira, janeiro 05, 2015


Alguém vai ter que responder……

 

É na amizade, que quando é forte se afirma mais nos maus momentos do que nos de sublimação, que reside um dos sentimentos a que dei lustro toda uma vida. Empenhei na  amizade, que dispensei a tantos, o que de melhor tive para oferecer : um carácter disposto a todos os riscos para, se e quando necessário fosse, me colocar, independente de credos ou religião, ao lado dos que requeriam a minha ajuda.

Por isso levo em grande apreço a posição de Mário Soares, ao estar ao lado do seu amigo Sócrates, nesta hora amarga de enxovalho, daquele que foi –e afirmo-o sem duvida de qualquer espécie – o melhor primeiro Ministro depois de Abril. A história se encarregará de repor a verdade e as condições descontroladas em que a Europa mergulhou com «ordens» controversas, e até contrário, ordenadas de Bruxelas aos Países perante o terramoto financeiro de 2008.

Mário Soares vem colocar a questão na sua verdadeira dimensão:

A prisão (enxovalho) de José Sócrates é absurda. E pouco ou nada tem a ver com o apuramento dos factos (que continuam por se saber). Mantêm-no preso, para psicologicamente o fazer dobrar. Ou porque já não sabem o que hão- de fazer com ele.

A prisão de um cidadão qualquer, nestas condições, é ilegal. É anti-constitucional

Nestas condições, o Presidente da República, tem publica ou em privado, de exigir um esclarecimento rápido da situação por um tribunal superior ( com poderes, esse sim! – para investigar um Ex Primeiro Ministro.

E os que deliberadamente, por mera prática justiceira, se esqueceram que ocupam os seus cargos para exercer «justiça» (coisa bem diferente!...) têm de vir pedir desculpas publicas.

Se o não fizerem, terão de responder por isso, logo que reposta a constitucionalidade no País.  

SF

 

AS viagens da Grande Armada de ZHENG Já num outro trabalho, publicado em Blog especial, aqui há uma dezena de anos, trouxemos  ...