terça-feira, julho 14, 2015


«Ecos e Sussurros» dos Mares do Norte

Valdemar Aveiro em Bueu....

 


Acabada a prédica sobre a epopeia «dos bacalhaus» e quando me preparava para vir para o Hotel, enquanto o Valdemar  atestava, autografando, os livros adquiridos pelos «bueus»,  galegos, que deparo no r/c do museu Massó, com uma longa mesa onde se alinhavam  vitualhas, verdadeiras   iguarias que o Valdemar, sempre um gentleman, providenciou  em oferecer aos convivas: bolos de bacalhau, pataniscas ,línguas ,carinhas fritas. E tudo regado por um excelente e genuíno Dão, provindo da lavra do Editor.

Gostaria de descrever os elogios tecidos àquelas «tapas» excelentes. Caso para dizer : bué(u) de bom ....como hoje é moda, no léxico da rapaziada. Era um «lufa-lufa» ...um «chega-te para lá»....  no intuito de cada um chegar á distância de uma «braça», o suficiente para agarrar um bolo de bacalhau, e ou.....

Enquanto isso ...

O Valdemar lá continuava ancorado, rodeado de leitores interessados, livros na mão, postados em fima indiana, aguardando o autografo do ilustre palestrante.

Bonito serão. Que fez muito de promocional da nossa região.

SF

segunda-feira, julho 13, 2015



 

«Ecos e Sussurros»   do mar do Norte...na Galiza....
por  VALDEMAR AVEIRO

 
O Capitão  Valdemar Aveiro, um amigo de velha data, desafiou-me aqui há uma semana a, com o Rui Bela, fazermos um documentário sobre a pesca do bacalhau.O Valdemar ia fazer a apresentação dos seus livros, a convite de uma Associação de Capitães pescadores de BUEU (Galiza),mais propriamente  no Museu  Massó, e gostaria de ter um «pano» de fundo

A tarefa, dado o momento, não era fácil(no tempo disponível ).Mas ao Valdemar não podia dizer que não.

Convidado o Rui, pusémos mãos à obra(muito mais ele que eu ,claro...).

E na passada sexta feira rumámos à Galiza.Mais propriamente ao Porto Pesqueiro de Bueu..

A pequena Villa encanta. Umas praias magníficas banhadas por uma água caprichosa de um verde esmeralda de encher o olho, aqui e ali tingido por um azul safira, num degradèe verdadeiramente estonteante. Águas calmas, interiores, já bem longe das Islas Cies, banhando um areal  soberbo. Um «pueblo» tipicamente  galego, onde a cada passo se tropeça num bar onde no «altar» se podem  degustar umas excelentes tapas acompanhadas  de um soberbo e fresco  «albarinho». ali mesmo junto à praia. Ao centro do areal um pequeno estaleiro (a abarrotar!)  de embarcações de pesca da costa. Mais ao lado,  uma pequena marina e um ancoradouro exterior, onde amarram dezenas de embarcações tradicionais. O sítio deslumbrou-me, e jurei lá voltar.
 
                                   
                                                                   Villa de BUEU

Em Bueu  existe um Museu -o museu MASSÓ- museu náutico interessante, albergado num edifício de antologia. Que uma família rica doou ao Município para tal finalidade. No frontispício, duas pedras graníticas, imponentes, exibem em baixo relevo uma  nau e  uma caravela, quinhentistas, identificando o local.

Bueu é  uma praia  que « quixo facer honra do seu nome. Unha salgadeira ,um forno alfar e um tipo especial de ânfora ,gardan  a memória de intensa vida deste lugar na época dos romanos. Co passo do tempo das salgas, deram passo às conservas», lê-se num folheto local.

«Bueu», é pois, a designação de uma ânfora romana.

 

                                                

                                                                   «BUEU»

A história de tão cativante lugarejo, está ligada ao domínio peninsular romano, pois ali existiu uma fluorescente industria de olaria ,cuja peça  mais notória recebeu a designação de «bueu».E a afamada (e bonita!) ânfora deu o nome ao lugar.

Voltemos á apresentação de Valdemar Aveiro...

Às vinte uma horas  a sala do auditório  do museu Massó estava repleta de interessados em conhecer,  ouvir e partilhar com o  autor da série de livros (são ja quatro)  os «ecos» duma história vivida de pescador do bacalhau, primorosamente trazidos à memória recente. Muitos à falta de lugar, enchiam o corredor de acesso. Meia dúzia de conterrâneos nossos, fizeram gala em mostrar o apreço por Valdemar Aveiro,e compareceram. E nem faltou um caprichoso e galhardo «Confrade  do Bacalhau», trajdo a rigor, despertando a curiosidade dos que olhavam aquele insólito gabão, num dia quente estival, quase intolerante. A vida de confrade «oblige»...ou julgam que é só andar nos «comes e bebes»?
                      
 
 
                                      Um  «Confrade» a rigor...e um «paisano»
O que mais me impressionou foi o interesse demonstrado,as muitas perguntas a que Valdemar com a sua proverbial ,pausada, e lucida eloquência, soube dar. Dando-se ao luxo de exibir um curioso sotaque, e  até léxico, galego. E encheu ...a rede....

 

                                       


                                            VALDEMAR AVEIRO a «dar o lanço»

 Mas acima de tudo gostei,porque o que  me foi dado assistir, está nos antípodas do observado em «outros locais», onde não vislumbro essa camaradagem. Nem  o carinho que muitos colegas de profissão, hoje também eles retirados da faina, mostraram ,em Bueu, por Valdemar  Aveiro. Quer elogiando-o como um excelente  profissional, mas acima de tudo, muito singular e relevante, pelo seu  carácter de camarada solidário, sempre pronto a ajudar.


 

                                   


Amigos, camaradas e....curiosos.

(cont)

domingo, julho 05, 2015


 E o «Costa-Nova» navegou......

Hoje a Ria vestiu-se a primor: a embarcação «Costa-Nova», pediu-lhe licença para um passo de dança, no seu majestoso tablado.

Um tango?

Nem por isso: vento de 25 nós, vaga forte, marés vivas, vaga empolada: a «catraia» atrevida, entrou...e... mostrou-se: elegante, de linhas tão suaves que não se sabe onde começam as redondezas e...se vão esconder as «entradas»... (de águas, seus malandros viciosos !!!!).

A «catraia» é atrevida. Gaiata e gosta de fandango, saracoteando-se ao mais leve afago que lhe indica o rumo.

Parece querer fugir, e logo volta, rosa encravada nos lábios, ancas bamboleantes, olhar guloso, sem pedir «amuras» só a pedir:

– Dança comigo: as coisas vão e não voltam mais... não.. não te queixes que não há vento. Há vento sempre que um homem e uma mulher quiserem...
 

 
Gira …gira...coração...

Vem dançar a música da vida

Que já não sabes tocar

A tua deusa...é a mulher ausente

 Vestida no meu corpo presente

Não… não a quero trair

Nenhum beijo traduz

Ou atenua

A fome desse corpo imaginado.



SF.  


 

sábado, junho 20, 2015



Canção da noite...

 

Noite  tardia

A entrar porta escancarada

Nos meus loucos

Sentidos,

Ainda despertos.

A penumbra cai sobre a ria

nesta hora morta de fim de tarde...

Penso em ti,

E na loucura das vezes em que

Me acordavas

Só para eu te dizer:

Dorme,

Que  eu deixo o meu coração

A teu lado:

Sei de cor

A côr dos teus olhos

Os embrulhos do teu cabelo

A quentura dos teus beijos:

Dorme---

E tu pousavas  as tuas mãos

No mais profundo de mim,

A procurar o caloroso alento

do meu corpo ardente.

 

 

Tu não saberás, nunca(!)

Amor...

Como hoje peno

O beijos  que  deixei  arder no tempo,

 E o tempo que não tive

para morrer  dentro de ti.

Assim era bom «adormecer»...

Meu coração

No teu aconchegado.

 

 

SF

 

terça-feira, junho 16, 2015


 

FREDERICO DE CERVEIRA

 Recebi de pessoa amiga(e minha parente) um exemplar de «Os Sucessos»,de 22 de Janeiro de 1921,em que em  na primeira e segunda página, se dava conta  do infausto acontecimento que foi a morte do distinto ilhavense, Dr. Frederico Cerveira.
 
 

 
Dr Frederico de Cerveira
 
  Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Frederico de Cerveira casou com a sua prima, D. Henriqueta Maia(filha do ilustre  Maia Alcoforado, dono do Palacete dos «Maias Alcoforados»).


                                                                    Brasão Dos Maias Alcoforados

 Distinguia a D Henriqueta ,o ser uma piedosa Senhora ,pródiga em ajuda aos pobres, deslocando-se semanalmente ao terreiro onde mais tarde se ergueu o Mercado Municipal, por Diniz Gomes.E nesse local distribuir esmolas aos necessitados que ali vinham esmoçar. E quando dava por falta de algum, a D.Henriqueta  mandava a esmola a sua casa .Por isso, no historial de Ílhavo ,esse terreiro foi por vezes conhecido, por «Chão dos Pobres», confundindo-o com a verdadeira história da Viscondessa de Almeidinha(outra prodigiosa  benfeitora).

Ora como referimos ,Henriqueta Maia casaria com Frederico de Cerveira. Este apoiava e incitava a sua Esposa para tão virtuosa acção. Refere «Os Sucessos`», que  Cerveira  era um desvelado protector da pobreza, que exercia às ocultas aquela sublime virtude, enxugando muitas lágrimas ,mitigando muitas dores ,levando o conforto a muitos lares sem pão. Era um bom e um justo!

Anualmente, em dia certo ,franqueava  os portões de sua casa, para aí oferecer um lauto bodo aos pobres da Vila.

Frederico de Cerveira conseguiria o que o seu sogro nunca conseguiu: ser Presidente da Câmara Municipal deÍlhavo.

Nas obras que à frente da Edilidade lhe são atribuídas, conta-se a estrada da ligação de Ílhavo à Costa-Nova.Importante via de ligação que muitos benefícios trouxe às Gafanhas, mas e também,  a toda a gente que diariamente se deslocava  àquela praia, para aceder á labuta das companhas-E para os muitos almocreves, que percorriam a mesma ao amanhecer, a reservar boa compra. E ao entardecer, por ela partirem com os seus burricos carregados da bela sardinha, depois de afagado o estomago com uma bucha , recobrado o ânimo de caminheiro das tortuosas e escuras  veredas serranas, com um bom copo de tinto bairradino ,cobrado no altar da loja de fim de linha da velha Ti Norta. Que os jericos ,esses !,tinham estagiado o dia no alpendre da boa velhota que lhes distribuíra fresca ração, retemperadora  das andanças das idas e vindas ,sempre em correria desbragada.

Ainda o céu não garimpara lá no serradio do Caramulo a iluminar o cuidador das almas, o  S. Giraldo, e passada a nova ponte do Juncal Ancho, era já um corrupio de gentiaga, que a pé, em conversa animada ,passo miúdo muito lesto, em grupo de conversados, procurava apanhar a primeira barca da alva, do Ti Labareda.  

Foi ainda a Câmara de Frederico de Cerveira que adquiriu o terreno  contiguo ao «Casarão dos Pinto Basto», onde mais tarde se instalou o Mercado Municipal.

Frederico de Cerveira foi, depois do cargo exercido, convidado para Governador Civil. E ainda  para Deputado da Nação, tendo recusado um e outro, pois não se sentia bem afastado da Família e das suas gentes.

O casal Henriqueta Maia e Frederico da Cerveira não teria filhos  e o seu Palacete foi parar às mãos do seu médico familiar Dr Ritto.


Ílhavo atribuiu, à rua que vai da Igreja  Matriz (antigo Passal),  a Alqueidão (desembocando no Palacete ), o nome de Frederico de Cerveira, assim o homenageando .Talvez muitos não saibam, contudo, é que nessa rua existiam dois pontões de pedra, em tudo  idênticos á chamada «ponte romana da Malhada», servindo para passar por cima do Rio da Vila.

David Rocha (excelente poeta ilhavense) dedicou-lhe poema enaltecedor

                       (....)

                    Ai quantos infelizes tornarão

                    A ir bater  à porta do Solar

                    Na ilusão que há-de vir ainda

                    Alguém na sua miséria atentar

 
                    Mas não encontram já seu Benfeitor!

                    E ali só vem a voz da eternidade

                   Dizer que aquela casa triste e só,

                   É um passado morto e uma saudade!....

SF



domingo, junho 14, 2015


AML   homenageada pelo CHIO.PÓ.PÓ

 
O Chio-Pó-Pó ,vestuta e original comandita, sarcástico -politiqueira, ficou nos anais do historial de Ílhavo .E nele perdurou como referência carnavalesca para mascarar de ridículo, o sério,  por vezes mézinha irónica,  purga de grande efeito.   

Nascido num tempo de agonia monárquica, o CHIO-PÓ-PÓ é hoje, depois de outros caminhos ensaiados(mas e também louváveis) uma Associação com um programa diversificado, sempre preocupada com uma intervenção de cariz marcada, e preocupadamente, interventora- cultural .

Na sua  ultima iniciativa(ontem ) trouxe ao palco para  render  justo destaque , a  ilhavense Ana Maria Lopes.E louvar com os seus amigos e admiradores ,o que aquela tem feito pela cultura ilhavense..

Antes de opinarmos sobre a homenageada, permitam-me que saliente como, muito salutar e original,que o CHIO-PÓ-PÓ ,nestas suas iniciativas ,junte aos «velhos da praia» -que já não trazem surpresas  nos gestos, nem nos feitos! -novas promessas..Gostei desta nova gente que envereda por uma  nova musicalidade, longe do facilitismo serôdio,desbravando novas experiências   onde o erudito se mistura com o novo ( bach com variações).E  até com o «novo» de criação própria, destes ambiciosos jovens.

Sempre acreditei que Ílhavo tinha(tem...) novos jovens capazes de ombrear com os «velhos.Não do restelo ....mas da cidade da nocha»».

Mais do que fazer o caixote do CCI, Ílhavo deveria ter-se preocupado  em criar bases de apoio para esta geração.  Apoiando merecidos autores, fosse no campo da escrita, musica ,teatro, cinema etc.. etc. Mas isso era uma nova visão politica. E de politicos, estamos conversados.....
Parabéns  CHIO-Pó-Pó...e continuem....  

Ah!...sim...voltemos à homenageada..

É sem duvida um case study esta AML. Numa terra em que a mulher não costumava assumir relevo fora de casa -assim mandava o cardápio da terrinha- a AML projectou-se com um natural (congénito..) interesse pelas «Marintimidades».

Não sendo uma criativa, é uma excepcional e metódica «reparadora de... ». Coleccionadora de «imagens», muitas vezes só registadas no sensório. É uma etnóloga  com clara vocação linguistica .
Gosta de colaborar...em certas condições, claro.

Foi até hoje a única mulher  Directora do Museu. E durante a sua vigência, fez esforços e conseguiu,  que o Museu  assumisse cada vez mais, o seu pendor marítimo. Esforçou-se por privilegiar na sua mostra uma certa componente do historial lagunar(nem sempre com rumo correcto, em nossa opinião). E mostrou às escancaras a sua predilecção pelo «Moliceiro», de que viria a editar um interessante livro, rara colecção de painéis que sempre lhe despertaram, curiosa e apaixonada atenção.
Conheço-a particularmente bem. Para lhe enaltecer as virtudes e criticar os defeitos.

Aqui há oito anos apontei-lhe um :
 - Gostava que escrevesses com mais paixão, menos sujeita ao descritivo da imagem...

Não sei se ligou a tal...mas que ela sabe que hoje escreve muito mais apaixonadamente as suas «marintimidades» não tenho-não tenho eu ,e ouvi-o de várias bocas- a menor duvida.

  SF


domingo, junho 07, 2015


 

Vá ...provas..provas....

 Objectivamente não tenho razões para ter certezas  no caso Sócrates.

Lamentaria(revoltava-me ) se verificasse, um dia, que Sócrates terá cometido os «crimes» de que é acusado, no julgamento público  da Comunicação Social. Que não do Tribunal .Esse ainda vem longe-
Enoja-me desde já:

         1- Este sistema judicial,que usa primeiro a Comunicação Social ,e só depois tenta provar as suas teses. E que lenta ,mas inexoravelmente ,vai vendo ruir as loucas e desconcertantes noticias que cede (de que modo ainda o não sabemos, mas saberemos....)  na ideia de com elas  comprar a opinião publica. Denotando claramente uma cobardia  indigna de um sistema judicial de um país civilizado.
Andam há anos a vasculhar a vida do arguido. E ainda não tiveram tempo de formular a acusação de um modo concreto, assumido.
Compare-se  este processo com a acusação feita á FIFA. Um dia acusou-se e ao outro difundiam-se provas claras e inequívocas.

         2- Assistir a muitos antigos aduladores de Sócrates, agora calados, parecendo ter medo de falar do dito, dentro ou nas «beiras», do partido.
Ainda um dia os hei-de ver ,de novo ,a levar Sócrates aos ombros.

Que fique claro: se fosse Sócrates, nunca - mas nunca! - aceitaria a pulseira. Custasse o que custasse. A dignidade não tem preço.
Se a conjura (a cavala) politico -judicial ,fosse isso mesmo ,e nada mais do que isso, a negação a qualquer ilusória concessão,era a maior prova de inocência.

SF

 

 

segunda-feira, junho 01, 2015


 
 
A Rádio Faneca a despertar ....sonhos...
Entre muitas outras coisa (boas!) que a Rádio Faneca trouxe, para lá do intercambio entre gentes e lugares, gerações a quererem recordar cruzando-se com outras àvidas de saber, movimento de caras novas à descoberta dos nossos becos ...etc.etc.  a Rádio Faneca trouxe  para o palco, a necessidade que há muito reclamo, da recuperação da chamada «Drogaria Vizinho». Provavelmente uma das três mais famosas construções, com farto historial,  de Ílhavo. Ou melhor. Atrevo-me a dizê-lo :  com o maior historial....
 
 
Casa Sousa Pizarro
 
Aquela casa foi mandada construir por Sousa Pizarro, fidalgo  ,cavaleiro, homem de armas e feitos praticados ,com lugar na corte, casado com D Inês de Sousa Magalhães (filha mais nova de Cap.João Sousa Ribeiro) .Tiveram uma filha ,D Benedita ,que irá casar com o Visconde de Almeidinha .A Viscondessa D Benedita, foi a  figura  central da célebre história de bem fazer e grande  pratica solidária -«O Chão dos Pobres»).
A construção da casa é contemporânea à edificação da Igreja Matriz(como o é a casa da Sr SALSA em Cimo de Vila), tendo aliás traços  que se assemelham,  nas cimalhas, o que poderá significar que o autor do projecto terá sido o mesmo.
Viria mais tarde  a nascer nesta Casa senhorial ,essa figura ínclita de Ílhavo ,o Conselheiro José Ferreira da Cunha, um homem probo ,ornamento da magistratura publica, homem superior carácter, figura maior de Ílhavo .E do  distrito.
A história  deste edifício não ficaria por aqui :um grupo de  Ilhavenses, amantes de Minerva, compraram-no e entregaram ao Eng. Tavares Lebre a feitura de um belíssimo teatrino. Estreado com a peça «Camões no Rocio», onde acturam Eduardo Pereira, Rosa Gomes, João Barreto ,com   musica a cargo de João Carolla (que foi regente da «Filarmónica Ilhavense») O teatro tinha como pano de cena uma excelente pintura representando Egas Moniz.E no galerim a evocação dos nossos maiores dramaturgos(ainda hoje visíveis).
Dificuldades, levaram a que no salão se viesse a instalar o « Clube dos Novos»(outro baluarte histórico ilhavense), requintadamente mobilado. Um ambiente «dandy»,«chic»,«d'époque», muito conseguido, onde os sofás tipo inglês vermelhos davam um ar  de intimidade,servindo de pousio a uma nova geração irrequieta que sonhava já com novos tempos.
Mas e sempre as dificuldades acabaram por matar o sonho. E a sociedade acaba por se desfazer. E a casa  é então, comprada  pelo empreendedor  Sr. Vizinho.
Era pois neste edifício (em nossa opinião ) que  deveria ter nascido o CCI (recuperado o edifício em toda a sua beleza e dimensão).E  havia espaço anexo para muita outra coisa.
Se a Rádio Faneca conseguir despertar interesses para recuperação (deste sim!)Património Histórico, então a Rádio Faneca  terá cumprido a sua gloriosa missão.
 
SF
(quem quiser ter mais informação pode consultar  www.senosfonseca.com , clicar em «avançar» ....e escolher entre «Factos» ou «Figuras» o historial do «Chão dos Pobres», do «Recreio Artistico», de Conselheiro Ferreira da Cunha etc etc.)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aquela casa foi mandada construir por Sousa Pizarro, fidalgo  ,cavaleiro, homem de armas e feitos praticados ,com lugar na corte, casado com D Inês de Sousa Magalhães (filha mais nova de Cap.João Sousa Ribeiro) .Tiveram uma filha ,D Benedita ,que irá casar com o Visconde de Almeidinha .A Viscondessa D Benedita, foi a  figura  central da célebre história de bem fazer e grande  pratica solidária -«O Chão dos Pobres»).

A construção da casa é contemporânea à edificação da Igreja Matriz, tendo aliás traços  que se assemelham,  nas cimalhas, o que poderá significar que o autor do projecto terá sido o mesmo.

Viria mais tarde  a nascer nesta Casa senhorial ,essa figura ínclita de Ílhavo ,o Conselheiro José Ferreira da Cunha, um homem probo ,ornamento da magistratura publica, homem superior carácter, figura maior de Ílhavo .E do  distrito.

A história  deste edifício não ficaria por aqui :um grupo de  Ilhavenses, amantes de Minerva, compraram-no e entregaram ao Eng. Tavares Lebre a feitura de um belíssimo teatrino. Estreado com a peça «Camões no Rocio», onde acturam Eduardo Pereira, Rosa Gomes, João Barreto ,com   musica a cargo de João Carolla (que foi regente da «Filarmónica Ilhavense») O teatro tinha como pano de cena uma excelente pintura representando Egas Moniz.E no galerim a evocação dos nossos maiores dramaturgos(ainda hoje visíveis).

Dificuldades, levaram a que no salão se viesse a instalar o « Clube dos Novos»(outro baluarte histórico ilhavense), requintadamente mobilado. Um ambiente «dandy»,«chic»,«d'époque», muito conseguido, onde os sofás tipo inglês vermelhos davam um ar  de intimidade,servindo de pousio a uma nova geração irrequieta que sonhava já com novos tempos.

Mas e sempre as dificuldades acabaram por matar o sonho. E a sociedade acaba por se desfazer. E a casa  é então, comprada  pelo empreendedor  Sr. Vizinho.

Era pois neste edifício (em nossa opinião ) que  deveria ter nascido o CCI (recuperado o edifício em toda a sua beleza e dimensão).E  havia espaço anexo para muita outra coisa.

Se a Rádio Faneca conseguir despertar interesses para recuperação (deste sim!)Património Histórico, então a Rádio Faneca  terá cumprido a sua gloriosa missão.

SF

 

(quem quiser ter mais informação pode consultar  www.senosfonseca.com , clicar em «avançar» ....e escolher entre «Factos» ou «Figuras» o historial do «Chão dos Pobres», do «Recreio Artistico», de Conselheiro Ferreira da Cunha etc etc.)

quinta-feira, maio 07, 2015


E assim  vamos indo. Mal....

 A prestação de Passos Coelho,digna de um entertainer,foi ontem uma boutade ridicula..qb.

Mais ridículos só aqueles elementos na plateia: o « Cherne» ria-se...De quê?! De não ter percebido ,ou ninguém lhe escarrar nas fuças, que ficará na história como um trânsfuga, fugido à desgraça de um País a mergulhar no fosso, para ir servir de clown, a dizer o que lhe mandavam dizer. Ou o «liliputiano»  Marques Mendes, chefe de negociatas mil ,o herdeiro de de futura citação, de capitalista bem sucedido (vidè Passos Coelho ,ao chefe Loureiro).E muitos mais. Riam-se da palhaçada tonta, despropositada, inventiva, do histriónico Passos. Que fala de algo que ele pensa ser o seu País, sem perceber que está a falar de coisas que só existem na sua imaginação fértil.

Sabe-se que Portas no final do espectáculo lhe mandou um sms ,a dizer:

-Deixa-te de palhaçadas, e tem tino...pá...já farta...assim largo-te de mão...de vez.

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Acabo de ler L'Observateur.

E descubro  na edição de hoje o elogio a  Mariana Mortágua. Que o jornal francês classifica como la tombeuse des Rockefeller portugais, heroína da luta contra o capitalismo.

Gostei.
Gosto do ímpeto de M M. E da sua acutilância. Non, je ne suis pas,comme les autres ,assume MM. Não o foi no caso BES..., como ainda ontem a ouvi meter o Passos no saco, dar-lhe um nó, e embrulhá-lo : há 4.000.000 de razões para o seu elogio a Loureiro. Um upper cut que deixou Passos KO.

MM está  naquela idade em que pensamos  ir mudar o mundo. Certo é que seu Pai(Camilo Mortágua) também sonhou com isso na ditadura. Teve bom exemplo. Mulher de luta, cuja carreira será bom não perder de vista. 
Se isto fosse como no futebol, dizia já ao PS para lhe comprar o «passe».
Que chefe de bancada ali estaria...

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  Noticia o Point :
O Chefe da Al- Qaida ,foi bombardeado...e foi -se---

Pois foi.... Nasser Al-Ansi, foi atingido por um drone americano. Nasser foi quem reivindicou o ataque contra Charlie Hebdo.
Bem já deve estar entre a 12000 virgens, em pleno gozo de desvirgulagem colectiva.
 
SF

 

segunda-feira, maio 04, 2015


 

Tlim---Tlim....Tlam..

 No repouso quieto
Desta noite

Os nossos beijos.....

 E o teu coração quente

Para me aquecer..

                      .... mais nada

Um beijo...outro

 E a noite vai.

Ficamos nós

A ouvir o eco

                          tlim--tlim

                          tlam
SF -Maio .....

sexta-feira, maio 01, 2015


 
Pikkety ...e (de novo)  o CAPITAL

Ouvi com muito interesse e com deleite, a entrevista a Thomas Piketty, de quem, aqui há um ano, referenciei e sugeri  a leitura do best seller(16 milhões de livros vendidos.) «Capital  no século XXI» (agora já em português)

De Piketty, diz-se ser uma das mais brilhantes cabeças do século. Um  economista que privilegia o papel da história na investigação económica, analisando o passado,  para desmontar o presente. Para então  propor o futuro. Tipo brilhante. Explicando (como já o tinha feito no livro) matéria tão complexa de um modo tão simples e cativante. Ao alcance de qualquer cabeça pensante.  

E é claro,reafirma: com austeridade nada se resolve.Com inflação zero ,nunca pagaremos a divida. As dividas publicas são pagas(?) -explica  - de diversa maneira, mas poucas ou nenhuma vez «a contado».

Toda a estrutura politica europeia está errada, declara.E logo explica porquê. Soberanamente evidente. E logo acrescenta: - não é um País, mas (tem de ser) um grupo de Países alinhados que terão de mudar a arquitectura europeia.

Coisas tão evidentes, que nos deixam perplexos porque (e beneficiando quem?) estamos a teimar na formula errada.

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Nóvoa... ou névoa a dissipar-se

Não estou muito preocupado com as eleições presidenciais. estou muito mais temeroso, isso sim, com as legislativas. Quando já se elogia Dias Loureiro na antena  partidária,tudo é possivel vir a suceder .O mundo é dos que não têm vergonha.

Neste avanço de candidatos, vejo com interesse sair do nevoeiro, o Nóvoa. Gosto do seu raciocínio, gosto da sua postura, gosto das suas ideias.

Vou seguir com atenção....E ver, se sujeito à pressão, é homem para se aguentar.

Uma coisa tenho certa desde já: Nóvoa pensa com a cabeça...Cavaco pensa com os pés...

E se de dentro do nevoeiro......(nada...nada...deixem....)

SF

sábado, abril 25, 2015




E venha outro!!!!!!!
 

 

Tantos a falar do 25 de Abril.

E tão poucos a cumpri-lo no dia a dia.

Esta cultura partidária, está esgotada. Se a Democracia na sua essência está ela também esgotada? Eu creio que sim...

E nesta atitude reside o meu mal. Aquilo em que creio, põe-me em contrapé com uma maioria que me rodeia. Uns preferem tão simplesmente viver. Chega-lhes.

A mim, viver não é bastante. Tenho de me interrogar permanentemente porquê, e para  quê, vivo. E só o pensar me basta.

O 25 de Abril enquanto criança fazia-me acreditar que um dia qualquer ...aconteceria...um novo sebastião. Hoje já não creio...

Hoje parece que o vento bateu nele, e que  todos os sonhos , ambições e desígnios (!),foram  vergados, deitados por terra .«Este» 25 de Abril não tem mais capacidade de voltar a ser. Talvez nem sequer de voltar a querer ser.

                                                  Já se cerra  o Abril dos quarenta

                                             Cuja  ementa

                                             Foi sonho já  passado

                                             De um   povo aquietado.

                                             Quero um  Abril novo levantado,

                                             Erguido pelo grito da turva

                                            Que de novo pelo sonho incendiada

                                                                             [ Grite:

                                                                              é por aqui que quero ir

                                                                             .... e não por aí.

 

SF 25 de Abril 2015


AS viagens da Grande Armada de ZHENG Já num outro trabalho, publicado em Blog especial, aqui há uma dezena de anos, trouxemos  ...