O MAR E O ARRAIS
Que trazes no farfalho da vaga que lá vem?
Com que dimensão, com que medo me queres aterrecer,
Ou com que inquietação me queres saber?
Não aceitas (?), danado ,quem medo de ti não tem .
Podes vir de breu, negro e ameaçador
Podes trazer contigo o vento a chiar e rugir,
Relâmpago ou trovão a zunir .
Podes trazer tudo ,Mar sem fundo.
Mar de todo mundo
Vem estipôr!
A tudo direi basta
Que o medo é breve, mas a glória vasta.
De ti , minh’alma não teme fugir
Nem dor colher, sorriso ou afago.
Chegada a hora de te fruir
Bebo-te , mostrengo, de um só trago
Vem danado
Se a tua grandeza é vasta
Para a dominar, uma mão me basta
Pois tu , afinal - ó Mar! –
És tão pequenino
Que a tua imensidão
Cabe aqui, todinha,
No seio da minha mão.
Senos Fonseca
Maio 2007
sexta-feira, maio 25, 2007
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