Saciado, mas não farto
Esta é mais uma noite em que me embriago
Em ti ,e de ti, Ria
Olho-te no reflexo da lua que me atordoa os sentidos.
Revejo-te em todos estes anos vividos
Nos ciúmes de outros , que como eu ,amorosamente te cativam.
Estás hoje diferente do que me mostraste ontem.
E sei que amanhã serás de novo diferente .
E é por isso que tão estranhamente
Me apaixono, por quem repetidamente , me mente.
Sigo as tuas formas de mulher esquiva,
quando despida das tuas águas me mostras os recantos do teu corpo
E me desatinas
No desejo irrecusável de nele mergulhar - Mulher viva!
A sorver impudicamente a tua maresia , minha boca feita , teu porto.
Saciado, mas não farto, deslizo sobre os teus seios, e beijo-os sofregamente
Até que me digas basta .
Na promessa de que amanhã tudo recomeçará de novo
E que o teu desejo volte, renovado, a provocar o meu ,
Que pode ,eu sei, estar cansado, por peripécias da vida
Mas para Ti jamais estará ,meu desejo ,meu corpo, morto.
Costa –Nova ,18 Julho ,2007
Senos Fonseca
sexta-feira, julho 20, 2007
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