Esquecer de Te amar
Olho o mar como olho para ti , pretendendo ir tão longe
Que perca o olhar no desvendar da verdade da tua carícia.
Sinto –me perto e logo longe ,tão longe como me parece estar a tua ausência.
Quando a vaga vem, lá de longe enrolada, desfazendo-se em farfalho
Parece trazer –te no regaço , deixando-te de mansinho envolta em mil flores silvestres
Adormecida na areia ..
Já a maresia, os búzios enroscados, as conchas doces e as algas te envolvem e prendem
No areal dourado, o teu corpo abandonado
De Sereia
Para que possas sentir o sol pousar sobre o mar azul, inundando-o de vermelhão,
Lembrando um campo de papoilas loucas, ondulando ao vento , tão longe que o meu
Olhar não apeia.
Corro a aconchegar-me a ti ,no contacto com a tua frescura, ansioso de ouvir tudo o que
Ecoa e me enleia:
As marés que trazem os búzios, as conchas e as pedras a rebolar ,alertando-me os
Sentidos, prendendo-me na teia..
Enquanto os meus lábios já gretados aspiram o salgado do vento que nos enlaça.
Com eles beijo os teus seios de onde se soltam gotas escorregadias
Da água azul do mar
Mergulho a minha face nos teus vales, ou subo ao alto das tuas serras ,até que saciado,
Procuro um lugar de refugio ,fundindo-me no teu corpo,
Fixando o horizonte para nele encontrar a linha imaginária onde está escrito
Nunca me esquecer de te amar.
Senos Fonseca
S.F
Outubro 2007
quarta-feira, outubro 31, 2007
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