domingo, junho 24, 2007

DIAS DE AUSÊNCIA


Estes dias têm sido maus para conversar no Blog.

Não só houve que apresentar o Ensaio Monográfico ,mas meteu-se pelo meio a solicitação para apresentar o Livro «80º Norte» de Valmemar Aveiro ,no Porto ,e ,depois e de repente ,a solicitação para ir a Almeida ,falar um pouco sobre «As Rotas dos Bacalhaus».

Tempos cheios por isso ,mas por onde perpassaram casos interessantes .

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Participei ,há dias, e com muito gosto ,no habitual Grupo do Caldo de Feijão .

Esteve presente o eng Pio ,catedrático na área do ambiente ,que de um modo muito claro elucidou os presentes sobre as virtudes da co incineração , processo que foi analisado por uma Comissão Cientifica ,à qual pertenceu .

Dito isto assim ,não seria algo de muito relevante .Mas é ,porque o eng.Pio é um ilhavense .

O que impressiona é esta terra ter vultos desta dimensão e ligar-lhes pouco ,ou pelo menos, não de acordo com o merecimento .

Se estivéssemos numa terra onde as pessoas contassem e se privilegiasse as utilizar para incutir nos mais novos a ânsia do merecimento ,então há muito que este e outros ilustres , deveriam ter sido promovidos ,trazendo-os à ribalta .Se houvesse uma politica de cultura com pés e cabeça .Agora a que existe por cá é sem cabeça e aos pontapés
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Mas nesta reunião ,tive uma nova surpresa :o livro de João Roque professor na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré ,que mostrou o seu livro«Pirilampo e os deveres da escola» ,um lindo (encantador) conto para crianças –matéria muito difícil de abordar –que para lá disso ,tem uma óptima ilustração da autoria de Helena Zália ..

O Livro ganhou um prémio da Câmara (…)
Sei que ficaram boquiabertos ao pensarem -por momentos que…. finalmente! ….

Só que não ,não foi da Câmara de Ílhavo, mas sim da Câmara da Trofa que lhe atribuiu o 1º Prémio e o publicou. A Câmara de Ílhavo, essa desconhece-o ,como desconhece tudo do género.

«O Pirilampo» ,de João Roque é um educativo conto ,muito bem conseguido ,que certamente despertará o interesse das crianças .Cá em casa houve já a tarefa da sua divulgação, com pleno êxito, diga-se.

Parabéns a João Roque.

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E agora vamos lá à

Apresentação do « Ílhavo -Ensaio Monográfico»


Foi muito apreciada a intervenção de Alberto Souto .Límpida, transparente .Eu sei que aqueles que me vieram trazer o elogio ,estavam a pensar e a comparar ,a fazer notar a diferença..

Claro: há os que falam,… falam ,sem nada dizer –só para se ouvirem a si próprios -,e os que falam a saber o que estão a querer dizer .A diferença é ,simplesmente abismal

Alberto Souto é um Senhor com lugar marcado na história aveirense ,e cuja participação na mesma, ainda se não encerrou. .

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Ao outro dia um amigo que comigo trabalhou ,já lá vão dezenas de anos ,e que trouxe o livro para eu rubricar ,atirou-me :

-Então engenheiro ,depois de engenheiro ,projectista, professor ,director associativo, e agora historiador (?) –tanta coisa !- o que gostava de ser afinal?

- Olhe, meu caro ,uma coisa diferente dessas todas ; onde começasse e descobrisse novos interesses…Fazer outras loucuras.

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Agrada sempre –pois é reconfortante – ver tantos amigos á nossa volta e que quiseram ser simpáticos .Oxalá os não desiluda

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A pergunta que mais vezes ouvi fazer era :- e agora?....
Agora!... nem eu sei .Há tanta coisa pronta para ser acabada …e outra tanta para ser começada….que nem sei responder.
A questão nem é fazer ; é a de chegar ao final e achar que há interesse em ser publicada.
Essa é que é a decisão difícil. Fazer não custa nada .Faz-se, nem que seja asneira .
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Estiveram lá todos os que faziam falta .Todos ? Quase...

Porque faltaram dois ,que, se não estiveram presentes fisicamente, estiveram-no em espírito .

E que diria o primeiro (no final da apresentação ) :

- Estava a ver que não!...que ias deixar passar as tontarias em branco.

E logo a outra ajuntava :

-Não foi mau, Oh João!...mas podias fazer melhor…não achas Necas?

Claro :os meus Pais

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No final os amigos desfizeram-se –bondosamente –em abraços ,palmadas ,sorrisos ,parecendo querer levar a sério o transmitirem-me a ideia de que «eu até parecia um escritor».
Podem ficar sossegados, por tanta boa-fé semeada .Sei perfeitamente até onde vou na matéria .Rabiscador ,se tanto .
Mas podem ficar seguros que pelo menos felicitaram alguém que foi sempre igual. Acabada uma tarefa ,logo se sente obrigado a fazer melhor .Sempre insatisfeito.

A vida é aqui .E ganha-se lanço a lanço ,pelo que findo um é preciso partir para outro.
Sem descansar ao sétimo dia ,pois que tal prerrogativa só Deus teve o poder de, a si próprio, conceder . E quem sou eu ,para mo conceder.
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Ainda tens tempo para fazer muitas coisas : -dizia-me da boca para fora ,quando no intimo, certamente, queria dizer :- estamos prontos

Respondi :

- Olha não tenho tanta certeza como tu ---

- É preciso ter fé –retorquiu-me..

-Só se for na certeza dos cemitérios.


Aladino

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