segunda-feira, outubro 13, 2014





O EI é mais perigoso que o ébola


Esta questão do EI (Estado Islâmico) é quase tão preocupante quanto o surto da ébola.

Estamos perante uma cobardia dos países constituintes da ONU, que tardam hipocritamente em intervir. E com o adiamento de soluções, e um encolher de ombros hipócrita, condenam milhares e milhares inocentes à degola.

Claro que impressiona,de igual modo, estes novos «cruzados ?», que fazem agora, a viagem. Mas  ao invés (dos cruzados) anteriores. Os primeiros, idos em nome de «Deus» cristão, libertar Jerusalém (destruindo civilizações e povos). Agora idos em nome do «Profeta», refazer o califado .Nihilista e passadista, o EI ,é o fruto de um vácuo politico criado numa região, onde o Ocidente tem profundas e inegáveis culpas. Nascido da «razão» para o combate, de um grupo de elites de Saddam,a que se juntaram uns velhos fundamentalista, para lutar contra o invasor americano, o movimento(e ganhou expressão)em 2011, com as revoltas árabes. Descontroladas, desenvolvendo-se aqui e ali ,como os cogumelos.   

No passado mataram-se, degolaram-se, incineram-se  milhares e milhares (talvez milhões!) de inocentes, em nome de «deus» em vão. Não se prometiam as virgens (coisa que, parece, por aqui é moeda rara, e ainda bem!) mas prometia-se ouro, riquezas, territórios, prebendas, sem fim.Agora, estes jovens «europeus adoptados»  inadaptados, desprezados e desinseridos, sem futuro á vista, deitados ao lixo por uma  sociedade capitalista que despreza  as pessoas, doentiamente fixada ,apenas, no lucro de uma exploração continuada, são presa fácil para uns loucos e fanáticos  terroristas( o fim dos tempos está aí, e….) . Para em nome de Alá (também ele  citado em vão) levarem a jihad até ao fim. O califado quer regressar á Europa para acertar contas.

Nos múltiplos contactos de duas dezenas de anos com a gente árabe, entre a qual criei, fortes e duradouras amizades, materializada em  mútuas visitas, amiúde e continuadas, sempre me impressionou o conhecimento profundo daquela gentes  do Corão (independentemente do seu grau de formação). Percebi que os actuais cristãos desconhecem, literalmente, a Biblia. Que invocam amiúde sem nunca a terem lido.E mais: –analisado. Nessa atitude existe uma profunda e inegável diferença, entre os seguidores das religiões. E eu que não sigo nenhuma, fui com curiosidade anotando essas diferenças. Aquela gente pareceu-me formatada na escola, para acreditar cegamente.

Estou plenamente convencido de que se avizinham tempos de extrema delicadeza para o  Ocidente. Qualquer leigo percebe que com a aviação não se matam «moscas». Se nem sequer acertam nas instalações petrolíferas em mãos terroristas, que raio de precisão tem essa tecnologia  americana (drones & comp)? À  trinotonante decisão americana, o EI radical,  aproxima-se  da Turquia(e depois?!) e está dentro de Bagdad.

24 horas de indecisão numa guerra, pode representar a sua perda. Napoleão soube-o tarde .A perda desta batalha, que deverá, inevitavelmente, ser travada no terreno, pode ter  consequências irreversíveis.

SF

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