sexta-feira, julho 20, 2007

Há razões- que a razão explica e justifica - destes dias de ausência .


Voltemos, pois , à conversa .

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SE ISTO É DEMOCRACIA EMPENHADA ;VOU ALI E VOLTO JÁ….


Assisti com alguma perplexidade ,às eleições para a Câmara de Lisboa .E ,estupefacto ,vi alguns sorrirem-se, apregoando efectivas e estrondosas vitórias .Pode ter sucedido que uns ganharam mais do que outros ;mas ,se feita reflexão cuidada ,perderam todos ,sem que alguns dêem por tal :-ou finjam não dar .

A democracia ,uma vez mais ,veio apenas dizer que é o menos mau de todos os sistemas. Mesmo quando o povo (os cidadãos) se não deixa(m) convencer das virtualidades propostas -e ,como foi o caso -, dão uma nega à sua participação.
Pelo menos, assim , mostra(m) o seu direito à indiferença .

A meu ver ,este assomo dos independentes –afinal todos travestidos –não me parece de ser levado a sério .Por enquanto…,entenda-se. Mas desejável, e quanto mais depressa melhor. Os partidos funcionam numa lógica de mercado .Sem concorrência ,estagnam. Em ideias e em pessoas …

Ganhou claramente quem tinha mais aptidão para o desempenho do cargo ;nisso não tenho a mínima dúvida. Mas a indiferença coloca em causa a afirmação de que haveria um claro entendimento da necessidade destas eleições .
O grande exame de António Costa ,irá ter lugar dentro de dois anos .E aí ,a indiferença ,não vai -não pode! - ser a mesma.
Senão, é caso para dizer : -democracia para que te quero?!.

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O mundo está povoado de …

COISAS DESINTERESSANTES


Foi-me gentilmente oferecido o Livro de João Simões ,cujo titulo inicial na década de 40 era «Os Grandes Trabalhadores do Mar »e que agora passa a «Heróis do mar»(lembram-se do Filme do mesmo nome?;não houve ,pois grande originalidade, para –assim - resolver o imbróglio criado por Valdemar Aveiro)).

Tricas e trocas ,da «porcaria» em que anda metida a guerrilha na «Feira das Vaidades» na Santa Terrinha.

Espantosamente ! :- edição paga pela Câmara Municipal e Museu. Parece isto despiciendo ou uma frioleira sem significado ?

Ora aí digo ,clara e frontalmente ,que não .

Tinha em casa a edição do autor ; agora tenho a edição de co-autoria de João Simões e Álvaro Garrido .Não percebo -ou faço que não percebo -esta novidade editorial. Mas , concerteza ,a nota do prefácio é bem mais elucidativa -e importante - do que o livro.Esteve bem A.G.no prefácio ,mas...
O livro é mais do que inócuo . É mistificador. Conjunto de Crónicas de uma superficialidade que confrange .O autor mesmo quando se vê envolvido no limiar do heróico ,é claramente incapaz de o relatar com autenticidade . A mais não era obrigado. A «encomenda» não era para ser autêntico ,mas panegírico.
Bem escrito? O que é isso ?

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Ora quando o livro « Faina Maior » está esgotado ,porque desviar a atenção ,e os esforços ,e entrar numa guerrilha sem sentido ?...

Insisto : «Faina Maior » é – de longe! –o mais conseguido documento ,sobre «os bacalhaus».Aqui e lá fora .Em minha modesta opinião, este livro já deveria ter sido, promovido «lá fora» .Tem estatuto que justifica o esforço .
«Faina Maior» foi o produto de uma associação irrepetível: ao rigor de Ana Maria na fixação do texto e na organização editorial ,juntou-se o descritivo ,próprio ,incomparável, do Chico Marques .
O livro reduz a heroicidade pacóvia, à realidade da sobrevivência. Exalta ,sem hiperbolizar .Desmistifica ,até :-ninguém lá andou por querer; mas porque era um modo de vida.

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Tinha principiado a noite com uma conversa interessante ,com pessoa interessante, e nada melhor que utilizar a boa disposição para suportar um livro sensaborão ,inócuo, encomendado ao autor com uma finalidade – a de enaltecer a vitória da neutralidade de Salazar na Segunda Guerra ,o que nos permitiu ,em 41, termos a única frota a pescar nos grandes bancos, tarefa que o jornalista do então sinistro Diário da Manhã , se esqueceu porventura, de acentuar .Ao que parece ,os próceres de então ,julgaram suficiente a aventura do jornalista do regime, para o medalhar..
Mas agora ,reproduzi-la ….Para quê ?

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Mas..o mundo está povoado de …

PESSOAS INTERESSANTES

Só que às vezes passam-nos ao lado.

Sucede-nos ,ás vezes ,gravar o imaginário de uma pessoa ,e assumindo esse retrato como definitivo. De repente ,sentados perante a mesma, verificamos que o mesmo ,não corresponde à realidade .E o certo ,é que tudo isto se passou durante uma vida .claramente ,falta de atenção que lhe damos …

Ontem sucedeu-me acertar umas contas com uma dessas pessoas ,com a qual andava intrigado, pois, desconfiava eu , que a imagem que dela tinha –por minha culpa .mas também por culpa dela !-estava errada .E quando uma duvida me assalta ,não descanso enquanto não ponho as coisas a limpo .Inquieto,. gosto de ser justo nas apreciações e para isso não aceito ficar pela superficialidade do que ouço dizer ,mas sim descortinar passo a passo ,a interioridade do «outro ou outra» .Gosto ,enfim ,de conhecer as pessoas (interessantes ) por fora e por dentro .E isso só o consigo, se as confrontar directamente.

Interessante ,pois ,verificar eu próprio, quanto enganado estava .
Ter respeito , consideração e estima por reconhecimento da validade intelectual de uma pessoa,… já é bom .Mas ,muito melhor, é juntar a essa estima distante ,uma estima de simpatia pessoal, próxima. Podemos ,assim ,se necessário , ser úteis, apoiando o seu esforço.

Foi o exercício que pretendi e ao qual «a visada» correspondeu sem fastio. Penso!

A vida tem coisas bonitas .E eu que andava enjoado de um tempo rico (paupérrimo…) em futilidades, enchi o «papo».



Aladino

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