Num cravo ruivo para Ti
Pudesse eu sentir o bafo dos dias quentes
(para deixar de sentir a dor
A dor tremenda de me ver ainda acordado
(em tudo o que escrevi.
Nessas folhas em que amei e fui amado
(ainda que noutras, não sei (?), odiado..
Sinto a dor tremenda de nelas não ver gestos,
(seria que lá não couberam?
Ou estando lá, eu não os vi, tão escassos eles eram,
(a vida é «soma e segue».
Por isso quem me dera morrer num instante
(antes que o inverno mos negue.
Ateio as poucas brasas que ainda há em mim
(frias dos beijos que não recebi
E recuso o sono, a paz e a solidão que só hei-de querer no fim
(quando então longe daqui;
Mas não deixo, hoje, de escrever num cravo ruivo para Ti
(o que já não sei dizer a mim.
SF ( Natal 2008)
sábado, dezembro 20, 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
(Do livro « Filinto Elíseo-O POETA AMARGURADO) -------------------------------------------------------------------------------------------...
-
NA REGIÂO DE AVEIRO. NO BAIXO VOUGA LAGUNAR João Paulo Crespo O título do livro “Na Região de Aveiro. No Baixo Vouga” era já suficiente p...
-
TEMPO DE REFLEXÃO Dirão uns que pretendo com este apontamento «imitar» Alberto Souto com as suas 101 ideias para "Um Futuro para Ave...
-
Nota .este blog é pessoal, e por isso ,de relativo interesse, senão para a sobrinhada. Lerá quem o quiser faze ,depois de avisado) E...
Sem comentários:
Enviar um comentário