terça-feira, janeiro 21, 2014


Tanto tempo a não ter tempo….
 
 
Mais um pobre poema;
Hoje para assinalar os quinze lustros
De uma vida sem lustro
Ainda que não à fome de tanto a lustrar.
Mas há vidas que por mais lustro que se puxe
Mais baças vão ficando, na poeira do tempo,
Levantada ao percorrê-la.
 
O tempo caminha inexorável.
Quinze lustros!...tanto tempo…..
Privilégio concedido de tempo tal
Que sobrar tempo, parecia afinal.
E hoje ao ter de fazer as contas ao tempo,
Perco-me no passado vezes sem conta
E não tenho tempo de fazer as contas.
 
 
Creio que a vida me fez gastar tempo
Não comigo, pouca coisa (!),
Mas com os outros esbanjei tanto tempo
Que agora chegado o tempo
De fazer contas,
Choro por não ter tempo
De voltar atrás uns tempos.
 
SF -22 Jan 2014
 
 
 
SF -22 Jan 2014

1 comentário:

Fernando Martins disse...

Eu, se fosse poeta, diria o mesmo...

De dúvida em dúvida...vamos aprendendo. Se há parte da História de Portugal que nos foi mal “vendida” nos bancos da Escola, foi a da ...