quarta-feira, novembro 11, 2015


Oh! dor….

 
Oh que dor, hoje

De ter ainda paixão
E não ter versos  para

A descrever como outrora

 
Oh que dor, hoje

De não ter  já a dor de sonhar
E passar a vida a olhar, a Ria,

Correr  célere, direita ao mar.

 
Oh que dor, hoje
De  tudo me bastar
Sem nada  que me baste…

Dizer que ainda estou vivo
Como, ausente de mim, o posso  negar?

 
Oh que dor ,hoje

Sentir nas tuas« mortes»
Que nenhuma morte apagará

Os beijos trocados entre casas, dunas e camas
Onde nos amámos.

Nenhuma  dor  será possível 
Vinda desse tempo em  que  colhíamos o vento

E nos beijávamos
Eternamente apaixonados.

 
Basta a tua lembrança, nesta casa

De sonhos onde guardo o teu nome,
Para te sentir, ausente de mim,

Presente em mim.

Oh meu amor!
Eu poderia dizer aqui tudo…

Inventar tudo o que os poetas inventam
Postos  doridos a negar a  dor,

Mas de ti,não invento nada
Sei que não voltas…

Sobre os meus pensamentos

Cai uma pedra a dizer-me
Quanto  estás longe, aqui tão perto.…

SF 10 Novembro 2015 

 

 

 

 

 

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