sexta-feira, janeiro 09, 2015




 
            Xurdir &  Comp.
 

1-      O canto onde  xurdo  e faço por fazer, aqui  está.

Enquanto me aqueço por fora (com a lareira),e de vez em quando por dentro ( com um whisky, bebida que me foi  terminantemente proibida há cinquenta anos ),lanço, quando sinto saudades, um olhar pela noite à ria.

Invejo-me de mim próprio, por às vezes, ainda recalcitrar com a vida. E mesmo que esta seja um pouco, a de eremita que se vai atendo á solidão, certo é que me vou continuadamente readaptando, para me sentir vivo.

E  xurdir á vontade…..livre….

 


2-      Foi-me feita uma pergunta embaraçosa: pode haver um amor romântico perdurável?

Não sei,  exactamente,  que autor (poeta certamente)  afirmou ser o «amor romântico» um sentimento provindo de há séculos, de inspiração cristã. Discordo...do vate.
Se tal fosse, como amariam os romanos, que se ensaiavam em envolvimentos românticos de um certo libertinismo?

O firt romântico, na minha concepção, existe, e é uma boa terapia. Embora dure um fósforo. Mas recompensa em intensidade, mais do que em quantidade.
 O romance romântico, pode durar mais um pouco: uma acha.

Porque  para  perdurar o estado  de êxtase, e o manter aceso, há que ir, sucessiva e continuadamente , renovando  a imagem do outro(a).Logo que a curva inverta de tangente.
Quantas vezes poderemos provocar a renovação ?  Nisso reside o problema.
Porque a partir de uma data poderemos mudar a veste interior. O problema é que a exterior, a visível, a partir de determinado ponto, não é retocável.

O amor romântico acaba sempre em saturação . O flirt romântico acaba sempre a saber a pouco
  
SF

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