segunda-feira, maio 12, 2008

ENVERGONHADOS..E TRISTES…assim vamos em Ílhavo



Vamos hoje deter-nos sobre Ílhavo, e em alguns dos seus problemas, actuais, porque como as questões estão a evoluir, parece ter chegado o momento exacto para questionar aquilo que parecendo, talvez não fuja à regra de o ser.

Comecemos pelo MUSEU.

Museu 1

Em visita que lhe fizemos esta semana, por pouco não nos passava despercebida a exposição fotográfica-poética, subordinada ao título «Destino de Peixe», da autoria de Brigitte d’Ozouville (fotos) e Isabelle Lebastard (poemas).

Avancemos por um olhar rápido à exposição. Notável Não se trata de simples retratos, daqueles que tantos se tiram que há sempre uns a ficarem bons, mas um tema que a retratista persegue, conseguindo levar-nos à compreensão de uma mensagem que pretendeu registar: o destino do peixe está na mão do homem. Mas o destino de muitos homens está no peixe,…parece querer dizer-nos a autora quando nos fala do destino de ambos a dizerem quero sair desta rede…enquanto é tempo, respirar profundamente.

Ora acontece esta mostra está dispersa por duas paredes, colocada por detrás de umas colunas, sem condições para a sua devida apreciação.
E assim morre sem ser devidamente apreciado um belo tema, em tudo diferente do que, sem regra ou selecção, por lá se vem expondo. Há mostras e mostras …. E por isso deveria haver mais cuidado quando aparecesse uma diferente.

Museu 2

A constatação do que atrás dizemos, apenas reflecte a clara pobreza da concepção do Museu. Que pode ser esteticamente válido, por fora, mas totalmente inadequado por dentro.

A falta de uma sala de dimensão adequada para estas exposições temporárias já se tinha intuído aquando da «Diáspora dos Ílhavos», e até, na recente exposição da colecção do Cap. Marques da Silva. A salinha não tem as mínimas condições para responder a uma exposição onde se precisa de espaço mínimo entre peças, de perspectiva, e espaço de circulação, para evitar molhadas.

E o facto, e isso me parece incrível ninguém parece se aperceber que a resolução do problema está, ali, à mão. Na realidade, perante a exiguidade interior não se percebe a teimosia de manter uma cafetaria sem interesse de maior, e uma loja sem movimento que justifique, ela sim, o espaço que ocupa. Com algum espírito inventivo a loja poderia ser anexada à recepção, com um arranjo simples. E a cafetaria, limitada ao estritamente necessário, creio que há por lá cantos que chegariam perfeitamente para a enquadrar.

Mais difícil é resolver o caso – assombroso! - da total inadequação da sala da ria com falta de dimensão e perspectiva para albergar as embarcações expostas. Claro que haveria outra solução imaginativa, que melhoraria, e de que modo, o funcionamento do museu, resolvendo o erro da sua concepção. E onde as embarcações ganhassem toda a riqueza das suas formas

E não me venham com a questão estética. Aceito que o museu sob o ponto de vista de formas, exteriores, é bonito. Nada mais. Ora isso não chega, porque isso não é o essencial
pretendido.

Museu 3

Os mais atentos – e mais pacientes já se devem ter interrogado com o frenesim que vai por aí, com o Director do Museu a, seja por entrevista com preparação cuidada e antecipada da matéria, ou em artigos de opinião, a vir, nas ultimas semanas (vide «Diário de Aveiro» e logo a seguir em «O Ilhavense») ocupar páginas e páginas na Comunicação Social.

Que o director aceda a entrevistas, tudo bem, se bem que não apreciemos as entrevistas do entrevistado – entrevistador. Perdem espontaneidade e são de tal modo rebuscadas e articuladas, que perdem a graça do imprevisto. A entrevista não questiona; aceita. Torna-se fácil neste tipo de entrevista adivinhar o que vem a seguir. Ora, no caso presente a que nos referimos (D.A.), o Director manda, claros e muitos recados para o exterior, no intuito de tentar gerir um assunto que já lhe teria escapado de mão (é evidente).

De todo errado e inadmissível -em nossa opinião, mas é a nossa -, são os artigos de opinião do Director que seriam de evitar, quando se vira elogista em causa própria, de um cargo pago pelos edis ,a quem,a esses sim competiria elogiar ou criticar. O Senhor Director deve perceber que não é pelo facto de hiperbolizar o seu trabalho - mas sim pô-lo á apreciação,à discussão -, que será aceite por aqueles, pois que facilmente,ao falar sózinho, perde a noção da palavra exacta, o equilíbrio verbal, ao afirmar haver um, e só um caminho, para o futuro desenvolvimento do M: M: I. O que não é de todo verdade.

Porque por tudo quanto se passa à volta do Museu, nada indica que o projecto que se tem vindo a desenvolver seja o correcto -ou deva ser esse, exactamente –, especialmente no modo como alguma opções são levadas à prática e as finalidades com que o são. Estamos perfeitamente à vontade para dizer isto, pois somos dos poucos – quase uma verdadeira excepção – que considera, apesar de tudo, haver coisas boas no trabalho que o referido Director vem desenvolvendo.

A verdade – e essa são a questão! -,o desempenho do cargo está inquinado: O Director não foi escolhido por concurso, ou sequer por acordo das forças politicas concelhias e, por isso, e como o repete o Presidente à saciedade e em publico – malcriadamente, mas quem cala…-ele (o Director do MMI) é tão só o «meu Assessor, como tantas vezes o ouvi referir.Com isso quer dizer está aqui para executar a minha politica. Logo a sua opinião é secundária: -assim o parece dizer, o Sr. Presidente.

E claro nesta situação o prazo de validade do Director é o prazo de validade do Presidente,
salvo se…

Ora o certo é que o salvo se…já se consumou.
Por isso este frenesim do Director a mandar recados, a julgar que talvez assim recolha apoios. Ou me engano muito ou nenhuma mão se erguerá para o defender. O que de certo modo será pena.

Eu, corrigidas algumas questões, seria dos que levantaria o meu braço.

SÓ QUE ISSO TERIA, COMO É EVIDENTE, UM EFEITO AO CONTRÁRIO.
Aladino

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