FAINA MAIOR
Agora é tarde.
Outros contam a história que escreveste
E chamam-lhe sua.
E Tu que calçavas as botas e cerravas os punhos
Marinheiro que o sonho abençoara,
E partias depois de beijar teu filho
Ficas a ouvir a «estória» das «estórias» que lhe escrevias.
Que não fala da tua inquietação de então
Terão pão?
E não fala do teu sofrimento, a cada momento ,
Terão alimento ?
E não fala da tua alienação quando em vão
Andavas perdido na solidão.
Ninguém explica a dor sombria que então sentias
Naquele lugre carregado de medos.
Sabia -se lá se haveria humanos regressos ?!
É por isso que clamo pela tua presença;
Queria reunir os destroços que sobraram
E dizer aos contadores da tua história imensa
Que era o medo quem fazia os heróis
E toda essa imensidão de bravos,
Que sonhavam, sofriam e choravam
Só para que os seus filhos não fossem,
Eles também,
Os novos escravos…
SF
(nota:encontrei isto na papelada.Não me recordo se algum dia o mostrei.Não importa se o fiz.Nunca é demais lembrá-Los)
sexta-feira, julho 03, 2009
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