quarta-feira, dezembro 31, 2014



2014 –  The last... but not the least….
 
Um silêncio
Interrompido
Espalha um sudário
Azulado sobre o corpo da minha ria.
 
Deixo o meu olhar seguir
Os barcos que nela
Navegam.
Quatro gaivotas meninas
Os perseguem,
Vão e voltam
Inquietas, ladinas,
À procura da sua sombra.
Nelas batem quatro corações.
Só eu não sei onde paira o meu,
Por aí navegando aos tropeções
Atrás do teu, aos baldões.
 À noitinha a lua virá mirar-se
Ao espelho da sua amada.
Invejo-a, pois nela há tanto «sol»
Que sozinha chega para iluminar
As águas de tanto sossego acordadas.
 
 
 Em mim já mirrou
A luz, o brilho, o fulgor.
Perdida a aventura da ilusão
Procuro-te sem te encontrar
Acho-te, sem nunca te achar
Vou por esta margem, a caminhar
Caminhando, sem sair da minha prisão.
O nevoeiro é como o tempo
A apagar o mito da tua imagem,
Maçã sensual, madura, apetecida
A que me nego,
Mas que em mim, ainda mora.
No longo caminho de renúncia
Vou-me enganando, negando-te.
Nada mais volta a ser como outrora
O vento segue-me
Apagando os meus passos
Para que nunca mais saibas onde moro.

ai amor...ai amor
sou lua sem luar
para to dar...
que pena.
ai que pena,
ui (!?) que dor,
esta saudade
do meu amor.....
 
SF -2014
(Foto Rosa Maria Vital)
 

1 comentário:

JR disse...

Um 2015 cheio de projetos e de sucessos.
Um abraço.

De dúvida em dúvida...vamos aprendendo. Se há parte da História de Portugal que nos foi mal “vendida” nos bancos da Escola, foi a da ...