quarta-feira, dezembro 18, 2013



Vou fechar a portada....  




Porque tive eu a ver

Com senhoras que se vão lavar à missa,

Ou com homens «felizes»,

Porque lhes é dado o encanto da estupidez?





A minha vida nunca foi para mostrar

Nem sequer para trazer como amuleto

Pendurado ao pescoço.

Mas....

No ar, hoje, nesta calmaria aparente

Há uma dorida ausência de sol

Há, eu sinto,

Uma vibração latente, estranha

Pairando no ar, parecendo ausente,

          

Serão bruxedos?

Lá que os hay….hay….

Agora já não duvido.

A fé e o bruxedo são

Faces de moeda

Do mesmo enredo.



No pinheiro que tenho

Postado em frente de mim

Uma gaivota pousa, e geme.

Lá no largo, a ria é baça

Há asas a bater…a bater de mansinho

Gritos de passarada adivinhando a noite;

Em mim um vazio imenso

Que terei de sorver até ao fim,

Agora sozinho.

Vou fechar a portada

Despedir –me da ria amada

Cá dentro tudo está como era dantes.

 Um dia, prometo, vai haver

Uma noite diferente;

Nela só eu e tu, ria (!)

Bailaremos de novo a valsa da vida

Como tantas vezes o fizemos antes..



Nossa a noite largamos ferro

Desfraldamos velas

E partimos, então, sem rumo :

Que importa de onde viemos…

 Ou para onde vamos ?!

 Tudo o que quero é fugir

De dentro de mim;

Fugir à sede de me procurar

Com medo de me encontrar.
 
                Sf Dezembro 2013

             

     

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