terça-feira, maio 13, 2014


«OS NOVOS MAIAS …& Comp.)

 

1-      Creio ter razões que não  escondem a razão da minha teimosia. É preciso insistir para não deixar desaparecer um património cultural, que, não sendo  nada negligenciável, sobreviveu a todos os «tratos de polé»  com que, obstinada e com intuito claro, bem se tentou distorcer a história de Ílhavo.Amigos  :«os ílhavos» são os «ílhavos» do passado, e não os pissocos do presente..E se não nos agarrarmos ao seu exemplo, «fomo-nos!!!». Et voilà …diria o Ega….O resto é «conversation» diria o meu avô «Gueira».

Não sei se hoje existem figuras em Ílhavo que consigam ombrear com a geração de vinte, e seguintes, que tinham atrás de si um património já rico. E isto de ter atrás de nós,alicerces profundos ajuda…

Para salvar todo esse património é preciso ir à luta. Ir à luta é acima trabalhar com afinco e sem complexos.

2-      A apresentação de Os Novos Maias na Costa Nova que inclui os Postais da Costa Nova, agradou-me. Vi interesse nas pessoas: - um interesse, talvez, fora do normal. Hoje os contactos com que me vão desinquietando o tempo, parecem provar o facto. Quando assim é:- é bom. Se em todas as circunstâncias teria valido  a pena, assim creio que ainda mais.

3-      Para a apresentação contei:

                   3-1- Com a dedicação da Dr.ª Helena Malaquias. Fez as últimas revisões (e devo dizer que me surpreendeu pela segurança com que o fez).«Ensaiou» o grupo Sénior da Fundação Prior Sardo, e fez uma apresentação do livro, a meu ver, muito criteriosa. Preocupou-se em explicar o que está lá, objectivamente, e não o que o autor subjectivamente pretendeu  insinuar(ou propor…talvez?). Saramago dizia que tinha sete revisoras para lhe catarem o texto. Claro, a responsabilidade era enorme. Mas por mim, cedo conclui que nisto de escrevinhar, chega-se a um ponto…. e tem mesmo de se passar o trabalho a outras mãos. Mantive com sucessivas revisoras, de trabalhos anteriores, acesas discussões.E oposição a vários entendimentos. Que me recorde, aceitei todas as objecções da Maria Helena Malaquias.O que diz tudo. Todas? Ah!...em algumas partes M.H. queria que o texto fosse (ainda!) mais exclamativo. E em dois ou três passos, eu discordei.

                    3-2 -O livro conta e enriquece-se com a ilustração da Sara Bandarra ,na capa. Eu gosto muito. Simples mas eficaz. Brilhante!... Há muito...muito a esperar da arte desta promissora descendente da família «Bandarra»

                    3-3- Dos Amigos Seniores já referi. Deram-se ao desempenho. E sem minha interferência (nenhuma!) lustraram a sessão com aquele que considero o meu melhor trabalho poético (?????),se é que consegui algum.
O Rui(Bela) como sempre presente.Vamos continuar a estar atentos aos seus trabalhos.
A todos o meu :-Obrigado.

                    3-4- Como sempre – e como gosto – faço as coisas, lanço-as… e nunca mais sei o que é feito delas. Por isso a AML foi preciosa na ajuda da recolha dos Postais e no seu ordenamento.

                     3-5- A atitude da CMI, na cedência ao CASCI, do auditório do MMI, foi um sinal muito positivo. A CMI deve olhar aos «novos tempos» avessos a «folclore» de obras sem sentido – e sem dinheiro! – e olhar mais para o imaterial. É preciso reencontrarmo-nos, uns com os outros, na conservação e preservação da nossa identidade, ultrapassando para tal as divergências clubistas, ideológicas (se é que há consciência do que isso seja). Positivo foi, com franqueza, o acerto da representante da Edilidade. Sóbria mas assertiva.

Pelo que, dito isto, hoje fico por aqui.

Certo é que há pontos a esmiuçar……   

SF

4 comentários:

Maria Helena disse...

Rever um trabalho e/ou comentá-lo, que o mesmo é dizer"apresentá-lo" pode ser um oficio sem interesse ou, pelo contrário muito agradável. Tudo depende da empatia que se estabelece com a proposta que se nos apresenta.
Os Novos Maias na Costa Nova, confesso,ansiava por cada capítulo que o autor me mandava. Parecia-me estar a falar com um Eça mais moderno, mas com a mesma ironia e graça. Foi muito agradável participar na sua apresentação e desafio o autor a novos desafios com os nossos clássicos.
Gostava de ver umas" Novas Farpas" ou "Umas Novas Viagens pelas Nossas Terras" ou "Uns serões na...beira mar" ou...ou..enfim...
Quanto aos alunos da US, sei que também gostaram de participar, apesar do que a ensaiadora exigia, ainda que tivesse quase menos artes que eles!

Maria Helena disse...

Rever um trabalho e/ou comentá-lo, que o mesmo é dizer"apresentá-lo" pode ser um oficio sem interesse ou, pelo contrário muito agradável. Tudo depende da empatia que se estabelece com a proposta que se nos apresenta.
Os Novos Maias na Costa Nova, confesso,ansiava por cada capítulo que o autor me mandava. Parecia-me estar a falar com um Eça mais moderno, mas com a mesma ironia e graça. Foi muito agradável participar na sua apresentação e desafio o autor a novos desafios com os nossos clássicos.
Gostava de ver umas" Novas Farpas" ou "Umas Novas Viagens pelas Nossas Terras" ou "Uns serões na...beira mar" ou...ou..enfim...
Quanto aos alunos da US, sei que também gostaram de participar, apesar do que a ensaiadora exigia, ainda que tivesse quase menos artes que eles!

Margarida Albuquerque disse...

Foi um enorme prazer conhecer o escritor Senos da Fonseca e poder participar na apresentação do seu livro. Mas não só; foi “delicioso” personificar a Tibéria e a sua costelinha maliciosa; maravilhosa interação, ( e convívio) com os colegas do grupo de teatro e a professora Helena (que teve uma paciência e disponibilidade enormes... Obrigada!) ; um despertar para vocábulos desconhecidos ,que me aguçaram a curiosidade e me têm levado a pesquisas interessantes; ver o meu marido transformado num arrais de uma forma muito original. Enfim, uma aprendizagem em vários aspetos e uma experiência pelas quais eu estou muito grata.

Margarida Albuquerque disse...

Foi um enorme prazer conhecer o escritor Senos da Fonseca e poder participar na apresentação do seu livro. Mas não só; foi “delicioso” personificar a Tibéria e a sua costelinha maliciosa; maravilhosa interação, ( e convívio) com os colegas do grupo de teatro e a professora Helena (que teve uma paciência e disponibilidade enormes... Obrigada!) ; um despertar para vocábulos desconhecidos ,que me aguçaram a curiosidade e me têm levado a pesquisas interessantes; ver o meu marido transformado num arrais de uma forma muito original. Enfim, uma aprendizagem em vários aspetos e uma experiência pelas quais eu estou muito grata.

De dúvida em dúvida...vamos aprendendo. Se há parte da História de Portugal que nos foi mal “vendida” nos bancos da Escola, foi a da ...