sábado, agosto 16, 2014

(Parte III)


Eu e a SRª do Pranto



Com o tempo, veio o desmembrar da família. Já praticamente só resto eu.

Cada vez mais, me fui separando do meu sítio. Tenho lá a casa dos meus ancestrais, que tento manter, una. Difícil. E na certeza que comigo ela desaparecerá. A não ser que uma Instituição promova algo de concreto e e sólido, e a requeira. 

Ao visitá-la, vem-me à ideia o percurso onde me fiz homem – com montes de virtudes e mais defeitos –, e onde bebi que o gesto de Cristo, de oferecer a outra face, é lindo mas inútil. A todo o acto de violência, venha de onde, ou de quem vier, reage-se de que maneira for, mas reage-se. Entre a espada e a parede…a espada.  





Este ano fui observando os esforços de dar, à festa, uma nova roupagem. Depois de uns anos de escalabroso e escandaloso, esquecimento, do «troglodita esteves», que no meio da pipa de massa que andou a desbaratar, nem uns míseros tostões encontrou para a recuperação do Arco,as gentes de lá de cima encheram-se de brios e criatividade. 
Aquele peralvilho, não sabia que o Arco da Srª do Pranto é mais genuíno, que o encomendado, delirante e fantasioso, brasão de Ílhavo.
Já se foi.Bons olhos o vejam,hoje, cagaréu devotado.



Ora uma Comissão genuína, ofereceu à parte pagã da festa, uma nova vestimenta.Reinventou o atractivo  Surpreendeu-me a ideia e gostei do que vi, como primeiro ensaio. Pode vir a fazer-se muito mais, e melhor (!).Estou certo que tal será o desejo da Comissão, com repetidas experiências.



Parabéns.





E aqui vão imagens garridas de um «novo Cimo de Vila».

Um lugar de gentes diferentes, gentes que surpreendem.









E o ARCO,IMPONENTE, É A LIGAÇÃO DO PASSADO AO PRESENTE. 


Os de lá de baixo devem estar a roer as unhas e a pensar ,como os chefes das bandas: e agora o que vou eu tocar?????



SF Agosto 2014 

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