segunda-feira, março 02, 2015


E assim vamos indo..

Com o conhecimento de um Primeiro Ministro que não sabia que os impostos são para pagar –mas  que sabe bem que os todos outros têm de pagar, de qualquer modo – e que mesmo depois de saber fez de conta que talvez passasse, tivemos um Alfredo Barroso a publicitar, em parangonas, a sua saída do PS. Tenho mais ou menos a mesma idade de militância no PS, que Barroso. Conheço a sua irrequietude e as suas zangas. O seu mau feitio: com tudo e com todos(até com seu Tio).

E não aceito que pelo crasso erro do Secretário Geral, que ainda está por explicar, cabal e claramente, um tipo salte logo da embarcação.

Quando o tio de Barroso ( Mário Soares) afirmou meter o Socialismo na gaveta, indignei-me. E no Partido marquei, então, a posição que entendi. Mas não sou dos que entendem que uma só andorinha faz  uma primavera. E não gosto destes alardes de «agarrem-me que vou sair».

Censurar, e usar o peso politico para fazer ver, frontalmente, o erro, é uma posição correcta. Ser-se Socialista é uma afirmação de interiorização ideológica, que em Barroso vem de longas décadas. Um Secretário Geral muda-se. Uma ideologia… ou mantém-se ou renega-se.

Por vezes é-nos fácil evocar culpados. Mais fácil do que afirmar : afinal andámos uma vida enganados.

Quando muito Barroso ia votar e  desinfestava as mãos com álcool.

  SF

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